Natal; magia, realidade e futuro.
E porquê se comemora esta quadra, qual o seu significado e o seu grande objectivo? No tempo em que as crianças sonhavam com o Natal do menino Jesus que trazia os presentes, as crianças desejosas de desembrulhar uma carrinho de folha ou uma boneca de pano, aos mais velhos o tradicional pijama, o par de meias ou o lenço de algibeira, cheirava a tradição, broas, bolos, licores, carne d'vinho e alhos, canja, a bola de queijo, o d'escabeche, os junquilhos e as searinhas, os pós da lapinha, o viochene, as socas de cana, o alegra campo, à cera do chão e dos móveis cuidados ao longo dos tempos pelos parentes antepassados, enfim tudo aquilo que envolvia o Natal de outrora. A saudade não impede de continuar a sonhar pelo Natal de outros tempos, que causava ansiedade de véspera e saudade na primeira oitava, foi subsistido pelo Pai Natal, o senhor das barbas brancas que não teve culpa de que, quem o criou, talvez nunca imaginaria que a sua imagem de. bondade, simplicidade e ingenuidade, conduziria ao consumismo desenfreado, ao egoísmo, à ostentação, a correria, as compras atribuladas que quase tira o tempo e as forças para aquele abraço apertado e genuíno de votos de Boas Festas. Quando no dia em que as renas que transportam o Pai Natal, forem substituídas pelos Drones, que os presentes sejam enviados a casa por uma qualquer plataforma ou página da Internet, que qualquer empresa de Fast Food, entregue a ceia de Natal a cada quem nas suas casas, aí sobrará tempo para a saudade dos (Natais) de então, mas será que irá continuar a faltar disponibilidade para aquele fraterno abraço incondicional e gratificante que transporta qualquer ser humano para o colmar da felicidade. Mas para manter vivo o simbolismo e o significado destas festividades, deverá haver sempre um tempinho, para correr e dar àquele abraço ao familiar mais próximo, ao amigo mais chegado, até porque não, àquele com quem todos os dias nos cruzamos e que nem sempre o observamos, porque para nós o Natal deverá ser sempre mágico e com uma mensagem de AMOR.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2019
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
Do campo da barca p'ra cima
Até parece que convivemos bem com o ladrão que nos rouba. Por vezes nós cidadãos comuns, falta-nos a coragem para enfrentar as situações que ao longo de muito tempo nos vêm apoquentando, a democracia assim o permite, mesmo que por vezes não sintamos a verdadeira motivação para o fazer. Na saúde estamos cada vez mais graves; desde as sucessivas longas filas de esperas para atendimentos, às constantes e frequentes (negligências) médicas muitas delas por falta de apoio aos profissionais, falta de investimento no sector e por conseguinte a sua rentabilidade é precária, uma extensa lista de espera para cirurgias de simples execução, sem contar com a já preocupante debandada dos profissionais do sector público para o privado ou para imigração, deixando órfão o sector cuja formação dos mesmos profissionais a maior parte das vezes custou-nos a todos o dinheiro dos nossos impostos. Porque razão esses mesmos profissionais não foram previamente salvaguardados para ao finalizarem a sua formação, retribuírem os custos da mesma com serviço? seria justo que ao menos por algum período houvesse essa compensação, devidamente remunerada, sem dúvida, mas que os cidadãos usufruíssem do investimento feito. O mesmo sucede na educação, é cada vez mais latente casos de deterioro e de profissionais descontentes ou sem motivação, pois é um sector que deixa muito a desejar quanto ao modelo, ao método e à salvaguarda daqueles que: quer queiramos quer não são a base de uma nação, porque já pensaram seriamente que nenhum profissional se forma, sem passar pelas mãos do professor? na justiça é dramático o que sucede neste país, são os sucessivos casos de corrupção sem que para isso se encontre a solução, pois os intervenientes ou suspeitos raramente chegam a ser julgados, e os custos sobram sempre para os cidadãos. A segurança está cada vez mais posta em causa dada a ineficácia da mesma justiça. O ambiente tão maltratado e o aproveitamento feito pelos danos causados não favorecem a mesma causa. Será que foi esta a democracia preconizada com o 25 de Abril, em que se prometiam mundos e fundos para o povo e só aqueles que aparentemente nada fizeram na vida à custa de um bom apoio através da filiação ou colaboração com partidos políticos, conseguem através dos tachos singrar na vida. Quando em tempos o povo não podia se pronunciar, manifestar e ou revoltar contra o regime, havia uma homem que chegou a casa e disse p'ra a mãe: eu fui resolver o problema com os senhores do governo e protestei (rezondei) os gajos de tudo, chamei-lhes todos os nomes possíveis e imaginários. A mãe preocupada retorquiu-lhe, ó filho agora a justiça vai te chamar a contar e vás bater ao calabouço! Não se preocupe mãe, aquilo que eu disse foi só do campo da barca p'ra cima. Parece que afinal o povo só se revolta sentado frente à TV ou sentado nos cafés, pois os defeitos desta simulada democracia prevalecem e o povo impotente, desiludido e sem motivação que continua só a sua revolta só do campo da barca p'ra cima. Acho que se não forem tomadas medidas rápidas e concretas para recuperar a dignidade, a honestidade, a equidade na justiça, e os valores de cidadania na educação, estamos a caminhar para o abismo. Será que algum dia chega uma esperança?
