sábado, 27 de dezembro de 2014

                                        Um ano novo ou mais um novo ano?
Quase a findar um ano mas que de início começa sempre na esperança de ser melhor que o anterior. Acho que para a grande maioria, este não foi e de longe seria o melhor ano, mas apesar de todas as dificuldades, muitos conseguimos com muito esforço ultrapassar uma situação para a qual a grande maioria dos portugueses não estava preparado, apesar de estarem à espera de tempos difíceis. A austeridade financeira a que fomos submetidos pelos nossos governantes, o que apesar de não sermos os culpados do descalabro financeiro a que nos conduziram, na hora de apresentar contas mandaram-nos para casa dívidas que não fomos nós que contraímos. Continuam a fazer-nos acreditar que a solução seria esta mas que os culpados não apareceram, logo o povo que foi chamado a colocar os governantes no poder levou com as consequências do mau trabalho e da irresponsabilidade de todos os que até à data, não conseguiram dar um rumo certo à economia do nosso país. A nível nacional sucedem-se os escândalos a que o povo, qual telenovela já se habituou, e só comenta como se de uma epidemia se tratasse, mas que à partida uma solução parece nunca aparecer, visto que aqueles que realmente têm nas suas mãos o poder de solucionar semelhante problema, são os autores morais da catástrofe, por isso nunca será a solução pedir a quem criou o problema que descubra a solução. Assim mergulhamos num mar de incertezas, onde parece que estamos condenados a viver num pais onde os problemas se multiplicam e sem soluções à vista. Infelizmente a nossa democracia permitiu aquilo que nunca num regime onde deveria imperar a liberdade, levou-nos ao maior descalabro financeiro de que há memória, o que levou o povo a desacreditar na democracia, pois nunca foi chamado verdadeiramente a participar na construção de um regime que tem como bandeira a liberdade e a igualdade, apenas e tão só serviu para que os grupinhos organizados, (vulgo, partidos políticos) se aproveitassem do regime para converterem em clã, aquilo que seriam ou deveriam ser os pilares da democracia. Agora os mesmos que durante quarenta anos partilharam e contribuiriam para a desgraça financeira e o endividamento de várias gerações, apresentam-se como portadores das soluções que eles próprios ajudaram a criar. Pior ainda, querem que o povo acredite! Espero profundamente que o novo ano traga uma lufada de democracia à nossa terra, mas sobretudo alguém que implemente uma verdadeira cultura democrática num povo lutador mas demasiado conservador no que a reivindicações de valores que a democracia consagra. Espero que o novo ano seja na extensão da palavra, um verdadeiro ano novo.Feliz ano 2015 com muita liberdade e profunda democracia.
             Foi este o meu presente no Natal 2014
Acordem!!!!!!já é Natal. Prolonguem este dia ao longo do ano e verão que a vida é mais feliz.
E pensar que tudo isto aconteceu 
por culpa de um menino que nasceu.
Ponham musica a esta frase!

Este Natal consuma; muitos abraços, afectos, muito amor e sobretudo muita saúde e muita paz, pois é o único que em excesso é sempre melhor. Em suma consumam o verdadeiro espírito de Natal.Feliz Natal para todos.

Natal/Presentes! afinal se estamos presentes no coração dos nossos amigos, para que materializar aquilo que é um sentimento,?o facto de estar presente e ter-vos a todos presentes no meu coração e nas minhas orações,acham que já não será um excelente presente. Um Santo e Feliz Natal para todos aqueles que me consideram seus amigos.

sábado, 29 de novembro de 2014

                                                      A grande desilusão
Muito se tem prometido a um povo que farta-se de acreditar em promessas, esperançado em soluções por via da democracia e que, a cada dia que passa se vê a braços com todo tipo de situações que em nada dignificaram ao longo dos anos a solidez de um regime que aparentemente tinha tudo para ser a esperança de um povo. E não bastam os casos mais recente que envergonha qualquer português, pois a nossa democracia infelizmente prima pela falta de transparência, de uma justiça que é feita à medida dos acusados, de uma liberdade que só reconhece quem tem poder e de uma condição de cidadania a quem tem dinheiro. Mas isso nunca foi nem há-de ser uma boa prova de liberdade em democracia. Já não acreditamos em ninguém, as pessoas acham-se  enganadas e sentem-se enxovalhadas desiludidas e sem ânimo para continuar a fazer aquilo que um regime democrático exige, a participação do povo na construção da democracia verdadeira. Embora digam que desistir é dos fracos, mas como acham que se sente este povo, depois de tanta falcatrua cometida? sem forças!sente que ninguém os defende e estão pura e simplesmente abandonados. Agora digam-me como se pode motivar os cidadãos, quando tudo aquilo que um comum português acha que nunca ninguém teve a coragem de conseguir? Como pensarão os nossos governantes que, depois de tanta injustiça, de tanta fraude, de tanta vigarice, de tanto roubo com situações que vieram, ao longo dos anos e continuam a vir à praça pública e que o crime mostra que parece que compensa. Desviar 20 milhões basta entregar 5 como caução para manter a liberdade, e os restantes?valeu a pena! receber 15 milhões para pagar 3 pela  fiança, e fica com o resto. Enfim um sem número de voltas e vira e voltas que os senhores da política deste país fazem e fizeram ao longo de quatro décadas que o que mais se ouve na rua é: votar! p'ra quê!será que a democracia merece tão grande desprezo? Quem fomentou todos estes anos a aversão do povo ao regime? foram os políticos que ao longo de todas estas já longas quatro décadas que não souberam mostra que estavam dispostos a melhorar as nossa vidas, mas sobretudo o que fizeram foi, melhorarem as suas vidas e cada vez mais, colocando a grande maioria quase em situação de miséria. Sim!porque este povo, este país à custa da sua ingenuidade foi conduzido à miséria, de modo que agora já não acredita em nada, nem em ninguém, e por falta de coragem e os interesses que continuam a se sobreporem ás verdadeiras necessidades de um povo. fizeram com batesse-mos no fundo. O descontentamento é geral, surgem opiniões de todos os quadrantes, muitas soluções são apontadas, mas as que realmente o povo queria que fossem resolvidas e deixassem de existir, são todas aquelas situações que até à data a justiça deste país não teve a coragem de as  resolver. Será que ainda existe uma réstia de esperança para que possamos acreditar na democracia, já nem esperamos nada nem saídos de uma bisca de seis, nem de uma união de esforços para quem tanto se esforçam e até brigam em conseguir um tacho.Têm a palavra os futuros governantes (se é que os haverá) da nossa região e do nosso país, pois o povo! esse já perdeu até o pio.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

