Após 43 anos de sonhos, de projectos, de alimentar ideais e construir ideias, parece que tudo se desvaneceu, tudo o tempo matou, tudo o vento levou.Onde anda o entusiasmo deste povo pela liberdade? onde vive a esperança desta gente pelos sonhos idealizados? onde está a vontade de construir uma democracia representativa e participativa? ganhou-se liberdade de expressão, mas perdeu-se ou melhor dito, nunca nos deram a vontade de participação na construção da verdadeira democracia. O processo de construção da democracia no nosso país ficou-se pelos ideais, após terem sido tomadas de assalto todas as instituições e dependências do estado por pessoas que em nada defenderam o verdadeiro ideal do movimento das forças armadas que em Abril de 74, fez acreditar que seria o povo quem mais ordena. Aos poucos foram criando seus próprios clãs,(Partidos políticos) que se apoderaram de todos os poderes da nação e para isso contribuiu a pouca motivação da população na construção da verdadeira democracia participativa, pois os interesses individuais sobre puseram-se aos interesses colectivos da população que aos poucos sentiu-se inútil e sem vontade de fazer parte do projecto. Organizaram-se de tal modo que aquilo que seria um dos grandes objectivos dos impulsionadores da democracia, o combate à corrupção, ficou diluído dentro dos partidos políticos que tomaram de assalto a liberdade e moldaram o regime à sua vontade. Agora cada vez menos o povo português acredita na democracia, muito por culpa dos pseudo-democratas que a sequestraram. Nunca antes se gastou tanto dinheiro e a população cada vez mais sujeita à dependência de um estado que usa desses dinheiros para esbanjamentos, desviados maioritariamente nos circuitos da corrupção, onde dezenas de casos são comentados todos os dias e a justiça parece esmorecida, enquanto a grande maioria da população continua a ser da mais mal remunerada da Europa e o país o mais pobre da União. Se a epidemia da corrupção da classe política não fosse o cancro da governação, Portugal poderia ser nos dias de hoje, um país desenvolvido, com uma economia estruturada e equilibrada, com a avalanche de dinheiros vindos da União, o que foi criado até aqui foram dívidas que aplicadas duvidosamente e desastradamente, as quais deverão ser pagas por mais duas ou três gerações. Após quarenta e três anos, uma população que deveria ser um povo tranquilo, com o conforto e a dignidade que se merece, afinal passou a ser uma população em constante ansiedade, onde um dos grandes objectivos já nem é viver numa sociedade equilibrada mas sobre tudo tentar sobreviver num país em total desequilíbrio. Liberdade de expressão não basta mostrar-mos desacordo em comentários de café ou em grupos de amigos pela actual situação. Será que ainda vamos a tempo de dignificar o regime que é considerado o menos mau de todos, e que a liberdade que a democracia consagra, possa estar ao serviço das maiorias, mas que permitam e até incentivem para que essas maioria façam parte da sua transformação, ressurreição e sucessiva participação, para que este nobre povo se sinta útil à pátria, livre e empenhado em dignificar a liberdade e o seu futuro, onde a justiça, a educação, o ambiente e a economia possam evoluir. Teremos definitivamente que: formar os cidadãos para a democracia.
sexta-feira, 14 de abril de 2017
Mataram Jesus Cristo outra vez?
De muito bom agrado a maioria da população aproveita as festividades pascais para desfrutar de uns dias de descanso, lazer, passear, viajar, juntar mais uns dias para umas férias, enfim um sem número de oportunidades que se apresentam nesta altura do ano. Mas alguém já pensou seriamente o porque deste período de intervalo nesta altura. O que motivou ou motiva para que estes dias sejam de paragem? Afinal é por ser uma festa de origem judaico cristã onde se recorda a paixão, morte e ressurreição de Cristo. A razão pela qual se interrompe uma semana de trabalho, mas que agora querem fazer para o comércio continuar a ser de trabalho, e para os serviços públicos de um país laico mantém-se a pausa, pois afinal a quem interessa que se guarde ou não o feriado do dia santo. A grande maioria do comercio funciona normalmente como se de um qualquer dia de semana normal se tratasse, os serviços públicos fecham muitos deles já na quinta feira santa. Afinal o país é laico para uns interesses, e católico para outros interesses. Independentemente das crenças de cada um, a realidade é só uma: o dinheiro fala mais alto, a sociedade caminha pela senda do consumismo e do materialismo, e o espiritual, o humanismo, os valores, a dignidade, o respeito pelas pessoas, passam ao lado. Vejam só por exemplo nos países de maioria muçulmana nos dias que são de resguardo, cumprem-se escrupulosamente as leis do Islão, no tempo da ditadura pelo facto do país ser maioritariamente católico, o estado considerava os dias santos igual para toda a população e só funcionavam os serviços mínimos, pois a maioria mesmo os que não sendo católicos, usufruíam desses benefícios Agora como querem impor um estado laico aqueles que à partida estariam contra os dias santos decretados pela igreja católica, afinal se justiça houvesse, só usufruiriam desse feriado única e exclusivamente os católicos, os outros deveria ir trabalhar. Os interesses sobrepõem-se ás opções, e afinal o Cristo que por causa das injustiças foi condenado, continua a ser usado para todas e mais injustiças que proliferam no nosso país e por esse mundo fora e aquele que veio promover a paz, continuam em seu nome a fomentar o ódio, e a cometer a mais ferozes injustiça conta os seres humanos indefesos, porque os que promovem as leis continuam a cria-las a seu favor. Para quando uma sociedade onde a paz, o humanismo, a tão badalada solidariedade que não passa de um título de um livro ou guião de filme, possa ser tomada em conta, que o espírito da paz e da concórdia possa semear o amor, a dignidade, a tolerância, o perdão, a bondade e sobre tudo aquilo que à mais de 2000 anos foi o motivo da condenação do Cristo o AMOR entre os homens. Uma Santa e harmoniosa Páscoa para todas as nossas famílias, e que o Cristo faça ressuscitar o AMOR verdadeiro entre toda a humanidade.
