domingo, 21 de novembro de 2021

                                            Carta de um indigente

Porque cada vez mais as preocupações aumentam, os alarmes soam os perigos perseguem-nos! a sociedade vive em constante ansiedade temendo tudo à sua volta. Os governantes preocupados com os números alarmantes quase 5 milhões de óbitos (no mundo) por COVID, grande parte em países desenvolvidos ou em vias de desenvolvimento. Mas infelizmente a maior pandemia deste mundo continua a ser os 24 (vinte e quatro) mil pessoas que diariamente morrem de fome, a cada 5 segundos uma delas é uma criança, num mundo que desperdiçam anualmente 1,3 MILHÕES DE TONELADAS DE ALIMENTOS. E pensar que que uma mudança radical de comportamento das sociedade poder-se-ia erradicar esta lamentável situação! Tudo isto acontece enquanto no desespero autoridades tomam medidas abruptas, por vezes quase impossíveis de se fazerem cumprir, e pensar que por culpa da irresponsabilidade dos cidadão e da sua insensibilidade. O país aguarda o desenlace dum prematuro fim duma legislatura que no meio de toda desta turbulência leva a confusão e ao pânico da cidadania. Discutem-se prioridades que nunca serão soluções para os graves problemas que o país atravessa. A saúde continuam a ser o problema grave que os sucessivos governos não encontram soluções práticas aos anseios das populações. A educação persiste em esquecer que ela começa em casa e na família, cuja sucessiva degradação é a causa duma sociedade desprovida de valores e em conflito. A segurança e a justiça espera melhores dias, pois quando os verdadeiros culpados são indultados, casos concretos de violações, crimes violentos e ou corrupção, leva-a ao total descrédito na sociedade. Quem porventura pretende apresentar um pano alternativo defendendo em por cobro a estas situações, rapidamente é rotulado de extremista ou radial e atacado pelos que defendem e promovem o actual modelo caduco dum regime que já deixa mais de 50% da população de costas viradas, (OS ABSTENCIONISTAS) o povo infelizmente já não acredita ser possível restaura a democracia, renovar os princípios elementares da cidadania e restituir os valores da sociedade. Será mesmo IMPOSSÍVEL devolver aos portugueses a confiança na classe política, acreditar que a justiça seja aplicada com equidade e autenticidade numa sociedade totalmente incrédula? que a saúde deixe de ser um grande negócio e humanamente seja considerada o fator elementar do verdadeiro e autentico HUMANISMO? Que a educação insira nos valores e na cidadania a importância de ser-se uma verdadeiro exemplo de seres humanos com dignidade? Não se esqueçam que a 30 de Janeira a democracia poderá dar-nos a derradeira oportunidade de escolher uma verdadeira alternativa. Se a miséria dos pobres não é causada pelas leis da natureza, mas pelas instituições, é grande o nosso pescado. (Charles Darwin) 

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

                                                     Carta de um «inculto»

Já diz o provérbio: é tão difícil ser-se profeta na sua própria terra. Olhando, para a cultura o designado parente pobre da sociedade, deparamo-nos que algo de bom foi feito nesta terra nas últimas décadas. Muitos dos nossos jovens evoluíram nesse campo e até deram-nos grandes alegrias e projeção a nível nacional e internacional. Tanto no público e até no privado com associações ligadas às artes conseguiu-se boas performances nesse sector. Recentemente foi efetuada uma gala que comemorou os 75 anos do Conservatório escola profissional das artes da Madeira que muito honradamente leva o nome de um dos percursores nessa área, o Eng.º Luiz Peter Clode.  Certo é que todos os que ali passaram bem sejam como gestores, administrativos, lecionando e ou como alunos merecem toda a nossa consideração, respeito e motivação para que no seu desempenho tenham o almejado sucesso de que tanto ambicionam. Pena é que muitos daqueles que por lá passaram e que hoje são talentos reconhecidos a nível regional, nacional e porque não dizer-lho; mundial, tenham ficado esquecidos na hora da merecida homenagem. Por uma questão de dignidade e de reconhecimento pelo trabalho desempenhado, acho que deveriam ter convidado atores que atualmente têm projeção regional, nacional e internacional através de algumas digressões, e sobre tudo nos milhões de seguidores via internet através da redes sociais, 4 ex-alunos do conservatório e o grupo humorístico de maior impacto a nível regional e são da Madeira, (com vídeos de milhões de visualizações e partilhas) assim como uma bailarina que concluiu os seus estudos numa das melhores escolas do mundo na Rússia e que durante alguns anos fez parte da equipa de Filipe la Féria atualmente a lecionar dança numa academia privada, também uma pianista deficiente visual e que teve projeção a nível internacional e alguns outros que na hora de homenagens simplesmente foram esquecidos. Em detrimento dos homenageados muito embora não deixando de reconhecer o seu maravilhosos talento, empenho, dedicação e porque não sucesso nas suas carreira, alguns deles até nunca terem sido alunos dessa escola e tiveram o privilégio da merecida e (justa) homenagem pois a arte pública e ou privada no seu todo é a representatividade da cultura dum povo. Será que o mérito só é reconhecido àqueles que partilham um sistema que tem enorme dificuldade em reconhecer o talento e o mérito antes que as influências, as classes ou as amizades, pois esse continua como a condicionante duma democracia onde a liberdade continua muito condicionada. Será essa uma das razões que leva a que: muitos  dos nossos jovens talentos, não só nas artes mas em quase todos os sectores, desporto, hotelaria, saúde etc, sintam a necessidade de terem de emigrar porque na sua terra continua-se a fazer-se jus ao proverbio inicialmente focado?