                                   O estado a que chegamos
O descrédito a que chegou o país fez que, ninguém acredita na política, ninguém acredita na justiça, ninguém acredita na democracia, ninguém acredita neste país.Conseguiram desacreditar o regime que a liberdade conquistada pelo 25 de Abril propunha como a única alternativa, que essa liberdade concede. Seria impensável denominar as dezenas de casos de corrupção que este país enfrentou nas ultimas décadas e que a justiça deixou passar impune. As leis criadas à medida dos políticos, fez com que vivesse-mos num país onde a lei e o dever é aplicada consoante as capacidades de interpretação e o poder financeiro ou influências de cada cidadão. As organizações políticas, criam à sua maneira e conforme os seus interesses, a disposição das leis e suas interpretações.
Tudo o que até à data passou impune à justiça e que a grande maioria dos cidadãos está ciente de que existiriam fortes indícios de avançar com muita força para julgar os inúmeros intervenientes em vários casos de corrupção existentes no nosso país. Será que com este tipo de comportamento, não estarão esses mesmos políticos e suas organizações a cozinharem um argumento à revolta das populações e um incentivo à violência coisa que é penalizada pelas leis da republica. A maior parte dos cidadãos sentem-se incapazes de sequer tentar alterar o estado das coisa, é caso para dizer que a democracia fugiu-lhes por entre os dedos. Nesta altura e depois de tanto caso suspeito ou até porque não, mais do que evidente, é caso para perguntar ás máximas autoridades da nação! onde irão parar os casos e a justiça no nosso país?Quem, como, quando e onde irá conseguir dar um rumo digno a este país. Sim porque já nada nos faz ter esperança numa solução dentro de um regime, que até à data, e em quatro décadas, nada fez por melhorar as condições de vida deste nobre povo. Os portugueses definitivamente perderam a esperança e vontade de lutar, e deixaram tudo nas mãos dos «democratas demagogos».  Uma situação semelhante de abuso da democracia por parte da classe política, levou a países como a Venezuela a chegar ao caos que agora se encontra, e tudo isso por culpa dos políticos corruptos que governaram o país durante décadas, e o povo farto dessas políticas apostou no cavalo errado e agora sofre a consequências sem alternativa de mudar o que quer que seja. E pesar que tudo isto acontece no nosso país, nas barbas de uma união europeia.Será que ainda poderemos ter uma réstia de esperança e que apareça alguém que possa tirar-nos desta catástrofe?


sábado, 20 de setembro de 2014

                                          A corrida mais loca do ano
Roubei mas tenho obra feita:
salvo erro foi esta a frase de um candidato brasileiro e que parece que vingou na população. Por cá o Isaltino , o Valentim Loureiro, a Felgueiras e muitos outros, quase fizeram o mesmo. Nada me admira que depois de tanta calamidade política e administrativa, este povinho ainda venha admitir à frente de um governo da região, alguém das fileiras de um partido que apregoa muita obra feita e que na realidade até se vêm,  muitas de utilidade duvidosa que beneficiou em termos de utilização muita gente, mas em termos financeiros enriqueceu e tornou-os milionários e senhores «donos» desta terra, a meia dúzia de amigos do PSD, ou que eventualmente se colaram por interesses muitos dos quais toda a gente sabe quem são e que se pavoneiam nas ruas das nossas cidades como os caciques da Madeira.
A forma de estar e de fazer política nesta terra,terá de ser alterada radicalmente, levando a democracia ao povo, e não manipulando-a a seu belo prazer com o têm feito todos os partidos políticos sem excepção até agora. Ainda não vi nenhuma organização a formar os cidadãos para a política, daí o total desinteresse das pessoas e elas acharem que política é só para os políticos e pior ainda deixá-los à mercê dos seus interesses.Nunca poderá haver democracia quando o povo virou as costas e não participa verdadeiramente e activamente na sua construção e evolução, teremos por força das circunstâncias formar cidadãos integralmente democráticos e participativos de modo que sintam que vale a pena todos os dias contribuir com o nosso esforço para bem de outros de uma comunidade de uma região e sobretudo do nosso país, Portugal.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Sozinho não sei a solução, mas, todos saberemos

Continuo a insistir numa máxima: já ninguém pensa livremente por sua cabeça, todos somos levados a pensar.  Definitivamente,é muito mais fácil enganar as pessoas, que convencê-las que foram enganadas.
Mas de uma coisa estou certo; mais cedo ou mais tarde dissipar-se-ão muitas da incerteza em que o mundo vive e a luta deverá ser persistente, nunca desistir, mesmo que demorem gerações a conseguirem que a verdade impere.

