domingo, 30 de março de 2025
sábado, 29 de março de 2025
sexta-feira, 28 de março de 2025
segunda-feira, 24 de março de 2025
Estamos fartos de democracia
O resultado das ultimas eleições na região provaram que os madeirenses querem a estabilidade politica a qualquer preço, penalizaram os culpados de tantas eleições, e apostaram na estabilidade mesmo que isso tenham de pagar um preço bem elevado, que tenham de relegar a liberdade para segundo plano substituindo-a pela submissão, a veneração, e a tolerância a tudo o que diga respeito a afetar a qualidade de vida desta terra. Tudo o que a partir de agora seja sinal de protesto por qualquer situação que venha a prejudicar os madeirenses só existirá um culpado, o próprio povo que não se adapta à verdadeira essência da democracia. E não me digam que num universo de 142.960 votantes dos 255.380 eleitores inscritos, não há ninguém que perceba, afinal o povo quer uma democracia que não dê muito trabalho a eleger os governantes, que os eleitos terão carta branca para continuarem a fazer o seu trabalho pois tudo o que se diz de mal do sistema não justifica perder tempo em mudar o que quer que seja, pois já diz o ditado popular: é melhor o mau conhecido do que o bom por conhecer. Uma coisa foi conseguido neste ato eleitoral, a cremação da dita extrema esquerda, isso expressa o conservadorismo da nossa sociedade.
A liberdade acarreta muita responsabilidade e a democracia dá muito trabalho. No Brasil alguém disse uma vez a propósito de um autarca: rouba mas faz. Para muitos isto é democracia, para os que votaram no partido vencedor, é assim que a democracia funciona, para a oposição um lamento por não terem sido capazes de passar a mensagem pois afinal como todos diziam a mesma coisa o povo foi (inteligente) e acabou com uma despesa, a de andar cada três meses a votos e dar o aval a quem já tem experiência no assunto. Por agora e por 4 anos salvo não haja alguma calamidade na justiça, tudo se estabilizará, o governo governará, os vencedores não podem protestar, quando forem a uma consulta e tiverem de esperar 6 meses, um ano ou mais por uma cirurgia. Não poderão reclamar pela inflação, por não ter um transporte ferry alternativo para saírem da ilha, por pagarem custos elevados dado o monopólio dos transportes de mercadorias. Enfim anda a dizer de tudo o que de bom a região proporciona aos seus habitantes nesta ilha cheia de troféus. Afinal a Singapura do Atlântico parece que atingiu o seus auge e a partir de agora será o nivelar da sociedade de modo a que cada quem espere pela sua oportunidade, porque os que estão acomodados mas ansiosos passarão a estar confortavelmente descontraídos pois o povo é quem mais ordena e passou um atestado de incompetência ao ministério público e a ordem será para continua o modelo exemplar de sucesso dum povo relativamente superior, que não se quer dar à massada de perder o seu tempo com a democracia. Há mais coisas a fazer nem que seja sofrer em silencio os que não contribuímos para a estabilidade, seremos rotulados de desestabilizadores para todos os que com satisfação comemoram os resultados duma justa vitória dada a incompetência da oposição. Acho que até merece um louvor a demonstração de obediência ao regime por parte do eleitorado desta terra que marcará um recorde ( não é só CR/ que tem esse direito) da permanência dum só partido no poder. Não sei se irei perder mais tempo com a democracia ou será a nossa (democracia) que não me dará mais oportunidade de dedicar mais algum do meu tempo, será que vale a pena?
terça-feira, 18 de março de 2025
Só eu sei porque não fico em casa.
