quinta-feira, 21 de abril de 2016

                                                         Um ano depois
Após um ano de (renovação) no governo da Região Autónoma da Madeira, muitos madeirenses aguardam impacientemente algumas das bandeiras de campanha da actual governação. Uma das mais badaladas e desejadas por muitos é sem dúvida a reposição do serviço do ferry entre a região, as Canárias e Portimão ou outro qualquer ponto do continente, pois acha-se que é de uma necessidade urgente, dado o contributo que dá ao condicionalismo e à nossa dependência única e exclusiva do transporte  por meios aéreos. Ao longo de muito tempo têm sido apresentados vários argumentos que impedem a adjudicação de tal rota, mas que essas mesmas informações deixando muito a desejar, ora que a inviabilidade será por questões de rentabilidade enfim, um monte de desculpas que em nada convence a grande maioria da população, que só acha que existe algum entrave por culpa de alguns lobbis que não beneficiando directamente de algum dividendo, esquecem que o desenvolvimento da região beneficia a toda a gente. Quando da experiência anteriormente feita pela então naviera Armas, era ver frequentemente muitos espanhóis e não só, a viajarem com caravanas, automóveis e até outros modos como excursões enfim, de aqui para Canária muita gente teve o privilégio de ir por preços muito em conta a desfrutar de um curto períodos de féria, muitos portugueses do continente e emigrantes até se atreveram a atravessar a Europa com as suas viaturas, para o transbordo de Portimão ao Funchal, enfim sem planos previamente defendidos programas temporários e já se estava a criar uma nova forma de turismo na região. Pergunta mais uma de tantas vezes que já tanta gente faz esta pergunta, afinal qual é ou qual será a verdadeira razão que impede que um serviço que à partida garante uma dinâmica nova numa região que depende 80% do turismo e que por capricho ou birra de gente que não quer de uma vez por todos acabar com uma coisa que se chama monopólio, e que prejudica a grande maioria dos madeirense e até os próprios interessados na área do turismo e que acham este serviço desnecessário? Como nos irão convencer que um serviço que reduz o custo dos transportes, aumenta a oferta e diversifica-a para aqueles por exemplo que até receiam o transporte aéreo, cria uma nova maneira de fazer turismo dando oportunidade a um intercâmbio com uma região por si só é potencial turística e que poderia partilhar muito dos que visitam as Ilhas Canárias a oportunidade de conhecerem as suas vizinhas e belas Ilhas da Madeira e Porto Santo de modo a aumentar a oferta da nossa galinha dos ovos de oro. Estarão por acaso à espera que se aproxime um período eleitoral para apresentar em bandeja de prata o cumprimento de  uma promessa que já deveria ser rotineira para todos os madeirenses, e que ajudaria a minimizar a nossa já tão badalada crise que mais não é neste caso um mero capricho de que quem continua a achar que o nosso turismo terá de ser seleccionado e condicionado, como adamos à tantos anos a aturar esta nossa democracia com liberdade condicionada.  Se realmente a verdade sobre a inviabilidade deste serviço continua oculta, porque não de uma vez por todas assumirem que não querem que a nossa região progrida e evolua num sector primordial para o nosso desenvolvimento. Tenham a coragem de uma vez por todas dar uma explicação justa e esclarecedora do porquê a não concessão da exploração da rota marítima, Canárias, Funchal, Continente,  muitos madeirenses continuam a aguardar essa explicação sem rodeios.  Se funcionou aparentemente tão bem num período experimental porque não torná-lo de uma vez por todas definitiva com os ajustes à conveniência da operadora, da região, mas sobre tudo do nosso turismo e da população.