quinta-feira, 31 de julho de 2025

texto de Nuno Morna

Artigo de hoje no Observador. 

https://observador.pt/opiniao/redistribuir-o-vazio/

𝗥𝗲𝗱𝗶𝘀𝘁𝗿𝗶𝗯𝘂𝗶𝗿 𝗼 𝘃𝗮𝘇𝗶𝗼.
[Enquanto não criarmos riqueza, estaremos apenas a partilhar o nada com um ar piedoso e um sorriso de mentira]

Enquanto não acertarmos, não aceitarmos com a humildade que custa, com a vergonha que arde, com a verdade que não se diz alto para não ofender os ouvidos sensíveis dos técnicos superiores e das consciências delicadas dos economistas de carreira, que em primeiro lugar, em primeiro, como quem diz antes de tudo, antes mesmo de pensarmos em escolas ou em hospitais ou em auto-estradas ou em discursos na televisão com bandeirinhas atrás e legendas a correr no fundo como lágrimas, temos de criar riqueza, criar mesmo, como se cria um filho, com trabalho, com noites mal dormidas, com medo, com fé, com dor, com aquela dignidade triste dos que ainda acordam cedo para abrir portas, para pagar contas, para inventar soluções de manhã e engolir frustrações ao jantar, enquanto isso não for evidente como o sol que nos queima a nuca nas filas onde aguardamos cada vez com menos paciência, não vamos a lado nenhum. Ou pior: vamos para trás. Devagarinho. Com um sorriso.

Porque a verdade é que neste país se fala de redistribuição como quem fala de caridade numa procissão. Dá-se com pose, com ar de magnanimidade, com aquele paternalismo fingido de quem nunca passou fome nem teve de decidir entre pagar a renda ou levar os filhos ao médico. Fala-se de distribuir como se distribuir fosse o mesmo que criar. Como se partir um pão ao meio fosse fazer nascer um segundo. Como se os números nas folhas do Governo fossem trigo. E não são. São cinza.

Os que mandam, os que se sentam em cadeiras forradas, em prédios altos com vista para o mar ou para os jardins, confundem a realidade com o desejo. Acham que por desenharem uma tabela com “medidas para o crescimento” já estão a construir fábricas. Que por escreverem “emprego jovem” num plano de acção qualquer já estão a salvar um rapaz de vinte anos que todos os dias vê o pai a encolher-se no sofá, com os olhos perdidos na televisão e o corpo cansado de uma vida sem futuro.

E é por isso que não criamos nada. Não porque sejamos estúpidos. Não porque sejamos preguiçosos. Mas porque nos ensinaram a desconfiar de quem tenta. De quem arrisca. De quem falha. Porque neste país não se falha, morre-se. Morre-se socialmente, financeiramente, politicamente. Quem tenta é olhado de lado. Quem empreende é suspeito. Quem lucra é ladrão. E depois perguntam-se por que razão não há mais inovação, mais investimento, mais ambição. Como se a culpa fosse do povo. Como se as pessoas comuns tivessem alguma coisa a ver com as teias viscosas de autorizações, licenças, pareceres, alvarás, taxas, coimas, subsídios e impostos, essa floresta obscura que o Estado planta à volta de cada ideia como se tivesse medo que crescesse.

O Estado não é pai. O Estado não é mãe. O Estado, na melhor das hipóteses, devia ser jardineiro. Regar, tirar as ervas daninhas, deixar crescer. Mas não: aqui o Estado é dono da horta, dono das sementes, dono da água, dono do sol, dono da sombra. E depois admira-se que ninguém plante nada. Ou que só cresçam ervas velhas e resistentes, habituadas a sobreviver com pouco e a viver daquilo que os outros largam.

E ainda assim querem distribuir. Não se percebe bem o quê. Talvez o ar. Talvez os slogans. Talvez a esperança que ainda sobra em quem não aprendeu a desistir. Mas riqueza, não. Porque para isso era preciso que alguém a criasse. E quem a cria, neste país, é visto como um problema. Uma ameaça. Um desafio ao monopólio da virtude pública.

