sábado, 22 de junho de 2024

                                                De consciência tranquila

Porque a democracia assim o permite; ter opinião. Se assim não fosse não seria democracia, coisa que o povo desta terra e após 50 anos sente ainda uma enorme dificuldade em aceitar a liberdade como um bem adquirido e a democracia como um modelo de expressar essa mesma liberdade. Mas afinal será a democracia é que persegue este povo ou a foi liberdade que condicionou-lhe o exercício da democracia?  Vejam que se alguém vota a favor dos eternos governantes, é uma falsidade e um ato de covardia perpetuar o PSD no governo, se votarem contra é uma falta de responsabilidade em adiar as possíveis soluções que dependem do orçamento que para uns a economia da região ficará bastante afetada, mas para outros nada que não esteja a acontecer à oito meses. Enquanto que a culpa será sempre da oposição porque 48 anos de hegemonia PSD em nada culpabiliza o facto do governo cair de novo e voltarmos a ser chamados a eleições. Mas os paladinos da democracia acham que o povo está farto de votos! afinal este povo não se dá lá muito bem com a consulta popular, (eleições) tem enorme dificuldade em assumir a democracia como modelo de mostrar a vontade popular e acham que prefere ter os mesmos carrascos de sempre mesmo que para isso tenha que ser chamado a cada quatro anos em troca duma espetada meio bolo do caco e uma laranjada e mesmo que depois tenham de andar mais outros quatro anos a se lamentar. Afinal em que é que ficamos? queremos um governo que se preocupe com os cidadãos todos os dias do ano ou um que promete mundos e fundos a cada quatro anos? Definitivamente temos um povo que não tem cultura democrática, acha que o governo é que tem de assumir as responsabilidades e os compromissos dos cidadãos e só serve para que a cada quatro anos sejamos chamados a eleger aqueles que eles propõem para que nós os escolhamos. A razão pela qual é cada vez mais difícil lidar com os madeirenses e motivar cidadãos livres, genuínos e honesto a participarem ativamente na política é simples. Os oportunistas, vigaristas, malabaristas, infiltrados e corruptos sequestraram a democracia, legalizaram o roubo e institucionalizaram a corrupção e os cidadãos indefesos acham-se incapazes de alterar o paradigma político do país e da região. Mas afinal somos ou não somos livres? acham ou não que quando estamos indignados, desiludidos, defraudados e revoltados contra este modelo de democracia devemos utilizar essa democracia e a liberdade que a mesma consagra para ao menos tentar alterar o panorama político? De quem é a culpa de serem sempre os mesmos a governar, não é do povo que os elege? Sim ! porque quando aparece a possibilidade duma alternativa, o sistema está de tal forma desacreditado que todos são rotulados pela mesma bitola; SÃO TODOS IGUAIS. mesmo aqueles que querem fazer algo de novo, tentam combater o sistema mas o mesmo estão tão musculado que são a esses que atacam, os que queremos a que algo mude. Os partidos do sistema não querem cidadãos comuns, genuínos, e a política parece talhada para trafulhas e corruptos não havendo espaço para gente séria e honesta e os que eventualmente queremos mudá-la não temos o verdadeiro apoio da sociedade massacrada e lesada pelo próprio sistema e compreende-se a razão. Será uma traição aos muitos que acreditaram ser possível a alteração do panorama político da região e que agora vêm gorada essa possibilidade. Para um arguido dizer que está de consciência tranquila, assim como para quem poderia e deveria por termo a este sistema que andou a pregoar o combate à corrupção e ao compadrio, copia a mesma desculpa, não podemos esperar nada dum regime gerido por viciados da corrupção. Por tanto, vamos devolver a democracia aos cidadãos e dar a oportunidade a quem realmente pretende uma nova forma de fazer política e uma nova maneira de estar em democracia, mas para isso precisamos da coragem e de cidadãos disponíveis ao serviço das populações  e não a utilizar a democracia para se servirem e para seus próprios benefícios. 

sábado, 15 de junho de 2024

                                          Um orçamento na panela de pressão!