sábado, 6 de setembro de 2014

                         Órfãos da democracia

Fomos nós que desprezamos a democracia, ou a democracia abandonou-nos?
Um povo órfão da liberdade, que em cada período que é chamado a participar sente cada vez mais a necessidade de virar as costas à democracia, pois ela só é verdadeira quando cada qual pense livremente em qual o melhor caminho para conseguir superar as adversidade que o tempo e o método, colocou um país no estado de degradação total a que o nosso infelizmente chegou. Bem por culpa nossa ou não, o facto de ser-mos de uma cultura democrática muito pobre e dos seus promotores até à data não terem mostrado nenhum interesse em formar democraticamente o povo. Sim! porque isso fez sem dúvida, parte do esquema dos partidos políticos, pois só assim os tacho, o compadrio, o tráfego de influencias impuseram a sua lei, pois o povo, esse é «convidado» a participar e escolher os seus representantes,de um modo como se estivesse a escolher uma marca de roupa para vestir ou um detergente para a lavar. Sim!  porque a manipulação e os destaque que os meios de comunicação dão aos potenciais candidatos a futuros presidentes de governo regional ou de primeiro ministro, e que nos entra pela casa dentro como uns novos Messias e ou salvadores da pátria, fazem-nos esquecer que esses mesmos que, durante anos a fio fizeram parte do núcleo de cidadãos que de uma ou outra forma contribuíram para a desgraça social que o nosso país e a nossa região chegou, são (vendidos) agora pelos interessados meios de comunicação, como a única solução para resolver os nossos problemas, que por acaso foram essas gentes que ajudaram a criar devido à má gestão dos nossos governos. Aqueles que na realidade poderiam dar algum contributo, sentem-se incapazes de avançar, pois o descrédito a que chegou a classe política desmotiva-os. E lá vamos nós outra vez, fazer contas à vida e quase que não nos dão alternativa em ter de escolher não os melhores, os mais capazes, os que de uma maneira geral reconhecem que o país ao longo destes quarenta anos de democracia foi pessimamente mal gerido, mas eles acham que depois de "reconhecerem" tantas asneiras que fizeram, sentem-se em condições de se apresentarem como alternativa, com soluções que até à data não tinham encontrado, como que por milagre uma luz lhes alterou o raciocínio, mas que afinal ninguém de bom censo vê que essa seja a solução. Como posso acreditar que um cidadão que por várias vezes fez parte de governos anteriores e que pactuou com tudo o que se sabe que foi a desgraça da nossa terra, achar que esse mesmo senhor, será capaz de levar a bom porto a gestão do meu país? nunca! Parece que de propósito querem que Portugal dê à COSTA! Como posso acreditar que (5) senhores, que durante vários anos, foram membros dos sucessivos governos regionais, e que só agora que os interesses os movem, acharam por bem fazer algumas denuncias dos erros que durante sucessivos governos foram cometido, e só agora é que acharam que deveriam denunciar à opinião pública, um pouco disfarçados de erros casuais, quando o propósito foi beneficiarem-se e beneficiar todos os seus interesses pessoais e partidários? Francamente, a democracia desiludiu-me, a mim e à grande maioria dos portugueses, daí é verem-se cada vez mais os eleitores virarem as costas à participação neste tipo de democracia, que permanece fiel aos seus interesses , mesmo que em minoria os governantes exibam uma falsa maioria dos interessados para que o sistema se mantenha. Até quando temos de esperar para que se instaure uma verdadeira liberdade de pensamento e escolha de um futuro para a nação que é e sempre foi?Portugal

sábado, 9 de agosto de 2014

                                                Conversas da rua
Dos inúmeros temas que se tem falados nas últimas semanas, são vários os temas de destaque e que trazem à praça pública um manancial de conversas e debates sobre tanta coisas que à vezes torna-se difícil escolher sobre qual o assunto abordar no diálogo, de um pequeno espaço de 8 ou 10 minutos num intervalo para o café.
Muitas das conversa por vezes giram à volta dos destaques que este diário coloca para primeira página. E nem de propósito o facto dos funerais terem de ser pagos a pronto, surgiu uma conversa interessante sobre o tema, ao ponto de alguém dizer por exemplo: que propôs um funeral muito digno para um seu familiar com um custo um tanto ou quanto elevado, mas depois a funerária e a florista andaram quase dois anos para receber os honorários dos serviço. Outro escolheu una urna de 4 mil €, e para regressar a casa do funeral teve de pedir dinheiro emprestado para abastecer o carro, cujo pedido nunca se dignou pagar, pois estava completamente teso. Enfim, situações que foram criadas pelo incentivo ao consumismo que se criou e que as pessoas, para não se sentirem inferiorizadas, acham-se na obrigação de cometer semelhantes disparates, e depois as consequências são um autêntico drama, com consequências imprevisíveis, e um peso para quem se endivida e pior para quem facilita o pagamento, pois vê-se numa situação tão dramática como a do cliente. Isto acontece com tudo: é ver por exemplo:  gente com um telemóvel topo de gama a pedir dinheiro na rua para o carregamento do mesmo, o carro parado num canto e de mão estendida a pedir ajuda para a gasolina, já chegamos ao ponto de pedir o dinheiro ou parte dele para comprar jogo, enfim é um autêntico caos social. A quem caberá pôr cobro a situações destas? Quando na realidade muitas pessoas passam por verdadeiras necessidades e por vergonha, escondem-se na pobreza e a miséria que os assola, não é transferida cá para fora com receio de se sentirem humilhados perante um sociedade, que vive de  aparências, de mentiras, de falcatruas, e que a justiça nem que tomar conta, antes pelo contrário, cada dia mais e mais situações desesperantes acontecem, sem que nada nem ninguém tente sequer saber o porquê de semelhantes atentados à sociedade. Será que o caos social está instalado e que não existe solução possível para poder travar uma situação que já denominava de caótica? Deixamos de acreditar em quem quer que seja, em qualquer instituição que aparentemente seria para nos proteger, em pessoas que supostamente teria-mos escolhido para gerirem o nosso país, mas que afinal fizeram-no à sua maneira e para proveito próprio, ou é com certeza que a dignidade e a seriedade das pessoas foram pura e simplesmente atiradas para o lixo. De certeza que cada um propõe uma medida para cada caso e que deveriam ser todas levadas em conta, mas a sociedade cada dia que passa, vê-se a braços com uma situação que já atingiu os limites da aceitação e que anseia uma solução para cada um dos casos, e que neste país sem esperança, falta-lhe a coragem, atitude e a determinação para por cobro a um inconcebível estado de emergência nacional.

sábado, 2 de agosto de 2014

                      Quanto custa a liberdade?
Manter um PSD no regime ou qualquer um outro, que pactuou com este PSD, 40 anos de oposição sem nunca conseguir fazer valer os seus potenciais como alternativa política, seria o perpetuar dos vícios herdados do regime de Salazar e que sofisticada-mente se mantiveram e aperfeiçoaram com um regime que se quis, disfarçar chamando-o de democracia. Existem dezenas de cidadãos que diariamente partilham ou divulgam a sua posição através deste e de outros meios, que acho que juntos seriam capazes de transformar a nossa terra, numa região onde todos pudesse-mos partilhar uma gestão justa equilibrada e sobretudo verdadeiramente democrática. Pena é que somos um povo muito egoísta, desunido e sobretudo invejoso, e não queremos que os nossos semelhantes com o fruto do nosso trabalho e esforço vivam melhores, e esse é sem dúvida o objectivo da democracia, mas que não entra no nosso modos vi-vendi. A nossa formação democrática teria que ser formada a partir da escola, onde prioritariamente deveriam incutir-nos os valores e ensinar-nos os nossos deveres e direitos

