sábado, 12 de julho de 2014

                               A falta da educação
Terminado o ano lectivo vamos a férias, fazem-se contas e balanço a nível de métodos, avaliações, resultados, níveis de aproveitamento, reformulação das linhas de ensino e sobretudo das actividades e programas para o próximo ano lectivo. Muito se preocupa um pai ou mãe, para dar continuidade a um ensino que o futuro não garante muito de credibilidade. Na era da informática e do audiovisual, sobrecarrega-se o orçamento das famílias, quando tudo poderia ser convertido num simples rectângulo, igual ao que muitos da minha geração iniciaram a sua formação escolar, com a diferença que este rectângulo pode ser de outra cor que não preto, e não está à espera que nós lhe coloquemos nada, está tudo lá. Onde andou um planeamento a longo prazo quando afinal cada vez são menos o número de alunos e maior o número de docentes, foi o primeiro condicionalismo. Construíram-se escolas e diminuiu-se a natalidade, qual foi o critério aplicado a este nível? Investiu-se na formação de docentes em número supostamente superior às necessidades para agora enfrentar dois problemas graves. Qual é o grau de conhecimentos de um jovem, (por exemplo) de 18 anos, alguém se preocupou em dar-lhe o mínimo de educação básica ou melhor dizendo de ensinamento básico? esse jovem saberá porventura preencher uma declaração de IRS, por exemplo? saberá o mínimo de leis básicas da republica, direitos e deveres de um cidadão comum? nem eu que estou aqui a teclar letras e frases, ainda me dei à maçada de aprender isto, pois talvez por inercia da minha parte e um pouco também por falta de incentivo! pois o hábito de aprender também tem de ser obra da motivação,  mas isso talvez não haverá muito interesses em motivar os cidadãos a que aprendam a viver num país, onde os seus habitantes conheçam minimamente as leis básicas da nação. Mas afinal de quem será a responsabilidade deste tipo de educação ou de formação para a cidadania? será que existe algum interesses em que se entretenha melhor os nossos jovens com futebol, mexericos, TV, ou jogos de computador com programas importados de outras culturas e virados para a distracção da mente, ou porventura seria de todo interessante, criar-lhes uns quantos jogos que ao mesmo tempo os motivassem para que, aprendendo a brincar, fossem tendo conhecimentos básicos e de uma maneira divertida de tudo o que o país lhes pede como cidadãos e tudo o que tem, para lhes proporcionar condições mínimas para ajudar ao desenvolvimento e progresso do mesmo?
Algo terá de mudar neste país a cultura do deixa andar, do desenrasca-te e do vê se te avias, tem der ser urgentemente substituída por:  responsabilidade, conhecimentos básicos, cidadania, direitos e deveres, motivação, e sobretudo vontade enorme de ser útil a um país que espera algo de nós em troca de saúde, paz e liberdade. Só com a nossa força e dedicação poderemos construir um Portugal  com futuro e digno dos portugueses. Ainda iremos a tempo?

sábado, 5 de julho de 2014

                                               Uma emergência
Ao passar os olhos pela imprensa como de costume, vejo frequentemente notícias que me causam muita apreensão e alertam-me para uma reflexão profunda dada a gravidade das mesmas.
É ver por exemplo alguém preocupado com contas de à 500 anos e descurando o desastre económico dos últimos 40. Ver a agonia com se degladiam os pretendentes ao reino regional, com tanta gente na corrida de um lugar que ao parecer é já cativo de um grupo de alienados da política. A estratégia de dividir para reinar, parece continuar a ser a formula eficaz de manter o tacho (poder). A nível nacional é verem-se supostos vencedores a recorrerem a disputas para uma eventual vitória folgada de um assalto à reconquista do poder. E assim vai mais um episódio do filme mais badalado deste país:«Mentes em crise» para o qual os protagonista são sempre os mesmos, e os espectadores sentados na plateia à espera do fim do filme. Há! mas isto não foi escrito em guião para filme, foi feito sim para uma série bem à moda lusitana e sem fim à vista.Visto não se vislumbrar qualquer solução para o caso,debrucei-me por uma situação ainda mais grave.
Mas a mais preocupante das noticias que fizeram e continuam a fazer eco na minha consciência,foi a da primeira página do DN desta quinta feira 3 de Julho que fala de uma situação deveras alarmante, o declínio constante da natalidade. Situação gravíssima por estarmos a falar de pessoas, de seres humanos que o mundo actual não os quer. Sim, porque nós somos o mundo ou que seria do mundo sem nós os seres humanos? Já pensamos seriamente como será a nossa terra, o nosso país,  a Europa daqui a cinquenta anos? Se continuar-mos a dificultar e a negar condições de nascimento e crescimento á  população, que será dos futuro dos nossos descendentes? As razões pelas quais cada dia mais as pessoas desinteressam-se por ter filhos, e o porquê de não serem criadas as condições para um aumento da população.
Cada qual que tire as suas ilações, pois eu continuo a achar que a culpa é da sociedade de consumo, das más políticas sociais que têm sido implementadas nas ultimas décadas na Europa, da falta de humanismo incutida na última geração, onde valorizaram-se mais as coisas do que as pessoas, e agora existem cada vez mais coisas e menos pessoas, as leis que condicionam nascimentos e desincentivam as uniões de casais do modo tradicional, da penalização fiscal aos lares ,enfim todo uma série de erros que proporcionaram as condições ideais para que a população entrasse em decréscimo e daí levasse ao que chamaria na actualidade de uma situação de catástrofe populacional, muito pior que uma epidemia ou uma catástrofe natural ocasionada por uma tempestade. E pensar que somos nós os humanos que estamos a criar as condições propícias para a aniquilação da nossa própria espécie. Onde pára afinal a verdadeira inteligência do ser humano?Está na hora de tomar medidas sérias para que os nossos predecessores possam encontrar um mundo verdadeiramente humano, e não o actual materialista que nos foi incutido. Estamos a tempo.