sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

                    Porque estamos todos de acordo
Ás vezes os momentos nem sempre são propícios à situações, quando queremos sol eis que vem chuva, quando queremos vento a atmosfera teima na acalmia  e a nau dificilmente consegue deslocar-se, quando precisamos de ajuda ela tarda em chegar, quando precisamos estar a sós, eis que muitos se aglomeram nossa volta.  Dificilmente encontramos o momento certo, a hora certa, o dia ideal, a oportunidade de conseguir. Afinal depois de tanto persistir sem resultados positivos aparentes deixamos-nos levar pelas circunstâncias pois afinal sentimos quase que isolados no meio do oceano. Mas quando olhamos à nossa volta e vemos que o mundo afinal continua igual, que as pessoas continuam a sua vida normal, que as coisa continuam a mudar consoante os tempos e nós à espera que algo mude e afinal fomos nós que não mudamos e teima-mos em insistir que tudo está mal, que algo temos de fazer para que as coisa se alterem. Quando continuar-mos a manter tudo como está, não temos qualquer autoridade moral para exigir alguma mudança, pois afinal quem teve de mudar fomos nós. Adaptar-nos às circunstâncias, viver de favores e de ilusões, de sonhos que se tornaram impossíveis de concretizar, de anseios inalcançáveis, de promessas impossíveis de cumprir, podendo até querer exigir-nos a nós próprios que uma renovação foi inútil, mesmo que adaptando-nos às circunstancias nunca aceitaremos como uma realidade nas nossas vidas. Afinal de que nos serve ter liberdade de escolha quando o que escolhemos vem num menu à la carte? Quando aprenderemos que ser livre é pensar por nós próprios e não aceitar aquilo que nos sugerem ou impõem, mas sim criar iniciativas, abraçar projectos, instituir novas ideias, ser activos e participativos sem esperar que alguém tome a iniciativa para resolver nossos próprios problemas, afinal no mundo de hoje cada qual defende os seus projectos pessoais, em vez de combater com convicção aquilo que realmente nunca deveria ter existido, por interesses que não os da maioria dos cidadãos. Porque o medo é o nosso pior inimigo, quando não acreditamos em nós próprios. Findado que está mais um ano onde muita coisa aconteceu de positivo, mas que no negativo os responsáveis ainda aguardam o apurar de responsabilidades, o próximo anos seremos chamados a avaliar as causas e consequências dessas responsabilidades. Por isso estamos todos de acordo que: será uma boa oportunidade para começar-mos a aprender a avaliar e demonstrar a nossa capacidade de avaliação como cidadãos e mostra que somos capazes de julgar os responsáveis por tudo o que de negativo tem acontecido no nosso país. Nesta época de festividades natalícias, formulo votos para que se aclare em cada um de nós uma nova capacidade de avaliar que modelo de sociedade queremos para o futuro dos nossos sucessores, porque senão de nada valerá a pena o desejo de um Bom Ano Novo se tudo continuar tal qual como tem estado até aqui, para que mude alguma coisa e tenha algo de novo, temos que começar por mudar de atitude, mais cidadania para que haja mais democracia. BOAS FESTAS.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

                                          E se no Natal fosse verdade?
Entramos no mês onde tudo são esperanças, ansiedade, renovação de boas perspectivas, e presentes. A figura do que em termos de festividades da época deu azo a que tudo isto acontece, parece ter passado para segundo plano. O presépio foi «substituído» pela árvore de Natal, o menino Jesus pelo Pai Natal, os hábitos e costumes das nossas tradições vão desaparecendo ou misturando-se com outros hábitos e outras cultura. Na denominada de globalização, o mundo caminha a uma velocidade estonteante que por ironia costumo dizer que: quase nem dá tempo para desmanchar a lapinha. Porquê a sociedade absorveu hábitos e costumes que não eram nossos e teve de anular aqueles que nos faziam ser um povo de tradições e costumes saudáveis, não por ignorância, mas pela idiossincrasia, caracterizada pelo nosso meio um tanto ou quanto isolado, uma ilha, pela nossa cultura, pelo nosso espaço e pelas vivências de outros tempos. Porque misturamos aquilo que de bom veio de fora, com tanta coisa que só a nós nos diz respeito. Por circunstância criamos comidas típicas da nossa terra, bebidas, e costumes da época muito nossos que não vale a pena inúmera-los pois são tantos e do conhecimento de todos. Recuperar velhas tradições para que as novas gerações valorizem aquilo que fez hoje em dia ser-mos o povo que somos, sem deixar de aceitar novos hábitos novas culturas, novos costumes mas manter aquilo que é a nossa essência como povo. Também é muito importante mostrar a quem nos visita tudo aquilo que faz do nosso Natal diferente dos outros, aliás essa é uma das boas coisas que se quer mostrar na nossa cidade, as iguarias bem madeirenses, daí não achar própria a inclusão de outras especificidade que não as nossas. Este será mais um período para que quem nos visita, levar uma boa imagem da nossa terra, pena é que os meios de acesso (os aéreos) pois não existem outros, continuam a condicionar a expansão do nosso maior cartaz, numa época onde muitos vêm conhecer a terra que à 600 anos alguém encontrou e designou de pérola do Atlântico. O espírito natalício permanece na alma do nosso povo, vamos avivá-lo e divulga-lo a todos aqueles que nos vêm visitar neste Natal de 2018, para que seja o Natal mais madeirense de sempre.

