Nem Tudo é mau
Com toda esta situação que vivemos à volta da tão badalada crise,achei-me no direito,depois de muito protestar e até criticar em várias frentes, também ser capaz neste caso de louvar e porque não agradecer uma atitude digna de ser divulgada.
Com efeito uma boa medida a recolha selectiva de resíduos por parte das câmaras municipais.Na minha zona,mais concretamente Santa Maria Maior zona alta,é efectuada com assiduidade às segundas-feiras,facto que aconteceu na semana passada 24/09,só que por qualquer razão que desconheço o meu balde que continha o plástico(o amarelo)foi deixado sem a respectiva tampa,ainda assim dei uma volta pela zona habitual da recolha,mas não consegui encontrar a viatura e seus respectivos funcionários.Liguei para o departamento de salubridade da CMF,fui atendido atenciosamente canalizando a minha reclamação para a pessoa responsável pelo caso que,prontamente se disponibilizou a solucioná-lo.
No dia 26/09 quarta-feira alguém entrou em contacto comigo,identificou-se como funcionário da CMF, para informar de que se encontrava à minha porta para entregar-me a tampa que tinha sido levada pelos funcionários durante a recolha do lixo.
Por isso,atrevi-me a escrever esta carta para,mostrar o meu agradecimento a todos os intervenientes neste simples caso e ver que como podem muito bem funcionar os serviços se,de parte a parte exista diálogo,educação e compreensão podemos conviver numa sociedade harmoniosa e o mais eficaz possível.Mais uma vez o meu muito obrigado e um bem haja a todos os que se empenham em que as coisas funcionem.
sábado, 29 de setembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Um passado com futuro
Contam-se lendas,histórias,contos e realidades que até parecem histórias contos ou lendas ,mas que na realidade são vivências que ao longo da vida nunca mais esquecem.
Seria impensável nos dias de hoje,por exemplo:ir para a escola a pé fazendo sete ou mais quilómetros,mas na década de sessenta isso era comum.Primeiro que o transporte era raro e caro,depois que o orçamento das famílias não cobria esses luxos e quem quisesse sobreviver financeiramente teria de se sujeitar a esse modo de vida.E não valia a pena ficar dramatizando nem exigindo aos pais semelhante benesse,pois isso era caso encerrado e impossível de poder vir a concretizar-se.Imaginem por exemplo,andar uma semana com uma moeda de dois escudo e cinquenta cêntimos no bolso para que,caso tivesse fome ou atraso no percurso de casa para a escola ou vice verso,tomar um café e comer um bolo de arroz,ou para subir no autocarro que para a época custava dois escudos e vinte cêntimos,se a chuva prevalecesse.Ter única e exclusivamente dois pares de sapatos e dois de calças,meia dúzia de camisa que por acaso algumas já tinham sido usadas pelos irmãos mais velhos,e a felicidade que proporcionava quando,a mãe chegava a casa em Setembro com um par de sapatilhas brancas,uns calções brancos e a camisola branca era uma das cinco ou seis que tinha na gaveta da cómoda,o mais nova era a que se usava tudo isso para a educação física (ginástica).
Impensável querer comprar alguma revista de banda desenhada ou até aquele carrinho de plástico,as colecções de cromos com o rebuçado dentro só eram possíveis se das economias dos dois escudos e meio pudessem ser usados vinte ou quarenta centavos para esse efeito e depois aqueles colegas que o pai tinha uma mercearia ou tinha um emprego no Hinton ou no Leaccock e que levavam todas as semanas cinco ou dez escudos e muitas vezes dado ao óptimo relacionamento que existia e não haviam porcarias em que gastar o dinheiro era um gelado ou um pirata no Martins Anjo,e a felicidade e a amizade ficava marcada para toda a vida por esse gesto de solidariedade daqueles que a sorte tinha sido mais favorável em detrimento dos que não tiveram a felicidade de serem bafejados por ela.
Os livros eram caros mas,os dos primos que anos anteriores tinham estudado e serviam na perfeição para os estudantes de anos posteriores,tinham um aspecto de cuidado exemplar,quase como novos metidos numa pasta de cabedal que serviu o irmão mais velho e o primo com idade intercalada,agora serviriam para esta experiência alucinante que era ir para o liceu estudar e a alegria foi maior pelo facto da pasta já com aspecto do uso dado,ser-lhe efectuado um milagre na Casa Faria de colocar-lhe trincos novos e tingida de preto parecia de um executivo.
