terça-feira, 29 de dezembro de 2020

                                                    E se eu pudesse mudar Portugal!

Finaliza-se um ano atípico onde tudo foi diferente. Todos os modos de vida do cotidiano tiveram de ser alterados e os motivos é de todos sabido. Nem no tempo da ditadura houve tanta proibição, e restrição às liberdades dos cidadãos. Aproxima-se o início de um novo ano onde a incerteza ainda paira nas nossas vidas. Para iniciar o ano novo e já no mês de Janeiro os portugueses serão chamados a eleger novamente um presidente da república, para um período de mais 5 anos. Não querendo analisar o desempenho do actual presidente, mas o certo é que muita coisa se passou de negativo no nosso país. Desde os desastres de Pedrogão, aos de Leiria, o desastre de Borba, o roubo de armas em Tancos, a continuada corrupção sem julgamentos à vista, enfim uma série de situações que ainda aguardam que sejam apuradas as causas e seus culpados, se é que os há! as noticias focam a diário o continuado de corrupção por parte da classe política, gestores e banqueiros e as culpas continuam por apurar. Conclusão; o povo na sua insegurança e ingenuidade, acha-se incapaz e sem meios de por cobro a todas estas situações. Mas eis que a democracia e a liberdade põe à disposição desse mesmo povo incrédulo, a possibilidade de que possa mudar de atitude e de comportamento, pois através do voto inteligente, responsável e porque  não patriótico, poderia fazer com que o panorama político em Portugal mudasse de rumo. No último acto eleitoral 2015 para a presidência da república, mais de 50% dos eleitores inscritos não votaram, isso quer dizer que mais de metade da população deixaram à escolha dos restantes, a decisão de eleger o máximo magistrado da nação. Volvidos 5 anos e pela experiência que ao longo dos tempos vem se manifestando poderá novamente suceder a mesma coisa o que seria uma catástrofe, pois aquele que diariamente manifestam a sua indignação e revolta contra este regime, deixam por mãos alheias a possibilidade de poderem fazer alguma coisa para que algo mude neste país. Terá que ser em primeira mão o mudar de atitude dos cidadãos e em vez de se desinteressarem por participar no acto eleitoral, deveriam mostrara a sua indignação e revolta votando massivamente e se possível contra o actual modelo de democracia que institucionalizou a corrupção, legalizou o roubo e instrumentalizou a justiça para benefício da classe política corrupta. A 24 de Janeiro deste novo ano que se inicia, os portugueses serão chamados a votos, oxalá e a consciência de cidadania se manifeste na mente deste povo massacrado, e desiludido, revoltado e indignado, mas que tem enorme dificuldade em aprender a conviver em liberdade com a democracia. O slogan do 25 de Abril é agora mais evidente do que nunca.( O povo é quem mais ordena) mas será necessário que esse mesmo povo se empenhe a sério naquilo que realmente lhe é assignado, a luta pela liberdade e a participação activa na evolução da democracia. por isso não deixem nas mãos dos outros aquilo que vocês querem mudar.  Para que algo de novo aconteça no novo ano; Votem, pois abstenção não é a solução para combater a corrupção. 

domingo, 29 de novembro de 2020

                           Não despertem o vulcão adormecido

Um povo que após 46 anos ainda não soube interpretar o verdadeiro significado da liberdade. Aquilo que o 25 de Abril iniciou e o 25 de Novembro corrigiu, ainda não conseguiu ser concretizado. Para quem defende a verdade no actual modelo de democracia à portuguesa, poder-se-á dizer que é fascista, radicais, extremista, xenófobo e uma série de designações para intimidar os mais de 6 (seis) milhões de portugueses abstencionistas que á muito deixaram de acreditar neste modelo de regime que usou a liberdade para que um grupo de gente sem escrúpulos, agrupados em partidos políticos, salteadores e corruptos sequestrassem a democracia, legalizassem o roubo  e institucionalizassem a corrupção com a «displicência» da (justiça) e o desinteresse dos que à margem da constituição da república deveriam ser o garante dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos. Porque será que surgem os denominados radicais na esfera política dos países? Porque pura e simplesmente àqueles a quem lhes foi confiada a governação da nação, não cumpriram minimamente as suas tarefas, os seus deveres e muito menos as suas promessas na hora de apresentar os seus projectos aos eleitores. Ao longo deste 46 anos de suposta democracia em Portugal, foram demasiadas as situações que a diário fizeram com que os cidadãos independentes e alheios a qualquer situação da política do país, o único que fizeram foi contribuir para que mais e mais políticos desonestos usassem e abusassem do «poder» que lhes é assignado para paulatinamente roubar os cofres do estado, e a justiça adiar o mais possível uma eventual investigação, incriminação e julgamento, pois ao longo de todos estes anos seria muito difícil enumerar neste texto condicionado a um numero de caracteres, todos os casos de corrupção deste país. Os cidadãos indefesos sentem-se impotentes para protestar, revoltar e ou indignar. Se alguém aparece com um projecto que pretende o combate contra o flagelo da corrupção, o sistema cai-lhe em cima. Mas porque será que esses projectos aparecem, porque tanto medo? quem foram ou serão os verdadeiros culpados do surgimento desta situação, não serão aqueles acusadores, que se sentem agora verdadeiramente perseguidos pelo seu próprio erro?  Da mesma forma que o medo não cala os audazes, o radicalismo poderá não ser a solução, mas deverá ser o princípio para o fim de uma pandemia, calamidade, vírus, e doença crónica em que se converteu a corrupção e o roubo em Portugal. Depois não se admirem que a população se revolte e em futuros actos eleitorais vote massivamente, em «radicais», «extremistas» ou até sinta nostalgia de um novo Salazar.  No tempo do dito fascismo roubavam à calada e ninguém sabia nem podia comentar, hoje rouba-se à descarada, fala-se à boca cheia, mas de nada serve pois o país continua a saque, a justiça adia os casos que o mundo inteiro comenta, e o povo continua a pagar pela sua ingenuidade convertida em ignorância, muito por falta da verdadeira cultura democrática. Portugal quer justiça, anceia que os futuros candidatos a gestores da coisa pública comecem a ter a consciência verdadeira de serviço, em vez de se servirem da governação para enriquecerem. Queremos construir o futuro destruindo um passado de autêntica indignidade e promiscuidade,  restaurar a democracia, restituir a liberdade, recuperara os valores da sociedade, e reeditar a confiança na classe política que terá de renovar o seu papel de servidores da nação. Até lá a paciência e a liberdade também tem limites. A um povo calmo, sereno e tolerante, não é de bom censo testar a sua paciência, poderá converter-se num vulcão adormecido.


domingo, 22 de novembro de 2020

                                                    Chega o Advento; Natal de alternativa ou de esperança

Para os católicos, cristãos iniciar-se-á uma vez mais o período onde todos e cada um de nós é convidado à reflexão, à partilha, à participação e à unidade para celebrar entre familiares e amigos aquela que é a «Festa» por excelência. Comemorar o nascimento de Cristo talvez por duo milésima vigésima vez, talvez até nem será essa a verdade, pois foi implementado no ano de 350 ou seja, à já aproximadamente 1760 anos pelo papa Júlio. Mas a verdade! não a podemos afirmar, fizeram-nos acreditar e a nossa fé aceitou plenamente essa celebração como verdadeira. Em nada nos prejudicou, apenas alterou algumas condutas que ao longo dos séculos se converteram em hábitos e costumes evoluindo ao longo dos tempos de região para região, adaptando-se aos hábitos, costumes e tradições dos povos e ao passar dos anos e devido a circunstância. Eis que novamente somos postos à prova e alterar os nossos hábitos para a comemoração de um novo período de festividades, convidar todos à participação, onde o motivo será o mesmo, o propósito idêntico e a finalidade a de unir pessoas, amigos e familiares, mesmo aqueles que não se identificam com o simbolismo e o seu protagonista, aceitam por interesse, por propósito ou conveniência e aderem com maior o menor  convicção a esta época. E pensar que esse protagonista foi aquele por proclamar, defender, e lutar pela verdade 33 anos depois do seu nascimento foi posto á prova diante dum povo influenciado e  manipulado, foi condenado num julgamento sui generis que pôs perante a multidão um salteador e ladrão e o defensor da verdade e da justiça e esse mesmo povo «condenou»  aquele defendia a verdade. Passados que são mais de dois mil anos da sua presença no meio dos homens, parece que ainda não aprendemos a lição e continuamos a condenar, perseguir e julgar, aqueles que defendem a verdade, a justiça e a paz. Vamos tentar neste período que se avizinha, renovar a nossa fé, restituir a nossa confiança na mensagem do Cristo condenado, restaurar a nossa verdadeira missão de servir, pois foi essa a grande mensagem trazida e que após todos estes séculos ainda não foi conseguido interiorizar no nosso orgulhoso espírito de ser (superior). Porque foi-nos entregue um plano para concretizar, contem humildade, fraternidade, disponibilidade, perdão, e Amor. Façamos da humildade o nosso modelo de vida, da disponibilidade a nossa missão e de AMOR o nosso projecto. Porque ontem como hoje a mensagem prevalece, e só haverá a verdadeira LIBERDADE quando estivermos com autenticamente disponíveis para estar ao serviço do nosso próximo.

