quinta-feira, 31 de maio de 2012


Erros da matemática

 
A.J. Ferreira
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Por mais contas que se façam chegamos à conclusão que está instalada e para durar a crise neste país. E não é por acaso que foi a palavra mais pronunciada nos últimos meses, pois há sempre alguém que se ressente dela, porque vivemos num mundo onde já nada se faz sem a dependência dos outros.
Agora em relação a números, não sou muito dado a isso, apesar de infelizmente só trabalhar com eles, coisa que continua a fazer muita confusão e confesso com muita mágoa minha que não gosto de números.
Mas há uns números que apesar de tudo fazem-me muito mais confusão do que outros, como por exemplo: os que são divulgados para avaliar o crescimento económico do meu país, onde as estatísticas dão conta por exemplo que o dinheiro arrecadado com as medidas de austeridade no aumento dos impostos são inferiores às despesas efectivadas pelo Estado, portanto há um défice das contas públicas.
Agora há algum iluminado que me explique como será possível pagar uma dívida que nem se sabe bem de quanto é, com as receitas mais baixas que as despesas? Como será possível continuarem os contribuintes a pagar a despesa pública quando cada dia que passa a dependência dos cidadãos do Estado é maior, facto que se comprova com o aumento galopante do desemprego e por conseguinte cada vez menos gente a contribuir mas sim a receber. Quando cada dia encerram mais e mais empresas que até aqui eram contribuintes e que agora passam a devedoras de fornecedores e do próprio Estado, deixando atrás de si dezenas de pessoas que não sabem o que iram fazer da sua vida nos próximos meses!
Alguém de bom censo acredita que estas medidas serão a longo prazo a solução do nosso país?...
Nas minhas contas estamos à beira do precipício e com uma altitude de dimensões incalculáveis...
Os assassinos da democracia valeram-se da liberdade que ela concede para tirarem a esperança a quem realmente deveria ter beneficiado com ela, o povo afinal de contas.

sábado, 12 de maio de 2012


Sucessão ou tabu!

 
A. Ferreira
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Do modo como vem sendo tratada a sucessão do líder do partido 
"maioritário" na RAM até parece que a oposição continua não conta para 
nadar.Tendo em conta as ultimas eleições regionais e visto que a maioria 
dos eleitores não votaram PSD,as actuais contas parecem levar a acreditar 
que continuará a hegemonia PSD,apesar de toda a oposição estar anestesiada 
à espera de ver o que acontece perante a indecisão do possível sucessor.
Hora existem várias intenções do modo a que estão a ser tratados este 
tema:
primeiro o da possível recandidatura do Dr.AJJ e tudo fica no mesmo ou 
talvez não,o apoio ao Dr Manuel António como candidato apoiado pelos duros 
do partido e por conseguinte manter a força dos actuais apoiantes,a 
possível liderança do Dr.Miguel Albuquerque figura que aparentemente dá 
todo o crédito e ser a mais credível visto ser o único que ganhou 
eleições no partido fora do Dr.AJJ,e agora com a atenuante de aparentemente 
estar a ser cozinhada um virtual entendimento com o Dr. Cunha e Silva  à que 
o Jornal do regime chama de aliança Blandy para confundir e ao que parece 
para fazer passar à opinião pública que os interesses da região estão 
acima dos interesse partidários.
Isto cheira a esturro,pois até o dia que houver seja qual for o futuro da 
liderança e mantendo o secretismo estratégico à volta dos possíveis 
sucessores,tudo leva  a crer  que a oposição da-se por satisfeita com este 
jogo de monopólio,quando na verdade isto são tudo manobras de diversão e 
marketing  para manter a oposição distante e fora de qualquer análise 
prévia a futuros pretendentes do poder regional.Até parece que nesta terra 
não existe ninguém capaz de governar esta região fora do PSD,ou pelo menos 
com coragem para enfrentar os problemas que durante trinta e seis anos de 
hegemonia laranja e conhecendo a actual situação financeira da nossa 
região,não foram estes mesmos senhores que tiveram consigo todas as 
responsabilidades por atingirmos a actual situação.Ainda por cima para o 
bem ou para o mal com todos os defeitos com que foi gerida toda a política 
desta terra ao longo destes anos,com que autoridade moral poderão vir estes 
cidadãos dar soluções a uma situação que eles próprios criaram. Apesar 
de muitas das coisa que se fez nesta terra serem dignas de louvar,outras há 
que não vale a pena continuar a reprovar pois muito se tem dito e as 
verdades cada qual deverá tirar as suas próprias conclusões,mas de uma 
coisa estou certo,de nada irá mudar a política governativa desta terra se 
não houverem madeirenses com dignidade,coragem, seriedade e vontade de 
refazer esta região numa terra próspera,digna do seu povo e com um futuro 
verdadeiramente confiável,pois como diz o povo aprendamos com os erros e 
não cometamos muitos mais,pois poderemos chegar tarde na recuperação desta 
maravilhosa terra que tem por cognome de  Pérola do Atlântico.
Os madeirenses anseiam políticos honestos e competentes,capazes de enfrentar 
uma situação muito complicada mas não impossível de solucionar,pois para 
os madeirenses nunca houve impossíveis.
Aprendamos pois com os erros e não demos oportunidade a que os mesmos 
prevaleçam.