Depois das férias passadas a mondar os jardins,regar as flores,varrer o quintal,deitar comer às galinhas,enfim,aquelas pequenas tarefas que eram obrigatórias para poder requisitar a dispensa para durante a tarde ir ter com os amigos da vizinhança partilhar as brincadeiras típicas das crianças desse tempo.Eram horas sem fim que logo que caia a noite e o toque de recolher soava,parecia que o dia só tinha seis horas, mas na realidade foi esse o tempo que a brincadeira e a partilha com os amigos absorveu sem dar-mos conta.
Graças a todas estas e outras peripécias apresenta-se um futuro digno de quem viveu uma infância aprazível e proporcionou um futuro digno de felicidade e bem estar,capaz de estar preparado para que o futuro que se apresenta incógnito,estar preparado para tempos difíceis,pois os caprichos e as vaidades são colmatadas facilmente com paz e tranquilidade e muito amor e dedicação aos seres que nos rodeiam.
As verdadeiras histórias às vezes não comovem mas podem servir para reflectir.
Contam-se lendas,histórias,contos e realidades que até parecem histórias contos ou lendas ,mas que na realidade são vivências que ao longo da vida nunca mais esquecem.
Seria impensável nos dias de hoje,por exemplo:ir para a escola a pé fazendo sete ou mais quilómetros,mas na década de sessenta isso era comum.Primeiro que o transporte era raro e caro,depois que o orçamento das famílias não cobria esses luxos e quem quisesse sobreviver financeiramente teria de se sujeitar a esse modo de vida.E não valia a pena ficar dramatizando nem exigindo aos pais semelhante benesse,pois isso era caso encerrado e impossível de poder vir a concretizar-se.Imaginem por exemplo,andar uma semana com uma moeda de dois escudo e cinquenta cêntimos no bolso para que,caso tivesse fome ou atraso no percurso de casa para a escola ou vice verso,tomar um café e comer um bolo de arroz,ou para subir no autocarro que para a época custava dois escudos e vinte cêntimos,se a chuva prevalecesse.Ter única e exclusivamente dois pares de sapatos e dois de calças,meia dúzia de camisa que por acaso algumas já tinham sido usadas pelos irmãos mais velhos,e a felicidade que proporcionava quando,a mãe chegava a casa em Setembro com um par de sapatilhas brancas,uns calções brancos e a camisola branca era uma das cinco ou seis que tinha na gaveta da cómoda,o mais nova era a que se usava tudo isso para a educação física (ginástica).
Impensável querer comprar alguma revista de banda desenhada ou até aquele carrinho de plástico,as colecções de cromos com o rebuçado dentro só eram possíveis se das economias dos dois escudos e meio pudessem ser usados vinte ou quarenta centavos para esse efeito e depois aqueles colegas que o pai tinha uma mercearia ou tinha um emprego no Hinton ou no Leaccock e que levavam todas as semanas cinco ou dez escudos e muitas vezes dado ao óptimo relacionamento que existia e não haviam porcarias em que gastar o dinheiro era um gelado ou um pirata no Martins Anjo,e a felicidade e a amizade ficava marcada para toda a vida por esse gesto de solidariedade daqueles que a sorte tinha sido mais favorável em detrimento dos que não tiveram a felicidade de serem bafejados por ela.
Os livros eram caros mas,os dos primos que anos anteriores tinham estudado e serviam na perfeição para os estudantes de anos posteriores,tinham um aspecto de cuidado exemplar,quase como novos metidos numa pasta de cabedal que serviu o irmão mais velho e o primo com idade intercalada,agora serviriam para esta experiência alucinante que era ir para o liceu estudar e a alegria foi maior pelo facto da pasta já com aspecto do uso dado,ser-lhe efectuado um milagre na Casa Faria de colocar-lhe trincos novos e tingida de preto parecia de um executivo.
Depois das férias passadas a mondar os jardins,regar as flores,varrer o quintal,deitar comer às galinhas,enfim,aquelas pequenas tarefas que eram obrigatórias para poder requisitar a dispensa para durante a tarde ir ter com os amigos da vizinhança partilhar as brincadeiras típicas das crianças desse tempo.Eram horas sem fim que logo que caia a noite e o toque de recolher soava,parecia que o dia só tinha seis horas, mas na realidade foi esse o tempo que a brincadeira e a partilha com os amigos absorveu sem dar-mos conta.