domingo, 8 de novembro de 2020

                  Historias do meu avô que o meu pai contava

Após a 1ª guerra mundial 1914/18, houve fome, miséria, doenças, principalmente a partir  mês de Dezembro  de 1916 quando do ataque do submarino alemão à cidade do Funchal. Instalado o pânico na população, muitos dos habitantes abandonaram a cidade refugiando-se nas redondezas, coisa que até então nunca se tinham vivido. (Madeira 1914/18 momentos de história).  Estaremos atualmente perante algo de dimensão semelhante, só que, um inimigo invisível a olho nu, de onde vem, qual a sua verdadeira origens, com que propósito, intenção, dimensão e consequências do seu efeito. O primeiro está conseguido: instalar o medo às populações, que começam a entrar em pânico. O segundo destruir a economia, criar miséria, dependência e fome. As doenças essas já existiam com a agravante de que agora por culpa desse (inimigo invisível) está condicionando a sua atenção por parte das entidades e dos serviços a quem de direito teriam a obrigação, o dever e disponibilidade para o seu acompanhamento, tratamentos e cuidados. Porque vivemos durante um século uma certa segurança, não estava-mos preparados para semelhante acontecimento que nos causa trastorno e que deparamo-nos com a enorme dificuldade em enfrentar uma situação semelhante e muito menos encontra a maneira de ultrapassar este drama. Será necessária a atenção, disponibilidade e compreensão de todos e cada um de nós contornar as dificuldades que o momento atravessa no cumprindo regras que nos são impostas, mesmo que estas possam vir a ser  uma condicionante à liberdade a que já nos tinha-mos habituado, esperando que as mesmas não seja um isco para um aproveitamento político social de retirar definitivamente essa mesma liberdade que tanto nos presa. Vamos todos dar as mãos para que em boa hora e o mais rápido possível sair deste impasse que nos priva de viver a vida sem limites.  Porque o medo derrota mais pessoas que qualquer outra coisa no mundo, precisamos de muita força e coragem nos momentos mais difíceis, e paciência nos mais complicados, para que a esperança e a fé sejam sempre maiores que os nossos medos. Porque a fé dá coragem para superar o medo de enfrentar os desafios. 

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

                                       Será que só se morre de COVID?

Porque aparentemente o vírus mais famosos da actualidade parece que veio p'ra ficar. Porque à muito habituamo-nos a conviver com milhares de vírus, germes e bactérias nocivas ao organismo, mas que o nosso corpo por questões naturais e em alguns casos conseguiu criar autoimunidade, outros por força da medicina e investigação cientifica conseguiu-se criar medicamentos, tratamentos e vacinas para prevenção. A que actualmente está na (moda) parece que tem duplo efeito: o de ter ainda dificuldades no seu tratamento e o de meter o medo às pessoas, pois afinal por força das consequências teremos que nos habituar a viver com ele. Uma medida preventiva: proibir de se deslocação entre concelhos na período onde habitualmente acontecem as visitas aos cemitérios; será para que os que morreram de COVID, não contagiarem os visitantes? Meter 27.500 pessoas no autódromo do Algarve, enquanto no futebol ao ar livre, nos teatros e cinemas, nas comemorações e festividades tradicionais realizadas em família não vos diz nada? Porque a partir da 11 da noite ficam confinados em casa e a partir das 10 não se pode vender bebidas alcoólicas, será porque o vírus acorda á 11 da noite da ressaca do dia anterior. Francamente isto já parece uma brincadeira de pequenos. Quando existem milhares de opiniões contraditórias, mas o meios de comunicação insistem em criar o pânico a ver até que ponto a população é manipulável e resiste á medidas de coação à liberdade. Quando o artigo 21 da Constituição da República diz: (Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública). A maneira de um povo permitir que lhe condicionem as suas liberdades é a de; desconhecer ou ignorar os seus direitos. Afinal! Temos de ter precauções? temos! temos de estar alerta? temos! temos de ouvir as várias opiniões dos vários sectores da medicina e da ciência? temos! mas o que infelizmente estamos a ser bombardeados é pela constante informação de mortes, de internamentos e de novas infecções, enfim as TV's e a imprensa parece que não acontece mais nada nem outros casos de morte em Portugal a não ser do «pobre» do COVID. Porque as mais de 1,4 MILHÔES  de consultas adiadas não contam, os mais de 50 mil cirurgias adiadas, milhares de tratamentos de doenças oncológicas tiveram de ser adiados com a devidas consequências. E parem de contar. Até já parece que não acontecem mortes por acidentes de viação, ou deixou de haver agressões familiares, ou até suicídios, oxalá e assim fosse. Segundo dados estatísticos só em 2019, portanto sem COVID, morreram 5.900 pessoas em Portugal de pneumonia, 3.331 de gripe, 397 de frio, 12.999 de doenças do foro respiratório. No momento que redigia esta carta os óbitos por COVID eram de: Números da DGS, 2.395, nada comparável com os problemas de saúde graves causadores de morte em anos anteriores. Por isso que: as medidas preventivas são eficazes, a consciencialização da população em que no seu comportamento assertivo poder-se-á evitar muito contágio e as consequências que dele advém, mas uma coisa é certa, contagiar a sociedade de medo é a piro maneira de fazer reduzir os prejuízos causados a todos o níveis no nosso país. Porque poderá até proteger de muito a utilização da máscara, mas esconde o medo e o sofrimento dum povo a caminho do desespero. Chega de pânico, vamos em frente, cuidemo-nos pois de certeza que mais cedo ou mais tarde vai ficar tudo bem para podermos voltar a nos abraçar.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

 mensagem na página do PURP,21/10/2020 Porque mais de 6 (seis) milhões de portugueses já não acreditam neste modelo de democracia. Porque somos governados por um governo eleito apenas por 2(milhões de defensores da corrupção que os sustenta. Porque este povo sem cultura democrática, adula a classe política como se fossem ídolos, e a (in) justiça protege-os como se fossem imputáveis. Aquilo que durante 4 décadas custou a opressão e o sacrifício de milhões de portugueses, bastaram outras 4 décadas e tudo foi roubado pelos salteadores políticos sem escrúpulos que: à conta da liberdade, sequestraram a democracia, legalizaram o roubo e institucionalizaram a corrupção. A cada hora que passa à um político ou administrador em Portugal a roubar e a justiça não reage. Mas o povo esse continua a pagar. Estamos fartos de ser roubados, vilipendiados, escorraçados, arruinados. Chega de corrupção.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

                     A classe política está a brincar com o fogo

Afinal somos um povo pacífico, ingénuo ou até demasiado ignorante? Quem estará realmente por detrás desta manobra política tentando ocultar a realidade do caos em que mergulharam o nosso país? parece que somos muito maus a reivindicar, a protestar, a se revoltar e indignar. Cada dia mais se explora a miséria deste povo frágil e desprovido de qualquer sentimento de justiça, as desgraças, as calamidades, os erros e as falcatruas apenas servem para debate de uns contra os outros e andamos nós no meio desta disputa de abutres, malfeitores, salteadores, oportunistas, vigaristas, salafrários corruptos. Utilizam-se todos e quaisquer meios para roubar o povo, enganando, ludibriando, decretando, e impondo leis cujo único objectivo, o de sacar o mais possível a quem realmente trabalha e consegue miseravelmente se equilibrar, pois o pior inimigo de quem trabalha neste país é o estado. onde o oportunismo suplanta o mérito, onde o medo cria-nos o receio de manifestar a nossa indignação e revolta, e impede-nos de argumentar o que quer que seja para combater o pior vírus deste país; A CORRUPÇÃO. É um orçamento APROVADO à socapa do debate público, aprovados aos Sábados à noite tal qual um roubo comum se tratasse, e apenas defendido pelos interesses dos corruptos, e o povo cala! ONDE O AUMENTO DO SALÁRIO EQUIVALE A 2 (DOIES) €UROS POR MÊS. ESTÃO A GOZAR CONNOSCO. É a imposição de medidas contra uma pandemia que provoca proibições a uns e permissões a outros; e o povo: cala! É um serviço de saúde onde a consulta via telefone, o diagnóstico por vídeo conferencia, a receitada via email, agora só falta que os medicamentos venham anexados à água canalizada. Utilizam-se todos os argumentos possíveis e imaginários para desviar a atenção das populações até o raio do COVID/RONALDO serve para esconder mais 486 milhões de euro que serão novamente injectado no (ROUBO) NOVO BANCO: e o povo! esse cala! Num povo sem espírito crítico e reivindicativo, facilmente manipulável, submisso, onde a motivação pessoal em nada é incentivada, onde o apontar do erros de quem dá o litro são uma constante, em vez de louvar o sucesso, aliás esse causa inveja sentimento que mais prolifera na nossa sociedade de interesses pessoais, individualismo, arrogância , protagonismo, vaidade, um sociedade de inconformes demasiados tolerantes que impávidos e serenos vão digerindo passivamente estes sucessivos ataques à dignidade dos cidadãos. Por situações muito menos graves o chefe de estado para a época de 2004 Jorge Sampaio,  quando do governo então liderado por Santana Lopes, dissolveu a Assembleia da República e convocou eleições. Há quem já afirme que caminhamos a passos largos para que Portugal se transforme na Venezuela da Europa, por lá H. Chaves deu passo a um Maduro, por cá um Marcelo está a dar com o país à Costa, esperemos que esteja ainda verde e não deixar que a desgraça amadureça. Pobres de nós se continuamos de braços cruzados à espera de algum milagre. Os milagre acontecem, mas Deus precisa da intervenção humana para o poder concretizar, esperemos mais acção do anestesiado cidadão. É preciso criar coragem. Chega a hora de Unir os Portugueses contra o maior flagelo da nação; A Corrupção.

domingo, 27 de setembro de 2020

                                                    Será que é «proibido» dizer a verdade?