                       

terça-feira, 16 de outubro de 2018

 A educação é fundamental no fundamento da educação 

   Obrigar as crianças a fazer determinadas coisas poderá não ser a forma mais pedagógica, mas existem os exemplos e os incentivos sem chantagens nem pressões. A continuidade e a persistência no modelo de educação, forma o cidadão com valores e respeito pelo modo de comportamento em sociedade. Atiraram com os valores das sociedades ao lixo, acham que educar é fazer tudo o que lhes vem à cabeça, quando até os animaizinhos ditos de irracionais têm regras elementares e ensinamentos de condutas próprias da sua espécie, o que diferencia a espécie humana é a sua inteligência e capacidade de ditar regras de comportamento em sociedade e isso sempre se chamou de educar. A degradação da sociedade deve-se a um facto, a degradação da educação. Depois admirem-se que os extremistas e radicais cada vez mais estejam a ganhar espaço na sociedade. 
É uma realidade incontestável, dai reforçar que o melhor método será sempre o exemplo. Falo com experiência de causa; actualmente sou pai de dois filhos maravilhosos nos quais tenho imenso orgulho, já adultos,um homem e uma mulher, em crianças nunca lhes foi obrigado a fazerem o que quer que fosse, sempre foram incentivados a fazer aquilo que ditam as regras da sociedade, ao ponto ( por exemplo) de em crianças tratavam os avós por tu, estes já bastante adultos, mas felizmente nunca foram pressionados a trata-los por senhor, ou outro termo, a partir de uma certa altura e hoje adultos falam abertamente com os avós como se de amigos se tratassem, no entanto é avô (ó) olhe e não olha. Não foi necessário forçar, eles próprios na altura certa sem ter de obrigar, tomaram consciência da diferenciação no tratamento consoante a quem está do outro lado. Não é fácil mas é uma coisa simples, mas isto consegue-se, é claro está os exemplos que depois aceitamos transmitimos e seguimos como ditam as regras em sociedade. Uma coisa é imprescindível: disponibilizar o máximo de tempo possível para estar com os nossos filhos e acompanhá-los em tudo o que tiver ao nosso alcance. Ser pai é um dom, educar é um a arte e infelizmente nem todos têm o dom para ser artistas nesta matéria.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

