sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

                             O estado do orçamento
Será que estamos realmente conscientes de como andarão as contas do nosso país?
Que a grande maioria dos cidadãos pouco ou quase nada estarão preocupados com aquilo que diz com respeito  às contas do país, a grande maioria dos portugueses achará que: de uma maneira ou de outra lá se vai fazendo contas, pagando dívidas, tentando resolver situações muito difíceis, pedindo emprestado para pagar dívidas que na maior parte das vezes ninguém aparece com a culpa de as ter contraído, e que continuaremos todos a pagá-las, mesmo sem sermos os verdadeiros culpados, porque esses que aparecem todos os dias escarrapachados os seus nomes na imprensa e nos telejornais, continuam a usufruir dos benefícios dessas dívidas que pagamos, pagamos, mas que cada dia segundo consta cresce cada vez mais. Afinal porque devemos, porque pagamos, e porque continuamos em dívida agravada cada dia, cada mês, cada ano, e em cada legislatura discute-se a maneira de a reduzir e pelo que parece vai de mal a pior? se nas nossas contas do dia a dia recebemos aqueles pouco mais do que uns míseros 500€ de vencimento no fim do mês, e deparamos-nos com; a conta da luz, da água, do gás, do telefone, TV e serviços anexos,  dos condomínios se for o caso, ou do IMI, das despesas de transporte, carro próprio ou público, se for caso de um ou dois filhos em idade escolar, alimentação, vestir, adoecer! nem pensar pois é proibido, se for caso disso terá seriamente o caldo entornado e terá de pedir auxílio a algum familiar ou amigo, pois o orçamento já acabou, e nem se pensem em ter vícios pois por aí é que a coisa complica, ou na pior das hipóteses pedir emprestado, e é justamente aí que os nossos governantes se baseiam, e foi isso que tem sido feito ao longo dos últimos anos, alimentar vícios, consumir mais do que se produz e pedir mais e mais do tipo cartão de crédito, para pagar dívidas e agora deve-se mais do que se tem. Quem realmente sofre na pele e até aqueles que ao longo da vida amealharam o seu futuro, e agora se vêm sem nada por exemplo. Quando se despertar para a verdadeira realidade, será que o país terá condições e suporte para sustentar semelhantes barbaridades? e nós no nosso dia a dia, continuaremos a ser submetidos a um colete de forças para pagar os vícios e o esbanjamento que tem sido feito ao longo das últimas quatro décadas, de modo a sacrificar uma nação que caminhará sem dúvida para sua extinção. Quando nos deparamos no nosso dia a dia conscientes de que não podemos gastar mais do que se recebe e temos de fazer a chamada ginástica financeira para fazer render os míseros euros que recebemos, pensamos seriamente que ninguém que governa esta país, sentiu na pele o que é realmente gerir um orçamento, só falam em milhões para comprarem carros novos, por exemplo, quando nós no nosso dia a dia temos que esticar tostões, no caso os cêntimos. Preparar o país para o futuro passará sem dúvida por criar condições para produzir-mos muito mais e consumir-mos muito menos, não aqueles que pouco recebem, pois já pouco lhes resta para gastar em consumo, mas sim os que à custa da gestão dos milhões  e do orçamento, dão cabo de tudo sem nada produzirem, afinal quem ainda algo produz pouco ou nada recebe, e a solução nunca passará por este modelo. Quando chegará o dia que neste país, quem produz receberá o justo vencimento em detrimento de quem administra e muitas das vezes pouco ou nada produz? O país só será grande quando produzir o suficiente para se sustentar, enquanto isso  será só: pagar, pagar, quem sabe até quando?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

                              Quando quero dar algumas respostas
Quantas vezes nas nossas vidas nos falta a coragem e em vez de enfrentar-mos os problemas viramos-lhes as costas? Lutar pelos nossos ideais tem custos elevados, manter-se coerente custa-nos muitos dissabores, tentar enfrentar os problemas juntando-nos aqueles que nos podem ajudar quando afinal são os verdadeiros cúmplices desses problemas, é verdadeiramente uma desilusão. Por fim faltam-nos as forças para segurar a vara que nos mantém de pé, e quando nos damos conta, afinal a vida não pára.

Infelizmente o mundo atingiu um tal grau de corrupção inimaginável, ao ponte de organizações ditas de solidariedade e sem fins lucrativos, sirvam para refugio de muita gente ligadas ao grande capital e grandes negócios. É vergonhoso imaginar por exemplo que, muito daquilo que é angariado em campanhas de solidariedade com o esforço de muitos voluntário, vá bater ás mãos de alguém sem escrúpulos que se aproveita para negociar essas dádivas e fazer riqueza com isso, infelizmente acontece. Quando haverá uma vontade maioritária de tornar os países e povos pobres, menos pobres ajudando-os a criar riqueza, só assim a humanidade atingirá a seu verdadeiro sentido. Enquanto não se substituir o negócio das armas por o negócio da paz nada feito.


Umas das grandes causas das desavenças e atritos conjugais e entre parceiros e não só, deve-se sobre tudo à falta de cultura, aos desníveis sociais e económicos, ao consumo de álcool e usos de drogas, mas muitas vezes  a evolutiva degradação da sociedade por falta de preservar os valores essenciais, e isso formam-se as pessoas, conquistam-se direitos e mais ainda, cumprem-se deveres mas no fundamental as pessoas ama-se umas às outras e aprendem a ser tolerantes a e perdoarem-se, é isto que falta na sociedade actual, a ganancia, a competitividade, o consumismo, levaram a que a conquista desses supostos direitos tornar as pessoas mais agressivas. Ninguém actualmente sente a vontade de ajudar alguém a ser melhor do que a si próprio, mas mais que tudo, é incentivado a superar os outros mesmo que para isso constitua um prejuízo de terceiros e assim começam as guerras. Enquanto a receita é: tornar a nossa vida cada vez melhor em função de melhorar a dos outros, o mundo continuará a regredir a a fomentar cada dia mais guerras, e não será da vontade de todos em transformar o mundo mas sim do contributo de cada um de nós em, tornar o nosso mundo cada dia melhor.

A evolução das sociedades ditas (civilizadas) ajudaram à aniquilação da suposta sociedade modelo e isso deve-se a imensos factores. Enquanto a palavra amor for banalizada e não for interpretada à letra quer por pais, mães ou quem quer que seja, enquanto o ter se sobrepuser ao ser, jamais atingiremos aquilo que poderia ser a sociedade perfeita, que diga-se de passagem é quase impossível de existir, mas a própria sociedade em si terá de corrigir muitas coisa de modo a minimizar situações como as  expostas e isso só será possível com uma boa formação dos cidadãos e criando condições mínimas de vida para cada pessoa. Uma sociedade culta e educada reduzirá muito os comportamentos menos desejados e isso caberá inicialmente às autoridades e governantes e a todos nós dar continuidade a um trabalho onde a educação é a base da sustentação da sociedade. Haverá sim um sentimento que terá de prevalecer acompanhando uma boa educação: amor, carinho, afecto e perdão.