Medida radical
Aproxima mais um acto eleitoral de uma relevância extrema para a região.
Terá que ser esta a atitude dos portugueses para que alguma coisa mude neste país e sobretudo nesta região?
Durante quatro décadas todos os políticos sem excepção, que de uma ou outra forma passaram pela administração do nosso país, foram incapazes de satisfazer o mínimo daquilo que o povo esperava. Cometeram-se tantos erros incontáveis já, que na sua maioria comprometeram o regime e fizeram com que os eleitores cada vez que são chamados ás urnas para eleger os seus governantes, sejam cada vez em menor número. Como é possível que os políticos depois de tantas promessas incumpridas e durante tantos anos, sejam eles próprios os promotores para que os povos tomem atitudes radicais.
O sinal que o povo Grego deu recentemente à Europa, é fruto desse sem número de erros políticos ao longo das últimas décadas que continuando a defender os interesses de lobbies e de grupos económicos,esquecendo o essencial que são as pessoas, pois simplesmente a essas viraram-lhes as costas. Está na altura de os actuais e futuros políticos desta terra tomarem consciência de que o povo cala, consente e por vezes tarda em tomar decisões, mas quando sente que está em causa a sua subsistência, a liberdade que a democracia concede permite-lhes tomar decisões que muitas vezes não sendo a mais sensatas, poderão vir a ser as consequências de tanto ser massacrado e espezinhado, e que afinal os causadores destas atitudes são nem mais nem menos aqueles que ao longo do tempo têm passado pela administração da nação. Espero que as pessoas tomem consciência, pois está nas nossas mãos o futuro da nossa terra e do nosso destino, e não estejam à espera de mudanças radicais por parte dos eleitos, pois essa poderá ter que ser sim a atitudes dos leitores.Que sirva de exemplo para despertar consciências tanto aos eleitos como a eleitores, pois não devemos de deixar nas mãos dos outros aquilo que teremos que ser nós a mudar, com o nosso comportamento e a nossa participação. Votar é importante mesmo dando a oportunidade a quem nunca exerceu o poder, pois não sendo nada radical é de extrema necessidade não ser demasiado conservador quanto a participação no próximo acto eleitoral. Ficar em casa à espera que os outros decidam por nós, e ficar depois a maldizer tudo e todos, retira-nos autoridade para discordar do que quer que seja em relação ao futuro político da nossa terra. Verdade seja dita, que ninguém nos inspira uma confiança plena, mas que algo devemos de fazer e mostrar o nosso descontentamento através do voto, lá isso acho que seria a melhor resposta.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Num mar de incertezas
Depois de tanto burburim à volta da eleições internas do PSD-Madeira, surge uma nova figura que não será propriamente uma figura nova, visto fazer parte desde à muito, do núcleo de personagem que ao longo dos últimos 20 anos fez parte da equipa que levou a região à situação actual . Sim; porque o novo líder apesar de querer fazer passar a mensagem de que vem com ideias novas, o seu antecessor pela atitude que ao longo dos anos teve para com esta democracia, talvez nunca deu hipótese de os seus camaradas de partido, poderem desenvolver ou por em prática as suas ideias.Será mesmo que só agora será possível? É que dadas as circunstâncias de; o país e a região estarem endividado; de a oposição nunca conseguir um consenso de modo a alterar a situação política da região; de parecerem acomodados na oposição melhor do que se estivessem no governo, ou efectivamente nem se sentirem capazes de semelhante tarefa; da falta de cultura democrática do nosso povo; enfim de várias razões que agora serão questionáveis ao ponto de poderem tirar-se ilações do futuro político da região. Começará a batalha eleitoral, a incerteza levará ao partido que durante 4 décadas está no poder a fazer todos os possíveis para manter a sua hegemonia, de modo a que alterando os personagens, pouco ou nada se altere a maneira de fazer política, pois os interesses continuam lá bem patentes. A oposição continua sem se entender e cada vez, mais distantes uns dos outros. Em caso de vencer, qual será a nova composição de um governo que, pouco terá para inaugurar, foi a receita que manteve durante tantos anos a actual cor politica no comando dos destino da região. E se tiver minoria, qual será a atitude dos dirigentes do segundo partido mais votado; será que já se pôs de cocaras, a espera que os convidem para um banquete tão desejado? a ambição desmedida que se tem manifestado pelos maiores partidos da oposição, a ânsia do poder ou a pouca vontade de mostrar uma alternativa credível, deixa o caminho aberto para que a Madeira continue a ser governada por aqueles que estrategicamente sabem com que tipo de povo estão a lidar, e daí fazer da política uma arma teledirigida de modo que: as pessoas na sua maioria já não acreditam nos políticos. Então quem se define com a política são, os interessados pelos tachos e seus dependentes directos, os que vivem à custa da política e mais umas dezenas de fanáticos e que acham que com a sua participação conseguem alguns benefícios na hora de pedir favores. Sim porque isto também se jogam os favores e os interesses futuros, o pedidos as influências, não vigora o efeito cidadão deveres e direitos, mas o continuar dos favores e das mordomias, dos jeitinhos e das cunhas. A nossa sociedade acha que isto já faz parte do seu modo de vida, quando deveria ser o mérito, a qualificação, a capacidade de cada um de subir na vida com deve ser, e é assim que funciona numa verdadeira democracia, espera-se que quem ganhe, de quem governe, de quem gere, possa fazer um favorzinho, dar um jeitinho ou um empurrãozinho para que alguém possa subir na vida, pois este povo continua a achar que a liberdade deve ser usada desta forma e não como preconiza uma democracia autêntica, pelo mérito, pela capacidade e pelo conhecimento de cada cidadão que quer e acha que deve estar ao serviço dos cidadãos. O futuro da nossa terra, do nosso país e da nossa democracia, passa primeiramente e sobretudo pela alteração da mentalidade do nosso povo. O futuro de quem governar só será democraticamente eficaz se levar em conta o mérito, o empenho e a vontade de cada cidadão de fazer mais e melhor pelo seu país em função de todos. Se assim não for a democracia entrou em decadência, pois os políticos deram cabo dela. Temos que sentir todos e cada um na necessidade de fazer algo para melhorar o nosso conceito de democracia, participando activamente.
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