Porque em algum momento das nossas vidas todos nós (fomos) actores. A máscaras renovam-se mas as mentiras mantêm-se. Desde que descobriram que a mentira dá dinheiro, a verdade passou á história. Cada vez mais se duvida de tudo e de todos. Quantas vezes pensamos que a liberdade traria uma nova maneira de ver a vida, de enfrentar dificuldades, de resolver nossos problemas, de projectar o nosso futuro, de criar as condições desejadas para superar os nossos inconvenientes. Parece que tudo se desvaneceu, o desanimo consumiu-nos a esperança de poder viver num país onde a oportunidade estivessem ao alcance de todos. Criou-se a ilusão de que os cidadãos seriam o suporte da economia, no investimento o sustento da nação,  nas oportunidades o elo de crescimento, na dinâmica o progresso como fonte de crescimento. Como se desvaneceram os nossos sonhos. Tudo serviu para que à expensas da ingenuidade e da falta de cultura democrática do povo, os oportunistas fizessem deste país  a nação com a classe política mais corrupta da Europa e o 5º país onde o índice de corrupção é mais evidente. Onde a ignorância sustenta um regime corrupto que sobrevive da miséria do seu povo. Como é possível num regime de liberdade e de democracia, os cidadãos deste país permitirem semelhante atrocidade contra a dignidade do povo, onde uma pessoa com o estatuto de refugiado recebe dinheiro, casa e comida e um português que trabalhou a vida inteira recebe uns parcos e míseros 236€ de reforma, principalmente daqueles que com o seu trabalho, esforço e dedicação, contribuíram com os seus impostos para o sustento desta podridão em que se converteu a classe política em Portugal. Aproveitando das desgraças para se promoverem, e utilizando os momentos críticos que o mundo atravessa para sugar ainda mais o que por direito deveria ser distribuído por quem contribui com o seu trabalho. O mais decepcionante e espantoso de tudo isto é ver por exemplo: gente sem condições de alternativa ao SNS, votar nos mesmo de sempre. Gente que tem de empenhar-se até os cabelos, para colocar seus filhos nas universidades, e pior ainda, para depois de formados terem de emigrar pois o país não lhes oferece condições para evoluírem. Que triste país foi este que 46 anos de regime dito de democrático e que nasceu da liberdade, os portugueses permitiram que se chegasse até aqui, converter o parlamento, casa da democracia em casa de negócio. Já alguma vez disse por ironia, que o futebol seria sem adeptos, que as pessoas deixaram de raciocinar por sua cabeça e são levados a pensar, e que no dia em que descobrisse de ter de pagar para respirar, seria o fim da tão propagada LIBERDADE. Será que isto foram (profecias) ou apenas visão da pobreza em que converteram o nosso país? É hora de restaurar a democracia, restituir a liberdade, repor a justiça e combater a corrupção, mas não é com abstenção que demonstraremos a nossa indignação. Não foi com certeza este o modelo de democracia que o povo sonhou com o 25 de Abril!

domingo, 20 de setembro de 2020

                                              Como hoje está gente alerta 

Porque sempre que questionámos alguém em que lugar coloca a sua saúde, maioritariamente põe-na em primeiro lugar. Daí que por essa afirmação conseguiu-se através da imposição do medo, amedrontar as pessoas. Vivemos num mundo onde é tão importante esconder a verdade e de viver numa mentira. Uma (democracia) com 46 anos tão mal gerida, que pôs os portugueses a «suspirarem» por 38 anos de ditadura.  A triste realidade dum regime que construiu muitos milionários, mas que acentuou ainda mais o fosso entre ricos e pobre. A máscara que continua a ocultar a nossa raiva, o nosso descontentamento e a nossa revolta por um regime altamente corrupto. Há quem diga que: esta pandemia serviu até de teste aos governos para avaliar o quão seria possível o regime controlar a liberdade aos cidadãos. Até que ponto a submissão enquanto formos um povo que não tenta o sucesso, incentiva-o e alimenta-o, e em vez disso se regozijam com o fracasso de muitos, enquanto assim for, nunca seremos uma verdadeira nação. Promover o sentimento da inveja condiciona-nos a todos em geral. A saúde converteu-se num verdadeiro negócio, o serviço é vendido como um qualquer produto de um vulgar supermercado, em vez de promover a prevenção e a excelência nos serviços sob a tutela do estado, e que são suportados com os nossos impostos. A gestão dos bens públicos poderia ser comparada a uma empresa onde os seus donos entregariam a gestão de forma a ser rentável e produtiva, ao contrário daquilo que tem sido feito pelos tutelares de cargos públicos que lutam por um cargo que à partida o único objetivo é o garante da sua sustentabilidade individual e a dos seus parceiros. Pobre mentalidade a do nosso povo, a falta de cultura democrática levou-nos a ter de suportar mais de 4 décadas de gestão pública miserável, onde a corrupção, o compadro, a demagogia, e a hipocrisia conseguiu à conta da ignorância desse povo, sustentar corruptos e fomentar a miséria do mesmo povo. E pensar que ainda existem muitos que defendem este regime, pois é! ou são beneficiários do mesmo, ou cúmplices desta miséria, onde 50% dos portugueses trabalham para sustentar vadios, calaceiros, vigaristas e oportunistas, mas quando alguém tem a coragem de vir para a praça pública denunciar estes atentados à dignidade dos cidadãos, as «Virgens ofendidas» começam a classificar de extremistas, fascistas e outros nome terminados em istas, esquecendo que foram os OPORTUNISTAS  que se aproveitaram desta catástrofe. Portugal precisa de remar para outros destinos, assumir de uma vez por todas que algo tem de mudar, a começar pelo comportamento e atitude dos cidadãos na hora de serem chamados a decidir o futuro da nação. A democracia continua a dá-nos a oportunidade de civicamente demonstrar o nosso descontentamento e a nossa revolta contra um modelo de democracia que ultrapassou os limites do tolerável. A recuperação da dignidade passa pela restauração dos valores da sociedade, a de uma classe política que altere a sua concepção de exercer cargos para a necessidade e o orgulho de se disponibilizarem estar ao serviço da sociedade e em prol do futuro e da dignidade dos cidadãos. Porque acredito nas pessoas, na boa vontade e dignidade do nosso povo acho que é possível alterar esta situação. Não acham que chega a hora de voltar a acreditar que é possível viver com maior dignidade e equidade na Justiça?

domingo, 6 de setembro de 2020

                                                        CHEGA, VAMOS AVANTE

Mascarados na nova reentre política, começam a aparecer as mensagens próprias da época. Fim de férias, inicio de actividades ou pelos menos esperam-se que se iniciem dadas às inúmeras incertezas que pairam neste nosso país e no mundo, pois como todos os surtos de doenças, epidemias, pandemias ou manias demoram a se adaptarem às circunstância a que a sociedade terá de se adaptar. Quem não se lembra, da catastrófica SIDA, da gripe das aves (H5N1) 2005, da gripe suína (H1N1) 2009, e o actual COVID 19, que paralisou o mundo e continua a destruir as economias de muitos países, principalmente os mais frágeis e mais dependentes do exterior, com é o caso específico da nossa. Reiniciar das actividade levará a que muitas das mesmas estejam condicionada, pois a ciência ainda não conseguiu implementar uma solução para a mesma e os governos não conseguem implementar um modelo para promover a reactivação das actividade em pleno. Entretanto pelos lados da classe política começam os preparativos para uma nova investida. A batalha começou por condicionar um evento que faz parte do calendário das actividades partidárias. A festa do Avante se seria ou não permitida e os seus condicionamentos. Mas será que a sua aprovação teve um preço? será que a aprovação do próximo orçamento de estado influenciou a sua permissão? A ver vamos, pois como em tudo neste país tudo tem o seu preço, a começar pela dignidade e a ingenuidade dos cidadãos. Mas e as festas partidárias não se resumiam a um só partido, todos sem excepção, têm um calendário festivo a cumprir que a pandemia «impediu» ou (adiou). Mas há um que os meios de comunicação teimam em ignorar e não é porque tem um só deputado representado na actual assembleia da república, porque seja novo, porque se debate contra o regime em vigor, porque acham muitos denominam que o seu líder é populista, fascista, xenófobo, racista, porque não defende o politicamente correcto e ataca o sistema de forma veemente a que os políticos "tradicionais" não estavam habituados, principalmente aqueles que criaram o «mostro, corrupção» e que agora estão com medo dele e se sentem incomodados, mas que pela sua crescente expansão, já se ouve até por aí muitos com a vontade e quiçá algum oportunista a querer colar-se ao que poderá vir a ser uma alternativa e uma nova forma de estar e fazer política. Se a coragem do povo despertar para uma alternativa, nunca poderá ser-la se for novamente sequestrada por oportunistas e vigaristas que andaram todos estes anos a viverem à custa da ignorância do povo e se sustentarem com a sua miséria. Se quiser-mos que algo mude no nosso país, primeiro deverá mudar a atitude e o comportamento da classe política e ao modo como os portugueses sentem e reagem em democracia, começar por acabar com a abstenção, pois não é essa a solução para combater a corrupção nem a maneira de demonstrar a sua revolta e indignação contra um regime que à mais de 46 anos anda a abusar da paciência de um povo demasiado ingénuo. Porque as conquistas que a liberdade permitiu e que em democracia haja sempre uma nova alternativa e um renovar constante de oportunidades. Como diz o ditado: o mundo não pode parar, aguardam-se novas e derradeiras oportunidades,vamos avante, a paciência esgota-se pois já chega de tolerâncias.

