Conversas da rua
Dos inúmeros temas que se tem falados nas últimas semanas, são vários os temas de destaque e que trazem à praça pública um manancial de conversas e debates sobre tanta coisas que à vezes torna-se difícil escolher sobre qual o assunto abordar no diálogo, de um pequeno espaço de 8 ou 10 minutos num intervalo para o café.
Muitas das conversa por vezes giram à volta dos destaques que este diário coloca para primeira página. E nem de propósito o facto dos funerais terem de ser pagos a pronto, surgiu uma conversa interessante sobre o tema, ao ponto de alguém dizer por exemplo: que propôs um funeral muito digno para um seu familiar com um custo um tanto ou quanto elevado, mas depois a funerária e a florista andaram quase dois anos para receber os honorários dos serviço. Outro escolheu una urna de 4 mil €, e para regressar a casa do funeral teve de pedir dinheiro emprestado para abastecer o carro, cujo pedido nunca se dignou pagar, pois estava completamente teso. Enfim, situações que foram criadas pelo incentivo ao consumismo que se criou e que as pessoas, para não se sentirem inferiorizadas, acham-se na obrigação de cometer semelhantes disparates, e depois as consequências são um autêntico drama, com consequências imprevisíveis, e um peso para quem se endivida e pior para quem facilita o pagamento, pois vê-se numa situação tão dramática como a do cliente. Isto acontece com tudo: é ver por exemplo: gente com um telemóvel topo de gama a pedir dinheiro na rua para o carregamento do mesmo, o carro parado num canto e de mão estendida a pedir ajuda para a gasolina, já chegamos ao ponto de pedir o dinheiro ou parte dele para comprar jogo, enfim é um autêntico caos social. A quem caberá pôr cobro a situações destas? Quando na realidade muitas pessoas passam por verdadeiras necessidades e por vergonha, escondem-se na pobreza e a miséria que os assola, não é transferida cá para fora com receio de se sentirem humilhados perante um sociedade, que vive de aparências, de mentiras, de falcatruas, e que a justiça nem que tomar conta, antes pelo contrário, cada dia mais e mais situações desesperantes acontecem, sem que nada nem ninguém tente sequer saber o porquê de semelhantes atentados à sociedade. Será que o caos social está instalado e que não existe solução possível para poder travar uma situação que já denominava de caótica? Deixamos de acreditar em quem quer que seja, em qualquer instituição que aparentemente seria para nos proteger, em pessoas que supostamente teria-mos escolhido para gerirem o nosso país, mas que afinal fizeram-no à sua maneira e para proveito próprio, ou é com certeza que a dignidade e a seriedade das pessoas foram pura e simplesmente atiradas para o lixo. De certeza que cada um propõe uma medida para cada caso e que deveriam ser todas levadas em conta, mas a sociedade cada dia que passa, vê-se a braços com uma situação que já atingiu os limites da aceitação e que anseia uma solução para cada um dos casos, e que neste país sem esperança, falta-lhe a coragem, atitude e a determinação para por cobro a um inconcebível estado de emergência nacional.
sábado, 9 de agosto de 2014
sábado, 2 de agosto de 2014
Quanto custa a liberdade?
Manter um PSD no regime ou qualquer um outro, que pactuou com este PSD, 40 anos de oposição sem nunca conseguir fazer valer os seus potenciais como alternativa política, seria o perpetuar dos vícios herdados do regime de Salazar e que sofisticada-mente se mantiveram e aperfeiçoaram com um regime que se quis, disfarçar chamando-o de democracia. Existem dezenas de cidadãos que diariamente partilham ou divulgam a sua posição através deste e de outros meios, que acho que juntos seriam capazes de transformar a nossa terra, numa região onde todos pudesse-mos partilhar uma gestão justa equilibrada e sobretudo verdadeiramente democrática. Pena é que somos um povo muito egoísta, desunido e sobretudo invejoso, e não queremos que os nossos semelhantes com o fruto do nosso trabalho e esforço vivam melhores, e esse é sem dúvida o objectivo da democracia, mas que não entra no nosso modos vi-vendi. A nossa formação democrática teria que ser formada a partir da escola, onde prioritariamente deveriam incutir-nos os valores e ensinar-nos os nossos deveres e direitos
A partir deste parágrafo foi enviada para: cartas do leitor do DN
Para quem nunca experimentou viver sem liberdade, tornar se-à um pouco confuso estabelecer comparações. Aos 5 anos, por exemplo, ficar sentado ao colo do pai às onze da noite (se bem me lembro), para ouvir na rádio um programa que se intitulava: (Rádio Moscovo fala a verdade) e que era transmitido, salvo erro! pela BBC em português, fazia-me muita confusão e para a altura as questões que eu punha eram de difícil explicação, dado que até se as houvessem, na mente de uma criança seriam incompreensíveis.
Proibiam-se o uso de isqueiros, e quem os tinha deveria estar munido de uma licença para o efeito. Facilmente qualquer cidadão poderia ser alertado pela autoridade a facto de andar na rua depois das 11 da noite. Enfim, todo uma série de requisitos que contar isto a um cidadão com menos de 40 anos, soa uma conversa de xaxa, mas era assim aos olhos de o comum dos cidadãos.
Deu-se a «revolução» e o povo supostamente sentiu a sensação e o cheiro da liberdade e com ele a democracia, mas passados quarenta anos parece que o seu sabor só foi bater à boca daqueles que «democraticamente» estavam preparados para explorar a melhor maneira de viver em liberdade.
