Será que só se morre de COVID?
Porque aparentemente o vírus mais famosos da actualidade parece que veio p'ra ficar. Porque à muito habituamo-nos a conviver com milhares de vírus, germes e bactérias nocivas ao organismo, mas que o nosso corpo por questões naturais e em alguns casos conseguiu criar autoimunidade, outros por força da medicina e investigação cientifica conseguiu-se criar medicamentos, tratamentos e vacinas para prevenção. A que actualmente está na (moda) parece que tem duplo efeito: o de ter ainda dificuldades no seu tratamento e o de meter o medo às pessoas, pois afinal por força das consequências teremos que nos habituar a viver com ele. Uma medida preventiva: proibir de se deslocação entre concelhos na período onde habitualmente acontecem as visitas aos cemitérios; será para que os que morreram de COVID, não contagiarem os visitantes? Meter 27.500 pessoas no autódromo do Algarve, enquanto no futebol ao ar livre, nos teatros e cinemas, nas comemorações e festividades tradicionais realizadas em família não vos diz nada? Porque a partir da 11 da noite ficam confinados em casa e a partir das 10 não se pode vender bebidas alcoólicas, será porque o vírus acorda á 11 da noite da ressaca do dia anterior. Francamente isto já parece uma brincadeira de pequenos. Quando existem milhares de opiniões contraditórias, mas o meios de comunicação insistem em criar o pânico a ver até que ponto a população é manipulável e resiste á medidas de coação à liberdade. Quando o artigo 21 da Constituição da República diz: (Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública). A maneira de um povo permitir que lhe condicionem as suas liberdades é a de; desconhecer ou ignorar os seus direitos. Afinal! Temos de ter precauções? temos! temos de estar alerta? temos! temos de ouvir as várias opiniões dos vários sectores da medicina e da ciência? temos! mas o que infelizmente estamos a ser bombardeados é pela constante informação de mortes, de internamentos e de novas infecções, enfim as TV's e a imprensa parece que não acontece mais nada nem outros casos de morte em Portugal a não ser do «pobre» do COVID. Porque as mais de 1,4 MILHÔES de consultas adiadas não contam, os mais de 50 mil cirurgias adiadas, milhares de tratamentos de doenças oncológicas tiveram de ser adiados com a devidas consequências. E parem de contar. Até já parece que não acontecem mortes por acidentes de viação, ou deixou de haver agressões familiares, ou até suicídios, oxalá e assim fosse. Segundo dados estatísticos só em 2019, portanto sem COVID, morreram 5.900 pessoas em Portugal de pneumonia, 3.331 de gripe, 397 de frio, 12.999 de doenças do foro respiratório. No momento que redigia esta carta os óbitos por COVID eram de: Números da DGS, 2.395, nada comparável com os problemas de saúde graves causadores de morte em anos anteriores. Por isso que: as medidas preventivas são eficazes, a consciencialização da população em que no seu comportamento assertivo poder-se-á evitar muito contágio e as consequências que dele advém, mas uma coisa é certa, contagiar a sociedade de medo é a piro maneira de fazer reduzir os prejuízos causados a todos o níveis no nosso país. Porque poderá até proteger de muito a utilização da máscara, mas esconde o medo e o sofrimento dum povo a caminho do desespero. Chega de pânico, vamos em frente, cuidemo-nos pois de certeza que mais cedo ou mais tarde vai ficar tudo bem para podermos voltar a nos abraçar.