sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

                    Porque estamos todos de acordo
Ás vezes os momentos nem sempre são propícios à situações, quando queremos sol eis que vem chuva, quando queremos vento a atmosfera teima na acalmia  e a nau dificilmente consegue deslocar-se, quando precisamos de ajuda ela tarda em chegar, quando precisamos estar a sós, eis que muitos se aglomeram nossa volta.  Dificilmente encontramos o momento certo, a hora certa, o dia ideal, a oportunidade de conseguir. Afinal depois de tanto persistir sem resultados positivos aparentes deixamos-nos levar pelas circunstâncias pois afinal sentimos quase que isolados no meio do oceano. Mas quando olhamos à nossa volta e vemos que o mundo afinal continua igual, que as pessoas continuam a sua vida normal, que as coisa continuam a mudar consoante os tempos e nós à espera que algo mude e afinal fomos nós que não mudamos e teima-mos em insistir que tudo está mal, que algo temos de fazer para que as coisa se alterem. Quando continuar-mos a manter tudo como está, não temos qualquer autoridade moral para exigir alguma mudança, pois afinal quem teve de mudar fomos nós. Adaptar-nos às circunstâncias, viver de favores e de ilusões, de sonhos que se tornaram impossíveis de concretizar, de anseios inalcançáveis, de promessas impossíveis de cumprir, podendo até querer exigir-nos a nós próprios que uma renovação foi inútil, mesmo que adaptando-nos às circunstancias nunca aceitaremos como uma realidade nas nossas vidas. Afinal de que nos serve ter liberdade de escolha quando o que escolhemos vem num menu à la carte? Quando aprenderemos que ser livre é pensar por nós próprios e não aceitar aquilo que nos sugerem ou impõem, mas sim criar iniciativas, abraçar projectos, instituir novas ideias, ser activos e participativos sem esperar que alguém tome a iniciativa para resolver nossos próprios problemas, afinal no mundo de hoje cada qual defende os seus projectos pessoais, em vez de combater com convicção aquilo que realmente nunca deveria ter existido, por interesses que não os da maioria dos cidadãos. Porque o medo é o nosso pior inimigo, quando não acreditamos em nós próprios. Findado que está mais um ano onde muita coisa aconteceu de positivo, mas que no negativo os responsáveis ainda aguardam o apurar de responsabilidades, o próximo anos seremos chamados a avaliar as causas e consequências dessas responsabilidades. Por isso estamos todos de acordo que: será uma boa oportunidade para começar-mos a aprender a avaliar e demonstrar a nossa capacidade de avaliação como cidadãos e mostra que somos capazes de julgar os responsáveis por tudo o que de negativo tem acontecido no nosso país. Nesta época de festividades natalícias, formulo votos para que se aclare em cada um de nós uma nova capacidade de avaliar que modelo de sociedade queremos para o futuro dos nossos sucessores, porque senão de nada valerá a pena o desejo de um Bom Ano Novo se tudo continuar tal qual como tem estado até aqui, para que mude alguma coisa e tenha algo de novo, temos que começar por mudar de atitude, mais cidadania para que haja mais democracia. BOAS FESTAS.