Enquanto isso, a redistribuição continua. Redistribui-se miséria. Redistribui-se desencanto. Redistribui-se dívida. Redistribuem-se fundos com prazo de validade e cheiro a Bruxelas. Redistribui-se a ilusão de que se pode continuar assim. E continuamos. Como um doente que recusa o diagnóstico e pede mais analgésicos. 

Criar riqueza não é um pormenor técnico. É uma obrigação moral. Uma condição da liberdade. Uma exigência de respeito por quem trabalha. Por quem tenta. Por quem não quer viver eternamente da bondade do Estado nem da caridade dos programas. Por quem sabe que dignidade não se compra com transferências. Conquista-se. Dia após dia. Em silêncio.

Mas isto não se ensina nas escolas. Não se diz nos debates. Não se ouve nos telejornais. Fica-se pela superfície. Pela espuma. Pelo jogo de espelhos onde tudo parece funcionar, desde que não se olhe demasiado de perto. Desde que não se mexa. Desde que não se pergunte.

Criar. Depois distribuir. Como quem constrói primeiro a casa antes de decidir onde pendurar os quadros. Qualquer criança percebe isto. Mas neste país, o poder já não percebe nada. Ou talvez perceba. E tenha medo. Medo de que se perceba que o rei vai nu, que a redistribuição é um teatro, que a riqueza não nasce nos gabinetes nem nas conferências nem nos conselhos de ministros. Nasce no campo, na loja, no estaleiro, no atelier. Nasce no risco. E o risco, como se sabe, não se redistribui. Assume-se.

E enquanto não acertarmos nisto, continuaremos a cair. Com papéis na mão e ar de quem sabe para onde vai. Até o chão nos ensinar o que o bom senso já devia ter dito há muito. Mas talvez seja tarde. Talvez só restem discursos. E o eco deles. 

Julho 2025
Nuno Morna

sábado, 26 de julho de 2025

                                      Quando a culpa é da verdade

Os partidos são todos iguais. Os políticos são todos iguais e vão todos pelo mesmo caminho. Mas será que há pessoas neste país que querem fazer política de forma diferente?

Quando o grande problema de uma sociedade que ao longo de 51 anos de (democracia) foi sendo literalmente manipulada pelos que eticamente deveria estar ao serviço da cidadania na isenção da passagem da informação, tornou-se num enorme problema para a sociedade aceitar a verdade, por pôr em causas as promessas feitas por oportunistas, vigaristas irresponsáveis questionando  o (comodismo) dos nossos sonhos e a ansiedade das nossas ambições. Quando se ouvem por exemplo: nesta fase onde a comunicação social fala das transferências de jogadores de futebol só se ouvem falar de milhões de um lado para outro, imaginem um cidadão pensionista que recebe pouco mais de 300 ou 400 euros por mês, vai ao supermercado ou à farmácia e depara-se que grande parte desse valor que aufere não consegue suportar minimamente as suas necessidades. Quando se fala em supostos milhões em «investimentos» dum governo que à partida nada produz, e uma família que tem de sacrificar a vida familiar para suportar os gastos fixos de uma sobrevivência, (agua, eletricidade, transporte, escola, saúde, alimentação, vestir e segurança, qual o sentimento que paira na cabeça destas pessoas? Quando vemos que por exemplo no Caniçal vão destruir um edifice que outrora foi o centro de saúde pago com o dinheiro dos contribuintes, agora é a solução encontrada para "resolver" uma parte do problema da habitação cedendo a área então ocupada para auto-construção de habitação, ou seja o terreno é cedido e o utilizador assume a construção da sua casa. É este modelo demagogo e hipócrita que a sociedade tem vivido á sombra desta demagogia. Á medida que o tempo passa, a desilusão cresce e a frustração aumenta, a contestação alimentada pela impotência dum povo no qual a liberdade não lhe confiou a participação na evolução da democracia, agora vê a ameaça dessa contestação numa rotulagem e uma narrativa onde os descontentes e os corajosos são apelidados de negacionistas, fascistas, racistas e xenófobos quando a realidade é que foram as sucessivas asneiras cometidas ao longo de mais de meio ´seculo que evidenciaram e fomentaram a atual contestação. Quando surge um corajoso a contestar tudo o que de errado se fez até agora, eis que surgem os arautos da democracia e os paladinos da liberdade a apresentarem possíveis soluções que nunca tiveram sucesso ao longo de 50 anos de (experiência democrática).