sábado, 8 de agosto de 2020

                                   Máscaras a gosto

Às vezes dizemos que alguém tem duas caras ou até várias caras consoante às situações. São muitas as máscaras este nosso país cada vez mais massacrado pelas várias situações que nos apoquentam, além da saturante pandemia, que oculta muitas outras coisas e que tonam as nossas vidas um autêntico tsunami. As dificuldades por onde milhares de portugueses estão passando, a fragilidade em que se converteu a nossa economia, os problemas no sector da educação, as enormes agonias no que a saúde diz respeito, a insegurança que tem havido motivada talvez até por culpa das situações anteriores, tem sido um sem fim de problemas que as autoridades não têm conseguido resolver e nem minimizar. As muitas medidas erradas que foram tomadas, o comportamento dos cidadãos por vezes não tem sido o mais desejável, faz com que andemos perdidos numa sociedade confusa e cheia de incertezas. Começam a aparecer sinais de enormes dificuldades na recuperação de tudo o que anteriormente exposto, e que foi afectado. Vem aí uma nova etapa económica, que arrastará uma nova movimentação política que começa a aparecer, algumas alternativas àquilo que tem sido ao longo destes 46 anos de uma moribunda democracia começam a surgir e a suscitarem dúvidas, as alternativas promovem inimigos, o regime que se sustenta sobre os pilares da corrupção, da demagogia, da hipocrisia e da injustiça, começa a ver fugir a sua já frágil e reduzida credibilidade. Entretanto começam as contas de como se poderão manter os poleiros mesmo que possa existir alguma mudança, e aparecem aí os oportunistas, os vigaristas, os carrapatos, as lapas, querendo manifestar algum desejo de mudança, quando a miséria e a ignorância têm sustentado este regime que ainda se designa de democracia. Mas afinal! existe ou não vontade política naqueles que querem fazer algo de diferente e alterar o panorama político no país e na região? Para que algo mude realmente, primeiro: terá de mudar a atitude do povo perante a democracia. Corrupção não se combate com abstenção. Segundo: mudar as pessoas mantendo o mesmo modelo de gestão, é como mudar a capa e o título do livro, mantendo o seu conteúdo. Terceiro, os eleitores terão de ser mais activos e participativos, não dando espaço nem deixando liberdade à classe política, para que continue na senda do roubo e da corrupção, pois por cada foto que tira com uma personalidade política, outro aparece a roubar. Não podemos continuar a permitir que destruam a democracia de fora para dentro. Temos de restituir a credibilidade do regime de dentro para fora. Não poderão dar boleia ou admitir condutores deste veículo que é a gestão dos dinheiros públicos, pessoas que já bateram de frente tantas vezes, e que agora à boleia querem disfarçar a sua péssima forma de condução. Chega a grande oportunidade dos indignados e revoltados que são quase 6 (seis) milhões de eleitores que se abstêm, e que não querem ser cúmplices destas aldrabices, e que podem se realmente usarem a inteligência e tiverem a coragem e a dignidade de operarem uma Revolução Silenciosa  e dizerem chega de corrupção, demagogia, hipocrisia e de injustiça, e optarem por votar massivamente em partidos alternativos, porque até aqui os 46 anos de democracia fraudulenta, deixaram o povo indefeso, mas a democracia ainda não acabou, quando muito andou todos estes anos fechada para obra. É hora de meter mãos à obra.

domingo, 19 de julho de 2020

                            Cerveja e tremoços
Somos o tal país de brandos costumes, confundimos ingenuidade com ignorância, lamentamos (cramamos) por tudo e por nada, o que o outro tem de mal nós temos pior, mas do que tem de bom não descansamos em ter superior. Se tem umas sapatilhas de marca tal, nós queremos da marca total, se tem um geep, não descansamos sem conseguir um utilitário da moda, mesmo que para isso tenha de passar um mês a arroz com sardinha em lata ou a macarrão com chouriço. Um povo resignado e apático, entregue à sua sorte por vezes até arriscando-a no jogo, amordaçado financeira e socialmente, mesmo em plena e real crise e numa perspectiva de ser a pior das crises mundiais de que há memória, eis que o tema de abertura de telejornais, capas de jornais e revista surge uma noticia impactante que criou um tal berburim na sociedade. O regresso de J.J. à Luz, aquele que segundo o presidente, enquanto ele lá estivesse esse senhor nunca regressaria, e o retorno de C.F. à 4 depois do contrato milionário com a 3, aquela senhora que (tudo) vende aos gritos, e isso tudo, em vésperas da maior subida do desemprego e da fome no nosso PORTUGAL. As emoções dos ignorantes desta terra, viram-se para este fenómenos imundos de um esterco cultural inigualável e estéril, que empobrecem culturalmente e o viver de toda uma sociedade. Tudo isto acontece, enquanto um 1º Ministro e um Presidente da República estendem a mão da miséria à Europa da «salvação». Ao ponto a que chega uma sociedade que se convence com banalidades e estupidezes, e ignora o natural e o essencial. Acham queé hora de sermos mais responsáveis e de não continuaremos a manifestar a ignorância que nos abate e que continua sustentar a sua miséria a troco da corrupção e do egoísmo excêntrico, e aplaudir corruptos e milionários, por uma cerveja e um punhado de tremoços?
Vou como carroceiro dar a minha opinião sem inveja nenhuma, apenas comento com a minha humilde inteligência sobre duas figuras de Portugal sem clubismo e outros abismos:
Somos um País que tem um povo ignorante,imbecil, resignado e amordaçado financeiramente e socialmente em que em plena real crise e futura maior crise económica mundial e nacional de que há memória, abre telejornais em todas as estações com a vinda de um treinador de futebol, e a passagem milionária de uma apresentadora guinchadora de televisão que acrescenta zero á nossa evolução cultural,ela vai de um canal para outro, em vésperas da maior crise de desemprego e subida da pobreza e fome no nosso Portugal.
As emoções dos ignorantes da Tugalandia viram-se para estes fenómenos imundos de esterco cultural e estéreis, que empobrecem culturalmente e no seu viver socialmente a sociedade no seu todo.
Tudo isto enquanto o pedinte Primeiro Ministro e Presidente da república se curva diante de ditadores e faz refeições com um homologo a quem classificou de repugnante e populista.
Qual pedinte de mão estendida, pede umas esmolas para o povo de um país, cuja primeira necessidade, é saber se o Jorge Xiclas Jesus e a Cristina Berros Ferreira vão ganhar muitos milhões para o Benfica e TVI, e o fanatismo toma conta dos fãs e não importa se em suas casas vivem bem ou mal, importante é a demência do fanatismo.
Concordo com Fernando Pessoa;
"Tudo vale a pena se a alma não é pequena”
Portugal e seus almados fanáticos não quer ver a realidade, o idiota não pode nem quer raciocinar e o covarde não ousa sequer pensar neste país de imbecis.
Neste Portugal em dias de extrema corrupção, qualquer um que não venda seus princípios é tido como fanático da oposição e até apelidado de fascista e agora controlado é bloqueado pelas redes sociais,eles querem comandar o que o povo pensa...
Só os fanáticos de esquerda troliteira podem imaginar uma sociedade com justiça social, porque produzir riqueza tem a ver com originalidade, inteligência, capacidade de disciplina, e nada disso tem a ver com a tal "igualdade " de esquerda.
A natureza não é igualitária em seus dons e suas dádivas, tão pouco em suas misérias.
A humanidade tornou-se tão estúpida, ao ponto das pessoas se escandalizarem com coisas naturais, e banalizarem coisas essenciais na suas vidas.
Dito isto num país de tesos remendados e esfarrapados e rotos de fome e miséria,temos aí a novela dos milionários Cristina Guinchadora e Jesus Limpinho com o povo a penar mas aplaudir quem se defeca em sanitas de ouro...e o povo contente com os tremoços e a cerveja...
Quando nos livramos deste pensar ignorante e evoluímos em prol do futuro dos nossos filhos!?
Fica a pergunta...!
Assina carroceiro Fernando Gomes

sábado, 18 de julho de 2020

Comentário a um texto de : Rússia proíbe casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Não querendo ser advogado do diabo, mas um dos factores que leva a que a pessoas optem por partilhar a sua vida intima com pessoas do mesmo sexo, é a falta de afectividade por vezes proporcionada por uma sociedade ambígua, onde se instituiu as famílias mono-parenteais, o «abandono» das crianças nas cresces, a falta de afectos no seio familiar, o (medo) de falhar e as consequências que levam às incompatibilidades que desencadearam em divórcios, e o medo de falhar na vida a dois, alguma rejeição por parte da sociedade, conduzem a que algumas pessoas sintam alguma segurança ao partilharem a sua vida diária com pessoas do mesmo sexo. Não sendo crime e muito menos desprezível, mas acho que a falta de compreensão e de afectividade que a sociedade industrializada e consumista impingiu, poderá ser também um dos motivos para que isso seja mais comum e o facto de "pressionarem" a sociedade a combater a rejeição, até certo ponto justo, mas com muito aproveitamento por alguns sectores políticos como a extrema esquerda que em vez de promover a tolerância, empolou o confronto entre tolerantes, defensores, e contrários. Se o mundo promovesse a harmonia, a paz, a compreensão e a tolerância sem ser levada ao confronto dos prós e contras, nunca teríamos atingido a condenação de factores que são muito próprios do ser humano. Em suma: a sociedade confundiu o verdadeiro significado da palavra AMOR E perdeu a sua essência de verdadeiro humanismo.
MÉDICO Dr Gentil Martins SOBRE HOMOSSEXUALIDADE :
" É UMA ANOMALIA , É UM DESVIO DE PERSONALIDADE. COMO OS SADO MASOQUISTAS OU AS PESSOAS QUE SE MUTILAM "

