As aparências iludem ou (convencem)!
Imaginemos que numa família aparentemente bem orientada, honesta, trabalhadora e digna dos sus créditos infelizmente existe um seu descendente direto, um filho ou um sobrinho que comete um erro na vida , (um crime) é julgado e condenado depois de provado em tribunal perante um juiz o seu envolvimento e respetiva culpa. Qual a reação dos familiares perante esta situação? Se for pai, poderá sentir-se envergonhado, desiludido, defraudado, penso que nunca resignado. Poderá estar em desacordo com a sentença mas olhando aos factos lamentando muito, terá de aceitar. Enquanto que a sociedade aplaudirá a decisão da justiça, quase que num atitude imperdoável perante a magnitude do crime. E assim passa o tempo se a sociedade rapidamente esquecer, o suposto criminoso tiver a «sorte» de se regenerar e ser reintegrado na sociedade, poder-se-á dizer que o tempo cura todos os males. Agora analisando o comportamento da classe política. Perante a justiça existe a investigação, a acusação, o julgamento e a pena. Seria assim se neste caso a justiça funcionasse de forma célere, equilibrada e com a equidade e o rigor que minimamente se exige. Os casos mais recente que aconteceram na nossa região leva-nos a meditar quão ambígua a forma de procedimento da justiça em Portugal perante muitos e dos mais recente casos levados à justiça no que a corrupção e mal tratamento dos dinheiros públicos. Como se classificam as interpretações dadas pelas diferentes instituições, a análise a a decisão tomada pelos diferentes partidos políticos, supostamente os que deveriam ser como refere a Constituição da República nos estatuto constitucional dos partidos políticos, (Jorge Pereira da Silva)1974/87, (Pode mesmo afirmar-se que o regime português constitui «uma das manifestações mais acabadas do Estado-de-partidos»5, em que estes, mais do que associações lícitas, são associações necessárias 6). Agora eu questiono: será que haverá democracia sem partidos políticos? O comportamento da classe política dentro das suas organizações partidárias tem deixado muito a desejar, de tal forma onde mais de metade dos eleitores já não acreditam neste modelo de regime, que depois de por em causa a democracia coloca dúvidas e se até põe em perigo ou sob ameaça a própria liberdade. Porque por exemplo; para quem vem prometer ao eleitorado inconformado, desiludido, defraudado, indignado e por vezes revoltado o combate à corrupção e ao compadrio e que tem a grande oportunidade de fazer valer a sua força com o aval de 12.500 eleitores, e a esperança de mais de 120.000 que no seu silêncio criavam ilusões de que a grande oportunidade estava ali, ou agora ao nunca a oportunidade de por fim a prepotência, arrogância de quase meio século de hegemonia política monopartidária a qual muitos dos madeirenses resignados ou porque não até pressionados por um sistema musculado e de perseguição. Foi pena ter-se perdido a grande oportunidade de converter 4 madeirenses a quem lhes foram confiada a representatividade da grande maioria dos madeirenses não saberem interpretar essa mensagem e passaram de potenciais heróis a serem designados de mais do mesmo, reconfirmar que em política são todos iguais por vezes uns mais iguais do que outros, dependendo muito dos interesses que eles defendem e que realmente não são os da maioria dos cidadãos. (Ps): Iniaciam-se os jogos olímpicos de verão em França. O governo e a C.M. de Paris (Hotêl de Ville) Mandou retirar milhares de sem abrigo que deambulam pela cidade luz, para preservar a imagem dos jogos Olímpicos perante o mundo. Afinal não estão minimamente preocupados em resolver um problema que a política de portas escancaradas à imigração tem causado na Europa e que o Socialismo teima em apadrinhar ou esconder debaixo do tapete.