domingo, 28 de maio de 2017

domingo, 21 de maio de 2017

                            Um olhar pelo mundo
Numa sociedade onde cada vez mais proliferam instituições de solidariedade,num mundo cada vez mais desumano, onde cada vez mais se luta pelo respeito e a dignidade dos animais, e ainda bem, nunca houve tanto ser humano maltratado, vetado ao abandono ou ignorado e desprezado, onde direitos conseguidos por decreto, se sobrepõem aos deveres que a própria consciência humana deveria salvaguardar, quando o direito à saúde e à educação deveriam ser um dado adquirido, parece ser quase um favor cuidar dos doentes e onde a educação não zela pelo mais básicos da sociedade, a formação cívica, os deveres para com a mesma, os direitos de igualdade e oportunidades de todos, as regras de boa conduta e os valores básicos de uma sociedade que se quer evoluída e moderna. Invertem-se todos os elementos para um bom funcionamento das coisas, compram-se consciências, penhoram-se dignidades, condicionam-se valores básicos e põem-se em causa a dignidade de tudo e de todos os que é sua intenção para tentar melhorara as regras de uma sociedade verdadeira. Conseguimos ultrapassar, (fazer esquecer)a epidemia da gripes das aves e subsequente gripe A, talvez com a ajuda de Portugal ter sido campeão Europeu de futebol, e um português ter sido eleito secretário geral da ONU, os delitos de corrupção parecem ter sido ultrapassados com a ajuda do Salvador por ter ganho o festival da Euro-visão, o Papa ter visitado Fátima, e até o Benfica campeão, «ajudou» a ultrapassar o défice económico, e assim com estes (antibióticos) vamos conduzindo uma sociedade cada vez mais desigual, desequilibrada, desumana, desesperada. O mundo está em convulsão e tudo por culpa da má gestão das finanças dos países que criaram um fosso cada vez maior entre as pessoas, onde se paga a quem nada produz, que servem de (exemplo) para novos crimes,e se penaliza cada vez mais quem trabalha, onde se reivindica melhores condições de vida para quem infelizmente  por vezes condicionam-se-lhes as oportunidades ou a sua sorte não lhe permite fazer parte integrante do desenvolvimento económico e social, condecoram-se muitos dos que de uma ou outra forma têm contribuído para situações indignantes de, roubos, fraudes, trafulhices, enfim quem talvez melhor conseguiu a maneira de enganar muitas pessoas, e a desconfiança paira na cabeça do cidadão que se vê sem esperança de acordar motivado para poder ver o mundo que todos nós um dia sonhamos. Após 72 anos da ultima guerra mundial, e durante várias décadas a vivermos a chamada guerra fria, estamos num período de guerra de consciências, da paz quente, de dúvidas e de incertezas que cada dia pairam em cada uma das nossas cabeças, dada a insegurança que vivemos e o mundo global convulsionado em que estamos inseridos, onde qualquer situação que acontece em qualquer canto do mundo, temos conhecimento no momento exacto e nesse mesmo momento já estamos a sofrer essas consequências.Será que algum dia poderemos despertar com a esperança de viver num mundo onde até aqui parece ser o de; ou eu ou tu, para passarmos ao mundo do eu e tu?

sexta-feira, 12 de maio de 2017

                                           Sem tempo para pensar
Apesar do tempo andar meio chuvoso mesmo em plena primavera, a azáfama própria da época onde escasseia o tempo para tanta ocupação que nem de propósito. Tivemos corridas pela cidade, a festa da flor, ou ainda a temos prolongada, a cidade à nossa espera com um convite a que fiquemos por lá, mesmo que muitas vezes esteja deserta, e fora o que ainda falta para o verão que se aproxima, uma série de actividades que nos deixam sem tempo para pensar, ou meditar  e que até farão esquecer as tantas promessas eleitorais que aguardam concretização, planeamento ou simplesmente estudos de viabilidade. Mas será que faltam muitas promessas por cumprir e que foram esquecidas ou que foram canalizadas para Fátima, aproveitando a visita do Papa e a tolerância de ponto. Será este um excelente momento para fazer pedidos à Virgem, para que não permita que a mentalidade da grande maioria da população se deixe embalar pelas promessas não cumpridas, talvez à falta de fé dos pagadores das mesmas, seja a causa de tanto incumprimento, mas pior ainda é a pouca capacidade de memória que vai outra vez e saiam as mesmas promessas de sempre e voltam outra vez o nosso povo a acreditar no seu possível cumprimento. Porque a população até nem pede milagres, apenas que aquilo que se possa cumprir seja a lista a designar, mas pelo que parece quanto maior a lista, mais a população se enche de fé e lá vai outra vez o  papelinho para dentro da caixa com a cor habitual, como se de um voto de confiança num qualquer clube de futebol de que somos simpatizantes, mesmo que os resultados até nem sejam os mais desejados, mas a conclusão a que chegamos é que a desilusão aumenta, o alheamento em relação aos interesses cívicos diminuem, e cada vez mais os eleitores viram as costas ou melhor dito, ficam sentados no sofá à espera de um resultado que os interessados decidiram e os que se fartam de protestar o ano inteiro, nos restritos grupos de amigos ou em cafés, deixam a decisão nas mãos alheias, como se eles próprios não fossem a culpa da causa deste modelo se manter. Afinal qual o  interesse em protestar se na oportunidade de mudar, ficam em casa à espera das eternas promessas incumpridas e protestando sem autoridade moral se nada fazem para alterar esta situação? A abstenção será sempre o maior crime a cometer pelo eleitorado e não dá direito a qualquer tipo de protesto ou descontentamento, terá de aceitar aquilo que os outros decidiram e sem opinião contra, pois nada fizeram para que alguma coisa mudasse.
 Aproximam-se a passos largos mais um período eleitoral, para as autárquicas e convém que comecemos a despertar a consciência, para que com uma participação massiva, consciente, e de cidadania cívica, possamos participar na reconstrução de um regime democraticamente participativo, convenhamos que o comportamento de uma grande parte da classe política em nada abona à motivação para a participação, mas é nosso dever cumprir a responsabilidade de cidadãos activos e mostrar o nosso descontentamento, nem que seja distribuir o maior número de votos possíveis pelas várias forças políticas que dignamente e muito respeitosamente ainda se apresentam ao eleitorado querendo resgatar a essência da liberdade e da democracia; o voto.