sábado, 4 de julho de 2020

                               As duas faces da democracia
A conquista da verdadeira "Liberdade" que supostamente o 25 de Abril e o novo regime trouxe às populações, criou-nos uma grande expectativa no que evolução da sociedade diz respeito. Igualdade de oportunidades, valorização pessoal, melhor educação e formação profissional, melhor cuidado na saúde, mais justiça, enfim toda uma séria de anseios que os portugueses criaram à volta da democracia. É verdade que muito evoluiu e nada comparado à décadas de 40, 50, ou 60. Mas reparemos em algo que por vezes a memória nos atraiçoa: tudo o sucedido nessas épocas deveu-se à restauração da economia e da segurança mundial após 2 trágicas guerras mundiais, doenças epidérmicas devastadores, e de uma economia completamente arrasada, cada país teve que por si só, tentar ressuscitar a sua economia levando mão dos seus próprios meios, e os povo cada qual à sua medida dos seus respectivos sofrimentos e dramas, que a pouco e pouco se reergueram. Em Portugal construíram-se escolas, barragens, linhas férreas, industria naval, e siderurgia, pontes construídas, e as contas do estado equilibradas, pois os custos de tudo isso foram pagos com o sacrifício imposto ao povo pela ditadura, que (infelizmente) esses progressos serviram também erradamente para sustentar uma guerra (inútil) que ceifou vidas e destruiu lares. Com a «Revolução» de Abril, a liberdade permitiu pôr fim à guerra, com custos elevadíssimos, que o acesso à educação fosse suportado pelo estado, que a saúde fosse da sua tutela, que a justiça deixasse de ser controlada por ideologias, e que a economia fluísse livremente. Nacionalizaram-se muitas empresas, pagaram-se valores exorbitantes pelos mesmos, que tempos depois privatizaram-se algumas delas e vendidas por uma bagatela, a banca privada passou a ser um dos maiores sorvedores dos dinheiros do povo, a classe política só durante estes 46 anos converteu em beneficio próprio (corrupção) muito mais do que todo os custos da então guerra colonial, e a justiça está numa autêntica panela de pressão. Recentemente entre os apoios à banca, a privatizações, (TAP), (EFACEC)  exemplos recentes, e desvios de dinheiro da corrupção, são muito mais que TODO o orçamento da nação do século passado. Estamos com uma divida externa que ultrapassa valores nunca antes vistos, um défice que chega 11%, uma dívida que ultrapassa 145% , com 18% da população em escala de pobreza, a economia nacional em colapso. Na justiça só este ano já foram 280 agentes da polícia agredidos, mais de 1 milhão de desempregados e os inúmeros casos entre outros de (corrupção) a resolver nos tribunais, continuam em banho Maria mas parece que o gás já acabou. Perante este cenário catastrófico, será que a democracia é capaz de reerguer a calamidade a que conduziram o país esta classe de políticos catedráticos, que o povo «inocentemente» elegeu, mas que na realidade apenas 18% dos eleitores inscritos é que votaram nestes (intelectos), pois quase 6 (seis) milhões recusaram a cumplicidade de participar nesta malfadada democracia, pois a insatisfação, a desilusão, o desânimo e a revolta são cada vez mais evidentes. A democracia permite sempre uma nova oportunidade, sem ódios nem vinganças, apenas com a arma do povo "O VOTO",  para que não sejamos monitorizados pela defesa dos direitos e liberdades impostos pela democracia. Acho que é hora de acordar, já chega de sermos enganados, pois 46 anos de democracia deveria dar a maturidade suficiente para que o povo soubesse aquilo que realmente pretende. De certeza absoluta que não foi este o 25 de Abril que o povo sonhou.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

                                      Cartas de antigamente
Funchal, 03 de Julho de 2020  caro amigo, é com muita pena minha que vos escrevo esta simples letras, visto que à muito não nos podemos encontra, o COVID 19 impediu-nos de nos visitarmos, parece que vivemos tão distantes e é apenas uns passos, mas como não posso sair de casa dada a minha incapacidade de mobilidade, e a tua frágil saúde não nos podemos encontrar como o fazia-mos antes e com grande regularidade, deixamos de jogar as nossas biscadas, e tomar um caneco juntamente com os amigos do costume, e as nossas conversas deixaram de ter conexão pois perdi-me no tempo, só oiço que todos os dias dizerem que os políticos do nosso país tem algo para roubar, que a gasolina aumenta e o petróleo baixa, que há mais de (1) milhão de desempregados, gente à fome e miséria, que afinal sempre é verdade que a lei do aborto vigora, e que pretendem implementar a eutanásia, mas que não há dinheiro para tratar da saúde, que estão mais de 100 mil consultas e mais de 50 mil cirurgias em listas de espera, e que no entanto estão a cimentar o fundo das ribeiras para que as águas ganhem mais velocidade e cheguem mais rápido ao mar para não fazerem perca pelo caminho. Que em vez dos bancos pagar juros, nós é que emprestamos-lhes o dinheiro para que os pequenos empresários por sua vez, irem pedir emprestados e pagar juros, enquanto o outro o tal Salgado limpou um balúrdio e a justiça ainda lhe pôs um polícia à porta para lhe vigiar a casa. Também soube que os coitados dos jogadores de futebol estavam preocupados, bem pela paragem da actividade assim como iriam ficar pobres por falta de salários. Que a TAP depois de privatizada volta a ser nacionalizada, e que aquilo que nós pagaremos não nos dará direito a viajar de borla, no entanto tem chegado muitos refugiados que recebem vencimento, comida e direito a casa e mesmo que não sabem falar português, até podem ter direito à cidadania. Ainda outra coisa, logo que poderes responde à carta pois não sei se vou conseguir ler pois estou à 2 anos à espera para ser operado ás cataratas, e a mulher anda cambada pois estava para operar os joelhos mas entretanto o raio da pandemia atrasou isto tudo. Dei 2 € ao Damasceno para te levar a carta e trazer a resposta, sabes, aquele triste que ficou entramelado duma mão no trabalho e entretanto o coitado não pode fazer a fisioterapia e vive de esmola. Desculpa afinal tudo aquilo que aqui escrevo por ser tão desastroso julgo até que andei foi a sonhar ou não estou bem da cabeça ou possa estar a ouvir mal as notícias. Espero que esta praga não te tenha impedido de fazer os tratamentos. Olha! só agora é que consegui terminar e infelizmente soube que o teu funeral tinha sido a semana passada, não tive coragem de rasgar a carta, aproveitei e enviei-a com as condolências à tua mulher, já que o Damasceno lamentou que foi impedido de ir ao teu funeral. Penso até que já estou a caminho de ir ao teu encontro. Até breve amigo será que nos encontraremos no céu, pois aqui neste inferno está insuportável.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