Portanto não se admirem do crescimento da contestação e a adesão dos cidadãos fartos de promessas incumpridas e que agora seguem uma alternativa de mudança radical dum sistema que não soube aproveitar a liberdade para implementar a autêntica democracia. A derradeira oportunidade de salvar a nação do colapso, e a região da calamitosa gestão que até aqui tem sido apanágio de oportunistas e malabaristas que continuam a achas que democracia é isto. Por situações menos gravosas que aquela que estamos a assister na atualidade, se impuseram os regimes totalitários, a nossa história é testemunha disso os caso mais mais recente e evidente que nos tocou e muito, foi a Venezuela destruída pela corrupção e que o povo farto apostou de forma (democrática) na alternativa errada. Ao contrário, existem países onde começam a surgir as soluções com governantes decididos e determinados em resolver os problemas do seus países e dos seus cidadãos, mas os meios de manipulação/comunicação sustentados pelo sistema continuam a ignorar e pior ainda insistem em ocultar. Vejam-se os caos recentes da República de "El Salvador" onde um jovem presidente aos 38 anos,  em 6 anos conseguiu transformar o país mais perigosos e inseguro da América Latina num dos mais seguros do mundo.        O mesmo se passa com a Argentina onde Javier Millei (um economista de 54 anos) conseguiu implementar um modelo de gestão que transformou uma aflição/inflação de 26% ao mês para 2,7% o que já é designado do milagre Millei. A democracia poderá dar uma vez mais uma nova oportunidade de reconstruir Portuga, é preciso apostar nos poucos (cidadãos) que ainda restam de corajosos e determinados  em salvar Portugal.

domingo, 20 de julho de 2025

 

A estupidez e o ruído estão a vencer o saber e a inteligência

Lembro-me, em miúdo, de estar num café com o meu pai e perguntarem-lhe se preferia ter um filho médico ou jogador de futebol. Ele respondeu, sem hesitar: “médico”. Hoje, estou convencido de que, se fizessem a mesma pergunta a um qualquer pai, a resposta mais provável seria: “jogador de futebol”.

É verdade que, hoje, a diferença de cultura geral entre um médico e um jogador de futebol não é tão abismal como naquele tempo. Porém, o que mudou verdadeiramente o centro das ambições dos pais – e dos próprios filhos – foi o mediatismo e o dinheiro, remetendo a cultura para um plano secundário. E isso tem repercussões graves: na eleição de gente mal formada para cargos políticos e na crescente desautorização de quem estudou e se preparou, como médicos e professores — profissões que não se exercem eficazmente sem autoridade moral ou académica.

A estupidez, filha da ignorância, instalou-se na sociedade. E a sociedade passou a premiá-la como se fosse uma virtude. Quem a tem exibe-a como um troféu.

Vivemos numa era em que a informação nunca foi tão abundante e, paradoxalmente, é a estupidez que tem mais palco e aplausos. O conhecimento está à distância de um clique, mas os algoritmos empurram-nos para vídeos curtos, títulos em letras gordas e debates onde ganha quem grita mais alto. A inteligência e o saber já não seduzem. O ruído — outro filho da ignorância — esse sim, entretém, fideliza, viraliza.

