quarta-feira, 21 de setembro de 2016

                            O Outono do nosso descontentamento
O despontar do Outono leva-nos a meditar seriamente naquilo a que possa vir a ser o futuro breve de todo uma série de situações que nos fazem pensar todos os dias.Aproximam-se as épocas das chuvas e o nosso pensamento vai direitinho para: até que ponto estaremos preparados para o inverno que aí vem? A situação das nossas encostas principalmente as sobranceiras à cidade do Funchal deixa toda a gente preocupado qual será a resistência e o efeito de chuvas de médias ou grandes dimensões. As críticas à prioridade dada para a betonagem dos muros de contenção das ribeiras enquanto a discordância é quase total, a montante nada ou quase nada foi feito, ou seja as origens de uma possível calamidade continuam a apresentar a ameaça e o perigo que as mesmas revertem quanto à segurança se trata. Discute-se o aumento de impostos à moda do actual governo querendo transparecer o «ataque» às classes de maiores recursos, mas a discordância de muitos sectores, deixa dúvidas quanto ao efeito e retorno que o estado obterá na aplicação dessas medidas. Entretanto continuam de pé promessas de um transporte marítimo  e ou um avião de carga para servir a região, promessas essas que, por não terem propositadamente data marcada, aguardarão a altura de por-las em prática temporária ou até parcialmente para servirem quisas de bandeira para uma próxima campanha eleitoral, e o atraso esse é culpa de Lisboa, porque afinal a autonomia pouco ou nada resolve. O subsídio de mobilidade deixa cada vez mais muitos madeirenses acorrentados à região e imobilizados quanto a deslocação à capital, dado o exagero nos preços das viagens, pois o modelo aplicado parece ter falhado em toda a linha. O novo Hospital só se ouvem políticos de todos os quadrantes reivindicar a luta pela sua construção, até os há quem já teve a oportunidade de fazer valer o seu estatuto de governante, entretanto o jogo do empurra permanece no seu auge. Estamos numa incerteza quanto a uma série de situações que deixam-nos apreensivos quanto  à sua resolução. O país parece apático quanto às  inúmeras medidas tomadas pelos governantes, quer a nível nacional quer regional e as solução para os problemas só aparecem em análise, esperemos que não demorem a descobrir e divulgar o diagnóstico das mesmas. Entretanto começam a despontar movimentos e ou grupos pessoas anónimas  e alheias a quaisquer (tradicionais) organizações políticas a tentarem se organizar, pois acham que ainda não está esgotado o processo de construção de uma verdadeira democracia livres de monopólios e manipulações corruptas partidárias, onde todos e cada um de nós sinta a necessidade da constante reestruturação de um sistema que por si só a liberdade concede, com a participação activa de todos.
O ressuscitar de uma verdadeira democracia honesta e transparente, onde os governantes sintam orgulho e a vontade de servir o país e não aquilo que até aqui tem acontecido, os políticos a usarem a democracia para se servirem do país. Será que ainda podemos acreditar que a liberdade permite construir uma democracia autêntica?