sexta-feira, 27 de outubro de 2017

                                O verão de todos os santos
Reza a tradição que por altura de São Martinho por poucos dias a temperatura aumentava ligeiramente e que na Madeira designava-se pelo verão do São Martinho. Já se está a tornar demasiado preocupante a falta da chuva que por esta altura se fazia sentir. Depois de tanta calamidade vivida no nosso país em relação a fogos florestais, que resultaram em autênticos dramas para as populações afectadas, apraz-me dizer que; afinal aquilo que os cientistas e investigadores apelidados muitas vezes por profetas da desgraças, mas conhecedores da evolução do clima e dos crimes contra o planeta, estamos a sentir na pele esses efeitos que pareciam ser  uma miragem do futuro. Já não podemos falar no passado, pois o presente constatasse que é agora e já que evidenciam-se  as situações antes profetizadas, e continuamos sem tomar as devidas medidas para minimizar a situação que todos nós ajudamos a criar, que já nem se designa de futuro mas um presente bem presente, bem actual e que merecem toda a nossa atenção, preocupação, medidas de responsabilidade e acção, pois o que estamos a ver em nada abona a que venhamos a ter um futuro risonho e digno para os nossos filhos e netos. A maneira selvagem com que temos tratado o nosso planeta, as nossas florestas, as nossas águas, deixa muito a desejar e já não é para as gerações vindoiras que tanto se falava nas décadas de 80 e 90 é já! agora mesmo!! as calamidades mesmo estão à nossa frente, bem de fronte dos nossos olhos que por vezes fechamos-los, para não querer acreditar que também de certa forma somos cúmplices destes atentados. A nossa terra ainda consegue ser privilegiada pelo ouro do século XXI; A ÀGUA, deveria ser mais aproveitada, protegida, cuidada, amada, conservada e preservada pois como diz a sabedoria popular, a água é vida e quem de nós não ama a vida? Aquilo que muitos de nós achava que as sequências de avisos sobre o que seria o futuro no nosso planeta pareciam previsões longínquas que as gerações vindoiras teriam de acautelar, mas afinal tudo foi tão rápido que cabe-nos a nós ter uma atitude mais responsável, perante tamanha calamidade que estamos a enfrentar. Em vez de  andar à procura de culpados, tenhamos atitude de cidadania responsável e todos juntos por uma só causa, responsabilizemos-nos por acabar de uma vez por todas com esta epidemia de cidadãos irresponsáveis, atirando culpas uns aos outros e com atitude e determinação chegar a um consenso para as grandes soluções. A desertificação do planeta, a degradação dos solos, a alteração climática, a poluição do ar, a escassez de água não é coisa do futuro é já e agora; por isso deixemos-nos de queixinhas e mãos à obra.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

                       Educar para a cidadania e a consciência democrática
A falta de cultura democrática da grande maioria da população continua a evidenciar-se. Vota-se no partido político, como se de um clube de futebol se trata-se, o facto dos partidos terem «sequestrado» a política e a corrupção comprado a justiça que a fez descredibilizar, com que a população cada vez menos acredite nos políticos e isso é uma estratégia dos mesmos. No dia em que se começar a formar cidadãos para a democracia, só assim os cidadãos deste país tomarão a verdadeira consciência política.