Graças a todas estas e outras peripécias apresenta-se um futuro digno de quem viveu uma infância aprazível e proporcionou um futuro digno de felicidade e bem estar,capaz de estar preparado para que o futuro que se apresenta incógnito,estar preparado para tempos difíceis,pois os caprichos e as vaidades são colmatadas facilmente com paz e tranquilidade e muito amor e dedicação aos seres que nos rodeiam.
As verdadeiras histórias às vezes não comovem mas podem servir para reflectir.
sábado, 15 de setembro de 2012
Solução para a crise
Tudo se resume a que:incentivaram-nos a consumir muito mais do que produzíamos e com juros acessíveis,mas atenção eram só bens super-fulos que não trariam retorno financeiro,antes pelo contrário,ao ponto da banca valorizarem mercados que eram muito duvidosos(acções).
Nada fizemos pelo nosso braço produtivo criando riquezas quer individuais quer a nível nacional,só achamos que teria-mos de ter:Por exemplo; Um bom automóvel,um apartamento condigno e a corrida a esses bem inflacionou o mercado com os resultados que agora vemos,o carro sai do stand já vale menos 20% ou 30%,pessoas que já pagaram o valor real da sua vivenda e porque faltou-lhes o emprego têm de entregá-lo à banca ficando ainda a dever-lhes dinheiro.Compramos um televisor topo de gama a crédito,três anos depois ainda não o pagamos e já está desactualizado,assim como todos os outros bens de consumo apresentados pelos meios de comunicação que fartam-se de nos bombardear e de vender imensas facilidades,Resultado de tudo isto,apesar da aparente necessidade que nos criaram de todos esses bens,nenhum produz retorno financeiro antes pelo contrário,por exemplo:a TV tira-nos o tempo para o diálogo e para a ocupação de afazeres proveitosos para o nosso bem estar,exercício físico,cultivo de pequenas hortas e porque não até convívio com a família e os amigos.O frigorifico é necessário,mas visto noutra perspectiva serve para comprar excedentes e depois não necessitamos de ocupar o tempo na tal horta onde poderia-mos ser menos dependentes do supermercado e ter frescos e à mão tantas pequenas coisa que gastamos os nossos recursos financeiros.O telemóvel,uma dádiva da tecnologia,mas o que aconteceu?as pessoas perdem muitas vezes horas à conversar via tlmv e depois não tiveram tempo para:visitar o pai ou a mão aquele fim de semana pois arrumaram a questão com uma chamadinha,coitados dos «velhos»ficaram na sua maioria despresados para um canto,mais uma semana sem ter o prazer de um abraço do filho(a) ou o beijo do neto que entretanto tirou esse tempinho que sobrou para ir para a praia,ou outro divertimento qualquer que só contribui para dar-lhe cabo do resto do parco orçamento que lhe resta,pois vem por arrasto as cervejolas,os dentinhos e os gelados e as guloseimas para os miudos,pois se lhes são negadas é um chinfrim.
É tudo uma série de situações que nos obrigaram a sentir como extremamanete necessárias mas que a única coisa que fez foi,contribuir para a nossa distracção momentaneamente e que agora estamos a pagar muito caro,com a agravante de que pelo facto de se terem criado o hábito é-nos muito difícil dispensar-mos delas.
Dir-me-ão;mas que radicalismo é este?pois é quando estava-mos no bem bom e que aparentemente nada nos faltava, esquecemos-nos de que as contam continuam a crescer,fomos na conversa do dinheiro fácil,achamos que era-mos europeus ricos e que só por isso teria-mos esse direito,mas esquecemos-nos que os tubarões do dinheiro estavam à espreita,foram distribuindo dinheiro virtual eq quando já não puderem mais fazê-lo,bumba!puxaram o tapete e zás grande trambulhão,isso aconteceu não só individualmente mas a nível empresarial e tambem na própria gestão do país,daí a termos chegado a esta praga que se chama crise.
A solução será o inverso,cada qual dia após dia progressivamente ir-se tornando menos dependente e auto-suficiente,pois a pouco e pouco daremos cabo da crise individual regional, nacional e até mundial.