A partir deste parágrafo foi enviada para: cartas do leitor do DN

Para quem nunca experimentou viver sem liberdade, tornar se-à um pouco confuso estabelecer comparações. Aos 5 anos, por exemplo, ficar sentado ao colo do pai às onze da noite (se bem me lembro), para ouvir na rádio um programa que se intitulava: (Rádio Moscovo fala a verdade) e que era transmitido, salvo erro! pela BBC em português, fazia-me muita confusão e para a altura as questões que eu punha eram de difícil explicação, dado que até se as houvessem, na mente de uma criança seriam incompreensíveis.
Proibiam-se o uso de isqueiros, e quem os tinha deveria estar munido de uma licença para o efeito. Facilmente qualquer cidadão poderia ser alertado pela autoridade a facto de andar na rua depois das 11 da noite. Enfim, todo uma série de requisitos que contar isto a um cidadão com menos de 40 anos, soa uma conversa de xaxa, mas era assim aos olhos de o comum dos cidadãos.
Deu-se a «revolução» e o povo supostamente sentiu a sensação e o cheiro da liberdade e com ele a democracia, mas passados quarenta anos parece que o seu sabor só foi bater à boca daqueles que «democraticamente» estavam preparados para explorar a melhor maneira de viver em liberdade.
O facto de a liberdade ter ido bater a mãos erradas, a democracia foi tão mal gerida, que até pôs as pessoas a terem saudades de uma ditadura.
Mas afinal; o que será verdadeiramente benéfica para um povo? uma boa ditadura, ou uma má democracia?
A razão de ambos os casos serem de conclusão duvidosa,deve-se ao facto de que: ambos os regimes são feitos e geridos por pessoas, daí que seriam a falha dessas mesmas pessoa que, tornaram ambos os casos prejudiciais ao país, o que andamos à 80 anos à procura de uma identidade democrática e de uma solução de um problema que está na genes de uma civilização, os favores pagam-se com favores, o jeitinho faz sempre bem ao amigo e o desenrasque que é a formula mais fácil de chegar ao objectivo.Nunca ninguém neste país se inspirou na democracia autêntica para formar cidadãos de modo que, possam ser verdadeiros democratas. O espírito de servir, de entreajuda, solidariedade sem interesses terceiros, superação, contributo para um país cada vez melhor, conhecimento dos deveres básicos do cidadão, direitos fundamentais, justiça equitativa, e orgulho de ser cidadão exemplar e modelo de virtudes, deixaram de ser a verdadeira referencia de um regime que abraçou a liberdade e usou o nome de democracia para denegrir tudo o que a sua essência encerra. Será verdadeiramente necessário se não urgente, fazer uma: Revolução Nova, a começar pela mentalidade do nosso povo?

sábado, 12 de julho de 2014

                               A falta da educação
Terminado o ano lectivo vamos a férias, fazem-se contas e balanço a nível de métodos, avaliações, resultados, níveis de aproveitamento, reformulação das linhas de ensino e sobretudo das actividades e programas para o próximo ano lectivo. Muito se preocupa um pai ou mãe, para dar continuidade a um ensino que o futuro não garante muito de credibilidade. Na era da informática e do audiovisual, sobrecarrega-se o orçamento das famílias, quando tudo poderia ser convertido num simples rectângulo, igual ao que muitos da minha geração iniciaram a sua formação escolar, com a diferença que este rectângulo pode ser de outra cor que não preto, e não está à espera que nós lhe coloquemos nada, está tudo lá. Onde andou um planeamento a longo prazo quando afinal cada vez são menos o número de alunos e maior o número de docentes, foi o primeiro condicionalismo. Construíram-se escolas e diminuiu-se a natalidade, qual foi o critério aplicado a este nível? Investiu-se na formação de docentes em número supostamente superior às necessidades para agora enfrentar dois problemas graves. Qual é o grau de conhecimentos de um jovem, (por exemplo) de 18 anos, alguém se preocupou em dar-lhe o mínimo de educação básica ou melhor dizendo de ensinamento básico? esse jovem saberá porventura preencher uma declaração de IRS, por exemplo? saberá o mínimo de leis básicas da republica, direitos e deveres de um cidadão comum? nem eu que estou aqui a teclar letras e frases, ainda me dei à maçada de aprender isto, pois talvez por inercia da minha parte e um pouco também por falta de incentivo! pois o hábito de aprender também tem de ser obra da motivação,  mas isso talvez não haverá muito interesses em motivar os cidadãos a que aprendam a viver num país, onde os seus habitantes conheçam minimamente as leis básicas da nação. Mas afinal de quem será a responsabilidade deste tipo de educação ou de formação para a cidadania? será que existe algum interesses em que se entretenha melhor os nossos jovens com futebol, mexericos, TV, ou jogos de computador com programas importados de outras culturas e virados para a distracção da mente, ou porventura seria de todo interessante, criar-lhes uns quantos jogos que ao mesmo tempo os motivassem para que, aprendendo a brincar, fossem tendo conhecimentos básicos e de uma maneira divertida de tudo o que o país lhes pede como cidadãos e tudo o que tem, para lhes proporcionar condições mínimas para ajudar ao desenvolvimento e progresso do mesmo?
Algo terá de mudar neste país a cultura do deixa andar, do desenrasca-te e do vê se te avias, tem der ser urgentemente substituída por:  responsabilidade, conhecimentos básicos, cidadania, direitos e deveres, motivação, e sobretudo vontade enorme de ser útil a um país que espera algo de nós em troca de saúde, paz e liberdade. Só com a nossa força e dedicação poderemos construir um Portugal  com futuro e digno dos portugueses. Ainda iremos a tempo?

