Para refletir
Aproxima-se mais um ato eleitoral onde serão eleitos os representantes mais próximos do povo. As autarquias representam em termos de cidadania, o mais perto do palpitar do dia à dia dos cidadãos. Vamos eleger, uma equipa para a Câmara Municipal liderada por um presidente, uma assembleia Municipal e uma junta de freguesia. Posto isto é de extrema importância que cada munícipe eleitor, na hora de tomar a decisão de fazer a sua escolha, tenha plena consciência e esteja devidamente esclarecido no ato que em sua mão terá de decidir. Em primeiro lugar pensar seriamente se decide ir votar ou ficar em casa e as consequências dessa decisão. Apesar da desilusão criada pelos próprios políticos ao longo da já adulta mas pouco participada democracia, poderemos chegar à conclusão que já não vale a pena e que não acreditamos em ninguém, é sem dúvida este o sentimento generalizado da população. Outro aspeto é que fatos de uma governação que apesar de apresentar ao longo dos anos um desenvolvimento e a modernização da nossa ilha, apesar da obra perpetuar umas úteis outras um pouco duvidosas, cometeu erros imperáveis e inadmissíveis e por isso as gerações futuras terão de acarretar com as consequências, daí achar que deverão ser penalizados nas urnas. De ter uma oposição que durante todo este tempo nunca se consegui-o identificar com a verdadeira realidade desta terra, na verdade pareceu anestesiada com a política levada a cabo pelo partido que durante quatro décadas se perpetua no poder, uma renovação poderá ser um lufada de ar fresco na política conturbada da nossa região. Fartos de promessa, enganados todos estes anos, usufruir dos benefícios criados, revoltados contra inúmeras situações bem conhecidas, tudo isto coloca-nos a questão pertinente! votar ou não se sim, em quem? se achamos que tudo aquilo que foi feito foi bom , a decisão estará tomada, se pelo contrário achamos que poderia e deveria ser feito melhor, acho que quem poderá fazer melhor deverá ser-lhe dada essa oportunidade, Se discordamos de muita coisa daquilo que de mau foi feito, acho que num ato de protesto deveremos votar na oposição, e no caso de não se rever em nenhum dos interveniente, deixar a escolha ao critério daqueles que por interesses em não deixar de continuar a usufruir das benesses que o poder proporciona! então será um erro grave ficar em casa e deixar que as coisas continuem como estão, mesmo estando em desacordo, mas achando que não há solução viável. Se não houver nunca uma alternância no poder a democracia desmorona-se e só nos restará o consolo de continuar vivendo ao sabor da decisão daqueles que, por acharem que a dependência da sua existência continua a ser, aceitar tudo o que quem beneficia do poder decide e adiar a nossa própria vontade de alterar o nosso destino. Quem acha que como tem sido governada a nossa terra é o caminho certo, até pode ficar em casa, pois em nada alterará a sua decisão, claro está, desde que não seja interessados diretos dos benefícios que o poder dá, agora quem está descontente terá no dia 29 deste mês a oportunidade de poder alterar o rumo das coisa. Mesmo que depois tudo continue na mesma, mas pelo menos teremos um argumento de que tentamos. Se nada se alterar continuaremos a lutar, cada um por um dia melhor cada dia da nossa vida, não podemos é ficar de braços cruzados á espera que as coisas aconteçam, porque alguém decidiu que não nós. A democracia precisa de cidadãos participativos e cada um de nós apesar desta democracia estar condicionada, ainda é possível alterar o rumo de muita coisa, basta que cada cidadão sinta que a sua decisão é de uma importância vital. Sentido de responsabilidade, de cidadania e sobretudo expressar a liberdade que a democracia proporciona, é isso que a nossa terra precisa. Vamos todos cumprir com a nossa participação.