Enxutas p'ra baixo molhadas p'ra cima
Como é possível permitir-se que se esbanjem fortunas num país miserável,atirando dinheiro para o mar.É isso que a maioria das pessoas vêm,quando confrontadas de que, se acha oportuna a obra que se inventou na Avenida do Mar.É puro desperdício de verbas que serviriam para muita coisa,menos para unir a foz de duas ribeiras numa só.
Será que eu e muitos dos cidadãos que por lá passam vêm que aquilo é sem dúvida mais um motivo para gastar aquilo que já nem se tem,quando a tão falada lei de meios foi para socorrer aqueles que pela catástrofe de 20 de Fevereiro ficaram sem as suas casas ou haveres e que muitos deles ainda nem receberam a primeira ajuda oficial,ou não fossem os que de uma maneira ou outra ajudaram a muita gente ainda estaríamos em situação muito pior.
Será ver muito longe ou até a opinião de quem nada percebe do assunto,pensar que seria possível criar pequenas represas a montante das três ribeiras que atravessam a cidade,e que além de proteger a cidade,serviriam para armazenamento de água para ser utilizada no verão quando da sua falta, serviria também para socorrer em caso de incêndios e até porque não de apoio aos tão falados helicópteros,para estes abastecerem,ou até como atracção turística e desportos náuticos no caso de dias de mar agitado ou sei lá de várias situações que talvez alguém com mais conhecimento de causa pudesse dar uma opinião mais válida,mas nuca atirar para o mar o pouco que serviria para ajudar quem realmente necessita e que ainda não teve a dita de ser ajudado.O que será mais crime;roubar oito dependências bancárias para poder sobreviver com a família como aconteceu semanas atrás no nosso país.Este cidadão se a justiça neste país fosse deveras justa,deveria ser;primeiro julgado pelo crime como é óbvio e a pena seria,arranjar-lhe trabalho de modo a que a sua família sai-se da situação em que se encontra e parte do seu vencimento para pagar o fruto do roubo,e assim se ultrapassava toda a situação.Agora,esbanjar o dinheiro que era para ajudar aqueles que viram os seus bens serem levados pela catástrofe,francamente!E a justiça neste país não actua,pois os verdadeiros crimes continuam impunes e em franco progresso.Como poderá este nobre povo acreditar em justiça numa democracia apodrecida?
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Um Dia, Isto Tinha Que Acontecer
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência.
E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego... A vaquinha emagreceu, gineceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais, à rasca, não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar, à rasca, as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da Internet de banda larga, a alta velocidade, nem dos qualquer coisa phones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais, mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir e que, por isso, eles não suportam nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim, hoje, os frutos do que semeou durante, pelo menos, duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco, e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso à informação, sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpego competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar, do mesmo modo, o caminho para o sucesso.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
“A amizade, a solidariedade e o amor ao próximo jamais sairão de moda.”!
Texto enviado por um amigo Filipe Silva o qual agradeço imenso.
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência.
E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego... A vaquinha emagreceu, gineceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais, à rasca, não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar, à rasca, as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da Internet de banda larga, a alta velocidade, nem dos qualquer coisa phones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais, mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir e que, por isso, eles não suportam nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim, hoje, os frutos do que semeou durante, pelo menos, duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco, e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso à informação, sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpego competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar, do mesmo modo, o caminho para o sucesso.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.
Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
“A amizade, a solidariedade e o amor ao próximo jamais sairão de moda.”!
Texto enviado por um amigo Filipe Silva o qual agradeço imenso.
Subscrever:
Comentários (Atom)