No dia em que o eleitorado que através da abstenção manifesta a sua indignação contra o actual sistema, perceber que na pessoa de André Ventura é a voz desses quase 6 (seis)milhões, o CHEGA será a sua alternativa desse manifesto, aí começará a Revolução Silenciosa.
O novo livro de Ricardo Marchi é sobre a nova direita e o Chega. Em entrevista, diz que tentativa de ilegalizar o partido não será "bem sucedida" e o crescimento eleitoral de dois dígitos é "provável"😀👏👍👍👍
O investigador Ricardo Marchi, especialista nas direitas radicais portuguesas, foi perceber como é que nasceu e ganhou projeção o Chega, o projeto político de André Ventura que, em doze meses, chegou à Assembleia da República. Esse foi o ponto de partida do livro “A Nova Direita Anti-Sistema. O caso do Chega”, disponível a partir de 25 de junho. O historiador, nascido em Pádua, Itália, falou, em exclusivo, com o Observador e defendeu que o Chega não é um partido de extrema-direita, mas da nova direita radical, e que se caracteriza por ser “mais flexível, menos ideológica e ortodoxa”, capaz de ir roubar eleitorado à direita tradicional, como o PSD e o CDS, mas também à esquerda, onde crescem os “descontentes” com a agenda identitária.
Nesta entrevista, Ricardo Marchi, professor convidado do ISCTE-IUL, antecipa um crescimento de dois dígitos do partido populista e anti sistema, como já acontece em outros países europeus mas, para isso, o Chega tem de construir a sua “coluna vertebral” e “cooptar quadros” para a direção. A tarefa é complexa, explica, devido à relação de “amor e ódio” da comunicação social com o líder, André Ventura. “Os media são hostis em relação ao Chega, mas não conseguem evitar falar do partido. Isso não só gera likes nas redes sociais como notícias virais”. Conclui que ainda é cedo falar do partido como um projeto que “veio para ficar”, mas avisa que a ambição de André Ventura, uma figura mais “política do que ideológica”, aliada à incapacidade dos partidos tradicionais – que “conduzem o jogo democrático há 45 anos” – de interpretar os sinais de cansaço dos portugueses que não se reveem nas elites, pode tornar o Chega num “ator consistente” na cena política portuguesa.
Escolheu para título do livro “A Nova Direita Anti-Sistema. O caso do Chega”. Isso quer dizer que é errado classificar o partido como sendo de extrema-direita?
❗️Sim. Utilizei a terminologia nova direita anti-sistema com base no debate académico que há sobre esse movimento, em particular com o facto da nova direita se identificar com movimentos contemporâneos que não se reconhecem na tradição histórica dos autoritarismos da primeira metade do século XX, como o fascismo, o nacional socialismo, o salazarismo ou o franquismo. Essa nova direita não pertence a essa genealogia e determina, hoje em dia, o crescimento da direita em Portugal. É, também, essa nova direita radical que triplicou o número de votos na Europa, e não a direita radical tradicional – que, pelo contrário, permanece marginal no panorama político de vários países europeus.
 E que diferenças encontra entre as duas direitas – a nova direita anti-sistema e a direita radical tradicional?
❗️A direita radical tradicional tem uma postura crítica em relação à democracia liberal. As novas direitas, pelo contrário, inserem-se dentro do paradigma da democracia liberal, porque querem reformar os sistemas políticos nos quais se encontram. No entanto, contestam algumas acelerações liberais (no sentido americano do termo) em alguns temas, como sejam, as políticas de discriminação positiva, as questões relacionadas com as minorias, a comunidade LGBTI ou a ideologia de género. Sobre esses assuntos, têm uma postura crítica, mas não saem do modelo de democracia liberal que conhecemos, e que assenta na separação de poderes. Não são antidemocráticas.
Isso remete para um tema que está na atualidade. Decorre uma petição a pedir a abolição do partido Chega por ideologia fascista. Os peticionários argumentam que apesar do fascismo ser considerado crime em Portugal, “está sentado na Assembleia da República um seguidor dessa ideologia”. Concorda com essa acusação?
❗️A tentativa de ilegalizar partidos da direita radical, em nome da legislação constitucional ou antifascista, é bastante comum nos países ocidentais. Isso aconteceu em Itália, no final dos anos 40 e princípio dos anos 50, com o Movimento Social Italiano – esse sim, um partido neofascista (ligado à tradição do fascismo italiano), mas que apesar das tentativas dos seus opositores, nunca foi considerado inconstitucional. E também na Alemanha, com os partidos de direita radical. Sempre que surge um partido da nova direita radical é normal que, no confronto político polarizado, as forças contrárias a essa ideologia tentem, através da legislação, ilegalizar o partido. Creio, no entanto, que não há nenhuma hipótese, do ponto de vista constitucional, de ilegalizar o Chega. A Constituição portuguesa proíbe partidos de clara inspiração fascista. Não é, de todo, o caso do Chega. O partido não está interessado em levantar as bandeiras do fascismo do século XX ou em defender os seus líderes. Nem em trazer para o debate essa agenda política.
Outro tema na ordem do dia é a questão do confinamento da comunidade cigana levantada por André Ventura devido à pandemia. O Chega é acusado de ser o único partido parlamentar “xenófobo e racista”.
❗️Esse é, provavelmente, o tema mais problemático do meu livro porque tem várias dimensões. A primeira, é a dimensão comunicacional. André Ventura, desde as eleições autárquicas de 2017, quando era cabeça de lista do PSD à Câmara de Loures, deu-se conta de que a estratégia de comunicar politicamente através de temas fraturantes, como é o caso dos ciganos, garantia-lhe as manchetes dos jornais. Na época da política espetáculo, isso é fundamental. É o oxigénio dos políticos de hoje em dia.
E faz isso no Chega também.
❗️Se analisarmos o discurso do Chega nas redes sociais, descobrimos uma mistura complexa de posições. No livro, mostro como é possível posicionar o partido numa reta que tem dois polos opostos: o nacionalismo cívico (“é português quem quiser, independentemente da sua origem étnica ou racial”), e o nacionalismo étnico (“o português é o branco, caucasiano e com antepassados portugueses”). Nessa reta, as posições dos militantes do Chega não se situam nos polos opostos, estão espalhadas ao centro. Ou seja, em relação às comunidades ciganas e afro descentes, por mais vincadas que sejam as críticas de André Ventura, o partido não considera as duas comunidades alheias à realidade portuguesa. Tem uma postura de assimilação.
Segundo o que está escrito no livro, aceita-as desde que “cumpram as regras”?
❗️Exatamente. A vertente securitária e legalista é mais importante do que a questão étnico racial no discurso do Chega.
Em relação ao programa político do partido, o livro refere a falta de “consistência” do documento. Diz que “não reflete totalmente a base do Chega” porque foi preparado de forma “apressada e até deficitária”. Essa é uma fraqueza do partido?
❗️O Chega é um partido muito recente, tem pouco mais de um ano de vida. De facto, o programa político do partido, que tanto alarido deu, foi escrito de forma apressada, à beira das eleições legislativas, também devido à pressão da comunicação social, que queria obter o texto. Foi um trabalho sério feito pelo ideólogo do Chega, Diogo Pacheco de Amorim, e que teve como base as suas reflexões políticas na militância do Partido da Nova Democracia. O programa reflete essa tradição política, mas tanto os militantes de base, como os quadros do Chega, são muito mais flexíveis em termos de identidade política e ideológica. O partido não tem uma ideologia ortodoxa fixa e, certamente, irá modificar o programa nos próximos anos.
Como escreve no livro, André Ventura é “muito mais político do que ideológico”. A ideologia do partido é mais “flexível” do que o seu caráter populista anti-sistema e de protesto. Essa flexibilidade, que não consta no programa do partido, é o que permite ao Chega adaptar-se à agenda mediática. Essa “plasticidade” pode ser um ponto forte?
❗️De certeza que é um ponto forte. É preciso não esquecer que André Ventura, desde os 15 ou 16 anos, pertence a um partido de massas, como o PSD. E esses grandes partidos, principalmente os do centro direita, em termos ideológicos não são ortodoxos, como é o PCP, que tem uma ortodoxia fixa. São partidos flexíveis, que reúnem sensibilidades diferentes. Esse é um ponto importante, do qual me apercebi durante a investigação. O projeto de André Ventura é criar a “grande casa das direitas portuguesas”, e não o partido ortodoxo da direita portuguesa. O seu objetivo é englobar dentro desse projeto o maior número de sensibilidades da direita, e não criar uma barreira ideológica que sirva para excluir pessoas. O André Ventura quer integrar pessoas no seu projeto.
O livro tenta desmistificar, também, a ideia de que todos os fundadores do Chega vêm da extrema direita ou da direita radical tradicional…
❗️Totalmente. Dentro do Chega, desde a sua fundação, encontramos pessoas com um passado político diferente. Há pessoas que vêm do PSD, assim como há outras sem qualquer filiação política, que estavam na abstenção. É verdade, também, que algumas vêm da direita radical tradicional, em particular do PNR. É curioso que este tema seja o que mais desperta a atenção dos jornalistas. Os dois fundadores, por exemplo, que foram parar às páginas dos jornais, e que vêm do PNR, tiveram uma longa militância no PSD, de mais de 20 ou 30 anos. Passaram conjunturalmente no PNR, durante dois ou três anos, mas não são elementos típicos da direita radical tradicional. Existem, ainda, militantes da área nacionalista tradicional. A eleição de André Ventura, assim como a sua capacidade mediática, captaram a atenção dessas pessoas. No entanto, dentro do crescimento do partido, são uma percentagem minoritária, incapaz de determinar a linha política do Chega. Os próprios dirigentes não estão interessados em ter essas pessoas, vindas da extrema direita tradicional, a condicionarem a estratégia do partido.
Salienta que uma das queixas do Chega é a hostilidade da comunicação social. Pode dizer-se que há um “bloqueio” dos media? E que efeitos tem isso no partido, a médio e longo prazo?