O facto de a liberdade ter ido bater a mãos erradas, a democracia foi tão mal gerida, que até pôs as pessoas a terem saudades de uma ditadura.
Mas afinal; o que será verdadeiramente benéfica para um povo? uma boa ditadura, ou uma má democracia?
A razão de ambos os casos serem de conclusão duvidosa,deve-se ao facto de que: ambos os regimes são feitos e geridos por pessoas, daí que seriam a falha dessas mesmas pessoa que, tornaram ambos os casos prejudiciais ao país, o que andamos à 80 anos à procura de uma identidade democrática e de uma solução de um problema que está na genes de uma civilização, os favores pagam-se com favores, o jeitinho faz sempre bem ao amigo e o desenrasque que é a formula mais fácil de chegar ao objectivo.Nunca ninguém neste país se inspirou na democracia autêntica para formar cidadãos de modo que, possam ser verdadeiros democratas. O espírito de servir, de entreajuda, solidariedade sem interesses terceiros, superação, contributo para um país cada vez melhor, conhecimento dos deveres básicos do cidadão, direitos fundamentais, justiça equitativa, e orgulho de ser cidadão exemplar e modelo de virtudes, deixaram de ser a verdadeira referencia de um regime que abraçou a liberdade e usou o nome de democracia para denegrir tudo o que a sua essência encerra. Será verdadeiramente necessário se não urgente, fazer uma: Revolução Nova, a começar pela mentalidade do nosso povo?
Manter um PSD no regime ou qualquer um outro, que pactuou com este PSD, 40 anos de oposição sem nunca conseguir fazer valer os seus potenciais como alternativa política, seria o perpetuar dos vícios herdados do regime de Salazar e que sofisticada-mente se mantiveram e aperfeiçoaram com um regime que se quis, disfarçar chamando-o de democracia. Existem dezenas de cidadãos que diariamente partilham ou divulgam a sua posição através deste e de outros meios, que acho que juntos seriam capazes de transformar a nossa terra, numa região onde todos pudesse-mos partilhar uma gestão justa equilibrada e sobretudo verdadeiramente democrática. Pena é que somos um povo muito egoísta, desunido e sobretudo invejoso, e não queremos que os nossos semelhantes com o fruto do nosso trabalho e esforço vivam melhores, e esse é sem dúvida o objectivo da democracia, mas que não entra no nosso modos vi-vendi. A nossa formação democrática teria que ser formada a partir da escola, onde prioritariamente deveriam incutir-nos os valores e ensinar-nos os nossos deveres e direitos
A partir deste parágrafo foi enviada para: cartas do leitor do DN
Para quem nunca experimentou viver sem liberdade, tornar se-à um pouco confuso estabelecer comparações. Aos 5 anos, por exemplo, ficar sentado ao colo do pai às onze da noite (se bem me lembro), para ouvir na rádio um programa que se intitulava: (Rádio Moscovo fala a verdade) e que era transmitido, salvo erro! pela BBC em português, fazia-me muita confusão e para a altura as questões que eu punha eram de difícil explicação, dado que até se as houvessem, na mente de uma criança seriam incompreensíveis.
Proibiam-se o uso de isqueiros, e quem os tinha deveria estar munido de uma licença para o efeito. Facilmente qualquer cidadão poderia ser alertado pela autoridade a facto de andar na rua depois das 11 da noite. Enfim, todo uma série de requisitos que contar isto a um cidadão com menos de 40 anos, soa uma conversa de xaxa, mas era assim aos olhos de o comum dos cidadãos.
Deu-se a «revolução» e o povo supostamente sentiu a sensação e o cheiro da liberdade e com ele a democracia, mas passados quarenta anos parece que o seu sabor só foi bater à boca daqueles que «democraticamente» estavam preparados para explorar a melhor maneira de viver em liberdade.
O facto de a liberdade ter ido bater a mãos erradas, a democracia foi tão mal gerida, que até pôs as pessoas a terem saudades de uma ditadura.
Mas afinal; o que será verdadeiramente benéfica para um povo? uma boa ditadura, ou uma má democracia?
A razão de ambos os casos serem de conclusão duvidosa,deve-se ao facto de que: ambos os regimes são feitos e geridos por pessoas, daí que seriam a falha dessas mesmas pessoa que, tornaram ambos os casos prejudiciais ao país, o que andamos à 80 anos à procura de uma identidade democrática e de uma solução de um problema que está na genes de uma civilização, os favores pagam-se com favores, o jeitinho faz sempre bem ao amigo e o desenrasque que é a formula mais fácil de chegar ao objectivo.Nunca ninguém neste país se inspirou na democracia autêntica para formar cidadãos de modo que, possam ser verdadeiros democratas. O espírito de servir, de entreajuda, solidariedade sem interesses terceiros, superação, contributo para um país cada vez melhor, conhecimento dos deveres básicos do cidadão, direitos fundamentais, justiça equitativa, e orgulho de ser cidadão exemplar e modelo de virtudes, deixaram de ser a verdadeira referencia de um regime que abraçou a liberdade e usou o nome de democracia para denegrir tudo o que a sua essência encerra. Será verdadeiramente necessário se não urgente, fazer uma: Revolução Nova, a começar pela mentalidade do nosso povo?
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