domingo, 28 de agosto de 2016

                                                   De férias em Rabat e caladinho
Continuando a saga dos casos da banca neste país, e como se não bastassem os BPN, BPI,BPP; BES, Banif e parem lá de contar, eis que mais um caso desponta, CGD, no horizonte daqueles que a liberdade e uma democracia bem à portuguesa que obrigam-nos a repor através de taxas, taxinhas, impostos, contribuições e mais e mais artimanhas, e pagamos aquilo que os chamados gestores continuam no regabofe do saque aos dinheiros públicos. E não se vislumbra uma luz ao fundo do túnel para que de uma vez por todas haja coragem política e acabe com o assalto ao património da nação. Porque os que realmente deveriam ter essa coragem, serão justamente aqueles que teimam que a situação se mantenha por longos tempos para que o povo continua calma e serenamente a pagar e sustentar um bando de déspotas e criminosos que se sustentam à custa de 42 anos de sacrifício deste povo em manter uma regime chamado de democrático e onde a liberdade permite somente um grupo de vigaristas que disporem dos meios financeiros que o país produz para satisfazer caprichos, vaidades, excentricidades e tudo quanto possa tornar essas pessoas o mais poderosas possível. E não é que cada vez mais conseguem alhear as populações de semelhante assalto, tornado-as cada vez mais distantes, desinteressada, impotentes, resignadas e incapazes de se manifestarem, protestarem, revoltarem, e atá de reivindicarem aquilo que a constituição da Republica permite, tornando com a força do dinheiro mais forte que a força de todo um povo. Manipular pessoas, meios, entidades, agremiações, tudo é feito para distrair quem minimamente tenta atirar à luz pública tudo aquilo que o país está farto de saber através dos meios que é uma realidade incontestável, querer convertê-la numa mentira inimaginável. Os casos que ao longo dos anos terão sido notícias, catástrofes, assassinatos, sequestros e outros, que serviram e servem para ofuscar uma realidade que quase ninguém duvida mas poucos acham-se capazes de a enfrentar, o país está a saque é não é por piratas, mas sim por aqueles que têm o descaramento de cada quatro anos colocar as suas fotografias em cartazes, para que possa-mos coloca-los na calha dos salteadores do património nacional.  Se a lista de todos os implicados no desterrar do património da nação fosse divulgada como no velho Oeste, seriam fugitivos e até pediriam asilo quem sabe talvez na embaixada do Panamá, com os papeis que legalizam a fuga em dia. Será que algum dia voltaremos a sentir orgulho em ser Portugueses por termos um país bem gerido, ou única e exclusivamente por termos como embaixador do nosso sucesso o Cristiano Ronaldo. Não quereria ressuscitar Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal, muito menos António de Oliveira Salazar, mas às vezes parece que os democratas deste país têm saudades de um regime opressor. Para o povo já nos bastam os das últimas décadas.
Infelizmente ninguém gosta de pertencer ao grupo dos mais fracos, daí a razão para que os amantes do futebol inclinarem as seu favoritismo à partida para o clube ganhador, independentemente de Benfica, Porto ou Sporting, e ainda enraizada na cultura madeirense o facto de termos estado fora da disputa a nível nacional por várias décadas, daí haver os adeptos e os simpatizantes. Pior do que isso é que esse tipo de comportamento na nossa sociedade também se reflecte numa situação que não tem nada a ver com simpatia ou filiação desportivas, que pesa no nosso dia a dia é o caso da política, onde existe um verdadeiro fanatismo canalizado por interesses instalados e que forma os cidadãos a elegerem quem mais e melhor rouba, infelizmente a falta de cultura democrática bem explorada pelos que estiveram, estão ou até futuramente pretendem estar no poder. Continuamos fartos de ser -mos roubados mas (eles) continuam lá.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

