domingo, 22 de julho de 2018

                        Esconderam a liberdade
Alguém escrevia um dia; no dia em que o povo acordar, os políticos não vão conseguir dormir. No entretanto a população continua num sono profundo à espera que algo mude muito à custa daquilo que se mantém já la vão 44 anos. Implantado em 25 de Abri de 74 aquilo que foi designado de regime democrático, e cujo slogan era se bem se lembram: «o povo é quem mais ordena». Passados todo estes anos esse povo que viveu as emoções da queda de um regime totalitário, que supostamente criaria um modelo onde a igualdade de oportunidade e de direitos prevaleceriam.  Analisando o estado actual do país, chega-se à conclusão que o único que se alterou foi o grau de aproveitamento de alguns pela oportunidade que a democracia concedeu. O modelo implementado falhou rotundamente, bem por culpa da população, mas com a cumplicidade premeditada daqueles que agitando a bandeira da liberdade aproveitaram-se dela, para obterem os dividendos e sequestraram a democracia tornado-a sua principal fonte desses dividendos. A educação das populações para exercerem efectivamente os seus direitos que a verdadeira democracia consagra, foram pura e simplesmente barradas pela justiça criada à volta da protecção de grupos de interesses subjugados ao regime e que erradicou completamente a oportunidade de cada cidadão exercer o seu direito, para tal só com o consentimento dos partidos políticos que comprometidos com os seus interesses, aceitaram que cada quem fizesse o seu papel na defesa dos seus individuais interesses. Passados todos estes anos, a desilusão, o descrédito, a frustração tomou conta da maioria da população que sem forças e sem alento, virou as costas à democracia, e escondeu a liberdade para ver se lhes é dada uma nova oportunidade. A impunidade com que os portugueses vêem passar diante dos olhos centenas de casos de corrupção, dá a sensação de que a corrupção está institucionalizada e o roubo legalizado, pois a justiça em Portugal também escondeu a liberdade e só é usada para defender aqueles que foram os próprios a criar a leis. Já é tempo de abrir o baú onde a liberdade continua fechada, para que a democracia floresça como muitas vezes as plantas silvestres despontam mesmo rasgando o alcatrão das estradas. Porque o espírito continua vivo, é preciso ter a força da natureza e despontar para uma nova oportunidade que a democracia concede. Enquanto o corpo aguente, que a vontade não falte.
O descrédito a que os corrupto propositadamente conduziram o modelo de democracia em Portugal. É verdade, criou-se a ideia que pertencer a uma organização politico partidária é para arranjar tacho ou ter influências ou status social, quando o único objectivo deveria ser disponibilidade para servir o país. O conceito errado de como se instruiu o modelo de democracia em Portugal.Se realmente podemos ainda acreditar na boa vontade de alguém aportar algo de novo para o nosso país, não seria propriamente com a criação de um novo partido, afinal a grande maioria da população que já não acredita neste modelo de democracia e portanto não se revê naquilo que até aqui é designado de partido político, pois os próprios partidos que até aqui têm levado ao descrédito o actual modelo. Aqueles que realmente achamos que pode mudar alguma coisa neste país, terá de ser de base, começar por mudar a mentalidade dos portugueses em relação ao que é e como funciona uma verdadeira democracia, activa e participativa, pois até aqui os políticos arrebanhados nos partidos que por sua vez foram sequestrados pelos lobbies e os interesse onde até a justiça já está comprada, as populações sentem-se desamparadas e sem meios para actuar. O exemplo de como ressuscitar a verdadeira democracia foi dado pela Islândia que conseguiu aglutinar esforças com as populações a tomarem as medidas certas para corrigir a situação de caos económico e financeiro a que os corruptos tinham conduzido os eu país. Existem com certeza muitos portugueses que como eu querem ajudar a alterar este estado de coisa. Pessoas com projecção mediática que talvez adeririam a um projecto de uma liderança já existente e que deu mostras de ser um dos poucos que teve a coragem de dar a cara contar o maior flagelo da nação; a corrupção. Falo do Prf. Paulo Morais, que os meios têm barrado a sua mensagem por vai contra tudo o que são interesses instalados. Existem nos meios de comunicação figuras com algum mediatismo que juntos fariam com que a população despertasse consciências; exemplos Manuela Moura Guedes, Camilo Lourenço, José Gomes Ferreira, Hernâni Carvalho, Nuno Rogeiro, Sandra Felgueiras, Ana Leal (jornalistaTVI), Francisco Moita Flores,e muitos outros que têm rebatido a actual situação do país mas que a justiça impede que se chegue a um fim onde os culpados sejam castigados e penalizados. Se gente como esta se dedicasse de corpo e alma à volta de um líder, não precisava-mos de mais partido, mas sim de um grupo de cidadãos que despertasse a consciência do eleitorado com uma campanha anti corrupção e anti partidarismo, um modelo de Frente de salvação nacional. Mas acredito na boa vontade de mudar o estado das coisas em Portugal, unidos à volta de uma causa:democracia activa, participativa, autêntica com um objectivo prioritário, a luta contra a corrupção, por que Portugal quer justiça.