❗️Eu não diria bloqueio. Há, sim, um bloqueio dos media em relação ao PNR. Sempre houve. Em relação ao Chega, a partir da eleição de André Ventura gerou-se uma relação de “amor ódio” com a comunicação social, como escrevi no livro. Os media são hostis em relação ao Chega, mas não conseguem evitar falar do partido. Isso não só gera likes nas redes sociais como notícias virais, e é o que todos procuram. O André Ventura é uma das personalidades políticas mais faladas na comunicação social. Essa exposição mediática teve, comprovadamente, um efeito positivo para o Chega, porque permitiu-lhe aumentar a base de militantes e despertou o interesse da população. Por outro lado, esse mediatismo teve um lado negativo. Com parte dos media a vasculhar a vida privada dos dirigentes do Chega, o partido tem dificuldades em cooptar quadros profissionais. Pessoas de 30 ou 40 anos, que podiam ser importantes para a direção, não estão disponíveis porque não querem ver a sua vida privada vasculhada e exposta nas redes sociais.
Pode dizer-se que esse fator contribuiu para o desgaste de André Ventura? E foi para afirmar a sua força que apresentou a demissão e convocou eleições?
❗️André Ventura não é uma figura contestada dentro do Chega. Ele aproveitou esta fase da pandemia, com a comunicação social de olhos postos no tema, para arrumar a casa. O partido, nascido há pouco tempo, parecia um saco de gatos. Com a entrada de muitas pessoas, surgiram vários conflitos. E apesar de ninguém contestar o líder, esses problemas foram enfraquecendo a base do partido. André Ventura sentiu a necessidade de mostrar que não se pode construir um partido assim, em que todos litigam com todos. Se há uma liderança clara, tem de haver uma certa obediência na base. Segundo me apercebi, ele não quer criar uma liderança carismática e não contestada – aliás, André Ventura é bastante aberto às críticas e sugestões da base. O que ele não quer é o caos porque isso fragiliza o partido.
Para a investigação do livro, entrevistou André Ventura. Com que impressão é ficou do deputado?
❗️Em primeiro lugar, que se trata de um jovem. Às vezes, não se pensa nesse fator, mas quando estamos perante o político em ascensão, de 37 anos, é que percebemos o seu nível de ambição. Fiquei com a impressão que André Ventura está a conduzir um potencial Ferrari, mas só tirou a carta de condução ontem. E está bastante preocupado em não espatifar o carro contra uma parede logo na primeira curva. É um jovem bastante ambicioso e perfeccionista, não só na política mas em outras áreas, seja como professor universitário, autor ou comentador desportivo. Tem a capacidade de subir na vida política. E essa combinação de ambição com uma preocupação em não estragar tudo, foi o que mais me chamou a atenção.
“O partido Chega não é um perigo para a democracia”
Vamos recuar até ao dia 6 de outubro de 2019, data das legislativas. Refere que começou aí uma nova página para o partido Chega. Mas não só. A eleição de André Ventura foi, também, o ponto de partida para o seu novo livro. Como é que surgiu este desafio?
❗️Este livro partiu de um desafio da editora Almedina, em dezembro de 2019. A ideia era escrever um ensaio sobre o Chega, que estava a crescer muito, e a editora queria lançar no mercado um estudo académico sobre o partido. Naquele momento, tive algum problema em aceitar a ideia porque, para ser sincero, não estava a seguir o partido de uma forma muito aprofundada.
Apesar de ser especialista no tema da direita radical na democracia portuguesa….
❗️Nos últimos 15 anos, estive mais concentrado na direita radical tradicional portuguesa, que era a que existia em Portugal. Ainda não havia um partido da nova direita anti-sistema, como já acontecia noutras partes da Europa. Por isso, seguia o André Ventura de forma distraída, porque ele tinha uma estratégia comunicacional populista que, até às eleições de outubro de 2019, não resultou. Mesmo nas eleições europeias, em maio de 2019, a coligação Basta não conseguiu um resultado assinalável. E para dizer a verdade, também a votação de André Ventura para o Parlamento não é estrondosa. O Chega conquista 1,3 por cento dos votos e o líder consegue um assento parlamentar, como deputado único, com o resultado do distrito de Lisboa. Por isso, só nos dias seguintes é que o partido me despertou a atenção.
Porquê?
❗️Porque a reação da comunicação social foi estrondosa. Em todas as primeiras páginas dos jornais nacionais, assim como nalguns títulos internacionais, surgiu a ideia de que o populismo da direita radical tinha chegado a Portugal. Nenhum partido de esquerda alguma vez despertou o ódio de uma parte da comunicação social como fez o Chega.
Em maio do ano passado, deu uma entrevista onde explicava que em Portugal havia falta de oferta de partidos populistas, mas as condições para o seu surgimento já existiam. Pergunto-lhe se André Ventura, e o Chega, o que fizeram foi aproveitar essa janela de oportunidade?
❗️No debate académico, há muito tempo que se falava da existência de uma demanda populista de protesto por parte de faixas do eleitorado português, que podiam estar nos partidos tradicionais ou na abstenção.
O que explica a reação de alguma comunicação social à eleição de André Ventura se, na sociedade portuguesa, as condições para o surgimento de um partido da nova direita já eram propícias?
❗️Com o Chega no Parlamento, a comunicação social percebeu, finalmente, que em Portugal já havia matéria para se falar de um fenómeno que existia no resto da Europa. Mas pegou no tema de forma espalhafatosa, apresentando o partido como um perigo para a democracia, que trazia uma onda racista e xenófoba. Se fizermos uma análise científica, vemos que André Ventura representa a direita que noutros países europeus está presente na cena política há duas ou três décadas, até com responsabilidade de governo. A chamada direita radical já esteve no governo em Itália, por seis vezes, em coligações lideradas por Silvio Berlusconi ou com partidos como a Liga, Fratelli d’Itália e a Aliança Nacional, nos anos 90. Na Áustria, com o FPO. Em França, a Frente Nacional nunca entrou no Parlamento nem no governo, devido ao sistema eleitoral francês, mas está no poder local e regional.
De acordo com a sua investigação, o Chega é um perigo para a democracia?
❗️O partido Chega não é um perigo para a democracia, como nenhum desses outros partidos são perigosos para a democracia, principalmente na Europa Ocidental. São partidos que pertencem ao jogo democrático e cumprem as regras. Essa é a estratégia eleitoral que, desde o início, lhes permitiu alcançar resultados até de dois dígitos, entre os 15 e os 25 por cento do eleitorado. Na minha análise, e aqui posso divergir de outros colegas da ciência política ou de outras áreas da Academia, essa estratégia não é uma máscara. Faz parte do seu ADN, estão convictamente inseridos no paradigma da democracia liberal.
É possível ao Chega aspirar aos dois dígitos?
❗️É provável que consiga devido à crise dos partidos tradicionais de centro direita, como o PSD e o CDS. Mas para alcançar isso, creio que seja indispensável ao Chega construir aquilo que é o esqueleto do partido. O partido tem uma cabeça, que é a sua liderança, mas está a construir a coluna vertebral. Para conseguir 15 ou 20% por cento do eleitorado, o partido tem de ter um esqueleto mais forte. As eleições autárquicas, por exemplo, podem ser importantes para o partido cooptar quadros a nível local. E desses melhores quadros, pode vir a resultar um grupo parlamentar para as legislativas, o que vai permitir ao Chega assentar raízes na sociedade portuguesa. Nesta fase, ainda está tudo em aberto.
A estratégia “no dia em que ganhar os subúrbios ganho o país”
Já depois da eleição de André Ventura, num texto publicado no Observador, escreveu que o Chega era uma “caixa vazia em termos de quadros e até de identidade ideológica”. Mantém a opinião?
❗️Não é bem uma caixa vazia. Em termos de identidade ideológica, tem dois eixos marcados: o liberalismo económico e o conservadorismo nos valores. Agora, à volta desses dois eixos, o programa político pode ser construído de várias maneiras. Esses dois eixos dão a possibilidade ao Chega de criar uma série de propostas políticas diferenciadas, umas mais radicais do que outras. Em termos de quadros, o Chega está neste momento a cooptar e triar as pessoas que estão a juntar-se ao partido. Como eu indiquei no livro, o partido passou de 700 filiados antes das eleições, para mais de 10 mil atualmente. Há, por isso, um trabalho muito complexo de seleção de quadros a nível local e nacional, com o objetivo de criar a estrutura do partido. Não diria, por isso, que o Chega é uma caixa vazia mas, sim, uma caixa em formação.
Outro dos desafios do Chega está no facto do setor empresarial não lhe demonstrar uma atenção particular. O partido não tem relevância nos temas económicos? E isso pode mudar com a crise que já está instalada?
❗️Nos setores industriais, há a tendência de olhar de forma pragmática para os atores políticos. Os empresários até podem querer ouvir a voz de um deputado com uma postura liberal na economia mas, no fundo, o partido só teve 1,3 por cento de votos.
E não vão em sondagens…
❗️As sondagens têm muito que se lhes diga. Umas deram ao Chega oito por cento dos votos. Nas últimas, o partido ficou-se pelos seis por cento. Numa sondagem encomendada pelo próprio partido, o Chega não ultrapassou os quatro por cento de intenção de voto. É preciso olhar com cuidado para esses resultados. De certeza que o partido está em crescimento, e que se vai consolidar, mas para atrair a atenção de outros setores, o Chega tem de se fortalecer. A crise económica provocada pela pandemia pode revelar-se um desafio importante para o partido, ao pôr a funcionar a sua flexibilidade ideológica. Com o papel do Estado preponderante na retoma económica, o Chega terá de modificar a sua ideia de “menos Estado” na economia. Isso será um teste à capacidade plástica do partido.
No livro, André Ventura assumiu que vai entrar nos temas de esquerda, como seja o salário mínimo a precariedade do trabalho ou o cortes de pensões. Diz mesmo que o Chega “vai entrar onde lhes dói mais”. A esquerda tem motivos para se sentir ameaçada?
❗️Não creio que a esquerda tenha motivos para se sentir ameaçada porque, apesar de tudo, há uma conceção diferente do papel do Estado na economia. O Chega é um partido liberal, mas dentro do partido convivem várias sensibilidades. As pessoas que vêm do PSD, por exemplo, querem que o Estado exerça alguma influência na economia, mas com um papel subsidiário. Esse é um conceito que não existe à esquerda, que defende o papel central do Estado na economia. Essas duas versões não concorrem uma com a outra. Mas é possível que algum eleitorado de esquerda se sinta atraído pelas soluções do Chega.