Os madeirenses preparam-se de novo para votar e escolher os seus governantes regionais. Depois de 50 anos de (autonomia), de 49 anos de hegemonia dum só partido o PSD, depois de 36 anos e 85 dias de liderança de A. J. Jardim e depois de no dia 29 de março de 2015 Miguel Albuquerque assumir a liderança do Governo Regional, nada foi como dantes. Depois de nos últimos 18 meses os eleitores serem chamados pela terceira vez a leger os seus representantes, mostra claramente que o regime está em decadência. As razões que levaram a estes sucessivos atos eleitorais é de todos conhecida, suspeitas e acusações de atos abusivos de corrupção, um flagelo que está a por em causa a credibilidade da classe política e em risco a própria democracia. Mas porque será que cada vez menos o povo desconfia ou pior ainda, já não acredita nos políticos. Porque os mais de 50% de eleitores que se recusam a votar não se identificam com este modelo de democracia que tem sobrevivido muito à custa das promessas e do perpetuar de necessidades das populações. Parece que essas necessidades e a falta de cumprimento de promessas muitas das quais diria utópicas, demasiado ambiciosas para poderem ser cumpridas tarnsformaram-se em condimento de aversão por parte do eleitorado. Como com mensagens contraditórias e vazias os partidos querem passar uma mensagem que apenas utilizam o ataque constante, com a cidade cheia de poluição, ocupando apenas um espaço visual e criar ruído como se existisse uma luta entre quem ocupar mais espaço é o que tem mais voz. Qualquer uma das frases utilizadas encaixariam perfeitamente em qualquer um dos partidos, sinal de que a mensagem é de um grau de hipocrisia com muita equivalência e semelhança. Ao olhar para a paisagem saturante, leva a que a maioria já tente desviar o olhar à procura de algum sossego num espaço que se quer acolhedor, ou nas abordagens de rua fugirem para o outra margem. Expressões depreciativas, pouco motivadoras mas sobretudo demasiado agressivas para ser utilizada como forma de tentar cativar e comunicar o que será uma futura forma de gestão para um qualquer possível candidato a governante. As mesmas expressões são utilizadas pelas diferentes forças políticas à décadas fazendo ver a falta de imaginação para mudar a forma de comunicar. Depois o partido eternizado no poder desta vez tem (vergonha) dos seus candidatos pois estão descaracterizado enquanto os restantes tentam com alguma imagem sorridente passar a ideia que tudo se irá resolver com um simples sorriso, ainda outros que outrora foram de certa forma cúmplices da atual situação de forma demagógica tentam fazer acreditar que a solução está no depositar confiança no seu voto. Tudo isto leva a que os eleitores sintam uma enorme vontade de ficar em casa como sinal de protesto, indignação e revolta, num tal estado de descrédito e desilusão que nada foi feito para mudar este estado de coisa. Só haverá uma solução: encher-nos de coragem e massivamente votar contra um sistema que parece não querer devolver a democracia aos cidadãos. O primeiro ato de cidadania terá de ser o de MUDAR, mas mudar de atitude para que algo mude. Utilizar a abstenção, o voto branco ou nulo só irá reforçar a decadência da democracia e tornar-nos cúmplices do maus uso que demos à liberdade conquistada. Por tanto; o único modelo para que algo possa vir a acontecer será o de começar por mudar de atitude e votar naquele que não sendo o melhor, mas ao menos que venha a demostrar que podemos fazer com que algo mude. Aqueles que acham perpetuar no poder qulaquer que sejam as suas políticas só tem um resultado: o povo é sempre a vítima. Porque a vida é grata com aqueles que ao menos tiverem coragem para mudar.
domingo, 16 de março de 2025
A falta de honestidade, dignidade e integridade da classe política, fez com que os cidadãos fossem perdendo o interesse em participar na evolução do sistema democrático. isto propositadamente para (cercar) o sistema de modo a que os que o conduziram pudessem manipular a seu belo0 prazer todo um modelo de corrupção e compadrio que beneficia setores que não propriamente o dos cidadãos comuns. è preciso encher-se de coragem, para começar a MUDAR o sistema VOTAR contra os precursores dum sistema viciado mesmos não sendo a solução deverá ser uma alternativa no imediato. Abstenção nunca foi a solução para combater a corrupção. VOTEM no que a vossa consciência identifiquem com o menos mau. Esqueçam as promessas pois dificilmente serão cumpridas, mas VOTEM!
terça-feira, 11 de março de 2025
Entre o preço da liberdade e o custo da democracia