sábado, 5 de julho de 2014

                                               Uma emergência
Ao passar os olhos pela imprensa como de costume, vejo frequentemente notícias que me causam muita apreensão e alertam-me para uma reflexão profunda dada a gravidade das mesmas.
É ver por exemplo alguém preocupado com contas de à 500 anos e descurando o desastre económico dos últimos 40. Ver a agonia com se degladiam os pretendentes ao reino regional, com tanta gente na corrida de um lugar que ao parecer é já cativo de um grupo de alienados da política. A estratégia de dividir para reinar, parece continuar a ser a formula eficaz de manter o tacho (poder). A nível nacional é verem-se supostos vencedores a recorrerem a disputas para uma eventual vitória folgada de um assalto à reconquista do poder. E assim vai mais um episódio do filme mais badalado deste país:«Mentes em crise» para o qual os protagonista são sempre os mesmos, e os espectadores sentados na plateia à espera do fim do filme. Há! mas isto não foi escrito em guião para filme, foi feito sim para uma série bem à moda lusitana e sem fim à vista.Visto não se vislumbrar qualquer solução para o caso,debrucei-me por uma situação ainda mais grave.
Mas a mais preocupante das noticias que fizeram e continuam a fazer eco na minha consciência,foi a da primeira página do DN desta quinta feira 3 de Julho que fala de uma situação deveras alarmante, o declínio constante da natalidade. Situação gravíssima por estarmos a falar de pessoas, de seres humanos que o mundo actual não os quer. Sim, porque nós somos o mundo ou que seria do mundo sem nós os seres humanos? Já pensamos seriamente como será a nossa terra, o nosso país,  a Europa daqui a cinquenta anos? Se continuar-mos a dificultar e a negar condições de nascimento e crescimento á  população, que será dos futuro dos nossos descendentes? As razões pelas quais cada dia mais as pessoas desinteressam-se por ter filhos, e o porquê de não serem criadas as condições para um aumento da população.
Cada qual que tire as suas ilações, pois eu continuo a achar que a culpa é da sociedade de consumo, das más políticas sociais que têm sido implementadas nas ultimas décadas na Europa, da falta de humanismo incutida na última geração, onde valorizaram-se mais as coisas do que as pessoas, e agora existem cada vez mais coisas e menos pessoas, as leis que condicionam nascimentos e desincentivam as uniões de casais do modo tradicional, da penalização fiscal aos lares ,enfim todo uma série de erros que proporcionaram as condições ideais para que a população entrasse em decréscimo e daí levasse ao que chamaria na actualidade de uma situação de catástrofe populacional, muito pior que uma epidemia ou uma catástrofe natural ocasionada por uma tempestade. E pensar que somos nós os humanos que estamos a criar as condições propícias para a aniquilação da nossa própria espécie. Onde pára afinal a verdadeira inteligência do ser humano?Está na hora de tomar medidas sérias para que os nossos predecessores possam encontrar um mundo verdadeiramente humano, e não o actual materialista que nos foi incutido. Estamos a tempo. 

quinta-feira, 12 de junho de 2014

                                                                    Quais valores para o futuro!
Ninguém que sobreviveu na política e na escola da política do PSD- Madeira, terá autoridade moral para alterar o que quer que seja na condução dos destinos políticos da nossa terra. Estão impregnados no sangue, os vícios criados ao longo de quatro décadas num refúgio de interesses, e isso na mentalidade do povo madeirense é muito difícil de apagar, os efeitos clientelismo, deveres de gratidão, tráfego de influências pagamento de favores, compadrio e proteccionismos, esses sentimentos políticos limitam as capacidades de quem quer que seja e esteja integrado num partido que durante toda a sua existência promoveu este tipo de atitude, que diga-se de passagem e totalmente desprovida de conceitos democráticos. Democracia é viver com pessoas que mesmo não partilhando os nossos ideais, gostos, e maneiras de pensar continuam e ser pilhares para poderem apesar disso, serem nosso colaboradores e até amigos, ou não somo seres humanos com defeitos e virtude. Por isso sou da opinião que: a solução política da nossa terra só poderá vir de uma geração de pessoas que estejam empenhadas nas causas públicas sem quaisquer vínculo ou influências do passado, que deixou sem sombra nenhuma, marcas verdadeiramente negativas e indesejáveis. Terão de ter em consciência que o dever de servir é uma oportunidade que a sociedade em democracia dá, para com o nosso empenho, trabalho e dedicação, deixar de parte interesses pessoais e lutar pelo bem comum, e depois com o fruto do esforço e do trabalho, agradecer ao povo a oportunidade de nos confiar o contributo para o melhoramento da vida em sociedade e de um futuro promissor. Este sim será uma escola autêntica e com uma visão em prol da nação e do seu povo.É isto que a verdadeira democracia exige de cada cidadão.

segunda-feira, 9 de junho de 2014


                                   Achado nas proximidades de um convento na Irlanda

Simplesmente macabro e deplorável este achado:
Como todas as instituições, a igreja é composta por seres humanos, e por conseguinte susceptível a cometerem erros com a agravante de pessoas essas que integram a instituição não receberem a mensagem como ela realmente é divulgada e depois do erros cometidos serem imputados à generalidades dos seus membros. Exemplo: Um taxista comete uma infracção no trânsito e intencionalmente generalizam-se (os taxistas). Um professor comete um crime, e lá estamos nós a generalizar. É verdade que quem pertence ou diz-se pertencer ou até se (refugia) numa instituição como a igreja católica, assume o compromisso de ser o mais digno possível de tão grande responsabilidade,à qual deverá demonstrar com o seu exemplar comportamento,ser verdadeiro discípulo de Jesus Cristo. Infelizmente nem todos conseguem suportar a pressão que é ser um cristão exemplar. O facto da instituição tentar esconder o delito, também é grave mas várias razões, muitas das vezes, levaram a minimizar o escândalo, não será por acaso que quanto mais coisas negativas acontecem no mundo e que são empoladas pelos meios de comunicação, verdade que o mundo fica mais alerta, mas em nada tem contribuído para minimizar essas situações. O mundo continua cada vez mais violento, e essa violência continua a ser praticada por seres humanos,independentemente da sua raça ou credo religioso.
Por ultimo, o maior dos cristãos foi julgado não vale a pena dizer por quem, não acham!  Por isso cabe-nos a nós humanos, habitantes destes planeta, fazer um esforço para que possamos continuar a ser verdadeiros testemunhos dos ensinamentos que aquele que à dois mil anos foi julgados pelos erros que infelizmente continuamos a cometer, o que é deveras lamentável e reprovável.
Sejamos verdadeiros cristãos à imagem do Cristo que nos orientou e saibamos perdoar aqueles que não conseguem ser seus discípulos, assim como ele perdoou, afinal somos todos seres humanos, com virtudes e defeitos, e quem nunca cometeu um erro que atire a primeira pedra.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