FRENTE CÍVICA: República contra a Corrupção

                              L.S.D. Liberdade,Sociedade e Democracia
Pelo facto de após o 25 de Abril o país ter conquistado a Liberdade e ter implementado um regime designado de democrático, a sociedade continua com os mesmos medos e os mesmos vícios que existiam no anterior regime. A democracia não é nada do que até aqui tem sido o regime que predomina no nosso país. Educar para a democracia será a chave, para activar a participação cidadã.
A liberdade ampla e total dos cidadãos, possibilita-lhes manifestar as suas opiniões com destaque ao público pelos meios de comunicação. Neste caso o que aqui faço agradeço à liberdade de expressão. Isto não implica que o que se escreve ou se opina, possa vir a alterar o estado das coisas, muito por culpa da má utilização dessa liberdade, a causa de que venha a beneficiar certos grupos em detrimento da maioria das populações. A igualdade política para todo e qualquer cidadão independentemente da sua situação económica, social, religiosa, espírito de liderança, fama etc. em definitiva, a liberdade conquista-se com a igualdade de oportunidades para todos, o que não acontece na sociedade actual. Por exemplo: nas sociedades eslavas antigas, toda a comunidade estava investida de plenos poderes, por conseguinte, as decisões deveriam ser tomadas por unanimidade. Hoje na sociedade actual prevalece o domínio dos interesses e coarta as liberdades. Existem uma série de palavras que as máquinas políticas constroem na mente dos cidadãos para condicionamento do político-padrão da "democracia representativa", em que confundem na profundeza o que realmente seja uma democracia: Eleições, Partidos políticos,liberdade de expressão,igualdade, maioria. Tudo palavras arquitectadas por políticos profissionais e associadas a um discurso elaborado num modelo um tanto ou quanto maquiavélico, para materializar na mente dos cidadãos como elementos chaves da democracia. A realidade é bem diferente, e não é o povo que elege as pessoas , mas sim os interesses políticos que através dos partidos colocam-nas (à disposição ) dos eleitores como forma de escolha «livre». Resultados, cada vez mais as populações alheam-se à participação na construção, acção e participação na evolução de um verdadeiro regime democrático. Resultados; os radicalismos começam a tomar conta das nações e conquistam-nas de dentro para fora. Esses medos parecem ter tomado outro rumo e os povos parece até que começam a acreditar e em ter medo daqueles que radicalmente prometem o que muita gente anseia, mas que tem medo de que se cumpram essas mesmas promessas, aliás, como até aqui ninguém tem cumprido aquilo que promete, daí esses medos. Para quem vive sob ameaça constante políticas que exploram os pobres, ou políticos que vivem dos pobres, as populações da esquerda à direita têm medo dos radicalismos, afinal os resultados acabam sendo os mesmos. Porque os cidadãos já começam a manifestar o seu descontentamento e repúdio contra a corrupção, está na hora de abrir a oportunidade dos cidadãos se sentirem livres, socialmente e deixarem de ter medo em serem úteis em servir a verdadeira democracia pura.

                            «SUMÁRIO» RESUMO DA MATÉRIA DADA                                              Depois de 108 anos de instaurada a República muitos factos aconteceram em Portugal ao longo de mais de um século. O mais relevante e recente para nós foi a instauração do actual regime designado de democracia, mas que não foi mais do que a continuidade do anterior modelo que denominado de ditadura onde antes os opositores do regime eram perseguidos e presos, e os actuais são enganados com promessas por aqueles que deveriam estar presos, actuais políticos que não estão  presos, mas que têm o descaramento de encheram os cidadãos de promessas cada quatro anos, para depois se encherem de dinheiro e bens à custa da (ignorância) da grande maioria da população. Tudo o que até aqui tem sido a gestão política do país leva à desilusão total da grande maioria da população que na sua «inocência» continua a acreditar em promessas sabendo de antemão que nunca serão cumpridas. Nos pilares da democracia, onde Educação já não fazem parte os valores, o respeito, a decência, o humanismo, o patriotismo. Na segurança, onde os criminosos e corruptos são condecorados ou fazem parte de cargos importantes e proliferam por esse país fora. Na justiça, onde se criam leis à medida dos prevaricadores e dos que a larga escala lesam o património dos cidadãos e do estado, como os  casos BES e ou das ruinosas PPP's parcerias público privadas, e tantas outras. Na saúde; onde por exemplo se espera 10 ou 15 anos por uma simples cirurgia às cataratas, e frequentemente falta material básico. Afinal democracia não é nada disto. Depois! aparecem radicais a promoverem modelos que despertam curiosidade às populações, conquistam seguidores e atingem patamares de relevância ou até chefia de governos, muito por culpa da má gestão daqueles que confundem serviço público, com servir-se do que o público contribuiu com os eu esforço, trabalho e impostos. Corrupção parece fazer parte do ADN dos políticos, e os cidadãos impotentes para encontrarem uma solução para esta catástrofe. Já Olof Palm, ex-primeiro ministro sueco (1969/76 e 1982/86) dizia que: a solução para acabar com a pobreza, era o estado dar aos mais pobres a oportunidade de; com trabalho, educação e justiça deixassem de ser pobres. Está na hora de todos e cada um perceber que o país precisa de honestidade, confiança, trabalho e motivação para acabar de uma vez por todas este flagelo nacional que é a corrupção.  Esqueceram-se que a palavra democracia deriva do Grego DEMOS que significa, povo e KRATIA que significa poder, designando, então, o sistema pelo qual o povo exerce o poder.Infelizmente o nosso povo não foi educado para exercer a democracia activa e participativa. Todos abraçando uma só causa o bem estar das maiorias sem tirar benefícios conseguidos de forma justa ás minorias. O melhor método para equilíbrio da verdadeira democracia é que haja uma verdadeira, saudável e autêntica JUSTIÇA.