Há;mas uma coisa será extremamente necessário,que os governantes tomem a verdadeira consciência que as medidas para resolver a crise não é nem nunca será empobrecendo a classe produtiva,criando desemprego,penalizando as empresas que produzem essencialmente bens de primeira necessidade e desincentivando a produção nacionais,cada qual deverá ter na sua consciência que o país precisa de nós e que com esforço de todos,podemos lá chegar mas nunca oprimidos e anestesiados politicamente,mas sim com humanismo e cooperação de todos e cada um de nós,vamos ao trabalho que o país espera-nos,senhores governantes dêem-nos a oportunidade de mostrar que sim podemos,sendo mais flexíveis com as vossas medidas,estamos à espera.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
De regresso do Paraíso
Depois de uns árduos treze meses de trabalho continuo,dei por mim a desfrutar de um merecido descanso num dos lugares mais reconfortantes e paradisíacos do nosso país onde há uns anos a esta parte tenho o privilégio de usufruir.
Pelas condições que me são proporcionadas,pelo ambiente familiar que conseguimos conciliar,pela partilha de tarefas,de divertimentos simples,pois se não os existem ao meu gosto nós inventa-mo-los,nem que seja depois das refeições saborear um maravilhosa café e uma sobremesa deliciosa no Terra Mãe,por tudo o que a natureza se dignou oferecer-nos,por ter a felicidade de pertencer a uma família maravilhosa onde todos sentem que têm de fazer algo em prol do outro e com o privilégio de partilhar uma casa agradável disponibilizada por um dos familiares a quem devo todos o meus agradecimentos.
É levantar-se à mesma hora como se fosse para cumprir com a rotina do ano inteiro,mas sem relógio no pulso e não é propriamente para não deixar a marca do bronze do sol maravilhoso,mas sim para dispensar dos compromissos com o tempo.É claro que as medicações recomendadas pelo médico continuaram a fazer parte das preocupações e de compromissos inadiáveis,mas isso já faz parte,felizmente para bem de uma vida mais saudável e menos atribulada nas questões da saúde,quanto ao resto é dar azo a liberdade e usar o dia como melhor apetecer.
Chegar às nove horas depois de um saudável pequeno almoço e desfrutar de nove quilómetros de praia esplendorosa,com um sol deslumbrante e um sossego enternecedor,só digno de um rei,e foi assim que eu me senti durante esse período,pois achei que era um privilegiado neste mundo tão conturbado,estendido sobre aqueles grão de ouro com uma temperatura tão agradável,um ambiente extremamente acolhedor,a ouvir o bater das ondas o chilreada das aves marinhas a sentir o aroma do mar e porque não a pouco e pouco com o acompanhamento do barulho dos motores do navio e a intensidade da azáfama dos outros veraneantes que a pouco e pouco também desfrutavam do mesmo privilégio,não sei se com a mesma intensidade do que eu,mas de uma coisa estou seguro,com uma alegria estampada nos rostos que emanava felicidade que até o sol se manifestava.
A unia mágoa que me fica é:porque nem todos os meus conterrâneos podem usufruir deste maravilhoso espaço aqui tão nosso e aqui tão perto?Há,é,é!porque na nossa maravilhosa terra condicionam-se muito principalmente aqueles que durante um ano de árdua labuta,necessitam de um pouco de espaço para recuperar as forças,mas porquê não criar condições para que todos possam tê-lo?
O transporte exageradamente caro,demora demasiado tempo e ainda com um monopólio na exploração da rota,quando poderia-mos ter mais de que um barco a servir o percurso,dinamizava a economia e criava muitos mais postos de trabalho e por fim rompia com a sazonalidade.Quem não se lembra do reinício da vaga de visitante,foi criado já à uns anos com a primeira experiência do Alisur Amarillo,as viagens eram inicialmente,se a memória não me falha 500escudos,toda a gente viajou nessa altura,porque não manter um preço muito acessível para que o fluxo de visitantes seja maior,partindo de um porto mais próximo de modo a minimizar os custos no transporte e transformando em mais uma atracção turística para esta maravilhosa terra que tanto tem para dar e são tão poucos os privilegiados a desfrutar.
Porque não tornar a ilha numa atracção ecológica da Europa utilizando só energias renováveis num projecto a médio prazo,o Hotel Villa Baleira já deu o mote.
Um detalhe,quem for para a praia cedo ainda terá a sorte de se deleitar com os sons que a natureza proporciona,quem fique perto de locais com algum bar de serviço de apoio vai ter de deixar de desfrutar dos sons da natureza para levar com musica muitas vezes imprópria para consumo,devido ao local que é ouvida.Mas pode escolher qualquer ponto nos extensos nove quilómetros sem serviço de apoio e aí sentirá que aquele espaço até parece que foi criado só para si.
