sexta-feira, 24 de novembro de 2017

                                S. M. N. dá muito trabalho!
No mundo  e o nosso país não foge à regra tudo gira à volta do dinheiro. É para isso que a grande maioria deseja chegar ao fim do mês, para contar os tostões e saber com que há-de contar para sobreviver no dia a dia. Falamos de milhões de portugueses que de uma ou outra forma recebem menos de 600€ por mês. Agora o suposto entusiasmo criado à volta de um possível aumento do chamado salário mínimo nacional, faz com que estejam entretidos a grande maioria dos portugueses que trabalham e sobrevivem com essa quantia, enquanto muitos dos que recebem dois, três ou  até quatro mil €euros ou mais até achem que vivem com dificuldades. Pensar que um terço dos reformados em Portugal absorvem o valor disponibilizados para o efeito. Que os valores dos vencimentos dos altos cargos públicos e privados somam mais de 60%  dos ordenados do país! Mas será ou não justa a luta para o tão badalado aumento do salário mínimo no nosso país? Há quem ache que o que se recebe é uma miséria, existem os empresários que acham incomportável o possível aumento,  há quem compare com aquilo que acontece em vários países europeus que comparado com o nosso envergonha-nos, e existem os desacordantes que vêm os que auferem um salário que muitas vezes até nem justifica aquilo que produzem, mas que ao abrigo da lei têm de ser remunerados nesse patamar. O que poderia proteger quem trabalha deveria ser sobre tudo: o nível de produtividade, o grau de crescimento da empresa para a qual o trabalhador presta os seus serviço, a motivação e a valorização pelo seu desempenho e produtividade, só assim seria verdadeiramente justa a variante de escalões remuneratório da força de trabalho, pois aqueles que à muito recebem 600 ou 700 euros pelo seu desempenho sentir-se-ão injustiçado ao ver que alguém que recebe um salário que não justifica aquilo que ganha e com toda a certeza que mais cedo ou mais tarde, sentir-se-à desmotivado e o seu nível de desempenho será muito menor. Por momentos será uma ilusão toda a (propaganda) feita à volta do tão flamejado aumento do salário mínimo, enquanto no nosso país não vigorar a valorização sobre o desempenho no trabalho, a compensação sobre a produtividade e a motivação profissional e respectivo reconhecimento por parte das entidades empregadoras, continuaremos a marcar presença nos nossos postos de trabalho por dois motivos: o primeiro, a necessidade de sobrevivência e o segundo, para chegar ao fim do mês e receber aquilo que a lei dita que temos direito pelo desempenho efectuado, nunca conseguiremos ter trabalhadores desejosos de chegar ao fim do mês e saber quanto vai receber a mais do que o habitual pelo seu esforço, desempenho, dedicação, e sentir o incentivo para um esforço para melhor desempenho no mês seguinte. Porque enquanto não percebermos que vivemos num país onde para produzires,  é preciso autorização de quem nada produz e a corrupção é compensada e a honestidade convertida num auto-sacrifício, vivemos numa sociedade que à partida está condenada.