domingo, 2 de setembro de 2018

                              Na jaula dos "tubarões" 
Por muito que se queira manter tradições, costumes, hábitos ou modelos de cultura, o facto é que o mundo não pára, e as alterações contínuas aos comportamentos de povos deve-se sem dúvida àquilo que designaram de globalização, que não é mais nem menos do que, o inteirar-se no momento da notícia no acto em que ela se concretiza, dada a facilidade com que os meios e principalmente as comunicações evoluíram. Desde que em 16/07/1969 sentado comodamente no sofá vi  aquilo que pareceria impossível, imagens de TV a reportarem no momento exacto a chegada do homem à lua! tudo passou a ser diferente. Para o bem ou para o mal, e como tudo nesta vida, a verdade é que tivemos de mudar hábitos, comportamentos, atitudes, visão futura e até imaginem-se de maneira de pensar, pois a realidade a partir desse momento passou a ser outra. A polémica à volta da instalação de jaulas para exploração de piscicultura foge e de que maneira à minha perspectiva de análise, visto não saber ver até que ponto será prejudicial ou benéfica esta situação. Se por questão de poluição, à partida poderá ser muito prejudicial, se vermos em questão de desenvolvimento industrial poderá ser benéfica. Agora existirão alternativas, os benefícios para as maiorias serão maiores que os prejuízos? Alguém diria que poderia ser utilizado o tão polémico e desastroso espaço da Marina do Lugar de Baixo para o efeito, também em tempo alguém investiu no Sítio das Contreiras no Seixal o que nunca chegou a funcionar. A polémica instalada à volta das jaulas de piscicultura nos mares adjacentes à Ponta do Sol tem gerado um frisson que poderá ser interpretado como protesto político, ou confronto de realidades diferente que só os especialistas na matéria poderão dizer se é ou não justificável este licenciamento e investimento. A verdade é que a descaracterização da região depois das construções de estradas de acesso rápido, deixou as antigas ao abandono aquilo que a cultura centenária desta terra poderia e deveria preservar, mais que não fosse como atração turística, dada a complexidade para a época na construção dessas vias de acesso aos lugares mais recontros da nossa ilha, e que com muito trabalho e esforço de muitos conterrâneos nossos, os custos de algumas vidas e com muito poucos meios, fizeram-se milagres para encurtar distancias que agora estão reduzidas a escombros e que poderiam ser uma mais valia turística, pois os que nos visitam, com certeza que gostariam de conviver com aquilo que nos fez atingir a simpática contagem de 600 anos de existência, da mesma forma que já se pensa em recuperara os chamados Caminhos Reais, porque não preservar aquilo que o passado recente fez-nos  atingir aquilo que o presente nos proporciona e que com o esforço de todos o futuro poderá manter e preservar muito da nossa história. P.S. E a propósito de futuro: Começa a nova época escolar, não se esqueçam de carregar as nossas crianças de mochila às costas com muitos livros, e deixem os tablets e os Ipad's em casa, por que nisso ainda a nossa sociedade (de interesses) pouco ou nada evoluiu.

