Novo hospital sim ou não?
Quando foi aventada a necessidade e a hipótese de construção de um novo hospital,tive a oportunidade de,em conversa com alguém devidamente identificado com a área,e sugeri em primeiro lugar a descentralização de alguns serviços hospitalares.Pondo a possibilidade da construção na altura,ano 1998,um hospital que alberga-se a área da ortopedia,da materno infantil e alergologia e que poderia ou deveria estar ubicado algures entre o aeroporto e o Funchal,serviria ao mesmo tempo de emergência ao aeroporto.
Nessa altura e em diálogo ameno pelo facto de ser do seu inteiro conhecimento,aceitei a opinião do meu interlocutor,que achava financeiramente inviável e pouco funcional a ideia,pois também continha a possibilidade de descongestionar três áreas existentes no então HCF. Qual não foi o meu espanto de,não sei porque cargas de água,de mais recentemente ser arrendado o então Hotel Atalaia e ser convertido em clínica de internamentos prolongados.Ora se a ideia para a altura não serviria,será que não me veio em parte dar a razão?Agora vem-se aflorar novamente com necessidade de construção de um novo hospital o que acho deveras uma prioridade,mas na altura em que já nem se podem garantir nem sequer o fornecimento de medicamentos à população quanto mais vir à praça pública prometer obras de tamanha magnitude.Só pelo facto da teimosia política permitir o desperdício de dinheiros que supostamente deveriam ser canalizados para apoiar as populações que sofreram as consequências da catástrofe de 20 de Fevereiro,e que vemos serem aplicados os apoios da então criada lei de meios,desviados para obras que deixam muito a desejar e que na realidade irão beneficiar os mesmos na continuação de desperdícios de verbas.Será com os mesmos métodos,que se irão conseguir verbas para a construção de um novo hospital?Ou será que se aproveitar-mos instalações subaproveitadas,edifícios que poderiam ser utilizados noutros serviços com pequenas adaptações,seria realmente a formula ideal para um país e uma região que,quer queiramos quer não está à miséria.Quando não se pode comprar um fato novo com algumas adaptações consegue-se reutilizar aquele que há muito guardamos no armário. Será que estamos na altura de prometer coisas impossíveis ou pura e simplesmente continuar a pensar como país rico,sabendo de antemão que andamos com a barriga a estalar e de mão estendida?Atá quando tomaremos consciência política e financeira de perder o hábito de andar a mal-gastar os dinheiros que já nem nossos são,só pelo facto de que,com promessas o povo convence-se, mesmo que essas sejam meras utopias ou possam ser engodo para o voto e o tacho do futuro.Já basta de mentiras e promessas vans,assentemos os pés na terra e caminhemos com passos seguros aprendendo a viver com pouco,pois os grandes governantes só se valorizam se souberem gerir a coisa pública com pouco dinheiro.Já ouvi esta frase algum tempo atrás pela boca de quem tudo comprou com dinheiro desde o voto até a humildade do nosso povo,mas isso já chega.
(carta enviada para O DN-madeira)20/10/2012 ás 12 horas
sábado, 20 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
O Marketing da democracia
À boa maneira das grandes empresas,também a democracia e por conseguinte os partidos políticos que a integram têm o seu método para vender as suas ideias e convicções políticas,de modo que os consumidores(eleitores) o povo,possam escolher o que achar melhor preparado para no caso,tomar conta da administração do país,Tem sido sempre assim ao longo destes já longos 38 anos de regime democrático,mas será que conseguimos,esse povo receber em troca o fruto dessa escolha,ou será que escolhemos aqueles que eventualmente nos puseram no papel o que de facto não foi a melhor escolha,dado os resultados que se evidenciam?É verdade que quando vamos a uma loja escolher uma peça de roupa estamos limitados ao stock existente,ou em alternativa ir a outra,mas e talvez antes disso,fomos «bombardeados»com a publicidade dos media que nos sugeriram um sem número de alternativas,no caso,se a escolha acabar por falhar haverão várias possibilidades,desde a troca,ao usar duas ou três vezes ou simplesmente porque as nossas possibilidades financeiras poderão dar-se ao luxo de usar uma vez e depois oferecer-lo a quem quer que seja ou necessite.
Parece que no caso da democracia e escolha que ela nos proporciona ,muda de figura;primeiro escolhemos aqueles que outrem nos propõem sem conhecimento prévio das suas capacidades,apenas uma leitura superficial do que poderão ser as suas ideias futuras,o que logo se alteram só pelo facto de já estarem no tão ambicionado posto.Depois se for o caso de falharem ou estarem muito aquém das nossas expectativas ou necessidades,teremos que aguardar o período de vencimento do produto em causa(o políticos)para podermos substituí-los,que por acaso será de marca diferente mas da mesma fábrica.
Até parece que no caso dos filiados ou dependentes dos partidos,são como os adeptos de clubes desportivos,mesmo que o clube perca ou ganhe somos sempre fieis,e os outros,ou seja o povo em geral tem estado alheio a tudo isto deixando a escolha a metade da população,mas agora sofre com as consequências dessa escolha errada ou interesseira,que fez ao longo deste 38 anos,tornar o nosso país no descalabro a que chegou,dando a oportunidade de fazer da democracia um modo de sobrevivência de meia dúzia de senhores que se acharam no direito de usá-la em benefício próprio em vez por-la ao serviço dos cidadãos e do país.
O que realmente falta é cultura democrática ao povo português,pois durante muitos anos alheou-se da politica e quando foi chamado para tal,as forças armadas fizeram o trabalho,em suma nada tiveram a ver directamente com a instituição da democracia e acharam-se no direito de deixar a uns quantos interessados se instalarem em tachos ou pura e simplesmente,em mentes manipuláveis de participar no acto da democracia,o voto,que só por si é a arma do povo e é preciso usá-la no momento certo.Só que o marketing também vende politica e democracia e o povo que é consumista por excelência,consome assoberbante tudo o que os interesses económicos e financeiros lhes vende,só que depois lamenta-se caladinho e na hora de protestar deixa-se comprar novamente.Que mais se pode esperar de um povo sem cultura democrática.
Faltou alguém pensar que seria necessária a obrigatoriedade de voto na hora de eleger os condutores dos destinos do país e a pré selecção dos futuros governantes em vez de serem as organizações políticas ser o povo na generalidade,só assim seria uma verdadeira democracia participativa onde cada cidadão sentiria que a sua participação na construção da democracia seria muito importante.
Será que ainda vamos a tempo de mudar de atitude e de método?
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