O partido nunca quis eliminar o Estado das áreas importantes, como a saúde ou a educação – neste ponto, houve uma má compreensão do seu programa político. O Chega defende a ideia da universalidade e gratuidade dos serviços essenciais. A questão central está em quem os fornece. Para o Chega, não deve ser o Estado a prestar esses serviços, mas sim os privados pagos pelo Estado através dos impostos dos cidadãos. Este exemplo prova que há uma série de fórmulas que o Chega pode criar para concorrer com a tese da esquerda, dos serviços cem por cento públicos.
André Ventura, na entrevista que lhe fez, tem ideias claras acerca do eleitorado do Chega, que vai desde a direita do mundo rural, às bases populares do interior do país, passando pelos subúrbios das grandes cidades. Sobre este ponto, o líder diz que “no dia em que ganhar os subúrbios ganho o país”. Como vê essa estratégia?
❗️É uma estratégia interessante. André Ventura nunca quis ficar limitado ao eleitorado da direita clássica ou ao CDS. Na entrevista, contou que quando era novo se aproximou do PSD porque, no seu círculo de amigos da Linha de Sintra, o CDS era considerado um partido da classe social alta. Foi nessa fase que ele percebeu que existia uma direita popular, mais ampla, que não se revia no CDS. Agora, o que André Ventura pretende é conquistar todo esse eleitorado de direita – que não pertence ao CDS, algum até está dentro do PSD, enquanto que outra parte opta pela abstenção nas eleições.
Uma direita popular que não se revê nas elites…
❗️Não se revê nas elites porque está cansada dos partidos tradicionais que conduzem o jogo democrático há 45 anos. Além da direita, André Ventura também quer conquistar o eleitorado tradicionalmente de esquerda, que não se sente representado pela agenda da nova esquerda – a agenda identitária das minorias, dos direitos LGBT e da ideologia de género. O descontentamento dentro das bases dos partidos de esquerda pode vir a ser aproveitado pela nova direita radical, como já aconteceu noutros países europeus.
Em que medida é que a origem social de André Ventura foi determinante para a estratégia do Chega?
❗️A origem social de André Ventura determina o seu discurso. Ele é descrito, muitas vezes, como um líder oportunista, que viu nestas ideias de direita a possibilidade de iniciar uma carreira política. No entanto, de acordo com a minha investigação, julgo que André Ventura sempre defendeu estes conceitos, mas não conseguiu traduzir os seus pensamentos em discurso político porque não estava habituado a isso. E também porque, em Portugal, ainda não existia essa direita mais popular, de protesto e anti-sistema.
Como é que explica isso?
❗️Isso está relacionado com a história da direita portuguesa, e com o peso que teve de carregar dos 50 anos de autoritarismo salazarista. A direita teve dificuldades em assumir a sua identidade porque isso criou um lastro no momento em que se quis apresentar ao eleitorado na democracia portuguesa.
A direita sentia culpa de ser de direita?
❗️Diria que teve dificuldade em se libertar do passado histórico salazarista e enfrentar o embate da repressão do Movimento das Forças Armadas e das forças de esquerda. Na democracia cristã e na identidade conservadora e liberal, encontrou uma forma de escamotear uma vertente de protesto mais “caceteira”, mas que também faz parte do seu ADN. A geração de André Ventura não tem esse problema porque não sente o salazarismo como um lastro, é uma cultura política que não lhe pertence. Não quer aquele passado. Tem mais liberdade. É uma clássica direita do século XXI, sem dificuldade em apresentar-se tal como é.
Falou com um dos fundadores que se referiu ao Chega como o “projeto do André”. Nesse sentido, e de acordo com a sua investigação, coloco-lhe duas questões: o partido é o projeto pessoal de André Ventura? E essa personalização que riscos traz ao partido?
❗️O Chega nasce como projeto político de André Ventura. O partido começa como um movimento interno, dentro do PSD, para afastar Rui Rio da liderança do partido. Quando André Ventura sai do PSD, sai sozinho. Nunca existiu uma corrente André Ventura no PSD. Cá fora, ele começou a falar com amigos de infância, pessoas que conheceu em Loures, nas autárquicas, e estudantes da universidade onde dava aulas. O Chega arrancou como um projeto individual, que foi ganhando força, e depois das eleições legislativas cresceu muito. Neste momento, o desafio do partido é deixar de ser o “projeto de André Ventura” e tornar-se autónomo em relação ao líder. Digo isto porque qualquer projeto personalista é sempre frágil.
Mas é o desempenho público de André Ventura que chama militantes para o Chega. E ele sabe disso….
❗️Absolutamente. Toda a visibilidade mediática do partido depende de André Ventura. E ele sabe que é a mais-valia do partido, mas está consciente dos riscos que isso acarreta. Neste momento, André Ventura está preocupado com a consolidação do Chega. Nas conversas que tive com ele, fiquei com a certeza que não é do seu interesse manter essa liderança carismática isolada numa redoma, mas abrir o partido a quadros que o possam ajudar nesta caminhada.
E mantêm-se os cinco temas principais que indica no livro (a identidade do partido, a economia, a família, a educação, a imigração e a Europa)?
❗️Para as primeiras páginas dos jornais, o discurso securitário e legalista resulta. Não faz sentido André Ventura renunciar a essa sua faceta porque é uma estratégia que funciona. No entanto, o Chega tem outra vertente que ainda não explorou, a do anti-sistema. Ou seja, a ideia de que o partido chegou para pôr termo à Terceira República e inaugurar a Quarta República. De forma resumida, isso significa acabar com a alternância política, de quase 50 anos, entre PS e PSD, e avançar com reformas constitucionais, como seja tornar o sistema político português num sistema presidencialista. Esta vertente anti-sistema, onde cabem essas reformas e a fundação da Quarta República, pode ser um campo interessante para o Chega se fortalecer e criar raízes. Isso requer um trabalho profundo que ainda não foi feito.
Uma das conclusões do livro é que o desempenho parlamentar de André Ventura e o seu “estilo contundente” não serão suficientes para responder à “demanda política despertada pelas promessas regeneradoras”.
❗️Parte do eleitorado português vê com bons olhos uma mudança radical do sistema político. Mas uma mudança radical não pode ser feitas por chavões. A uma certa altura, um partido reformista radical tem que apresentar modelos institucionais diferentes, dentro do paradigma da democracia liberal. Ou seja, há uma série de propostas dentro da agenda reformista que o Chega poderá aprofundar.
“Ainda é cedo para dizer se o Chega veio ou não para ficar”
A candidatura de André Ventura à Presidência da República faz parte da estratégia do partido? Ou é mais um “projeto pessoal”?
❗️Esse é um tema engraçado porque, de início, o partido estava contra a candidatura de André Ventura. A direção do Chega queria aproveitar este ano para consolidar o partido. Na minha opinião, essa é a oportunidade de André Ventura emergir como líder na cena política nacional porque ele tem a capacidade de polarizar os debates públicos, e isso é importante numa campanha presidencial – que é feita de confrontos individuais. Seria um desperdício não aproveitar essa oportunidade, apesar dos riscos.
A que riscos é que se refere?
❗️A um fraco resultado nas presidenciais. Já tivemos candidatos presidenciais não radicais que conquistaram à volta de 15 a 20 por cento dos votos. Agora, uma pessoa que se apresenta com um discurso radical e que não obtenha mais do que 2 ou 3 por cento de votos, seria um fracasso.
Esse resultado poderia contaminar o Chega?
❗️O perigo de contaminação existe sempre. Em todo o caso, acho que André Ventura fez bem em candidatar-se às presidenciais contra a vontade do partido. Isso mostra que as escolhas que ele faz resultam do seu faro político. Eu acho que foi a escolha acertada.
Termina o ensaio a responder se o Chega veio para ficar. A que conclusão é que chegou?
❗️Concluo que ainda é cedo para dizer se o Chega veio ou não para ficar. No entanto, chamou-me a atenção a entrevista que fiz a um dirigente do partido. Disse-me que o Chega não ia desaparecer, mesmo se André Ventura não tivesse sido eleito deputado. Nos últimos meses, a mobilização do partido estava a ganhar força, o que teria permitido ao Chega aguentar mais quatro anos. Talvez isso já revele uma certa consistência, que o impeça de desaparecer facilmente. No entanto, e como escrevi no livro, há uma série de dificuldades e de fraquezas que o partido terá de ultrapassar para se tornar num ator consistente na cena política portuguesa.
E que dificuldades ou fraquezas são essas?
❗️No imediato, um dos grandes problemas é a cooptação de quadros profissionais para o partido e a diminuição da conflitualidade interna, o que não deixa de ser um desafio para um partido que quer ser plural e agregar várias direitas. Outra questão é a da comunicação social. O Chega tem de se tornar mais impermeável a determinadas ofensivas dos media. As reportagens e boatos à volta do partido criam mossa. Terá de aprender a lidar com essas ameaças e a fortalecer a própria estrutura.
E as ameaças e fraquezas modificaram o discurso de André Ventura?
❗️Nos últimos meses, André Ventura radicalizou o seu discurso de confrontação com a esquerda. Também porque, desde que entrou no Parlamento, começou a receber ataques constantes do Bloco de Esquerda ou do PS e decidiu ripostar sempre. André Ventura nunca deixa sem resposta um ataque que lhe é dirigido, não só por deputados mas, também por pessoas mediáticas, como fez com os cantores. Não há um único tweet que o ataque, a que ele não dê resposta. Essa estratégia é interessante porque o discurso dele é contra essa elite do sistema, sendo ele anti-sistema. Já em relação aos ataques de que é alvo, de ser racista e xenófobo, optou por um estratégia comunicacional diferente. André Ventura podia ter negado essas acusações, como lhe foi sugerido pelos assessores, mas preferiu sempre ignorar. Isso deve-se ao facto, como escrevo no livro, de parte da comunicação social não estar interessada em perceber a identidade do partido, mas sim em desmontar o líder e atacar o Chega. Por isso, ele achou que não valia a pena perder-se em justificações. Preferiu dirigir-se ao seu auditório natural, o eleitorado das periferias e do mundo rural, que percebe perfeitamente aquela linguagem.