                                    Farto da política e dos políticos
Não sei se ainda chego a tempo de fazer uma análise sobre o que sucedeu nas passadas eleições do dia 25 para o parlamento europeu. Primeiro, a manipulação da impressa sobre os verdadeiros resultados, com os vencedores a festejarem, os derrotados a se lamentarem e  a maioria que nem sequer serem anunciados. Os abstencionistas, os votos brancos e os votos nulos, sim! os que  somarem mais de 70%,esses sim os verdadeiros vencedores, aqueles que sentem na pele a sacrifício de viver num país onde nem as migalhas lhes chegam, a autêntica maioria que é simplesmente atirada para o lixo, e as minorias que por uma ou outra razão, acham-se vencedoras, nem que seja para manter o tacho, comemoram eufóricos vitorias deveras deprimentes.
Como será possível chamar a isto de democracia, quando a grande maioria decide que pura e simplesmente não acredita mais nesta geração de políticos.
E depois é vê-los a preparar novos voos, como um «velho» que se acha que tem 19 anos, a preparar o funeral político sentado na assembleia da república. Um partido (vencedor) PS a brigar pela liderança fazendo contas que uma possível vitória, numas eventuais eleições antecipadas para a assembleia da república, deixaria pouca margem para obter uma tão desejada maioria dada a pouco carismática imagem do seu actual líder. Uma CMF que quis fazer mudança, mas afinal os protagonistas só protagonizam um emaranhar de insegurança política. Onde uma oposição briga pela liderança a nível regional por não conseguir trazer a si, a tão almejada mudança, onde até pancadaria na rua por aqueles que achavam que poderiam e deveriam ter maior protagonismo que até da´dó. Há! e até doí, doí mesmo ver tanta tristeza num campo onde o povo inteligentemente se manifestou e disse em tom muito forte; estamos mesmo fartos desta política e destes políticos.
E é ver toda a Europa revoltada com este tipo de situações. Se realmente queremos ver futuro na política da nossa região, do nosso país e sobretudo nesta Europa, mude-se a política, mas sobretudo que se mudem os políticos. Será que ainda chegamos a tempo?

sábado, 17 de maio de 2014

                     E a Europa que me desculpe!

Em democracia a liberdade permite-me que:
Independentemente ou não, e respeitando a opinião de cada um, acham que esta politica que ao longo de 40 anos que rege o meu  país, e dos políticos que continuam a colocar os seus interesses pessoais à frente dos interesses da nação e do seu povo no seu todo, deixam margem para que continuemos a acreditar em eleições e neste modelo de democracia?
Francamente! enquanto o voto não for obrigatório e o modelo de democracia se alterar, o meu voto será nulo, abstenção não, quero marcar a minha presença no acto eleitoral, mas manifestar o meu descontentamento, anulando o meu boletim de voto, pois não acredito nesta geração de políticos nem neste modelo de democracia e acho que este será o momento de manifestar o meu descontentamento com a politica europeia para com o meu país,que em nada até agora beneficiou aqueles a quem, para a  Europa a solidariedade seria o lema.
Chega de acreditar em quem contribuiu para a ruína económica do meu país, mas que se coloca na linha da frente como solução aos actuais continuadores da nossa desgraça. Chega de acreditar em promessas, quando o povo farto de políticas destrutiva, mansamente aguarda por soluções inexistentes. Chega de acreditar em planos de recuperação quando a verdadeira desgraça económica paira à nossa volta e aqueles que aplicam medidas de solução, que só prejudicam quem ainda trabalha ou quem já nem isso consegue,e que continuam no bem bom. Chega de eleger aqueles que com falinhas mansas eludem-nos por cada acto eleitoral mas, no dia seguinte passam arrogantes ao nosso lado como se animais abandonados se tratassem. Chega de manter viva a oportunidade dos meninos da politica se vangloriarem nos seus tachos, enquanto centenas de cidadãos anseia por um período digno de trabalho e que possam de alguma maneira ser mais um contributo para o desenvolvimento do seu país, e não um fardo para com a aqueles que com muito esforço contribuem para receberem um miserável, salário. Chega de sermos tratados como números e passemos a ser pessoas que sentem que se preocupam, mas não são levados em conta e que raramente se manifesta por medo a que a nossa frágil situação ainda se torne pior. Está na hora que aqueles que compram o poder nos actos eleitorais entrem em si, e se dignem respeitar quem lhes concede a oportunidade de trabalharem em prol do desenvolvimento do país, mas que até à data só fizeram porcaria e utilizando o poder que a democracia dá em benefício próprio. Esperemos que no meu país não tenha que suceder o mesmo que aconteceu à deputada do PP Espanhol, que alguém erradamente intendeu fazer justiça pelas próprias mãos. Aprendamos com os nossos erros, para que não tenha-mos que cometer os erros que os outros cometem, pois a liberdade permite que se alterem as coisas sem recorrer à violência, é necessário que saibamos usá-la e que as condições de uma democracia digna se proporcionem.A liberdade permite que acreditemos na democracia, mas tratada de uma forma mais humana.
Acho que merecemos um país melhor pois trabalhamos arduamente para que tal seja possível, são necessários gestores à altura das nossas expectativas. Sem dúvida alguma algo terá de mudar em Portugal, Comecemos pela nossa atitude.