Depois da queda do Governo Regional em circunstância que ainda por esclarecer mas que a causa tem muito a ver com a suposta corrupção de alguns dos seus membros. As repercussões após o ato eleitoral para a constituição duma nova Assembleia Regional e consequente formação dum governo deixou a política da região em banho Maria mas cozinhado numa autêntica panela de pressão pelos ingredientes colocados na mesma e a formula utilizada para a composição da Assembleia Regional, a apresentação dum (novo) governo e consequente aprovação do orçamento da região e a sua viabilização. As estratégia utilizadas pelas diferentes frações políticas é vê- las a se chantagearem umas às outras e a pressionar com todos os argumentos para que a culpa seja imputada a todos menos aos verdadeiros culpados. Afinal! quais as razões e quem os culpados da política de predominante domínio de quase meio século de hegemonia PSD levaram a que  tudo isto acontecesse? Entre o cozinhar e o fracasso duma solução PS/JPP ou um governo de minoria com um entendimento pós eleitoral com os antigos parceiros do CDS por parte dos eternos "governantes" sempre com a restante oposição hora a se manifestar contra, hora por vezes acenado por detrás da cortina com uma solução para viabilizar aquilo que a maioria dos madeirenses não querem pois foi claro o seu manifesto contra a anterior solução. Num universo de 254.522 mil eleitores inscritos, o partido mais votado PSD obteve 49.103 votos elegendo 19 dos 47 deputado, os restantes partidos todos juntos obtiveram 75.877 votos elegendo os restantes 28 deputados e 118.632 dos restantes eleitores não compareceram às urnas e 2.791 votaram branco ou nulos. Ou seja que: 197.200 mil eleitores não querem continuar a ser governados pelo PSD. Mas como as regras deste modelo de democracia anula toda e qualquer manifestação de descontentamento contra de abstenção como forma de manifesto, ainda assim maioritariamente dos votantes 78.768 rejeitaram o partido mais votado. Dadas as circunstância e tomando em conta a vontade dos madeirenses, será que tem legitimidade um governo que além dos motivos que fizeram chamar de novo os eleitores a se manifestar em oito meses, até utilizar a ingerência dos clubes de futebol para forçar a aprovação do que deveria ser do interesse dos madeirenses nos seus assuntos mais prioritários, será que é o futebol (nada contra o mesmo) mas acho que existem muitas mais e situações que levam a que a resolução tenha a consciência da razão, da causas e das consequências que virão se tudo correr mal. Afinal tem corrido tanta coisa mal ao longo dos tempos e em todos estes anos que se pusermos um fim para reiniciar tudo de novo, será que valerá a pena correr esse risco? Se destapar a tampa da panela e se vier a descobrir tudo o que de errado foi feito até aqui, poderá que possamos curar o mal com um simples caldo de galinha caseira, com pouco sal para não alimentar (vírus)/vícios do passado e depois futuramente possamos comer nem que seja uma caldeirada de atum, uma açorda ou uma sopa à moda da avó antes que a válvula salte, a panela seque e o cozido azede.  O descrédito a que a política foi conduzida ao longo de 50 anos estará a por em causa a veracidade da democracia?

domingo, 9 de junho de 2024

 https://cnnportugal.iol.pt/estado/criancas/estado-paga-ate-3-300-euros-por-mes-por-cada-crianca-ou-jovem-acolhido/20240312/65f003c6d34e8d13c9b8bbec

https://eportugal.gov.pt/guias/ter-uma-crianca/educacao-das-criancas-e-jovens

A falta de cultura democrática do povo português juntar à qualidade dos políticos escolhidos que não representam o verdadeiro interesse dos cidadãos,  juntando à liberdade de ficar em casa por desinteresse da política e desmotivação da mesma é o retrato duma sociedade subjugada à dependência  e ao controlo do estado e submetida à total irresponsabilidade propositada,  de modo a prevalecer a indiferença e o alheamento político dos portugueses.

No plano onde os nossos heróis são vistos e representados com cara de palhaços (desfigurando seus rostos) e chamando a isso de arte e de artistas aos seus autores, onde a defesa da pátria chega a ser considerada de crime para depois apoiar radicais que contrariam e contestam a nossa cultura e os nossos costumes. Enquanto noutras latitudes o povo vota contra o sistema,  em Portugal promove-se a cultura do ódio,  insiste-se em propagandear o racismo e a xenofobia atribuindo aos que queremos continuar a ser o país do povo humilde, trabalhador, lutador e bom acolhedor, na hora de protestar os portugueses absteem-se desmotivados pela forma como esta democracia tem (representado) muito mal a vontade deste povo humilde, histórico e valente!

Como podem sentir-se cidadão Europeu se em Portugal recebem 800€ de vencimento e sobrecarregados de impostos,  quando aqui mesmo ao lado, com o mesmo desempenho, recebem logo à cabeça 1.400 €? Mais um dos motivos do alheamento em relação a sentir-se cidadão Europeu de pleno direito. Como se motivam cidadãos a participarem numas eleições que à partida pouco ou quase nada beneficia o cidadão comum? É caso p'ra dizer que: votem ou não, eles serão eleitos e esses vencimentos vão ser distribuídos e os que sobrevivem dum mísero vencimento vão continuar a sobreviver dessa miséria e de nada lhes serviu a abstenção como protesto, apenas foram ignorados pelo sistema.