Os media e as redes sociais alimentam estes monstros. Em nome das  audiências, promovem especialistas de ocasião, opiniões simplistas, certezas absolutas, frases feitas, humor raso e indignação sem fundamento. Tudo o que exige tempo, leitura, contexto ou reflexão… não tem tração. Não gera likes. Não vende. E, pior ainda, já nem é admirado.

O problema maior está na forma como nós, enquanto sociedade, passámos a premiar o raciocínio fácil e a punir o pensamento complexo. Basta ver quem lidera as audiências ou quem é idolatrado. O pensamento estruturado é visto como elitismo. O vocabulário mais elaborado, como arrogância. A dúvida, como fraqueza.

GOSTA DESTE CONTEÚDO?

O saber passou a ser quase um obstáculo. O resultado? Um empobrecimento do discurso público e a normalização da mediocridade.

Mas a consequência mais grave desta “estupidificação” social não é apenas estética ou cultural, é política. Porque um povo que despreza a inteligência é presa fácil de discursos simplistas, extremismos, populismos e desinformação. A ignorância é o terreno fértil onde germinam as ideias que reduzem o mundo a “nós e eles”, “bons e maus”, “verdade e mentira”.

O saber e a inteligência já foram aspiracionais. Hoje, são algo a evitar. Como se pensar desse trabalho a mais. Como se fosse mais “cool” ser irónico do que informado. Mais “viral” ser raso do que profundo.

Mas a inteligência e o saber — geradores de conhecimento — não desapareceram. Estão aí, nos livros que poucos leem, nos professores mal pagos, nos jornalistas ignorados, nos cientistas abafados. A pergunta é: até quando vamos fingir que não precisamos do conhecimento?

Porque, se a estupidez e o ruído continuarem a ser promovidos como virtudes, um dia, os sobreviventes deste novo modelo social, pagarão um preço altíssimo: não saberão sequer que existiu o Homo sapiens!

https://minhodigital.pt/autor/damiao/


quarta-feira, 16 de julho de 2025

Comentário á intervenção de FG no DN-Madeira dia 16/07

 No final da manhã de 4 de Novembro de 1961, um sábado, zarpava da Gare Marítima de Alcântara, localizada na foz do Rio Tejo, em Lisboa, o navio 'Funchal', a mais famosa embarcação com o nome da capital madeirense. O rumo desta viagem inaugural estava traçado. Funchal, a sua primeira escala, e depois Ponta Delgada, Horta e Angra do Heroísmo, os portos açorianos, antes do regresso a Lisboa. O paquete ANGRA DO HEROÍSMO (1966-1974) também complementava em simultâneo as mesmas ligações. Será que a ligação marítima entre as regiões e o continente um verdadeiro modelo de autonomia? Não importa que sejam o JPP, o CHEGA ou o PSD, não importa que sejam os Sousas, o Jaime Ramos, o Armas ou a Holsen Line. O que seria importante é que existisse um serviço ( que já deu prova da sua viabilidade: https://www.sulinformacao.pt/2012/01/naviera-armas-anuncia-abandono-da-ligacao-por-ferry-portimao-madeira/ ) que desse uma alternativa e uma dimensão de modernidade no que a transportes diz respeito. O monopólio, o caciquismo, o protagonismo a ambiguidade e as querelas políticas só fazem atrasar o desenvolvimento da nossa região. A política a sobreviver das dificuldades do povo a cada dia que passa perderá a sua credibilidade, fomentará a indignação e a revolta e abre brechas para caminhos que a liberdade não se identifica. Acho que é hora da malta que anda a vender política acordar para a realidade, o povo poderá ser ingénuo, displicente e tolerante mas não é estúpido.

Comentário a uma publicação de Nuno morna sobre André Ventura. 18/07

Para devolver a democracia aos portugueses, é crucial fortalecer as instituições democráticas, promover a participação cívica e garantir o respeito pelos direitos fundamentais. Isso envolve a atuação ativa de todos os cidadãos na defesa da democracia, seja através do voto consciente, do exercício da cidadania e da fiscalização do poder político. Além disso, é fundamental garantir a liberdade de expressão, a independência dos órgãos de justiça e a transparência na gestão pública.