segunda-feira, 5 de maio de 2014



25 de Abril - valores que se perderam

Carina Santos
4 comentários
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Ser livre, direito devidamente explorado ou violado? Ser livre é viver com autenticidade numa prisão de condicionantes, saber ser livre é respirar nas entrelinhas de um ser aprisionado. Outrora, alguém ousou afirmar que o mundo iria acabar em 2012 o que “aparentemente” não se constatou. Os portugueses insistem em criticar o autor da tão polémica teoria, dizendo que esta foi somente uma brincadeira abusiva. Pergunto, será? Vejamos, pôr um fim ao mundo não é de todo algo que ocorra subitamente. O processo que abraça este temido fim já se iniciou à 40 anos, onde Portugal gritava vitória ao tão desejado 25 de Abril, e este é constituído pelas catástrofes cada vez mais presentes, pelas manifestações e pela crise mundial que feriu os valores e princípios de uma forma devastadora. As novas gerações adquiriram um modo de vida negativo, não possuem responsabilidade, maturidade, sentido de orientação, capacidade para tomadas de decisão; são gerações progressivamente mais subjectivas que extinguiram o saber da consciência, pessoas com os pés assentes no chão é uma prática desconhecida nos dias de hoje. Estas gerações insistem em dizer que têm de viver cada dia ao máximo pois as suas vidas podem eventualmente terminar amanhã, no decorrer deste pensamento partem inconscientemente para o consumo de álcool e de drogas sem qualquer moderação. Perderam-se valores e princípios assim como os sentimentos sejam eles de que natureza forem, estes “novos humanos” desconhecem integralmente o conceito de sentimento. Os sentimentos são universais e devem de estar no topo da hierarquia relativamente àquilo que tomamos como importante e parcialmente imprescindível nas nossas vidas. Cometem inúmeros erros cruciais sem aprenderem com estes, dezenas de anos depois fazem uma retrospectiva coberta de angústia porque vêem a massiva destruição que fizeram à jornada que um dia podiam ter intitulado como “vida”, tal feito foi impossibilitado por aquele tão inconsciente passado. O mundo encontra-se perdido, rendido à morte datada da sua face psicológica e emocial. Ansiavam liberdade para abusar e chicotear aquilo que faz de vós humanos? Viramos esquinas, atravessamos fronteiras e deparamo-nos com a realidade crua de que existem muitas pessoas porém pouquíssimos humanos, vidas mortas ou vidas sentidas marcam tamanha distinção. Será que a liberdade foi esculpida para ser livre de asfixiar os valores que Deus delineou serem a nossa vestimenta?
É estritamente necessária uma mudança face a este fim do mundo! Exigem-se soluções que abranjam as diversas perspectivas da sociedade. Perspectivas, cada um possui a sua, umas mais complexas outras nem tanto. Por vezes uma solução está escondida nas costas de um novo olhar, olhar diferente gerador de novos ângulos, olhar profundo e intenso, olhar inovador e angelical. A vida tem uma faceta intrigante de marketing todavia este só é visto por quem tem um olhar superficial, por quem não se predispõe a desafiar o seu ser com o intuito de ver conteúdos. Olhares objectivos, inspiradores e inspirados, complexos, olhares donos de boas mentes não aderem ao marketing deste misterioso ar que nos rodeia, rei da Terra, vida que para todos reserva um desfecho particular. Estes olhares vêem um mundo concreto e mágico, o qual se esconde à retaguarda do marketing. Uma nova visão e uma nova tela oferecem êxito numa vida, descobrem mistérios que nem todos são capazes de descodificar. São estes olhares que procuramos com o propósito de mudar aquilo que não quer ser mudado, realizar o renascer das cindas cinzas aos valores e, consequentemente, impingi-los na sociedade.
A extinção de valores leva à solidão e infelicidade, soa a falta de acreditação na felicidade e tal se deve aos ditos novos modos de vida que apagaram o crédito da magia de ser feliz. Parece que há um contágio de linhas de pensamentos e todos copiam-se uns aos outros. Felizmente ainda existe quem queira ser feliz! A felicidade vê-se naquilo que não se vê, naquilo que se sente, naquilo que se torna impossível de descrever ou até mesmo de se explicar, não é palpável nem concreto, porém é a beleza mais bela da vida! Feche os olhos e sinta tudo aquilo que é como ser, tudo o que tem e tudo o que o rodeia, veja a realidade como esta efectivamente é sem ter de vê-la propriamente falando. Sinta, respire a vida, ouça com olhos cegos, faça com que o seu interior vibre e comande, abra os olhos e olhe para o seu caminho com outra visão. Sinta com os olhos cegos! Não se atreva a ver o mundo de hoje com os olhos abertos pois estes apenas vêem ilusões e manipulações oriundas das crueldades que hoje habitam sob a falta de valores. É preciso que cada ser encontre paz e esperança no seu interior de forma a reencontrar o que lhe foi indevidamente retirado.
A vida reclama liberdade, mas nunca uma liberdade de evolução emocional. As novas eras induzem às evoluções tecnológicas e demais inovações interligadas a esse mesmo sistema. No entanto, o rumo deu-se como perdido visto que a evolução dos tempos afectou o crescimento e desenvolvimento do humano. Muitos efectuam uma correcta análise da actualidade mas têm medo da mudança, hoje em dia parece que todos temos medo uns dos outros. Lutar ou amedrontar-se? Eis as opções, ou não. Viver ou retrair-se? Não me parecem de todo opções mas sim uma certeza certa de que existe vida prontamente a ser vivida dentro de cada um. O medo mata, a vida liberta e realiza! Quem luta colhe frutos, colhe sorrisos e felicidade, a medicina menos dispendiosa que existe.
Infelizmente já existe uma grande quantidade de pessoas que vêem as catástrofes sociais mas nada fazem para adulterar a situação e, assim, lutar por um ambiente melhor. Existem tantos STOP’s em Portugal, já chega! Está na hora de contornar esses STOP’s criados apenas porque ninguém lutou suficientemente o suficiente contra eles dando, deste modo, uma enorme e insana liberdade àqueles que vagueiam por este mundo somente para brincar, destruir e matar valores, princípios, políticas, sonhos e, principalmente, matar psicologicamente muitas pessoas e a sua respectiva vitalidade. Vamos criar START’s! Vamos mudar na íntegra este país, vamos lutar por um meio melhor, mais justo e correcto que, por sua vez, proporcione o direito de respirarmos a essência de uma vida! Todos pretendem isto, querer não é fazer nem concretizar, querer não basta para mudar. Com isto, eu criava a minha própria Revolução, a nova Revolução, um novo Portugal habitado com os seres do antigamente!
A vida não é um dado adquirido, cruéis mudanças foram feitas que automaticamente aguardam pela paga. Todos os dias são bons para mudança, mude a sua bagagem de valores senão ser-lhe-à retirada a herança de poder denominar a sua jornada por vida. Quem toma a vida e a liberdade como adquiridas perde-se num deserto escuro repleto de obstáculos, tropeçando no desconhecido, vendo aquilo que não consegue ver, vendo aquilo que não consegue entender, escutando sons calados, ecos profundos, lutando contra ventos traiçoeiros envolvidos por areias implacáveis. Vida e liberdade entrelaçam as mãos e caminham lado a lado, é arriscado afirmar qual delas ajudou mais a outra.
A vida não pode ser tomada como certa, pois quando isso acontece surge uma confiança cega, sonhos destroem-se, tudo escorrega pelas mãos iludidas e inconscientes, uma vida se afunda...deixa de ser vida...já não pode ser vivida. Apenas os seres humanos saem imunes desta armadilha, contrariamente às pessoas, que são apenas pessoas e nunca deixarão de ser pessoas.
Ser livre é viver, é preciso saber-se viver para ter capacidade de manusear uma arma tão complexa como a liberdade! É preciso sabermos usufruir da oportunidade que nos foi concebida de vivermos num paraíso chamado vida...um misterioso respirar...aquele jogo que poucos sabem jogar!
Vistam-se de valores outrora esquecidos! Sejam devidamente livres! Abracem-se de sorrisos e sejam felizes!
Por achar este um excelente texto,tomei a liberdade de o publicar no meu blog.

