No próximo capítulo
Parece nos filmes de Hollywood com diferentes histórias, diferentes actores mas muitas vezes as mesmas emoções, as mesmas conclusões e até um final muito semelhante. Falo do flagelo que continua a assolar a nossa já adulta democracia; a corrupção. Todos os dias a imprensa, publica novos casos que são postos à luz pública e que o comum dos cidadãos assiste como se de uma série televisiva se tratasse, devido talvez à falta de incentivos, falta de meios e impossibilitado de se revoltar contra este flagelo que já parece fazer parte do quotidiano da vida dos portuguese. Parece ser tão normal que a justiça portuguesa tem tanta dificuldade em chegar à resolução de um problema gravíssimo pois o país cai todos os dias no mesmo flagelo. São dezenas de arguidos, centenas de caso, milhares de processos, milhões de Euros que deambulam por esse país fora que já parecem tão normal como se de uma série televisiva se tratasse. Os casos arrastam-se à meses, anos, décadas sem que tenham sido punidos os possíveis arguidos, sem que o estado tenha recuperado aquilo que lhe foi roubado, Parece que afinal nunca existem culpados, e a maioria das vezes esses continuam à solta e pior ainda a desempenhar o mesmo papel. Os cidadãos vêem-se incapacitados de encontrar na democracia que lhes foi dada, a possibilidade de acabar com esta calamidade e dia após dia estamos a pagar aquilo que outros continuam a obter ilegalmente ou até quem sabe se legalizado por culpa de leis que de alguma forma os cúmplices ajudaram a criar propositadamente, para saírem airosos dos seus «negócios» fraudulentos. Qualquer modelo serve para ganhar dinheiro à custa das negociatas fraudulentas, e corruptas. Cada vez mais a desilusão e o desanimo habitam nas nossas mentes, achando até um certo saudosismo por um regime que uma vez celebramos euforicamente o seu fim, mas que afinal a tão propagandeada democracia pouco ou nada veio colmatar os anseios dos mais humildes cidadãos. A continuar este tipo de gestão o país caminha para um abismo sem precedentes, com consequências inimagináveis, por situações idênticas outros países optaram por aceitar e apostar em situações de radicalismo e depois a população pagou caro dada a desilusão que se sente com o actual modelo de democracia que em Portugal continua a lapidar os cofres da nação. Terá urgentemente de haver consciência política de modo que se possam rapidamente reparar os erros, para não cair-mos nós também numa alternativa radical, não por culpa das circunstância, mas por desilusão da população onde a justiça deveria actuar com seriedade, honestidade, e sobre tudo com igualdade, foi para isso que foi implantada a democracia para dar a liberdade a todos, não para ser usada por alguns para seu próprio benefício. Portugal e os portugueses querem JUSTIÇA.