Até parece que convivemos bem com o ladrão que nos rouba. Por vezes nós cidadãos comuns, falta-nos a coragem para enfrentar as situações que ao longo de muito tempo nos vêm apoquentando, a democracia assim o permite, mesmo que por vezes não sintamos a verdadeira motivação para o fazer. Na saúde estamos cada vez mais graves; desde as sucessivas longas filas de esperas para atendimentos, às constantes e frequentes (negligências) médicas muitas delas por falta de apoio aos profissionais, falta de investimento no sector e por conseguinte a sua rentabilidade é precária, uma extensa lista de espera para cirurgias de simples execução, sem contar com a já preocupante debandada dos profissionais do sector público para o privado ou para imigração, deixando órfão o sector cuja formação dos mesmos profissionais a maior parte das vezes custou-nos a todos o dinheiro dos nossos impostos. Porque razão esses mesmos profissionais não foram previamente salvaguardados para ao finalizarem a sua formação, retribuírem os custos da mesma com serviço? seria justo que ao menos por algum período houvesse essa compensação, devidamente remunerada, sem dúvida, mas que os cidadãos usufruíssem do investimento feito. O mesmo sucede na educação, é cada vez mais latente casos de deterioro e de profissionais descontentes ou sem motivação, pois é um sector que deixa muito a desejar quanto ao modelo, ao método e à salvaguarda daqueles que: quer queiramos quer não são a base de uma nação, porque já pensaram seriamente que nenhum profissional se forma, sem passar pelas mãos do professor? na justiça é dramático o que sucede neste país, são os sucessivos casos de corrupção sem que para isso se encontre a solução, pois os intervenientes ou suspeitos raramente chegam a ser julgados, e os custos sobram sempre para os cidadãos. A segurança está cada vez mais posta em causa dada a ineficácia da mesma justiça. O ambiente tão maltratado e o aproveitamento feito pelos danos causados não favorecem a mesma causa. Será que foi esta a democracia preconizada com o 25 de Abril, em que se prometiam mundos e fundos para o povo e só aqueles que aparentemente nada fizeram na vida à custa de um bom apoio através da filiação ou colaboração com partidos políticos, conseguem através dos tachos singrar na vida. Quando em tempos o povo não podia se pronunciar, manifestar e ou revoltar contra o regime, havia uma homem que chegou a casa e disse p'ra a mãe: eu fui resolver o problema com os senhores do governo e protestei (rezondei) os gajos de tudo, chamei-lhes todos os nomes possíveis e imaginários. A mãe preocupada retorquiu-lhe, ó filho agora a justiça vai te chamar a contar e vás bater ao calabouço! Não se preocupe mãe, aquilo que eu disse foi só do campo da barca p'ra cima. Parece que afinal o povo só se revolta sentado frente à TV ou sentado nos cafés, pois os defeitos desta simulada democracia prevalecem e o povo impotente, desiludido e sem motivação que continua só a sua revolta só do campo da barca p'ra cima. Acho que se não forem tomadas medidas rápidas e concretas para recuperar a dignidade, a honestidade, a equidade na justiça, e os valores de cidadania na educação, estamos a caminhar para o abismo. Será que algum dia chega uma esperança?
Subscrever:
Comentários (Atom)