domingo, 23 de junho de 2019

 Carta ao Dr, Rafael Macedo.
Bom dia. Fiquei atónico com as últimas notícias em relação ao seu relacionamento pessoal e o partido que abraçou o seu projecto. Afinal, acredito que lhe emprestaram a camisola para depois se servirem da sua imagem, pois do modo como tem agido até aqui, não me passa pela cabeça que seja um problema de índole pessoal, às vezes pregam-nos partidas neste caso(partidos) que nunca imaginamos, mas é como eu digo, respeitar disciplinas partidárias é tornar-se cúmplice de um regime corrupto. Enquanto não for possível as candidaturas independentes sem quaisquer vínculo partidário, nada feito. A sua obra e o seu empenho há-de colher os frutos desejados, pois é o anseio silencioso da maioria dos Madeirenses e Portosantenses. Não desanime pois a sua luta há-de continuar com cada vez mais força.

Resposta à observação de Miguel Silva
Infelizmente o que faz prevalecer a actual situação política em Portugal é sobre tudo, a ambição, a ambiguidade, a hipocrisia, a ostentação, a vaidade e a ânsia de poder. Se houvesse mais humildade, unidade e disponibilidade de servir a causa pública à muito que a situação política no nosso país estaria alterada, mas os políticos e as pessoas que os controlam sabem perfeitamente com que tipo de povo estão a lidar; Infelizmente é assim. É pena realmente estarmos metidos num beco sem saída aparente muito por culpa da falta de cultura democrática do nosso povo.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

                             Pois eu prometo!
Vem aí mais um período onde grandes decisões políticas irão ser tomadas. Por parte dos partidos políticos, novamente se (cozinham) campanhas, estratégias, coligações, acordos, arranjinhos, e jogadas de bastidores, típicas de quem andam à mais de quatro décadas a fomentar um rol de promessas impossíveis, de comprar consciências em períodos eleitorais, para logo voltar ao que escondem, compromissos inimagináveis e prejuízos incalculáveis em benefício de uma classe que fazendo jus ao velho ditado popular, não colocam os ovos todos no mesmo cesto, distribuem-no por vários canastros e pelos diversos partidos com a máquina mais eficaz, de modo a permanecerem dentro de um sistema onde tudo facilmente é controlável e os seus interesses salvaguardados. Quando por exemplo: alguém que exerce uma cargo vindo de uma administração empresarial e que tem (excelente) relacionamento com o poder, e antes, ter passado por esse mesmo poder, é caso p'ra dizer: ( ? ) prefiro ficar calado! Quando alguém abdica de um cargo empresarial, para se dedicar com todas as forças à campanha de um candidato que prometeu cumprir o mandato até ao fim, e apresenta grandes probabilidade de ocupar o alto cargo, é caso p'ra dizer (?) Só ousa quem sabe! Como o eleitorado consegue ser tão ingénuo, ao ponto de continuar a patrocinar este tipo de manobras, aceitando promessas impossíveis, tornando-se cúmplices do jogo de interesses, depositando a confiança do voto em «trapaceiros», gente que ao longo de mais de 40 anos de um regime dito de democracia mas que em nada a dignifica, ou então cidadãos revoltados que acham que a democracia já nada lhes diz respeito e pura e simplesmente renunciam a participar no seu processo evolutivo, pois os políticos que conduziram tão mal a democracia tirando-lhe propositadamente qualquer tipo de credibilidade, levando a que os eleitores renunciassem radicalmente à participação optando pela abstenção. No actual modelo eleitoral a única possibilidade de ressuscitar a credibilidade da democracia, será uma votação maciça em partidos que não tiveram oportunidade de representatividade nos actuais parlamentos, tanto nacional como regional, só assim poderá existir um governo com minoria necessitando da participação de várias forças políticas a representar os vários sectores da sociedade, enquanto não houver alteração para uma eleição com círculos uninominais onde as pessoas e seus currículos, substituam os partidos políticos e suas disciplinas partidárias, que não são nem mais nem menos que as regras impostas pelos grupos de interesses e lobbies. Por isso eu prometo que: se querem que algo realmente mude neste capítulo da política e a corrupção, o eleitorado terá de mudar de atitude e mostrar de uma vez por todas a sua maturidade democrática votando massivamente nos partidos que apresentam pessoas com vontade de mudar este estado de coisas do qual a grande maioria estamos fartos, e parece que somos incapazes de alterar o rumo da situação. Terá de ser forte com a sua decisão para poder dar cabo do flagelo da corrupção. 600 anos depois das descobertas e 45 de democracia, é tempo mais do que suficiente para mostrar alguma maturidade e cultura democrática e não embalar em promessas.