quinta-feira, 17 de março de 2022

                                            Carta à procedência

A atualidade que deixa absorver a atenção da maioria dos cidadãos, faz com que por vezes nos alheemos daquilo que se passa à nossa volta, tornando-nos meros espetadores do que realmente os meios de comunicação nos querem transmitir e informar mesmo não sendo a prioridade, por vezes parece ser o necessário e suficiente para distrair as populações criando quase que um bloqueio à realidade, principalmente quando se tratam de assuntos a nível nacional e que a todos nos diz respeito. As causas ou eventuais consequências dos factos leva-nos a sofrer por antecipação, e como diz o velho ditado: o povo é que faz o milho caro, vão-se sucedendo as coisas quase que em modo de profecia. Previa-se à partida que o atual conflito que despoletou na Europa traria consequências graves para a economia de todos e principalmente para os mais pobres. Ora neste caso quem são os mais pobres da Europa? obviamente que Portugal e os portugueses. Estamos a pagar as consequências de uma gestão danosa ao longo de quase 5 décadas de regime democrático que ousa continuar a subsistir à custa da miséria e da ingenuidade dum povo, numa nação de quase 9 (nove) séculos de existência. E pensar que metade do mundo «já foi nosso», que somos um povo que facilmente se adapta a quaisquer situações, civilizações, ambientes e culturas, abnegados trabalhadores por excelência com créditos em qualquer lugar por onde se instalem, mas que no seu próprio país tem enorme dificuldade em evoluir. Por culpa dum estado castrador e o mais implacável contra quem produz e trabalha subjugando-nos a impostos sem medida. Vamos permitir que o debate político continue centrado na miséria do povo e na corrupção da classe política? Um povo de história de emigração no século passado por culpa duma ditadura, e recentemente por culpa da falta de oportunidades dum regime dito de democracia mas que não dignificou o trabalho nem valorizou quem trabalha e de quem investe na criação de postos de trabalho, razão pela qual continuemos a ser os mais pobres desta Europa em tumulto. Será que nunca iremos ter a oportunidade de sermos aquilo que por condições que a própria natureza nos privilegia, ser um pouco mais determinados, destemidos e porque não ambiciosos? Aguardamos com ansiedade o desempenho de um novo governo que por trafulhices eleitorais tarda em ser empossado e espera o resultado da decisão de portugueses que fora do país também deveriam ter o direito a decidirem o futuro do país mas ao que parece foram uma vez mais condicionados por um regime malicioso e manhoso que não quer perder a hegemonia do poder. Na região prepara-se a investidura política por parte de cidadãos que se propõem uma nova forma de fazer política e uma nova maneira de estar em democracia. CHEGA uma alternativa a 48 anos de prepotência, arrogância, demagogia e hipocrisia, vamos tentar dentro do possível  tentar levar a política às populações descrentes, onde todos os Madeirenses e Portosantenses possam deixar de ter receio em opinar, participar, agir e ajudar a construir uma região onde a oportunidade CHEGA a todos. Restaurar a democracia, restituir a liberdade e resgatar os valores da sociedade, serão essas as nossas prioridades. Precisamos de por a região a trabalhar dignificando o trabalho e valorizando quem trabalha, só assim o futuro será nosso. 

segunda-feira, 7 de março de 2022

                              Carta para a Paz

Nunca uma guerra será o ingrediente para conquistar a paz. Porque será que os conflitos são argumentados e utilizados como formula para alcançar a paz? O que se está passando atualmente leva-nos a pensar que o preço para alcançar a paz tem um custo demasiado elevado quando na realidade vivemo-lo dia a dia de certa forma quase que integrados na sua genes quer seja através dos meios de comunicação ou até nas opiniões e comentários de cada quem nas suas páginas das redes sociais queremos ser participantes ativos deste conflito que nos abala a todos. Mas porque o despoletar destas revoltas quando na realidade todos perdem? Desde sempre o ser humano na ambição e na ansia de poder mostrou que a sua insatisfação, a sua avareza, a ambição desmedida leva-o por vezes a não olhar às consequências das suas devastadoras atitudes e incoerências pondo em causa o essencial da humanidade; a sua segurança, a sua liberdade e a própria vida. Dentro de cada um de nós há sempre um despertar interesse em ser o elo mais forte mesmo que muitas das vezes prejudique a integridade de outros que no mesmo patamar estejam a competir para o mesmo objetivo. Quando se esperava que a solidariedade, a esperança, a cooperação, a caridade, o espírito de entreajuda fosse despertar com o pandemia, parece que o egoísmo, o individualismo, a inveja e a ganância fizeram da humanidade os seres mais perversos do planeta. Será que o globalismo retirou o sentimento de paz e fraternidade entre povos mesmo de diferentes culturas ou um choque cultural fez abalar as estruturas duma sociedade ambígua e reconvertida à escravatura de valores que não aqueles em que realmente acreditam? Em cada lar e em cada família pilar da sociedade, a harmonia, o bom censo, o respeito e a dignidade deveriam ser o modelo de sustentabilidade duma comunidade, duma região, dum país da nação, dum continente e do mundo no seu todo. Por isso para que não possamos estar à espera da paz após um conflito seja ele verbal, psicológico ou bélico estaremos cada um de nós com capacidade a disponibilizarmo-nos para que sejamos a pedra angular construtora duma verdadeira paz permanente e duradoira com que possamos confiar aos nossos descendentes um futuro com o qual nós próprios sonhamos mas que não somos capazes de sequer colocar as suas bases solidificadas com o nosso próprio esforço. Aquilo que em tempo chamou-se de guerra fria, com o decorrer dos anos tornou-se numa paz quente onde cada vez mais se alimenta o conflito e incendeia o coração de humanos sem qualquer tipo de humanismo mas parecendo querer voltar à sua origem de seres selvagens. Para mudar o mundo teremos de começar por nós mudando de atitude, por isso será que está na hora de deixar o nossos legado como os verdadeiros precursores da paz?