sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

                                                      Carta de despedida  

Funchal (hoje) Dezembro de 2021.

Escrevo estas linhas nos moldes em que habitualmente eram redigidas as cartas do antigamente, quando as pessoas acreditavam que seria possível no futuro um mundo melhor, quando as promessas eram cumpridas, quando o convívio e a partilha era feita sem objetivos interesseiros apenas porque achávamos que era o normal, quando as crianças esperavam ansiosamente a vinda do menino Jesus e os adultos na sua crença e na sua fé ansiavam todos os anos pelo Natal das pessoas e das vivencias. Hoje no século XXI onde o medo substituiu a esperança, a desconfiança aniquilou a fé e a mentira erradicou a verdade, parece que caminhamos para o fim da autêntica essência humana, quando na realidade seremos nós, os homens e mulheres de boa vontade que poderemos restaurar a esperança, resgatar a fé e restituir a verdade num mundo onde cada vez mais se promove o distanciamento entre seres que não foram criados para viverem isolados. Assistimos à partida de muitos dos nossos amigos, companheiros e familiares com um sentimento de desilusão pois até nos condicionam e dificultam a comunhão com nos seus últimos dias. O mundo caminha para a auto destruição e não é uma profecia apocalíptica, mas a falta de humanismo, de afetividade, de ética, de carinho e de tolerância cada vez mais semeia a dúvida acentuada pelo medo a que estão a conduzir as pessoas nos nossos dias. Vem aí 2022, nas incertezas, nas dúvidas e outra vez no medo de não sermos capazes de superar toda esta situação um tanto ou quanto esquizofrénica e intimidatória duma sociedade cada vez mais mergulhada na dúvida, na arrogância e no protagonismo. Entraremos num novo ano quase que em campanha eleitoral, caso inédito ao longo de mais de 4 décadas de democracia, numa incerteza política dum país mergulhado numa crise onde a corrupção da classe politica cada vez mais desacreditada fruto dos seus próprios erros quase diria que propositados, para cada vez mais os eleitores optarem por se recusar a participar na escolha dos que até aqui quase terem sido os eus próprios «carrascos». Num país onde a ignorância promove a própria miséria, que condecora corruptos, promove vigaristas, e perdoa ladrões, parece ser impossível ao povo recuperar o controle do regime democrático que se diz na filosofia da sua origem Grega; poder do povo. Vamos voltar a tomar a rédeas da liberdade conquistada à quase 48 anos pelos corajosos militares de Abril que infelizmente esqueceram-se de educar os cidadãos para a vivencia numa plena e autêntica democracia que políticos sem escrúpulos, sequestraram-na para seu benefício próprio, legalizaram o roubo e institucionalizaram a corrupção. O país e a democracia vive de dogmatismo que terá de ser substituído por pragmatismo. Porque abstenção não será a solução para por termino ao maior flagelo da nação; a corrupção, a 30 de janeiro chega a grande oportunidade de restaurar a liberdade, resgatar a democracia e restituir os valores da sociedade. Se os 50% de eleitores que não votam decidirem alterar o seu comportamento, Portugal poderá mudar. Por isso  que: com coragem e determinação poderemos realmente instaurar um novo modelo de regime onde a dignidade e a verdade sejam apanágio de quem nos governe, para isso será necessário substituir o medo de mudar, pelo querer e pela coragem determinante em realmente poder ter um AUTÊNTICO NOVO ANO.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

                                                  Carta de um Cristão

 A Comissão Europeia (CE) está no centro de polémica, após se ter descoberto que, em nome da inclusão e da diversidade, a Comissária para a Igualdade sugeriu que, nas comunicações internas daquela estrutura, se abolisse, entre outras, a palavra ‘Natal’. E eis que novamente ele se aproxima. Os preparativos, a azáfama, os presentes, as iguarias, as tradições, tudo isto se conjuga para mais uma época onde a alegria, o convívio, a partilha e os abraços se confundam por entre crenças, hábitos, costumes, tradições ou meramente o cumprir de um ritual muito enraizado nas nossas famílias, mesmo que aos poucos muitos queiram fazer desaparecer ou erradicar dos nossos velhos costumes, Os cristão teremos de novo a sua participação presencial, embora condicionada nas tradicionais missas do parto. Os portugueses povo muito conservador nos seus hábitos, costumes e tradições voltarão a ter um  NATAL do convívio entre as famílias, apesar de muito ameaçadas por uma sociedade que cada vez mais com a imposição do medo e no egoísmo tenta destruir e deixar fugir o que de melhor temos como ser humano, a base e o pilar sustentável da sociedade (a família), aquilo que nos define como seres racionais, sendo seres espirituais com uma experiência humana. Embora já muitos não acreditam da realidade destas festividade e não sendo a verdadeira essência da mesma, mas duma realidade estamos convictos, de que: a presença de Deus no meio dos homens veio trazer a mensagem da reconciliação, da luta pela verdade, do AMOR e da paz para que os seres humanos compreendessem que fomos seres para estar uns ao serviço dos outros a fim de conquistar na terra a dimensão divina através da nossa disponibilidade para com todos os que necessitam do nosso apoio. Saibamos pois uma vez mais, interpretar a mensagem de que esta época festiva não se converta só e uma vez mais em aproveitamento de diversão e de lazer, para ser aquilo que a verdadeira essência do NATAL realmente representa, a vinda do mensageiro da paz e da fraternidade entre os homens. A gratidão pelo dom da vida faz-nos acreditar que teremos que ser nós o impulsionadores da mensagem e os verdadeiros testemunhos dum mundo onde os HOMENS transmitam a verdadeiramente a mensagem e ensinamentos de Jesus Cristo. Portanto: que a luz que ilumina esta época natalícia não permita que deixemos passar esta oportunidade única de acolher-mos a mensagem para ser-mos dignos representantes da verdade, da justiça, da fraternidade, do AMOR e da paz como autentica imagem de Deus. Não esqueçamos o aniversariante, temendo que ele sinta dificuldade em transmitir e fazer-nos compreender a sua mensagem. Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno.

Jesus Cristo Bíblia, Mateus 10:28.

Um Bom Natal para todos.