A campanha eleitoral a nível nacional poderá custar 8,2 MILHÕES de Euros, na Madeira ultrapassa 1 MILHÃO. O custo do ato eleitoral anda à volta de 1,7 MILHÕES de euros, na Madeira de alguns milhares, cada voto reverte para os partidos que elegerem deputados 13€ dos nossos impostos. Porque nós madeirenses ainda não saímos desta e já vem aí outra maçada para os eleitores. Ora não é que vão nos (obrigar) outra vez a mais uma seção de votos? Podem me obrigar a pagar impostos para sustentar este negócio da democracia, agora obrigarem-me a votar? tá quieto: isso seria uma afronta à minha liberdade! Isto já começa a dar uma maçada, já está a entrar no ridículo. Até parece que não tenho mais nada que fazer se não a andar aqui a escolher quem é que vai administrar o meu salário? Já a 3ª vez este ano que sou chamado a escolher quem vai levar o meu dinheiro, quem vai fazer pior que o anterior, quem é que consegue fazer a promessa mais estapafúrdia, quem vai dizer mal dos que roubam porque nem sequer sabem roubar. Estas coisas de votar deveria ser consoante os resultados no futebol. Se ganha o Benfica governava um, se fosse o F.C.Porto era outro o Sporting já dava para mudar a cada 19 anos, seria mais divertido e o povo sentir-se-ia mais motivado a participar, afinal podíamos atacar o adversário da forma que melhor soubesse-mos, tal como fazemos com a atuação dos árbitros, neste caso da política teríamos 10 milhões de árbitros, pois cada português iria julgar a atuação consoante os seus individuais interesses. Isto assim como está é uma canseira, já estou farto de democracia, a justiça nem tem tempo para investigar os sucessivos casos de corrupção que atropelam-se uns aos outros, e deixa espaço para que o trabalho de roubar continue a reproduzir-se e a multiplcar-se pois não têm mãos a medir. Já haverá quem proponha o ministério para a corrupção regulamentado a forma e o método mais conveniente consoante as circunstâncias é que o ato que até já nem é crime foi cometido. Se for guardado no gabinete entre livros e garrafas dá direito a ser presidente da comissão europeia, se for em diamantes ou em casas em Paris tem direito a viagens pagas pelos contribuintes com subsidio de mobilidade. Se for por avenças a casas de jogo dá direito a bonus nas apostas on line. Se algum partido estiver interessado em contratar militantes (vulgo trabalhadores) lembrem-se existem 2 milhões de portugueses no limiar da pobreza, por compaixão lembrem-se deles. Porque aqueles que continuamos a trabalhar para sustentar vadios, corruptos, gatunos e oportunistas estamos dispostos a dart o litro, continuar afincadamente e determinados a produzir cada vez mais para a ruina deste país. Estamos conscientes de que isto terá um fim nem que seja o da nação como país soberano e do povo como pessoa digna, afinal é isso que infelizmente a classe política usando a democracia tem feito para (assassinar) a liberdade.
sexta-feira, 7 de março de 2025
À boca pequena
Durante quase 50 anos e desde que a democracia foi implementada em Portugal e mais concretamente mesmo ter sido desenvolvida na região alguns dias depois, e após tantos anos prevalece a hegemonia política dum só partido. É caso para estudo socio político o perceber qual a razão que levou aos madeirenses aceitarem ser democraticamente governado sempre pelos mesmos. Dirão alguns que o atraso que até então na região prevalecia fez com que o desenvolvimento encetado motivou os madeirenses a acreditarem estar a viver uma época de total liberdade. O grande investimento dos imigrantes nos finais dos anos 70 e oitenta, depois seguidos da adesão à CEE, hoje UE, fizeram com que na Madeira um processo de desenvolvimento evidente a aos olhos de todos fosse implementado e fizesse com que o governo que tutela os destinos da nossa terra usufruísse da confiança do povo. Mas será que esse mesmo desenvolvimento assegurou o atual futuro dos madeirenses? Vejamos que por várias vezes a região teve a necessidade de recorrer ao pagamento da excessiva dívida então criada e a qual foi efetivada casualmente pelo governo central liderado pelo partido da oposição. Em 2002 sob o executivo liderado por A. Guterre , o então ministro das Finanças Sousa Franco, ter assumido um passivo de (630 MILHÕES de euros). Em 2007 A. J. Jardim num clima de chantagem separatista conseguiu que José Sócrates injetasse (256,7 MILHÕES de Euros) no âmbito dum programa (pagar a tempo e horas). Entretanto e antes já Durão Barroso com Manuela F. Leite como ministra das finanças tinha assumido (32,4 MILHÕES de Euros) da dívida regional. Enquanto que devido à catástrofe do temporal de 20 de Fevereiro 2010 o governo central assumiu parte do valor da reconstrução uma ajuda na ordem de (740 MILHÕES de euros). Neste momento 2025 a dívida da região assenta nos (5.020, MILHÕES de Euros). A atual crise política despoletada pelas sucessivas quedas dos governos fruto de suspeitas de corrupção e de atribuir ao atual presidente do governo o estatuto de arguido, deixa os cidadãos a pensar que afinal andamos estes anos todos a escolher para governar esta terra gente que de certa forma andaram a esbanjar os dinheiros públicos e só agora é que a justiça meteu a mão, mesmo que outrora tivessem existido situações semelhantes como foi o caso Cuba Livre entre tantos outros e nos mais recentes o Ab initio já muito divulgado e debatido. Tudo isto para deixar só uma questão. Será que MUDAR o rumo de tudo isto é um risco demasiado elevado para testar um modelo diferente para esta já bem adulta democracia ou aguardar que ela chegue ao período da reforma? Será que quem vier a seguir analisará as consequências de todos estes fatores que colocaram a região num beco sem saída ou numa vereda para o abismo? A população se continuar calada ou alheia a tudo isto poderá tornar-se cúmplice duma catástrofe sem precedentes. O importante será tomar a decisão de votar para poder alterar o rumo da democracia sem perder o caminho da liberdade. Porque o voto continuará a ser a única e verdadeira arma do povo.