sexta-feira, 28 de julho de 2017

                                           Chegaram os venezuelanos
Anos 60, após alguns anos de emigração, lembro-me de regressarem à Madeira os primeiros madeirenses que com o sonho do «El dourado» foram ao país da América do sul, e no anseio de mostrar aos seus familiares e amigos a maior facilidade com que se ganhava algum dinheiro, pois o seu país limitou-lhes, com a agravante situação da guerra colonial que ceifava vidas  e obrigou muitos pais a mandarem seus filhos p'ra fora , pois o conflito da Índia  e mais tarde Guine, Angola e Moçambique com as primeiras baixas, faziam temer o pior, daí a grande vaga de emigração após uma primeira fase do Curaçau, Brasil, África do Sul. Era vê-los chegar com as (banheiras) porta vilões, (carros americanos de 8 cilindros),muitos (venezuelanos) vinham casar depois de enviarem carta de chamada para as futuras mulheres, alguns faziam-no por procuração, e formaram uma comunidade que atingiu após quatro décadas quase meio milhão de portugueses, na sua maioria madeirenses.
Anos 70 e oitenta, o boom dos emigrantes abastados, que investiam em propriedades, casas, terrenos e espaços comerciais, trouxeram milhões de contos, talvez depois dos fundos UE (que trouxeram mão de obra de países de leste), a maior remessa de divisas que o país recebeu, fruto de décadas de trabalho incansável, sacrifício e até porque não dizê-lo algum exagero na exuberância do seu regresso à terra que os viu nascer. Tudo isto valeu um progresso e grandes investimentos sobre tudo na área da construção onde a cidade e até muitas zonas rurais, sofreram um transformação algo nunca vista. Vinham aos milhares, traziam os bolsos com muito dinheiro e até um pouco de exagero no consumismo, fruto da alegria em quererem mostrar que afinal também eram capazes de ser melhores se a oportunidade lhes fosse concedida, aquilo que num país estrangeiro lhes permitiu. E foi pena realmente ter de (enviar) para fora a grande força de trabalho que bem poderia ter servido para desenvolver na altura o nosso próprio país. Mas com o anseio de querer regressar à sua terra, os investimentos foram crescendo e até incentivados pelo grande movimento de divisas que se tornaram alvo do assedio da banca, e cujos resultados agora nos lamentamos todos, pois são às centenas os que foram pura e simplesmente enganados por trafulhas que aproveitando-se da confiança depositada, arruinaram décadas de esforço poupadas com muito suor e à custa da própria vida. Agora que só a vida lhes restas, pois até a alguns deles infelizmente lhes foi tirada, dada a magnitude da desgraça e o drama que se instalou no país de Simon Bolivar, que muitos deles e agora seus filhos e até seus netos, fogem à perseguição de um ditador que achou por bem sacrificar vidas à custa de um capricho e de uma filosofia política que em nada contribui para a paz e segurança do povo venezuelano e de todos os que com eles dividiam uma pátria que os acolheu, lhes deu um vida recheada de abundância, mas que por causa da insegurança, fez com que tivessem que  se refugiar na terra que viu seus pais e seus avós nascer,e que agora também por se sentirem seguros cá, querem chamá-la de sua. A Europa analisa estatísticas e dada a baixa natalidade, acha que o repovoamento terá de ser feito para manter o índice populacional, mesmo à custa de refugiados muçulmanos ou outras raças. Porque não aceitar-mos de bom grado e de braços abertos, o regresso daqueles que nos são próximos, que conhecem bem nosso hábitos e costumes, dispostos a contribuir com trabalho, e ajudá-los no drama a se integrarem numa sociedade bem portuguesa.

domingo, 9 de julho de 2017

                                                       Portugal está na moda?
Foram temas e assuntos bem recentes, uns mais recentes que outros, mas todos envolvendo sempre o mesmo; dinheiro. Fraudes bancárias, e subsequentes falências e as consequências pessoas que ficaram sem o seu dinheiro. Negócios fraudulentos a lesar o estado e consequentemente o povo a pagar, concessões fraudulentas e os custos a reverter para as populações, investimentos duvidosos e o contribuinte a arcar com os custos, tragédias a castigar as populações, ora por falhas de alguém ora por negligências e os lesados sempre os mesmos, e a culpa morre sempre solteira e os culpados raramente apareceram, e  o pior de tudo é que uma calamidade até parece que serve ou é utilizada para abafar as anteriores e a última aparentemente parece ser a pior, ao ponto de até assaltarem as forças armadas. A podridão é de tal ordem que a desilusão e o desanimo das populações são cada vez mais desmotivadores, que o alento e as forças para continuar já começam a faltar. Em quem poderá apoiar-se a população deste país à beira mar plantado, para recuperar a credibilidade nas instituições, o acreditar que algum dia este país tomará o rumo certo e que as instituições estarão ao serviço das populações? Vem aí uma nova temporada futebolística e nem mesmo o desporto rei foge ás falácias e aos escândalos, pois parece tão ou mais interessantes os caso e as bisbilhotices, que já se discutem mais do que os resultados desportivos propriamente ditos, isto talvez para servir de «sedativo» fazer esquecer todos os assuntos que dizem respeito ao bom e real funcionamento de uma justiça verdadeiramente democrática, pois até à bem pouco haviam aquelas vozes que muitas vezes vociferavam contra certos governantes, mas o facto de passarem a fazer valer aquela velha máxima, quando não podes com eles, junta-te a eles, foi assim que praticamente foram caladas essas vozes e anestesiada a democracia, que até parece que estamos entrando às portas do paraíso e até já se apregoa aos quatro ventos que Portugal está na moda. Mas será que continuaremos a ver o nosso dinheiro a arder?