Pontos de reflexão
Depois de passar por períodos festivos, vem uma quadra que sugere uma paragem e uma reflexão sobre cada um de nós. Olhar para o nosso interior e ver se existe algo para mudar, para melhorar, alguma barreira a superar, algum medo a eliminar. Porque inicialmente para podermos aceitar o mundo como ele é, o primeiro passo será gostar-mos de nós, daí conseguiremos a confiança de transmitir algo de positivo em cada dia das nossas vidas. Mergulhados em incertezas, rodeados de tanta mentira, perseguidos por tanta falsidade, bombardeados com tanta publicidade de várias frentes, quer socais, políticas ou económicas e comerciais, já pouco nos resta meditar naquilo que deverá ser a nossa preocupação em obter o que realmente nos possa interessar para nossa satisfação, o preencher das necessidade básicas e conquistar um pouco de liberdade à nossa medida. Quando achamos que já conseguimos o modelo ideal, logo apresentam-se novas ideias, novos modelos, novos produtos e novas maneiras e parece que tudo terá de começar de novo e o tempo foge-nos por entre os dedos e falta-nos aquele verdadeiro tempo que teríamos e deveríamos ter dedicado a nós próprios e àqueles que minimamente precisam de um pouco de nós, principalmente os nosso familiares, os mais idosos, os nosso filhos e porque não até os nosso amigos. Porque pensamos no imediato, no benefício instantâneo, no proveito na hora, na recompensa pelo desempenho, e às vezes deixamos fugir aquilo que no futuro nos trará o retorno e a recompensa do nosso «produto» ou trabalho e o retorno do nosso comportamento e das nossas atitudes, esquece-mo-nos do benefício a longo prazo para (apostar) na agora e já. O mundo actual absorvido pela sociedade de consumo, não espera pela compensações de vida eterna, confunde-se e deixa-se absorver com «benefícios» imediatos. Se realmente compreendesse-mos que para obter uma vida eterna já neste mundo dos vivos, bastava que isso fosse interiorizado em cada um de nós e que para obter a realização total da humanidade seria tão fácil como distribuir um sorriso, muito amor, afecto, fidelidade, compreensão, perdão, humildade,solidariedade e verdade por todos aqueles que nos rodeiam, compreenderiam rapidamente a mensagem, e os benefícios de uma sociedade mais justa no imediato os nossos benefícios seriam prontamente alcançados.
domingo, 26 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Se7e anos depois
Existe um ditado que os nossos pais utilizavam quando na adolescência e ou juventude cometíamos erros; O tempo ensina! Será que aprendemos com o tempo, durante tanto tempo, ao longo do tempo e em tempo recente? Passados sete anos da catástrofe que ceifou a vida a 52 pessoas, desalojou aproximadamente 600, calcularam-se prejuízos na ordem dos 217 Milhões de Euros e que deixou um rasto de destruição e de dor, marcas que só o tempo fará minimizar mas nunca esquecer, principalmente àqueles que sofreram na pele os efeitos de tão devastadora catástrofe. Por várias vezes assolada, a Madeira tem várias experiências ao longo da sua existência de situações semelhantes, que depois de uma ou outra forma, foram colmatadas com a intervenção humana, nem sempre com as melhores soluções. Após esse tempo e passados já lá vão sete anos, ainda são muito visíveis as marcas de tamanha calamidade. Ruas por recuperar, muros de ribeiras por reconstruir, passeios por arranjar, monumentos por recuperar, enfim uma série de pequenos e médios trabalhos que nem os 1080 milhões de Euros, que o governo da república, governo regional e fundos de solidariedade disponibilizaram, e que até à data parece haverem famílias que ainda não receberam apoio ou parte dele, pois muito desse dinheiro foi utilizado para «enfeitar» a cidade, invadir o mar e betonar as ribeiras, quando dito por muitos peritos na matéria, que a solução seria cuidar do problema a montante das ribeiras e no cursos das águas,(engolidos) pela industrialização e o progresso, muitas vezes mal planeado. Uma verdade, foi feita a recuperação parcial da cidade em tempo recorde, com muita eficácia, espírito de entre ajuda, voluntariado, e aproveitamento político à mistura e com custos que ainda hoje deixam algumas dúvidas. Continuam por fazer após sete anos, intervenções para recuperação de muito daquilo que foi atingido, e até com protestos de muitas áreas da população, pela forma em que foram executadas essas obras, dada a duvidosa necessidade de tão dispendiosa parece ser. Continuamos com o risco escondido no sopé das montanhas, enquanto a cidade aos poucos vai sendo revestida de uma nova roupagem aparentemente segura mas, com muito betão que altera a paisagem, compromete a história e não salvaguarda na totalidade a segurança. Talvez dá mais nas vistas a intervenção diante dos olhos dos milhares de cidadãos que circulam diariamente pela cidade, do que se fosse feita uma intervenção na encostas das montanhas e nas margens das ribeiras, de modo que uma reflorestação bem planeada e uma manutenção continuada, passaria despercebida, pois a vestimenta conta na hora de apresentar a imagem da obra. Esperemos que para as comemorações dos 600 anos das descobertas da Madeira, estejam as soluções devidamente alcançadas, e recuperadas na totalidade, as pequenas obras que tentem apagar as marcas de uma imagem com triste recordação de um desastre que esperemos tão cedo não se volte a repetir.