De muito bom agrado a maioria da população aproveita as festividades pascais para desfrutar de uns dias de descanso, lazer, passear, viajar, juntar mais uns dias para umas férias, enfim um sem número de oportunidades que se apresentam nesta altura do ano. Mas alguém já pensou seriamente o porque deste período de intervalo nesta altura. O que motivou ou motiva para que estes dias sejam de paragem? Afinal é por ser uma festa de origem judaico cristã onde se recorda a paixão, morte e ressurreição de Cristo. A razão pela qual se interrompe uma semana de trabalho, mas que agora querem fazer para o comércio continuar a ser de trabalho, e para os serviços públicos de um país laico mantém-se a pausa, pois afinal a quem interessa que se guarde ou não o feriado do dia santo. A grande maioria do comercio funciona normalmente como se de um qualquer dia de semana normal se tratasse, os serviços públicos fecham muitos deles já na quinta feira santa. Afinal o país é laico para uns interesses, e católico para outros interesses. Independentemente das crenças de cada um, a realidade é só uma: o dinheiro fala mais alto, a sociedade caminha pela senda do consumismo e do materialismo, e o espiritual, o humanismo, os valores, a dignidade, o respeito pelas pessoas, passam ao lado. Vejam só por exemplo nos países de maioria muçulmana nos dias que são de resguardo, cumprem-se escrupulosamente as leis do Islão, no tempo da ditadura pelo facto do país ser maioritariamente católico, o estado considerava os dias santos igual para toda a população e só funcionavam os serviços mínimos, pois a maioria mesmo os que não sendo católicos, usufruíam desses benefícios Agora como querem impor um estado laico aqueles que à partida estariam contra os dias santos decretados pela igreja católica, afinal se justiça houvesse, só usufruiriam desse feriado única e exclusivamente os católicos, os outros deveria ir trabalhar. Os interesses sobrepõem-se ás opções, e afinal o Cristo que por causa das injustiças foi condenado, continua a ser usado para todas e mais injustiças que proliferam no nosso país e por esse mundo fora e aquele que veio promover a paz, continuam em seu nome a fomentar o ódio, e a cometer a mais ferozes injustiça conta os seres humanos indefesos, porque os que promovem as leis continuam a cria-las a seu favor. Para quando uma sociedade onde a paz, o humanismo, a tão badalada solidariedade que não passa de um título de um livro ou guião de filme, possa ser tomada em conta, que o espírito da paz e da concórdia possa semear o amor, a dignidade, a tolerância, o perdão, a bondade e sobre tudo aquilo que à mais de 2000 anos foi o motivo da condenação do Cristo o AMOR entre os homens. Uma Santa e harmoniosa Páscoa para todas as nossas famílias, e que o Cristo faça ressuscitar o AMOR verdadeiro entre toda a humanidade.