Comentário na página de Miguel Luís Fonseca dia 27/10/2017 
Infelizmente aquilo que se tem visto ao longo destes 43 anos de democracia é: ver quem é que conseguiu fazer pior. Infelizmente os sucessivos governos têm deteriorado a imagem da democracia de modo a fazerem com que as populações cada vez mais se alheam a participar em actos eleitorais. Os sucessivos aumentos da abstenção propositadamente promovidos pelos partidos do arco da governação, têm feito com que os eleitores desiludidos virem as costas à democracia e daí prevalecer a hegemonia dos mesmos partidos que (sequestraram) a democracia, arrebanhados nos partidos os políticos e o cancro da corrupção com eles ao longo de quatro décadas de democracia. Se actuassem como mandam as regras, deveriam ser o suporte da verdadeira democracia participativa. Isso não tem acontecido muito por culpa da falta de cultura democrática da grande maioria da população. Haverá excepções, não duvido, mas aquilo que se tem visto em todo este tempo, em nada abonou a que o povo acredite no regime que até aqui tem gerido os destinos do país. Portugal precisa de uma população mais interventiva e não deixar como até aqui tudo nas mãos de políticos que sem escrúpulos saquearam os cofres da nação e o povo que trabalha, é que continuará a sustentar tais devaneios. Por último respeitando todas e cada uma das ideologias políticas, daí que não defendo nenhuma cor partidária, pois para mim os partidos não são clubes de futebol, onde possa ser mais um «fanático» das suas ideologias, a liberdade permite-me opção de escolha sempre que achar que o país está a enveredar por caminhos que não garantem o nosso futuro como nação.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

                                                A agenda democrática
Depois do rescaldo do último acto eleitoral onde quase sempre todos ganham; pudera! a corrida aos tachos, desde que arranjem colocação ganham sempre. Sem criar opinião pelo resultado propriamente dito, onde a hegemonia do tradicional partido da região, volta a mostrar muita fragilidade e muito por culpa da saída da imagem carismática e mediática que (vendia) ao eleitorado a sua mensagem. Cuidado que o homem opta por uma mudança de estratégia, até se chateia e nomeia alguém da sua confiança, faz uma renovação à sua maneira e apresenta uma revolução surpresa nas próximas legislativas regionais, querem ver que ainda acerto. Pelos vistos nada foi renovado, antes pelo contrário tudo adiado, promessas eleitorais  que contribuíram para o descalabro eleitoral e que poderia muito bem impulsionar a nossa principal economia, continuam a saltar de secretária para secretária, de noticia anunciada a proposta de apresentação de cadernos de encargos, enquanto se vai adiando e protelando tais decisões, vamos-nos congratulando com a atribuição de melhor destino turístico insular da Europa. Até parece que com isso dá-nos o direito de continuarmos a estar limitados a uma única alternativa de transporte por meio aéreo, com a agravante dos condicionalismos climatéricos que tem sido assolado o nosso aeroporto e com um na ilha logo ali ao lado que poderia e deveria ser alternativa se houvessem meios de escoamento dos passageiros, mas que continua à mercê de interesses que não são propriamente os da maioria da população. Não sei se os empresários da hotelaria estarão satisfeito como tem sido gerida esta situação, limitando a nossa capacidade de oferta que poderia ser muito maior, mas por esta teimosia continua condicionada às situações anteriormente expostas e já por muitos manifestada; e desculpem voltar a focar o assunto mas é que realmente já cansa ver tantas opiniões, e as soluções ainda andarem em casco de rolha. Será que não merecemos ter meios de transporte alternativos, condições aeroportuárias dignas e funcionais para quem nos visita e não só?  Querem ver que ainda aparece um iluminado a dizer que depois de tanto estudo e análise, afinal a localização do Aeroporto agora designado de Cristiano Ronaldo foi um erro de localização e que a solução passará por construir um novo aeroporto? Peço desculpa apesar de pouco ou nada perceber do assunto, trazer uma vez mais a debate uma situação que se arrasta à muito e que pessoalmente a única coisa que me preocupa é o futuro da nossa terra e do seu povo. Os madeirense não podem ser continuamente explorados nos transportes aéreos sem outra alternativa, a industria hoteleira poderá dar melhores condições aos seus trabalhadores se assegurada uma continuidade de ocupação com meios de transporte aéreos e marítimos rápidos e de qualidade inter-ilhas e ao continente, gerará mais trabalho, mais desenvolvimento, melhor qualidade de vida, porque infraestruturas elas existem, têm de ser bem rentabilizados para que todos possamos ganhar.