domingo, 26 de agosto de 2018

                                   Um teste à paciência
Durante este mês que está a findar tivemos entretidos com mais de 3 arraias por dia (em média), caso para dizer que isto é uma terra sempre em festa. Do mar à cebola  que por vezes até faz-nos chorar, das gastronomias ás temáticas, das dos santos ás paróquias, tudo é motivo nesta terra para dedicar uma festa e ou diversão que entretenha a população. E não é que esteja contra as festas, aliás até alinho nalgumas, mas o facto é que acontecem tantas coisas pelo meio disto tudo, que parece que as ditas festas são ,propositadamente organizadas para distrair o pessoal. Fazer testes à resistência para quem ganha a medalha de ouro comparecendo no maior numero de festas possível, para ver qual a que aglomera maior número de visitantes, qual a que se consomem mais comidas e bebidas. Uma coisa que faz das inúmeras festas uma competição que poderá desencadear num concurso internacional de arraiais festas festinhas e festanças. Entretanto na parte da governação fazem-se por detrás da cortina das festas outros testes. Testa-se o Helicóptero no combate aos incêndios que durante mais de 40 anos nunca foi viável, mas que agora pelo facto de pouco ou nada haja para inaugurar, alterou-se a designação para teste. Faz-se o teste do avião  de carga que afinal nem, sabemos muito bem o que carrega, mas o resultado poderá ser quem sabe, tipo diagnóstico de doença incurável que não se tem coragem de dizer ao doente. Faz-se o teste da Binter para as ligações da Madeira com o Porto Santo, afinal com um comprimido analgésico sem saber bem o diagnóstico da doença. E por fim o teste do Armas, para a ligação Madeira continente, onde é muito semelhante ao que aconteceu comparativamente à gripe das aves, medidas de prevenção, depois a gripe suína, medidas de prevenção, a gripe epidérmica (A) e o remédio foi o mesmo, só que no caso do Armas4(quatro) anos a doença ou a cura parecia ser encontrada, mas os caprichos de uma meia dúzia puseram sem efeito e suspenderam o tratamento, agravou-se a doença, e agora apresentou-se uma solução por meio de um teste quando o problema já esteve mais do que resolvido. Ou seja reactivou-se a doença, para depois aparecerem como heróis apresentando um teste a uma possível solução. Quando o aeroporto cada vez mais condicionado poderá cumprir com as necessidades de ligação da ilha com o exterior e se condiciona aquilo que já deveria ser uma rotina mais que consagrada no hábito de viajar dos portugueses no geral e madeirense em particular, quando desde sempre dependemos das ligações marítimas desde à 600 anos quando foram descobertas estas ilhas atlânticas? Desta vez será que o povo cumpre quando for chamado a eleger futuros governantes e com uma penalização arrasadora corre com aqueles que querem manter a Madeira isolada e distante, não permitindo que as ligações pela auto-estrada marítima sejam uma alternativa entre a Madeira, o continente e as ilhas que nos são mais próximas?

domingo, 12 de agosto de 2018

                                                Vou (pagar) a promessa!
Será que estas datas dizem-nos alguma coisa? 05 de Março 2001, ou 20 de Fevereiro de 2010, ou 16 Agosto 2013, ou 10 de Agosto 2016 ou ainda 15 de Agosto de 2017 . Embora deveríamos esquecer os momentos trágicos das últimas duas décadas, é importante relembrar mais que não seja para que se poupe cometer os mesmos erros, evite que sucedam semelhantes catástrofes, e previna calamidades desta índole no futuro. Independentemente das causa, dos responsáveis e das condições atmosféricas e ou orográficas que levaram a que situações destas, manchassem a pacatez do quotidiano da nossa cidade, é sempre importante fazer um balanço do que se tem feito para evitar e melhorar as condições, para que situações semelhantes que possa vir a acontecer, não atinjam proporções de desastre. No caso específico e mais recente do último acontecimento na freguesia do Monte, uma tradição que tende a perder algum fulgor de outros tempos, mas que a crença e a fé do povo madeirense de certeza que não deixará «morrer» o que sempre foi designada de uma das maiores demonstrações de fé dos madeirense. Pena é que um dos monumentos simbólicos dessa mesma freguesia e por factores de todos conhecidos, na catástrofe de 2010 foi arrasada, ainda não se conseguiu erguer; falo da capela das Babosas, que depois de terem havido promessas de um empresário madeirense em apoiar a sua reconstrução, de terem sido feitos peditórios, recolhas de donativos e muitas outras tentativas, surpreende a notícia publicada neste prestigiado matutino do dia 09 do corrente mês que: afinal será o orçamento da região a cobrir os custos da recuperação ou reconstrução do emblemático monumento. Então prometo não voltar a focar no assunto, assim como todas as promessas feitas anteriormente sobre o mesmo venham a ser cumpridas. Hã! porque de promessas está o povo farto, e promessas de vários sectores!