quarta-feira, 5 de abril de 2017
Ao passar dos anos
Já lá vão vários anos em que o nosso país vive debaixo de um regime designado de democrático, mais concretamente 43 anos após a denominada revolução dos cravos que para a altura surpreendeu e até foi exemplo ao mundo, quando um grupo de militares apoiados por um grande numero de populares ponha fim a 38 anos de regime designado ditatorial, e pelo qual muitos conterrâneos nosso suspiravam um dia poder livrarem-se de tão má memória e conquistar a liberdade tão ansiada. Muita coisa mudou desde então, mas apesar das muitas conquistas, uma coisa não foi conseguida; transformar a mentalidade da grande maioria da população, convertendo-a em cidadãos democratas e utilizadores de uma liberdade consagrada na constituição da republica que entretanto foi sendo (sequestrada) por uma minoria que valendo-se dessa liberdade, apoderaram-se dela e criaram um povo cada vez mais alheio a tudo o que diz respeito a uma verdadeira democracia participativa. Ano após anos e sob um constante mar de promessas, fomos sendo anestesiados e conduzidos aos poucos a acreditar que o que viria a seguir seria melhor que o anterior e governos das diferentes organizações partidárias, que durante esta já adulta democracia, foram cada vez mais sufocando uma população que muito submissa, quase ingénua, se deixou-se adormecer à sombra de promessas, que viriam a converter-se em pesadelos desvanecendo sonhos da maioria do povo que num esforço titânico e muita apreensão, continua a suportar os devaneios de quem continua a prometer o céu, mas cada vez mais nos aproximamos de um autentico inferno, onde até Satanás parece ter fugido para não suportar semelhante humilhação. Um país onde a justiça perece estar de mãos dadas com a corrupção e o povo sem meios para combater tamanho monstro, vai carregando com tudo aquilo que é quase uma via sacra à sua condenação. Os radicais por essa Europa, ameaçam e ganham simpatizantes muita às custas deste descontrolado método aplicado à gestão dos dinheiros públicos, mas que cada vez mais vai bater às contas de uma lista interminável de nomes, todos eles os que a impressa de forma um tanto ou quanto novelesca e humorística vai anunciando. Definitivamente parece que não há volta a dar e temos de pagar contas que em parte nada tivemos a ver com elas, mas que nos foram incutidas de uma forma tão genial que até parece que é a maneira mais simpática de adular os gestores políticos, fazendo-lhes uma vénia e aceitando de bom grado tudo aquilo que nos impingiram durante estas mais de quatro décadas, numa democracia tão adulta, mas que a população continua tão infantil que até resigna-se a que nunca terá a oportunidade de se tornar adulta. Já começam nos bastidores as máquinas a olearem para mais uma corrida eleitoral às eleições autárquicas, oxalá e o povo desperte de um sonho como se tivesse sido anestesiado para uma intervenção cirúrgica que deveria principalmente ter sido feita de início ao nosso cérebro, e já seria-mos povo, cidadãos , democratas adultos a agir por nossa própria iniciativa e não na cegueira de promessas incumpridas, que nos fazem duvidar da democracia.
Já lá vão vários anos em que o nosso país vive debaixo de um regime designado de democrático, mais concretamente 43 anos após a denominada revolução dos cravos que para a altura surpreendeu e até foi exemplo ao mundo, quando um grupo de militares apoiados por um grande numero de populares ponha fim a 38 anos de regime designado ditatorial, e pelo qual muitos conterrâneos nosso suspiravam um dia poder livrarem-se de tão má memória e conquistar a liberdade tão ansiada. Muita coisa mudou desde então, mas apesar das muitas conquistas, uma coisa não foi conseguida; transformar a mentalidade da grande maioria da população, convertendo-a em cidadãos democratas e utilizadores de uma liberdade consagrada na constituição da republica que entretanto foi sendo (sequestrada) por uma minoria que valendo-se dessa liberdade, apoderaram-se dela e criaram um povo cada vez mais alheio a tudo o que diz respeito a uma verdadeira democracia participativa. Ano após anos e sob um constante mar de promessas, fomos sendo anestesiados e conduzidos aos poucos a acreditar que o que viria a seguir seria melhor que o anterior e governos das diferentes organizações partidárias, que durante esta já adulta democracia, foram cada vez mais sufocando uma população que muito submissa, quase ingénua, se deixou-se adormecer à sombra de promessas, que viriam a converter-se em pesadelos desvanecendo sonhos da maioria do povo que num esforço titânico e muita apreensão, continua a suportar os devaneios de quem continua a prometer o céu, mas cada vez mais nos aproximamos de um autentico inferno, onde até Satanás parece ter fugido para não suportar semelhante humilhação. Um país onde a justiça perece estar de mãos dadas com a corrupção e o povo sem meios para combater tamanho monstro, vai carregando com tudo aquilo que é quase uma via sacra à sua condenação. Os radicais por essa Europa, ameaçam e ganham simpatizantes muita às custas deste descontrolado método aplicado à gestão dos dinheiros públicos, mas que cada vez mais vai bater às contas de uma lista interminável de nomes, todos eles os que a impressa de forma um tanto ou quanto novelesca e humorística vai anunciando. Definitivamente parece que não há volta a dar e temos de pagar contas que em parte nada tivemos a ver com elas, mas que nos foram incutidas de uma forma tão genial que até parece que é a maneira mais simpática de adular os gestores políticos, fazendo-lhes uma vénia e aceitando de bom grado tudo aquilo que nos impingiram durante estas mais de quatro décadas, numa democracia tão adulta, mas que a população continua tão infantil que até resigna-se a que nunca terá a oportunidade de se tornar adulta. Já começam nos bastidores as máquinas a olearem para mais uma corrida eleitoral às eleições autárquicas, oxalá e o povo desperte de um sonho como se tivesse sido anestesiado para uma intervenção cirúrgica que deveria principalmente ter sido feita de início ao nosso cérebro, e já seria-mos povo, cidadãos , democratas adultos a agir por nossa própria iniciativa e não na cegueira de promessas incumpridas, que nos fazem duvidar da democracia.
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