Definitivamente ao abraçar este projeto foi no intuito de implementar uma nova forma de fazer política e uma nova maneira de estar em democracia. Mostrar que a política não é só para vigaristas, oportunistas, malabaristas e corruptos, os cidadãos sérios, honestos e genuínos temos de conquistar o nosso espaço no universo político. Dá muito trabalho? dá! é quase uma utopia? É mas não é impossível se nos mantivermos firmes nos nossos propósitos e manobra-mos a máquina política da mesma forma que os nossos adversários, logo estaremos disponíveis para fazer valer os valores em que acreditamos e as nossas convicções, sem ceder um palmo dos nossos princípios.

Um dos projetos de alteração nos estudos do partido,  seria a forma de inscrição dos militantes.  Crescemos (de qualquer forma) quase que acreditando na vontade de mudança expressa logo após o último ato eleitoral legislativo num milhão e duzentos mil votos, esquecendo que nos nossos adversários existiam ressabiados, oportunistas,  malabaristas e infiltrados que desestabilizam por completo uma organização,  no caso um partido que pretende ser a voz dos cidadãos relegados dum sistema,  manipulador, e protetor de corruptos. Acho que a militância deverá ser aceite mediante um certo compromisso de honra, disponibilidade de servir e de intrínseca defesa da liberdade dos cidadãos. Assumir um compromisso de serviço à nação e às causas que os valores do partido defendem e que foi um dos pilares das nossas conquistas perante uma sociedade de insatisfeitos e descrentes.

domingo, 2 de junho de 2024

                                               E se a Europa precisar de nós?

Eis um novo chamamento aos cidadãos europeus para se pronunciarem através do voto sobre o destino do futuro da União Europeia. Assinado a 12 de Junho de 1985, o tratado de adesão à UE Portugal e que alguns portugueses beneficiaram ao longo destes quase 40 anos de ajudas financeiras em largos milhares de milhões de Euros. É caso para dizer que: muito daquilo que é hoje o patamar de desenvolvimento atingido no nosso país deve-se muito a essa situação. Mas será que ao fim destas 4 décadas podemos orgulhar-nos de tal desenvolvimento? Outrora um país (por exemplo) com um nível de construção naval dos mais desenvolvidos na décadas de 60 e 70, onde 25% do material utilizado representava produto nacional, e 60% do custo total das embarcações construídas nos nossos estaleiros da Lisnave onde laboravam aproximadamente cerca de 2 500 mil funcionários, ocupando uma área de 360 mil metros quadrados. Esta seria uma das muitas industrias que à época faziam de Portugal um país em expansão. A industria conserveira num país privilegiado dada a sua localização e biodiversidade marinha, ode atingiu a exportação de 90% da sua industria onde 400 fábricas que representava uma enorme fasquia da nossa economia.                          A então designada da época de ouro da economia nacional entre os anos 50 e 74, quais os benefícios da adesão dum país com uma costa calculada num espaço geográfico de 5.754.848 Km2 e que as regiões autónomas asseguram a maior parte desse território.           À hora de redigir este texto, prevê-se uma manifestação inédita dum grupo de pescadores e armadores da frota de pesca do atum reivindicando o aumento das suas quotas de pesca, que no seu cômputo geral é de 2.639 mil toneladas sendo que para as regiões autónomas de 2.243 mil toneladas, 85% do total. No último dia do passado mês de Maio foi atingido o limite máximo permitido pelo acordo UE e o encerramento da época da pesca do atum. Porque razão deixamos de ser donos daquilo que deveria ser nosso, ou será que quem negoceia não tem interesse em defender as nossas empresas, a nossa industria, os nossos armadores, pescadores, famílias e populações que dependem dessa atividade e do abundancia desse precioso alimento? Em caso para dizer que: o momento mais oportuno para reivindicar uma melhor negociação desta atividade na altura em que os cidadãos portugueses são chamados a darem o seu contributo quanto ao destino do futuro duma Europa que nesta perspetiva precisa de nós. Porque ainda sou do tempo que além de outras pequenas industrias na Madeira, existiam fábricas de conservas que dava trabalho e sustento a muitas famílias, será que um mau negócio com o poder europeu veio condicionar o nosso desenvolvimento industrial a sermos mais autónomos com uma imensidão de mar à nossa volta? Porque autonomia é isso, ser cada vez menos dependentes do exterior  e neste momento a industria mais rentável na região (o turismo) tem um risco demasiado elevado para podermos abdicar de outras alternativas. Porque às vezes um pouco estupefactos duvidamos e quando um cidadão comum ouve noticiar que por exemplo: Portugal vai assinar um acordo bilateral com a Ucrânia por 10 anos no valor global de 126 MILHÕES DE EUROS para apoiar uma guerra! Qual a interpretação desse cidadão que na hora de votar por uma solução europeia, vamos pensar seriamente se queremos continuar a ser dependentes da UE ou se é verdadeiramente a Europa que precisa de nós.