segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

                                               CHEGA mais uma carta

Afinal ainda não foi desta que o novo executivo pode tomar posse, isso por culpa do CHEGA que achou que os votos dos emigrantes atirados para o lixo era um ato ilegal. Mas afinal segundo os restantes partido acaba por terem uma certa razão o facto do «radicalismo» do CHEGA estar a impedir que o país continue na senda da (democracia) que com o 25 de Abril se mantém á quase 50 anos. E pensar por exemplo que: o anterior governo nomeou uma comissão onde um senhor de nome: Pedro Adão Silva que será uma espécie de comissário para essas comemorações que decorrerão em 2024 onde constam: durante 5 anos uma remuneração mensal de 4.500 €, mais 3 técnicos assessores, um secretário e 1 motorista, para coordenar 1 dia de comemoração do 25 de Abril e da implantação do regime democrático. Afinal estamos a evoluir! Num «radicalismo» exorbitante contesta o facto do 1º Ministro eleito se recusar em dialogar com a 3ª força política pois acha que não são democráticos, quando afinal quem se recusa a aceitar o jogo da democracia é que determina que a oposição eleita não é democrática? A evolução continua! Os partidos com representatividade na futura assembleia da república continuam a achar que não deve ser considerados os deputados democraticamente eleitos pelo facto de serem, populistas, radicais, anti regime entre outras razões, mas afinal quem é que ao longo destes tempos se pôs a jeito para que forçosamente tivesse de aparecer alguém com coragem, determinação, e patriotismo para defender aquilo que a grande maioria dos portugueses sentem que é a falta de valores em que esta nossa sociedade foi conduzida. Será que alguém parou para pensar se realmente o motivo de surgir um partido que segundo os seus opositores e convenhamos que todos são contra este surgimento, que afinal foram eles as causa e por arrasto as consequências dum regime que ao longo desta quase 5 décadas ainda não conseguiu dar aos portugueses as condições mínimas exigidas de uma democracia onde a liberdade é condicionada. Ao longo destes anos a dívida do nosso país é cada vez maior, não produzimos para sermos sustentáveis e muito menos para pagar o que devemos. Se a cada semana os portugueses não fossem castigados pelos aumentos sucessivos dos combustíveis e o que advém de tudo isso, se ao longo de meses não fossem deteriorando as condições de vida dos reformados e pensionistas, que ao longo de sucessivas legislaturas não se fossem multiplicando os casos de corrupção, se ao longo de décadas não se fossem acumulando os casos de justiça, os problemas com investimentos de utilidade duvidosa, de milhões de consultas e milhares de cirurgias adiadas, de crimes por julgar onde os criminosos põem em causa a segurança de pessoas e bens são protegidos pelos direitos humanos e os lesados não lhes são reconhecidos muitas vezes esses mesmos direitos, onde a desmotivação para quem investe produz riqueza é cada vez mais castigada, onde o trabalho não é dignificado e o trabalhador valorizado, onde o ensino tornou-se num trabalho de alto risco para docentes e colaboradores, em suma: onde se criou o caos que diria quase anárquico, nunca o país sentiria a necessidade de transformar política democrática em radicalismo. A solução não terá de ser com atitudes radicais, mas que terão de haver medidas um tanto ou quanto radicais para por fim a vícios herdados do passado, não tenhamos a menor dúvida que não será de forma alguma a continuidade do modelo até aqui existente que porá fim a esta infindável miséria a que mais de 2 milhões de portugueses foram arrastados. Será mesmo que todos os que acham de atitudes populistas e radicais já pensaram quem provocou indignamente estas possíveis consequências, ou será mesmo que uma mudança radical do sistema dentro do regime democrático ou o mudar de atitude perante a covardia dos acomodados do regime, precisam de ser escorraçados à força ou aceitaram o jogo democrático para começarem a ver uma nova forma de fazer política e uma nova maneira de estar em democracia? Até lá, permitam ao menos que o povo pense livremente se quer continuar a sustentar a corrupção com a sua própria miséria,

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

 

                               Carta à democracia

No rescaldo do último ato eleitoral e visto que só foi encerrada no passado dia 9 pois faltavam os votos dos emigrantes, concluiu-se que dos 10.820.337 eleitores inscritos, votaram apenas 5.649.496, sendo que desses, 54.299 nulos, 65.095 brancos.  Além da ainda excessiva abstenção dos inúmeros votos brancos e nulos, por causa do método eleitoral que vigora no nosso país, (método de Hondt), milhares dos votos válidos foram pura e simplesmente inúteis. Segundo estatísticas publicadas, mais de 671.000 votos foram pura e simplesmente para o lixo não tiveram qualquer utilidade. Dos votos válidos o partido mais votado obteve: 2.343.866 votos, 2º/ 1.571.811, o 3º/ 410.965, o 4º/ 275.688, o 5º/ 249.584, o 6º/ 242.478, o7º 92.582, o 8º/ 90.539, o 9º/ 72.610, mas veja-se que a próxima Assembleia da República apenas estará formada por 8 forças políticas, pois a 8ª que recebeu mais votos do que a 9ª que não elegeu deputado algum. Agora pergunto eu: afinal que raio de democracia é esta? metade dos eleitores não votam; abstenção 45,5% (reduziu em relação às anteriores eleições), mas continua em grande número, votos branco, 0,96% e nulos 1,15%, um partido com menos votos elege e o que tem mais não, além dos votos inúteis afinal das contas feitas 47% dos portugueses com direito a voto estão-se marimbando para as eleições e os que ainda tentam remar contra a maré no final deparam-se com esta matemática trapaceira. Não acham que é hora de alterar o modelo eleitoral e de voto para que os portugueses se sintam motivados a participar? Como se pode designar de maioria um governo quando na realidade A MAIORIA dos portugueses nem votou. E quem elegeu os deputados para que os eleitores que ainda se sentem motivados a comparecer nas urnas escolherem? Será que os eleitos serão mesmo dignos representantes de quem os escolhe, ou serão meras peças colocadas pelos interesses do regime por parte dos partidos, para tentar manter válido um sistema caduco? Pior ainda; existir dois pesos e duas medidas no trato de deputados eleitos democraticamente e que por questões de falta de cultura democrática expressa, insiste-se em que não devem fazer parte da cena política ostracizando e ignorando quase 411.000 portugueses. Até onde foi conduzido este modelo de democracia que aceita quem defende e apoia dogmas intoleráveis e desprezíveis, ditaduras que oprimem e massacram povos,  e rejeita quem enfrenta um sistema que sobrevive sob a capa da mais miserável das formas como o é a comprovada corrupção sustentada no perpetuar a miséria do povo e no fomentar da sua «ignorância». Acho que chega a hora que é preciso restaurar a democracia, resgatar a liberdade e restituir os valores da sociedade atualmente assente num caos que irá conduzir o país a uma situação inimaginável. Os milhões da bazuca poderão tornar-se em explosivos para uma nação massacrada pela injustiça. Enquanto não formos capazes de conseguir superar os nossos medos, os receios das sucessivas intimidações a que somos sujeitos, em acreditar nas nossas capacidades para fazer o país crescer financeira, económica e democraticamente e sair deste marasmo a que tem sido conduzido progressivamente em quase 48 anos duma suspeita democracia e mais acentuadamente delapidado pela corrupção nos últimos 20 anos.