Existe um ditado que os nossos pais utilizavam quando na adolescência e ou juventude cometíamos erros; O tempo ensina! Será que aprendemos com o tempo, durante tanto tempo, ao longo do tempo e em tempo recente? Passados sete anos da catástrofe que ceifou a vida a 52 pessoas, desalojou aproximadamente 600, calcularam-se prejuízos na ordem dos 217 Milhões de Euros e que deixou um rasto de destruição e de dor, marcas que só o tempo fará minimizar mas nunca esquecer, principalmente àqueles que sofreram na pele os efeitos de tão devastadora catástrofe. Por várias vezes assolada, a Madeira tem várias experiências ao longo da sua existência de situações semelhantes, que depois de uma ou outra forma, foram colmatadas com a intervenção humana, nem sempre com as melhores soluções. Após esse tempo e passados já lá vão sete anos, ainda são muito visíveis as marcas de tamanha calamidade. Ruas por recuperar, muros de ribeiras por reconstruir, passeios por arranjar, monumentos por recuperar, enfim uma série de pequenos e médios trabalhos que nem os 1080 milhões de Euros, que o governo da república, governo regional e fundos de solidariedade disponibilizaram, e que até à data parece haverem famílias que ainda não receberam apoio ou parte dele, pois muito desse dinheiro foi utilizado para «enfeitar» a cidade, invadir o mar e betonar as ribeiras, quando dito por muitos peritos na matéria, que a solução seria cuidar do problema a montante das ribeiras e no cursos das águas,(engolidos) pela industrialização e o progresso, muitas vezes mal planeado. Uma verdade, foi feita a recuperação parcial da cidade em tempo recorde, com muita eficácia, espírito de entre ajuda, voluntariado, e aproveitamento político à mistura e com custos que ainda hoje deixam algumas dúvidas. Continuam por fazer após sete anos, intervenções para recuperação de muito daquilo que foi atingido, e até com protestos de muitas áreas da população, pela forma em que foram executadas essas obras, dada a duvidosa necessidade de tão dispendiosa parece ser. Continuamos com o risco escondido no sopé das montanhas, enquanto a cidade aos poucos vai sendo revestida de uma nova roupagem aparentemente segura mas, com muito betão que altera a paisagem, compromete a história e não salvaguarda na totalidade a segurança. Talvez dá mais nas vistas a intervenção diante dos olhos dos milhares de cidadãos que circulam diariamente pela cidade, do que se fosse feita uma intervenção na encostas das montanhas e nas margens das ribeiras, de modo que uma reflorestação bem planeada e uma manutenção continuada, passaria despercebida, pois a vestimenta conta na hora de apresentar a imagem da obra. Esperemos que para as comemorações dos 600 anos das descobertas da Madeira, estejam as soluções devidamente alcançadas, e recuperadas na totalidade, as pequenas obras que tentem apagar as marcas de uma imagem com triste recordação de um desastre que esperemos tão cedo não se volte a repetir.
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