sábado, 25 de maio de 2024
terça-feira, 14 de maio de 2024
Porque mudar significa!
Quando pretendemos que algo mude será sobre tudo dar outra orientação, direção ou sentido, modificar, renovar, substituir ou trocar. Tudo tem o seu tempo e será esse tempo que nos define e nos coloca sob o efeito da avaliação das nossas atitudes, comportamentos e decisões. Em tudo e até na política percebe-se perfeitamente que cada vez mais os cidadãos asseiam uma mudança do paradigma político do nosso país e com mais enfase na nossa região, visto que andamos nisto à 48 anos sob a governação dum único partido. Alguém dizia um dia que existe dois tipos de regimes a dita dura e a dita mole, não comparando com o verdadeiro significado do ditado, mas que Eça de Queirós também dizia que: fraldas e políticos devem de ser trocadas de tempos em tempos e pelos mesmos motivos. Os vícios contagiantes criando ao longo deste quase meio século de hegemonia monopartidária, levou a que cada vez mais os cidadãos perdessem o interesse em participar na evolução da democracia, pois com ela perpetuarm-se e predominaram vícios que dificilmente se conseguiram mudar. Existe dois períodos predominantes no modelo de regime implementado no nosso país; os das promessas pré eleitorais e o das medidas para manter vivo um sistema onde o amiguismo, o oportunismo, o compadrio e o protagonismo imperam. Daí que dificilmente os cidadãos genuínos que nunca fizeram parte de quaisquer organizações políticas sintam-se impotentes e uma enorme dificuldade em se impor, visto que é predominante a força dum sistema que tendenciosamente e por vários meios consegue por força do oportunismo, da imposição, da intimidação, da influência dos meios e até coação dos intervenientes por vezes infiltrados, impedindo-os de se sentirem livres e exercerem a democracia como mandam as regras. Quando de repente nos vemos envolvidos no mundo da política e se não tivesse seguido a série norte americana "House of cards" dificilmente compreenderia os meandros que envolvem o querer mudar realmente o paradigma político dum país ou duma região viciada na corrupção, no compadrio, e no trafego de influências. Criando uma sociedade cada vez mais dependente do estado, e por conseguinte menos livres, chegamos à conclusão que a classe política dominante dificilmente aceita que cidadãos livres e sem quaisquer vinculação a grupos de interesses possam vir a fazer parte duma possível solução governativa e daí uma autêntica e verdadeira mudança no modelo de governação do país ou da região. É por isso que o sistema apesar das lutas que enfrenta, sente uma enorme dificuldade, uma adversidade contra tudo o que possa vir a incomodar um núcleo de oportunistas, de infiltrados e de defensores acérrimos dum sistema que levou o país, a região e os cidadãos a cada vez mais desconfiarem da democracia que deixou a liberdade legalizar o roubo e institucionalizar a corrupção. Promessas de quem anda à 48 anos sempre pela Madeira a enganar o eleitorado, onde a falsidade e a mentira já fazem parte do rol, dificilmente irão mudar a página, dos que dizem que acreditamos, este é o momento pois a Madeira precisa de mudar, ou arriscamos a mais 4 anos de demagogia, hipocrisia, injustiça, corrupção, oportunismos, vigaristas e de grupos de infiltrados que contaminam e viciam a genuinidade da liberdade e põe em risco a sobrevivência da democracia. Os madeirenses e porto-santenses terão de refletir seriamente e pensar no futuro que desejam para os mais novos, não podemos deixar fugir a oportunidade de dar um novo rumo à democracia devolvendo-a aos cidadãos genuínos, porque cada momento é único e esta poderá ser a derradeira oportunidade de unir os cidadãos em defesa da liberdade.
quarta-feira, 8 de maio de 2024
Sendo um militante ativo desde Fevereiro de 2021, fui cabeça de listas nas autárquicas de 2021 sendo a 3ª força mais votada de Santa Maria Maior.(Funchal) Aceitei ser candidato às eleições para o Parlamento regional 2023 no 14º lugar. Do mesmo modo candidato suplente (por minha sugestão) não querendo aceitar nos 6 elegíveis pela Madeira nas últimas legislativas 2024. Assinei o documento para integrar a lista das regionais do próximo dia 26 de Maio. Quando constatei de que não fazia parte da mesma (fiquei surpreso), recebi uma resposta do presidente do CHEGA-Madeira que me perguntava se eu afinal queria ser candidato! isto agora a seleção dos possíveis candidatos é feita por pedido pessoal ao presidente ou a minha seleção nos atos anteriores foi levada em consideração pela minha capacidade, valorização pessoal, empenho e trabalho árduo que sempre dediquei ao CHEGA e à causa que representa e a qual me identifico, a luta contra a corrupção, o compadrio e o oportunismo? Onde está a meritocracia que nos identificamos e tanto defendemos?
Não pondo em causa os selecionados esperando que tenham sido escolhidos os(melhores) mas a verdade é que me deixou surpreso visto que o ato foi sucessivo à consequência da demissão da vice presidente Dra. Maíza Fernandes, do vogal Filipe Gouveia e de dum elemento da mesa o Dr. José S.S, Fernandes. Será que foi esse o motivo da recusa da minha colocação na lista de candidatos?
sexta-feira, 3 de maio de 2024
O desígnio dum português
O que queremos todos nós ao fim de contas? Seriedade se formos sérios, honestidade se formos honestos, dignidade se queremos ser dignos, verdade se formos verdadeiros. Qualidades que dificilmente se associam à classe política. Mas afinal! será que a política está assignada apenas e tão só a malabaristas, oportunistas, vigaristas e corruptos? Será que as pessoas sérias e honestas nunca hão-de poder fazer parte integrante da classe política deste país. Será que a liberdade condiciona a democracia para que possamos construir uma nação prospera e justa? Os primeiros porque não querem ver o seu nome manchado pelos sequentes e predominantes casos de corrupção, os restantes porque na gene da sociedade deste país parece fazer parte todos esses comportamentos que deterioram os valores os quais deveriam ser um padrão mas que passou a ser a fragilidade e uma fraqueza de quem não os pratica. Os sucessivos erros levaram ao descrédito a classe política, á desilusão e á frustração do eleitorado e à indignação e revolta da sociedade que já nem no voto encontra na democracia a forma de manifestar todo esse seu descontentamento. Parece um presságio para os portugueses o terem de suportar durante todos os dias, meses, anos, décadas, e até séculos os desígnios dum sistema político que dificilmente vá ao encontro das suas necessidades . Do livro publicado em Novembro de 2023 do professor doutor Nuno Palma "As causas do atraso português" e que já vai na sua 5ª edição, percebe-se rapidamente do porque continuamos a ser um dos países mais atrasados e consequentemente mais pobres da UE, onde dificilmente saímos da pobreza porque definitivamente nos resignamos à nossa «sorte», quando na realidade será tudo uma questão de mentalidades. Porque temos imensos talentos, conterrâneos nossos que se destacam por esse mundo fora, a começar pelo autor do livro que é professor de economia na Universidade de Manchester, vencedor de vários prémios internacionais de investigação, Doutorado pela London School of Economics e especialista em história económica e macroeconómica. Será que realmente não seremos nós capazes de transformar a nossa sociedade e fazer do nosso país uma nação próspera que dignifique os seus habitantes. Eu acredito que cada um de nós poderá aportar algo em prol duma sociedade mais, séria, digna, justa e reconstruir a nação mais antiga da Europa; Portugal.