domingo, 22 de julho de 2018

                        Esconderam a liberdade
Alguém escrevia um dia; no dia em que o povo acordar, os políticos não vão conseguir dormir. No entretanto a população continua num sono profundo à espera que algo mude muito à custa daquilo que se mantém já la vão 44 anos. Implantado em 25 de Abri de 74 aquilo que foi designado de regime democrático, e cujo slogan era se bem se lembram: «o povo é quem mais ordena». Passados todo estes anos esse povo que viveu as emoções da queda de um regime totalitário, que supostamente criaria um modelo onde a igualdade de oportunidade e de direitos prevaleceriam.  Analisando o estado actual do país, chega-se à conclusão que o único que se alterou foi o grau de aproveitamento de alguns pela oportunidade que a democracia concedeu. O modelo implementado falhou rotundamente, bem por culpa da população, mas com a cumplicidade premeditada daqueles que agitando a bandeira da liberdade aproveitaram-se dela, para obterem os dividendos e sequestraram a democracia tornado-a sua principal fonte desses dividendos. A educação das populações para exercerem efectivamente os seus direitos que a verdadeira democracia consagra, foram pura e simplesmente barradas pela justiça criada à volta da protecção de grupos de interesses subjugados ao regime e que erradicou completamente a oportunidade de cada cidadão exercer o seu direito, para tal só com o consentimento dos partidos políticos que comprometidos com os seus interesses, aceitaram que cada quem fizesse o seu papel na defesa dos seus individuais interesses. Passados todos estes anos, a desilusão, o descrédito, a frustração tomou conta da maioria da população que sem forças e sem alento, virou as costas à democracia, e escondeu a liberdade para ver se lhes é dada uma nova oportunidade. A impunidade com que os portugueses vêem passar diante dos olhos centenas de casos de corrupção, dá a sensação de que a corrupção está institucionalizada e o roubo legalizado, pois a justiça em Portugal também escondeu a liberdade e só é usada para defender aqueles que foram os próprios a criar a leis. Já é tempo de abrir o baú onde a liberdade continua fechada, para que a democracia floresça como muitas vezes as plantas silvestres despontam mesmo rasgando o alcatrão das estradas. Porque o espírito continua vivo, é preciso ter a força da natureza e despontar para uma nova oportunidade que a democracia concede. Enquanto o corpo aguente, que a vontade não falte.
O descrédito a que os corrupto propositadamente conduziram o modelo de democracia em Portugal. É verdade, criou-se a ideia que pertencer a uma organização politico partidária é para arranjar tacho ou ter influências ou status social, quando o único objectivo deveria ser disponibilidade para servir o país. O conceito errado de como se instruiu o modelo de democracia em Portugal.Se realmente podemos ainda acreditar na boa vontade de alguém aportar algo de novo para o nosso país, não seria propriamente com a criação de um novo partido, afinal a grande maioria da população que já não acredita neste modelo de democracia e portanto não se revê naquilo que até aqui é designado de partido político, pois os próprios partidos que até aqui têm levado ao descrédito o actual modelo. Aqueles que realmente achamos que pode mudar alguma coisa neste país, terá de ser de base, começar por mudar a mentalidade dos portugueses em relação ao que é e como funciona uma verdadeira democracia, activa e participativa, pois até aqui os políticos arrebanhados nos partidos que por sua vez foram sequestrados pelos lobbies e os interesse onde até a justiça já está comprada, as populações sentem-se desamparadas e sem meios para actuar. O exemplo de como ressuscitar a verdadeira democracia foi dado pela Islândia que conseguiu aglutinar esforças com as populações a tomarem as medidas certas para corrigir a situação de caos económico e financeiro a que os corruptos tinham conduzido os eu país. Existem com certeza muitos portugueses que como eu querem ajudar a alterar este estado de coisa. Pessoas com projecção mediática que talvez adeririam a um projecto de uma liderança já existente e que deu mostras de ser um dos poucos que teve a coragem de dar a cara contar o maior flagelo da nação; a corrupção. Falo do Prf. Paulo Morais, que os meios têm barrado a sua mensagem por vai contra tudo o que são interesses instalados. Existem nos meios de comunicação figuras com algum mediatismo que juntos fariam com que a população despertasse consciências; exemplos Manuela Moura Guedes, Camilo Lourenço, José Gomes Ferreira, Hernâni Carvalho, Nuno Rogeiro, Sandra Felgueiras, Ana Leal (jornalistaTVI), Francisco Moita Flores,e muitos outros que têm rebatido a actual situação do país mas que a justiça impede que se chegue a um fim onde os culpados sejam castigados e penalizados. Se gente como esta se dedicasse de corpo e alma à volta de um líder, não precisava-mos de mais partido, mas sim de um grupo de cidadãos que despertasse a consciência do eleitorado com uma campanha anti corrupção e anti partidarismo, um modelo de Frente de salvação nacional. Mas acredito na boa vontade de mudar o estado das coisas em Portugal, unidos à volta de uma causa:democracia activa, participativa, autêntica com um objectivo prioritário, a luta contra a corrupção, por que Portugal quer justiça.