sexta-feira, 30 de novembro de 2018

                                          E se no Natal fosse verdade?
Entramos no mês onde tudo são esperanças, ansiedade, renovação de boas perspectivas, e presentes. A figura do que em termos de festividades da época deu azo a que tudo isto acontece, parece ter passado para segundo plano. O presépio foi «substituído» pela árvore de Natal, o menino Jesus pelo Pai Natal, os hábitos e costumes das nossas tradições vão desaparecendo ou misturando-se com outros hábitos e outras cultura. Na denominada de globalização, o mundo caminha a uma velocidade estonteante que por ironia costumo dizer que: quase nem dá tempo para desmanchar a lapinha. Porquê a sociedade absorveu hábitos e costumes que não eram nossos e teve de anular aqueles que nos faziam ser um povo de tradições e costumes saudáveis, não por ignorância, mas pela idiossincrasia, caracterizada pelo nosso meio um tanto ou quanto isolado, uma ilha, pela nossa cultura, pelo nosso espaço e pelas vivências de outros tempos. Porque misturamos aquilo que de bom veio de fora, com tanta coisa que só a nós nos diz respeito. Por circunstância criamos comidas típicas da nossa terra, bebidas, e costumes da época muito nossos que não vale a pena inúmera-los pois são tantos e do conhecimento de todos. Recuperar velhas tradições para que as novas gerações valorizem aquilo que fez hoje em dia ser-mos o povo que somos, sem deixar de aceitar novos hábitos novas culturas, novos costumes mas manter aquilo que é a nossa essência como povo. Também é muito importante mostrar a quem nos visita tudo aquilo que faz do nosso Natal diferente dos outros, aliás essa é uma das boas coisas que se quer mostrar na nossa cidade, as iguarias bem madeirenses, daí não achar própria a inclusão de outras especificidade que não as nossas. Este será mais um período para que quem nos visita, levar uma boa imagem da nossa terra, pena é que os meios de acesso (os aéreos) pois não existem outros, continuam a condicionar a expansão do nosso maior cartaz, numa época onde muitos vêm conhecer a terra que à 600 anos alguém encontrou e designou de pérola do Atlântico. O espírito natalício permanece na alma do nosso povo, vamos avivá-lo e divulga-lo a todos aqueles que nos vêm visitar neste Natal de 2018, para que seja o Natal mais madeirense de sempre.