Já razão tinha o nosso saudoso Max quando compôs aquele célebre canção.
Até para o ano Porto Santo se Deus assim o permitir.
Depois de uns árduos treze meses de trabalho continuo,dei por mim a desfrutar de um merecido descanso num dos lugares mais reconfortantes e paradisíacos do nosso país onde há uns anos a esta parte tenho o privilégio de usufruir.
Pelas condições que me são proporcionadas,pelo ambiente familiar que conseguimos conciliar,pela partilha de tarefas,de divertimentos simples,pois se não os existem ao meu gosto nós inventa-mo-los,nem que seja depois das refeições saborear um maravilhosa café e uma sobremesa deliciosa no Terra Mãe,por tudo o que a natureza se dignou oferecer-nos,por ter a felicidade de pertencer a uma família maravilhosa onde todos sentem que têm de fazer algo em prol do outro e com o privilégio de partilhar uma casa agradável disponibilizada por um dos familiares a quem devo todos o meus agradecimentos.
É levantar-se à mesma hora como se fosse para cumprir com a rotina do ano inteiro,mas sem relógio no pulso e não é propriamente para não deixar a marca do bronze do sol maravilhoso,mas sim para dispensar dos compromissos com o tempo.É claro que as medicações recomendadas pelo médico continuaram a fazer parte das preocupações e de compromissos inadiáveis,mas isso já faz parte,felizmente para bem de uma vida mais saudável e menos atribulada nas questões da saúde,quanto ao resto é dar azo a liberdade e usar o dia como melhor apetecer.
Chegar às nove horas depois de um saudável pequeno almoço e desfrutar de nove quilómetros de praia esplendorosa,com um sol deslumbrante e um sossego enternecedor,só digno de um rei,e foi assim que eu me senti durante esse período,pois achei que era um privilegiado neste mundo tão conturbado,estendido sobre aqueles grão de ouro com uma temperatura tão agradável,um ambiente extremamente acolhedor,a ouvir o bater das ondas o chilreada das aves marinhas a sentir o aroma do mar e porque não a pouco e pouco com o acompanhamento do barulho dos motores do navio e a intensidade da azáfama dos outros veraneantes que a pouco e pouco também desfrutavam do mesmo privilégio,não sei se com a mesma intensidade do que eu,mas de uma coisa estou seguro,com uma alegria estampada nos rostos que emanava felicidade que até o sol se manifestava.
A unia mágoa que me fica é:porque nem todos os meus conterrâneos podem usufruir deste maravilhoso espaço aqui tão nosso e aqui tão perto?Há,é,é!porque na nossa maravilhosa terra condicionam-se muito principalmente aqueles que durante um ano de árdua labuta,necessitam de um pouco de espaço para recuperar as forças,mas porquê não criar condições para que todos possam tê-lo?
O transporte exageradamente caro,demora demasiado tempo e ainda com um monopólio na exploração da rota,quando poderia-mos ter mais de que um barco a servir o percurso,dinamizava a economia e criava muitos mais postos de trabalho e por fim rompia com a sazonalidade.Quem não se lembra do reinício da vaga de visitante,foi criado já à uns anos com a primeira experiência do Alisur Amarillo,as viagens eram inicialmente,se a memória não me falha 500escudos,toda a gente viajou nessa altura,porque não manter um preço muito acessível para que o fluxo de visitantes seja maior,partindo de um porto mais próximo de modo a minimizar os custos no transporte e transformando em mais uma atracção turística para esta maravilhosa terra que tanto tem para dar e são tão poucos os privilegiados a desfrutar.
Porque não tornar a ilha numa atracção ecológica da Europa utilizando só energias renováveis num projecto a médio prazo,o Hotel Villa Baleira já deu o mote.
Um detalhe,quem for para a praia cedo ainda terá a sorte de se deleitar com os sons que a natureza proporciona,quem fique perto de locais com algum bar de serviço de apoio vai ter de deixar de desfrutar dos sons da natureza para levar com musica muitas vezes imprópria para consumo,devido ao local que é ouvida.Mas pode escolher qualquer ponto nos extensos nove quilómetros sem serviço de apoio e aí sentirá que aquele espaço até parece que foi criado só para si.
Já razão tinha o nosso saudoso Max quando compôs aquele célebre canção.
Até para o ano Porto Santo se Deus assim o permitir.
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