domingo, 10 de novembro de 2019

                                    Cidadania e democracia
Cada vez mais se nota a falta de cultura democrática da população. O alheamento dos cidadãos perante todos os actos exercidos pelos governantes são do total desinteresse dos mesmos. O desprezo pelo exercício da democracia a que a classe política conduziu ao longo destas 4 décadas, fez com que o povo virasse as costas à participação. Só sentem a democracia ou simplesmente falam dela em actos eleitorais, porque outros assuntos são aventados para «distrair as populações da realidade social e política» daí que também já vai sendo cada vez menor a discussão, prova da constante e do consequente aumento substancial da abstenção nos sucessivos actos eleitorais mais recentes. Muito se tem dito sobre o caso, pouco se tem discutido as circunstâncias que levam os eleitores a cada vez mais se divorciarem na participação da vida democrática do país e concretamente da região. Felizmente já começam a aparecer excepções. Cada vez mais se quer fazer crer aos portugueses que a democracia está condicionada e vedada apenas aos partidos políticos e seus militantes, quando a realidade de uma democracia autêntica é bem diferente. Nos países mais desenvolvidos em termos de mentalidade das populações, os assuntos que lhes dizem respeito são debatidos e postos à consideração da opinião pública, coisa impensável no nosso país e na nossa região, isso até à bem pouco tempo. Felizmente alguém teve a iniciativa, a coragem, a ousadia e a sensibilidade de cidadania em por à consideração do povo aquilo que será o futuro governativo dos próximos 4 anos na R. A. da Madeira. Cabe-me a mim como cidadão sem qualquer vínculo partidário, apenas preocupado com o futuro daqueles que me irão preceder, e porque não de mim próprio e dos meus familiares e amigos, achei por bem participar numa iniciativa (inédita) da democracia na região; Parabéns à JPP (poderia ser qualquer outro!)  que levou à consideração dos cidadãos uma discussão pública do Orçamento Regional para os próximos 4 anos. Será que estamos perante uma renovação do modo como se deve exercer a verdadeira democracia autêntica, activa e participativa? Pena é a pouca motivação dos madeirenses para a participação em actos semelhantes, mas muito proveitosa, concreta e objectiva, espero se repitam acções deste género e que em futuras situações semelhantes possa haver mais motivação e participação dos cidadãos independentemente de ser esta ou outra a sua alternativa político  partidária. Como cidadão independente sem qualquer vinculo partidário ou interesse pessoal, apenas preocupado com o rumo a que foi conduzida a democracia no nosso país, o meu único objectivo é e será a luta pelo bem estar de todos os portugueses, o combate à corrupção, o exercício da transparência, equidade na justiça, um desempenho sério, responsável e honesto de todos os actos políticos. Porque continuo a achar que: Portugal quer justiça.