                                        Depois da catástrofe a tortura
Existe um casa partilhado nas redes socais no Alto da Pena, e como esse devem haver vários,Não é que as pessoas que perderam todos os seus bens e as respectivas casas, têm de pagar um balúrdio para recuperar a documentação dos respectivos prédios que o fogo consumiu. Porque razão não se abre uma excepção a essas pessoas de modo que possam tratar da documentação dos seus haveres, sem terem de pagar? além da desastrosa situação de terem ficado sem nada, vem as malfadadas finanças e conservatórias e demais entidades a massacra e a torturar quem já nada tem, e ter de começar tudo de novo. Acho que bastaria uma análise de uma entidade oficial a comprovar a perda total do bem e isentar os mesmo de qualquer pagamento. Afinal o estado continua a ser o menos solidário com quem teve a infelicidade de ficar sem as suas coisas. Francamente!

sábado, 20 de agosto de 2016

                                600 anos depois
Ainda muito fresco na nossa memória e nas nossas emoções, todo uma serie de situações que ao longo dos últimos dias têm acontecido no nosso país e principalmente na nossa terra. Montanhas de críticas, mares de desesperados, vales de lágrimas, por uma situação que com frequência nos assola; as catástrofes. A nossa orografia, a nossa posição geográfica, a nossa cultura, a forma de vida que ao longo de seis séculos, sim, por preparamos-nos a passos largos, para comemorar os 600 anos da descoberta da nossa ilha, apesar de ainda não se ouvir qualquer manifesto sobre programas comemorativos de um evento que por si só mereceria todas as atenções, não fosse a Madeira um dos primeiros territórios a serem descobertos por europeus, e pela saga conquistadora dos nossos antepassados heróis marinheiros. Reza a história que à altura das descobertas e pelo facto da densidade florestal que cobria a então nova terra achada pelos navegadores daí o nome de Ilha da Madeira, conta-se que para poderem penetrar no seu interior, tiveram que optar por atear fogo na mata e que só seis anos depois voltaram com o plano para a colonização.Mau presságio para iniciar a colonização de um território que durante estes seis séculos teve designações esplendorosas, ilha verde, das flores, paraíso do Atlântico, enfim até muito recentemente achava-se em designar que isto era um cantinho do céu. Eis que por razões várias de todos conhecida um homem perturbado mentalmente, ou sob efeitos de substancias nocivas à sua mente,  resolve atear fogo que atingiu uma dimensão nunca antes imaginável, tornando aos habitantes da cidade do Funchal a sensação de estar muito perto do inferno.
Todos os esforços e todos os meios disponíveis, tornavam-se incapazes de dominar uma situação que naquelas angustiantes horas se vivia. O vento nosso maior inimigo, a temperatura elevada sua aliada, e as condições da floresta tinham disponíveis os elementos para a combustão mais catastrófica de que a cidade tem memória. Felizmente passados este dias, já controlada e dominada na totalidade a situação, começa-se a fazer contas à vida. Dar apoio e realojamento aos danificados, recuperar bens perdidos, repor a calma necessária, tudo está sendo feito pelas entidades responsáveis. Agora será necessário repensar muita coisa para evitar que volte a acontecer semelhante barbaridade. Isto foi: primeiro um atentado com terrorista da própria terra, por tanto medidas para que não voltem a actuar.
As condições climatéricas devida à má utilização dos meios que dispomos e que mundialmente é designado por aquecimento global e alterações climáticas, a preservação do planeta é um objectivo de cada um de nós e daí a responsabilidade pelo sucedido é de todos. Meios adequados de combate a fogos florestais, devido às dificuldades de acessibilidade nas encostas por causa da orografia da ilha justificam os meios aéreos? os entendidos da matéria que debatam seriamente com quem de direito, governantes, geólogos, biólogos, arquitectos paisagísticos enfim, todos os que de uma maneira ou outra tenham conhecimento na matéria. A necessidade e obrigatoriedade na limpeza das florestas e terrenos baldios. A construção de moradias distanciadas num perímetro de segurança em relação à floresta. Preservação de recursos hídricos; as águas que ao longo do inverno desagua no mar em desperdício, deveriam ser guardadas ao longo dos seus percurso, para serem utilizadas; primeiro na reflorestação, e depois se necessário no combate aos fogos. Será que com a criação de pequenas represas ao longo do seu curso resolveria essa situação? apenas a opinião de um leigo nessa matéria. Uma coisa eu acho, que em 600 anos ainda não aprendemos a preservar a nossa ilha, o criar condições preventivas, a consciência cívica de modo a evitar que tenhamos que voltar ao princípio sem ter aprendido com os erros ao longo de seis séculos. As nossas característica geográficas continuam intactas, os meios para as preservar terão de ser discutidos. Uma palavra de reconforto a todos os danificados esperando que o seu sofrimento sirva de reflexão para que as medidas preventivas sejam rapidamente postas em prática.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

