Porque? ainda acredito no pai Natal!
Hoje dou por mim a pensar: novamente é Natal tudo tão rápido e o mundo continua à procura daquilo que em muitos anos, décadas e porque não séculos ainda não encontrou, a paz. Porque quando criança acordava-mos logo pela manhãzinha para ver o que o menino Jesus tinha trazido, mas de repente e por obra do consumismo, uma marca de refrigerante mudou o portador dos presentes para um simpático senhor já velhinho e de barbas brancas, e aí tudo começou a mudar. Aquela«mentirinha» que iludia o coração de criança, pouco a pouco desvaneceu-se e passou da surpresa à banalidade de saber que a realidade era bem outra, agora ouvem-se conversa do tipo, dar um brinquedo a uma criança de 12 anos impensável, mas nem por isso ela deixou de ser criança. Agora nem é o menino Jesus (sem referencias a futebol), nem é o senhor de barbas brancas que trazem os presentes, ou melhor dito as surpresas deste natal. São os senhores governantes que de surpresa em surpresa, trazem-nos aos adultos, uns presentes envenenados e que causam a azia da grande maioria dos portugueses e deixam o natal de muitos lares deste país na incerteza e alguns até na miséria, ora na incerteza de quem governa, na angustia de que medidas irão ser tomadas, na dúvida da aplicação da justiça, na entrevistas televisiva a acusados de fraude à nação, na eleição do futuro presidente que supostamente antes do acto eleitoral já foi eleito, francamente já nem quero acreditar naquilo que diariamente sai à luz pública, pois parece que continuam a fazer-nos acreditar que na realidade o Pai Natal ainda existe. Será que o coitado do velhinho, saiu de alguma instituição bancária qualquer com os sacos dos presentes e querem agora arcar-lhe com as culpas de tudo o sucedido? Francamente já chega de atirar areias aos olhos da população que incrédula, mas dignamente e até exageradamente pacífica, tentando esquecer o drama, vai desejando a um e outro por cada esquina ou rua onde nos encontramos, um santo e feliz Natal, e por aqui aproveito para desejar um paciente, reparador e esperançado Natal da dignidade, da honestidade, da sabedoria, da paciência e sobretudo da esperança de que em breve possamos viver num país de pessoas dignamente humanas, e sobretudo que possamos voltar a creditar na humanidade.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Globalização e radicalização
Ás vezes no calor das emoções e no deambular de pensamentos, vem-nos à memória tantas coisas, verdades que por vezes custa-nos a nós próprios acreditar e mentiras que por vezes até receamos em duvidar. Isto a propósito do recente acto eleitoral num país que a nós madeirenses nos diz muito, visto ter-mos uma enorme colónia de emigrantes que já são mais, do que aqueles que vivem cá na ilha; a Venezuela. Parece que o povo decidiu outro rumo para o futuro da gestão política daquele país sul americano, e ao que as noticias dos últimos tempos revelam é que: um país massacrado pela gestão de um governo que achou por radicalizar uma situação que o mundo actual e global não se compadece, dada a dimensão da dependência dos países uns para com os outros. Fazendo um resume do porquê chegou a este estado, a Venezuela pelo facto de ter tido ao longo da sua já larga democracia e durante quase 40 anos, sucessivos governos que por muito que se tenham empenhado, a muita corrupção e muito esbanjamento conduziram a que um militar surgido de uma situação calamitosa a que a democracia não teve culpa, mas sim os «democratas» que a geriram, cometeram erros inadmissíveis, e eis que surge alguém a prometer uma nova forma de gerir a democracia. Erro de tal ordem que, além de conduzir o país ao actual estado de anarquia, e devido ás constantes quedas dos preços do petróleo do qual a Venezuela é muito dependente, conduziu ao colapso financeiro com a ajudo do bloqueio dos países interessados na sua economia e o aproveitamento de outros países como a China, Cuba e alguns países adjacentes que, aproveitando-se das circunstâncias beneficiaram da situação, afinal tudo se conjugou para que um país com tudo para ser um dos mais ricos e das mais estáveis economias do mundo, entrasse em rotura. De uma gestão desastrosa, passando por uma revolução errada, a uma renovação desejada, esperemos que no futuro o potencial que a Venezuela tem seja com um único fim,servir de forma justa ao venezuelanos e aqueles que optaram por lá fazerem dela a sua segunda pátria e o seu povo recebeu-os de braços abertos, de modo a fazerem já parte de um só povo e que sempre aspiraram um país melhor, e têm com quê, porque o seu potencial é enorme, as suas riquezas incalculáveis, e sobretudo um povo que merece ser compensado por ser o povo mais alegre do mundo. Oxalá e o futuro augure o melhor àquele país que soube acolher tantos dos nossos compatriotas e que aguentaram todos os tormentos pelo qual têm passado naquele país maravilhoso. Que os futuros governantes do país saibam olhar para o passado, para que possa construir o futuro, corrigindo os erros e criando as condições devidas para o bem de todo um povo.
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