Um ano depois
Após um ano de (renovação) no governo da Região Autónoma da Madeira, muitos madeirenses aguardam impacientemente algumas das bandeiras de campanha da actual governação. Uma das mais badaladas e desejadas por muitos é sem dúvida a reposição do serviço do ferry entre a região, as Canárias e Portimão ou outro qualquer ponto do continente, pois acha-se que é de uma necessidade urgente, dado o contributo que dá ao condicionalismo e à nossa dependência única e exclusiva do transporte por meios aéreos. Ao longo de muito tempo têm sido apresentados vários argumentos que impedem a adjudicação de tal rota, mas que essas mesmas informações deixando muito a desejar, ora que a inviabilidade será por questões de rentabilidade enfim, um monte de desculpas que em nada convence a grande maioria da população, que só acha que existe algum entrave por culpa de alguns lobbis que não beneficiando directamente de algum dividendo, esquecem que o desenvolvimento da região beneficia a toda a gente. Quando da experiência anteriormente feita pela então naviera Armas, era ver frequentemente muitos espanhóis e não só, a viajarem com caravanas, automóveis e até outros modos como excursões enfim, de aqui para Canária muita gente teve o privilégio de ir por preços muito em conta a desfrutar de um curto períodos de féria, muitos portugueses do continente e emigrantes até se atreveram a atravessar a Europa com as suas viaturas, para o transbordo de Portimão ao Funchal, enfim sem planos previamente defendidos programas temporários e já se estava a criar uma nova forma de turismo na região. Pergunta mais uma de tantas vezes que já tanta gente faz esta pergunta, afinal qual é ou qual será a verdadeira razão que impede que um serviço que à partida garante uma dinâmica nova numa região que depende 80% do turismo e que por capricho ou birra de gente que não quer de uma vez por todos acabar com uma coisa que se chama monopólio, e que prejudica a grande maioria dos madeirense e até os próprios interessados na área do turismo e que acham este serviço desnecessário? Como nos irão convencer que um serviço que reduz o custo dos transportes, aumenta a oferta e diversifica-a para aqueles por exemplo que até receiam o transporte aéreo, cria uma nova maneira de fazer turismo dando oportunidade a um intercâmbio com uma região por si só é potencial turística e que poderia partilhar muito dos que visitam as Ilhas Canárias a oportunidade de conhecerem as suas vizinhas e belas Ilhas da Madeira e Porto Santo de modo a aumentar a oferta da nossa galinha dos ovos de oro. Estarão por acaso à espera que se aproxime um período eleitoral para apresentar em bandeja de prata o cumprimento de uma promessa que já deveria ser rotineira para todos os madeirenses, e que ajudaria a minimizar a nossa já tão badalada crise que mais não é neste caso um mero capricho de que quem continua a achar que o nosso turismo terá de ser seleccionado e condicionado, como adamos à tantos anos a aturar esta nossa democracia com liberdade condicionada. Se realmente a verdade sobre a inviabilidade deste serviço continua oculta, porque não de uma vez por todas assumirem que não querem que a nossa região progrida e evolua num sector primordial para o nosso desenvolvimento. Tenham a coragem de uma vez por todas dar uma explicação justa e esclarecedora do porquê a não concessão da exploração da rota marítima, Canárias, Funchal, Continente, muitos madeirenses continuam a aguardar essa explicação sem rodeios. Se funcionou aparentemente tão bem num período experimental porque não torná-lo de uma vez por todas definitiva com os ajustes à conveniência da operadora, da região, mas sobre tudo do nosso turismo e da população.