                                                             Política do F.P.
Quem foi que disse que já estava tudo inventado?
Não lembraria ao diabo se alguém tivesse a genial ideia de cobrar por cada inspiração de cada português. Sim inspiração não de ideias, mas inspiração, o acto de respirar. Sim, porque agora queremos fazer negócio com tudo e mais alguma coisa. Copiar o  negócio de vender ar abençoado de Fátima ou o seu original inventor não fosse um argentino de Buenos Aires.
A política do Fomentar o Progresso;primeiro é construir elefantes brancos sem utilidade aparente mas já manhosamente prevista a sua concessão aos amigos do regime de modo a condicionar acessos às várias praças, esplanadas, ruas, e travessa onde se possa montar um estaminé, (vulgo) esplanada, café, gelataria, bolo do caco ou qualquer cangalho que cheire a negócio e onde a intervenção do estado e ou a autarquia possa tirara dividendos, mesmo que para isso tenham que atropelar os peões, cidadãos que circula muitas vezes uns em cima dos outros. E é verse até muito bonita a cidade dinamizada! mas com mais de 60% dos espaços privados criados para comercio encerrados, ou simplesmente abandonados e o constante proliferação de esplanadas  e toda a espécie de comercio fora do tradicional, que entretanto os donos dos prédios vêm desvalorizada a sua utilização com fins comerciais dada a oferta e a concorrência ter ido para a rua, por conta das autarquias.
Vamos entretidos com esta anestesia de debater se foi ou não a melhor decisão quanto à atribuição do nome de Cristiano Ronaldo ao nosso aeroporto, que com a força do nome vende-se como pão quente. Entretanto a ideia da F.P. da política não pára de pôr a imaginação a funcionar aproveitar que anda tudo distraído, e inventar uma maneira simpática de sacar o dinheiro dos bolsos dos cidadãos, primeiro aumentar o valor das apostas simpaticamente dando um prémio maior, aumento disfarçado de impostos. Agora surge a ideia do mais genial: cobrar o IMI consoante à localização do prédio, se virado para o sol, se tem uma vista para a paisagem enfim, uma vergonhosa e hilariante maneira de cobrar impostos que não cabe na cabeça de ninguém. Porque cargas de água vão-me por a pagar mais imposto por uma coisa que me custou toda uma vida de trabalho  para adquiri-la, que sabe Deus quantos sacrifícios fazemos para poder-mos ter uma moradia, para agora virem estes iluminados dos políticos do F.P. acharem que devo pagar imposto por estar virado para o sol ou observar a paisagem do mar ou do vale onde eu moro. Quem são estes F.P. para virem dizer onde e como devo morar, afinal querem que voltemos a morar em furnas? Um imposto de por si do mais injusto, visto que só o facto de termos de empenhar a vida para termos um tecto onde morar, vêm agora estes governantes do F:P a dizer que se quero uma casa que apanhe sol ou com vistas para a paisagem imporem um imposto só por esse facto. Continuam a abusar da paciência dos cidadãos até um dia que isto dê mesmo p'ro torto. É que francamente já não há paciência para aturar tanto político e tanta politiquice do F.P.