domingo, 30 de março de 2014

                                        Adorei este texto

sábado, 1 de março de 2014

                                           A responsabilidade democrática
Ainda não cheguei a compreender qual a concepção de democracia, quando algo corre mal num pais, deveria ser o povo a decidir o caminho a seguir. Infelizmente os nossos eleitos «vendidos», como se de detergente se tratasse, fazem-nos a lavagem cerebral de uma maneira muito activa, de modo a que os beneficiados ou lesados consoante às circunstâncias, pensemos que tudo o que de bom acontece no nosso país é culpa dos políticos e tudo o que de mau nos acontece é por pura culpa e negligência nossa.
Mas afinal o conceito de democracia que foi incutido neste povo, tem alguma coisa a ver com a verdadeira linha de um pensamento democrático?
A democracia deverá ser a participação do povo nas decisões das linhas politicas do país, mas na nossa, o povo «compra» a imagem do politico que se propôs gerir os destinos da nação por um período determinado, enquanto esse mesmo vendeu a sua imagem cheia de promessas, que na realidade nunca a irá cumprir e que em nada beneficiarão aqueles a quem foram apresentadas essas (receitas).
Até quando a democracia em Portugal será exclusiva responsabilidade dos «profissionais» da politica?
O povo se não quer participar nos destinos do país com a sua opinião e decisão, ao menos que seja necessário obrigá-lo a ser responsável dos seus actos, perante o regime democrático que achou por bem aceitar, por razões várias, à 40 anos atrás.
É inconcebível que tenhamos de suportar governantes que dia após dia, contribuem para a degradação do país e das suas gentes e nada se possa fazer num país onde supostamente vigora um regime democrático!
Ainda não cheguei a compreender, como se pode permitir à frente da administração de um país que se diz viver em democracia, quando cada vez mais os nossos melhores quadros, formados com o dinheiro dos nossos impostos, é-lhes negada a sua evolução profissional no seu próprio país, onde pudessem contribuir com o seu trabalho, no desenvolvimento da sua nação, pois para isso, todos os cidadãos contribuíram, agora deitamos fora o fruto do nosso investimento. Um sistema de saúde a regredir, uma educação deficitária e subaproveitada, a insegurança que prolifera por este país fora, dadas as péssimas condições que ao longo destas décadas foram levadas inúmeras família, o aumento dos suicídios, dos sem abrigo, dos desempregados suportados por aqueles que têm de trabalhar muito mais para os subsidiar, os idosos que durante décadas trabalharam para ter no futuro uma vida digna, vêm-se a braços com situações de miséria, as empresas cada vez mais entram em colapso financeiro dado o garrote fiscal a que são submetidas, gastam-se balúrdios em investimentos duvidosos e sobretudo protegem-se aqueles que menos produzem.
Até quando teremos que permitir que a nossa suposta democracia, pactue deste tipo de atitudes?
Quando teremos a consciência plena de que, sermos nós os cidadãos que temos que tomar as rédeas das decisões e pôr o país em movimento, na linha certa em consonância com o verdadeiro conceito de democracia?
Continuamos a não querer aprender com aqueles que com problemas como o nosso, optaram por soluções que estão a resultar, mas para isso foi necessário o povo tomar consciência de que a democracia é da responsabilidade de todos. Acreditar nos políticos já é coisa muito difícil, ao menos acreditemos no povo se este se empenhar em resolver os seus problemas, participando activamente no debate e apresentando soluções para esta enorme lista de inúmeros problemas nos quais o nosso país se encontra mergulhado.
O voto obrigatório, e a participação nas decisões mais relevantes do país, através dos referendos, faria sem sombra de duvidas, os portugueses muito mais responsáveis pelo funcionamento da autentica democracia na sua terra, e retiraria muita da irresponsabilidades dos políticos, quanto à gestão administrativa do nosso país.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

                                                  O Jornal do João
Perante uma sequências de colunas de opinião, onde fazia a análise em números de tudo o que a região evoluiu, o Presidente do governo regional, usando o «investimento» que o povo faz diariamente de 7000€ (sete mil euros), veio esclarecer à população. Podia-se ver se estes números não tivessem algo de verdade! seria a catástrofe política do século passado. Então, aquilo a que são chamados os governantes na gestão dos dinheiros públicos, não é mais do que o seu dever aplicar esses dinheiro em função do povo? Agora; os agravamentos nos custos de todas essas obras, algumas de utilidade duvidosa, outras um autêntico atentado e ainda muitas delas desnecessárias, com retornos duvidosos e impossíveis e cujos excedentes de milhões, foram bater ao bolso sempre dos mesmos «amigos» do regime. Muito importante a população ter conhecimento da evolução e do crescimento que a região atingiu ao longo dos 40 anos de democracia e autonomia, mas não a troco de que os contribuintes tenha de pagar 7000€ por dia para obter essa informação e que a mesma sirva de publicidade, para o Sr, presidente do governo querer limpar a sua imagem em decadência dado os erros cometidos, principalmente nos últimos 10 anos. Seria de bom censo que a obra de que tanto se orgulha e que sem dúvida alguma merece um agradecimento pelo seu empenho, mas que com o mesmo fervor que se empenhou para o desenvolvimento da região, deveria reconhecer os erros cometidos e aceitar as opiniões do povo e porque não , até dos seus próprios companheiros de partido, que anseiam uma oportunidade para mostrarem de que também são capazes, mas que o Dr. AJJ nunca aceitou que alguém fizesse ou tenta-se ao menos mostrar de que é capaz. Nunca expressou o que ele diz ser o verdadeiro espírito democrático, a estratégia que está a aplicar na sua sucessão, dará com certeza frutos amargos, até para o povo que sempre acreditou na democracia e nos que acreditaram na social democracia do PSD.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

                                          Um ano novo, ou um novo ano?
Cada ano que passa fazemos os pedidos habituais. Paz, amor, dinheiro, saúde, felicidade enfim o do costume. Mas será que haverá muitas mais coisas ou sentimentos perdidos que por ventura possamos desejar mas que muitas das vezes esquecemos-nos de pedir? Sabedoria, compreensão, paciência, honestidade, subserviência, mansidão, humildade, serão possíveis de desejar vivendo num mundo tão conturbado e onde o ser humano quase que passou para segundo plano! está na hora de cada um fazer a sua parte para complementar aquilo que o mundo actual tanto deseja, mas que só será possível se cada um de nós conseguir disponibilizar a sua quota parte do que terá de contribuir para que todos os desejos se concretizem. Por isso para poder desejar um feliz ano 2014 só será possível que eu e cada um de nós faça-mos aquilo que realmente devemos e podemos fazer, algo que brota do nosso ser, a amizade sincera e o contribuir para que cada dia mais hajam pessoas felizes a partilharem o mundo connosco. Sejamos felizes e façamos pois os outros felizes.