sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

                                           Disfarçado de político
Como haverá alguém que consiga continuar a acreditar  nos políticos portugueses?É ver o primeiro ministro fazer tudo ao contrário do que prometeu à oito meses atrás,é ver o sr.Seguro a contradizer tudo e que o seu governo no exercício de funções fazia igual,é ver os partidos da esquerda a criticar só por criticar tudo o que for e sem apresentar uma solução possível para este calvário que está a ser a política traçada pela tryoka e aplicada à risca por este governo que não me parece levar-nos a bom porto.Quando se rompe com toda e qualquer possibilidade de crescimento da economia tomando medidas que só prejudicam a classe trabalhadora,e as empresas produtoras serão as mais lesadas através da aplicação severa de impostos incomportáveis,Quando a asfixia financeira leva trabalhadores e empresários ao desespero e cada vez mais o desemprego é o cartaz de apresentação para soluções práticas,como conseguiremos ultrapassar todo este drama que se implantou no nosso país.Onde andam as soluções para fazer crescer a economia,as empresas  não encontram meios de poderem corresponder aos seus compromissos, as famílias desesperam para ultrapassarem as dificuldades que se depararam com as actuais medidas de austeridade,a insegurança prolifera,os suicídios aumentam,e os que ainda tem a sorte de manterem o posto de trabalho olham com desespero o futuro que não se augura risonho,pois as entidades patronais pelo facto da conjuntura estar a seu favor aproveitam-se das circunstancias para fazerem uso dos argumentos que sacrificam e aprisionam alguns trabalhadores que se sentem espezinhados e explorados,pois alguns empresários sem escrúpulos aproveitam-se destas circunstancias.Mas afinal as leis pouco ou nada valem quando a necessidade se impõe à disponibilidade de cada trabalhador,e o primeiro ministro vir dizer que a alteração das leis laborais no futuro melhorará as politica de emprego.Mais uma que nem ele próprio acredita.Em Portugal infelizmente ainda não se entendeu que;criar riqueza significa dar condições a quem trabalha para poder evoluir progressivamente de modo a que o seu futuro seja mais próspero e não fazer de uns poucos cada vez mais ricos e muitos cada vez mais descontente,improdutivos,desiludidos,desesperados e desanimados e os resultados expressam-se em cada acto eleitoral,cada vez os cidadãos menos participativos desacreditando na democracia,assassinada pelos políticos.O melhor disfarce para este Carnaval de desespero será a força anímica que cada um possa ter para superar esta caminhada sem futuro à vista,e tentar superar as dificuldades que estão cada dia mais difíceis de ultrapassar,com muito empenho e dedicação apoiando aqueles que terão ao longo de um período que parece longo,imensas dificuldades no seu dia a dia.Até que apareça alguém com a coragem e a vontade de mudar todas estas incompetências políticas dos governantes que  à data tiveram nas mãos as rédeas deste país e não mostraram capacidades para levar-nos a um futuro senão melhor mas pelo menos,parecido com o nosso passado.

Carta enviada para o Diário de Notícias no dia 17/02/2012
Aguarda publicação.(já publicado,D:Notícias de 26/02/2012)
                                        Na hora do desespero
Será que o regime que vigora no nosso país e na nossa região,ainda é digno de ser chamado de democracia?
Porque tanta austeridade,quando o que realmente falta é autoridade?
Porque sempre os mesmos  a pagarem os devaneios de tanto político incompetente  que durante 38 anos se dignaram usar a democracia a pretexto de cometer tanto crime ao património,de modo a colocar-nos na situação actual?
Porque  terão que ser sempre a classe produtiva ,os trabalhadores a ter que acarretar com os calotes dos senhores que por milhentas vezes dia após dia,mês após mês,ano após ano,vão agravando a situação financeira do país e somos sempre os menos culpados a pagar as favas.
Será que não há nesta terra abençoada pelo sol, quem veja que aqueles que durante todos estes anos nos mandaram apertar o cinto,este já rebentou e até as calças já nos caíram,de modo a andar-mos uns de tanga,outros de fio dental e outros nus 8ou foram despidos).Até quando não haverá um português ou um grupo de portugueses que ponham os verdadeiros culpados de tanta roubalheira a pagarem os crimes que cometeram e não sermos sempre os mesmos a carregar com a inércia política de uns tantos iluminados.
Por favor,já chega de tanto despir-nos e de tanta asneira financeira.
Agora que nos tiraram o pouco que sobraria para gastar nalgum bem que viesse-mos a adquirir,a quem venderão os comerciantes,os fabricantes e todo o comércio,quando aqueles que consumiam já não tem dinheiro para o fazer?Uns para comer,outros para pagarem a casa a saúde ou os estudos  etc.
Será que não perceberam que, quanto menos dinheiro os trabalhadores têm para gastar,menos consumo existe,menos produtos se consomem,menos impostos geram através do consumo e por conseguinte o estado empobrece,pois menos impostos arrecada.As medidas imediatas só causarão agravamentos para o futuro será tão difícil perceber que a dependência  a que se subordina o estado através do subsídio de desemprego pelo facto da economia regredir,cada dia que passa os poucos que trabalham suportarão essa despesa e os que não recebem como sobreviverão?
  Será  que os senhores do dinheiro,os bancos,não perceberam que com a economia em recessão até o dinheiro perde espaço de manobra e circula cada vez menos?
Tanto crime cometido no bolso de quem trabalha assassinando a economia e tirando ao povo  a possibilidade de uma vida melhor,será que tudo isto não é crime,e os culpados não terão de ser julgados nem que seja num tribunal internacional já que os nossos não tem competência para tal,ou teremos que alterar a ultima estrofe do nosso hino nacional:Contra os ladrões marchar,marchar.

Carta enviada e não publicada ao Diário de Noticias  dia 03/02/2012