Quando a informação deixa de ter isenção e converte-se em meio de manipulação de mentalidades.

André Ventura não é nem mais nem menos o fruto da incongruência duma sociedade sem cultura democrática, da degradação palpitante de uma democracia que nunca existiu, de um socialismo que conduziu o país numa calamitosa catástrofe, de uma classe política que se digladia para ver quem conseguiu fazer pior, de uma liberdade que sobrevive à custa da miséria do povo. CHEGA na hora em que o país está em avançado estado de decomposição graças à estupidificação dos cidadãos que devoram meios de comunicação convertidos em meios de manipulação. Quando a verdade é promovida num estado de ansiedade, quando a esperança é servida num tabuleiro de miséria, tudo serve para sair do fosso, quando a nossa covardia faz eco num ato de coragem perante aqueles que nos converteram em escravos da suas verdades, nada mais nos resta em aceitar a última oportunidade de sobrevivência muito pela força do ressoar da nossa já tão frágil voz. Só o facto da coragem de enfrentar uma democracia amorfa numa liberdade fracassada, ditou a esperança a milhões de (ingénuos) de desiludidos, defraudados, indignados e revoltados que sonhamos de novo ser possível restaurar a democracia, restituir a liberdade e resgatar os valores de uma sociedade imbuída na auto-destruição. Será que ainda temos liberdade suficiente de chegar a tempo de salvar a democracia?

Texto comentário da evolução de Portugal na década de 60 (J.L.Braga 23707

Do telegrama ao em@il, vejo como o mundo evoluiu principalmente no que a comunicação diz respeito, no entanto a classe política continua a cometer os mesmos erros do passado, quando nos anos 20 os níveis de analfabetismo eram quase de 70%, o que nos dias de hoje são apenas e ainda ultrapassam pouco mais de 3%. Afinal formaram-se os cidadãos amestrados mas pouco ou nada democráticos, mas não se criou uma sociedade paralela aos seus conhecimentos e à sua evolução.

Texto enviado após correção.

Para devolver a democracia aos portugueses, é crucial fortalecer as instituições democráticas, promover a participação cívica e garantir o respeito pelos direitos fundamentais. Isso envolve a atuação ativa de todos os cidadãos na defesa da democracia, seja através do voto consciente, do exercício da cidadania ou da fiscalização do poder político. Além disso, é fundamental assegurar a liberdade de expressão, a independência dos órgãos de justiça e a transparência na gestão pública.

André Ventura é, nada mais, nada menos, o fruto da incongruência de uma sociedade sem cultura democrática, da degradação evidente de uma democracia que nunca existiu, de um socialismo que conduziu o país a uma calamitosa catástrofe, de uma classe política que se digladia para ver quem conseguiu cometer o maior erro, e de uma liberdade que sobrevive à custa da miséria do povo. O partido CHEGA surge num momento em que o país está em avançado estado de decomposição, graças à estupidificação dos cidadãos que devoram meios de comunicação convertidos em instrumentos de manipulação.

Quando a verdade é promovida em um estado de ansiedade, quando a esperança é servida num tabuleiro de miséria, tudo parece válido para sair do fosso. Quando nossa covardia ressoa como um ato de coragem diante daqueles que nos converteram em escravos de suas verdades, nada nos resta senão aceitar a última oportunidade de sobrevivência, impulsionada pela força do eco de nossa já tão frágil voz.

Só o fato de enfrentar uma democracia amorfa em uma liberdade fracassada ditou a esperança para milhões de desiludidos, defraudados, indignados e revoltados. Sonhamos que seja possível restaurar a democracia, restituir a liberdade e resgatar os valores de uma sociedade imersa na auto-destruição. Será que ainda temos liberdade suficiente para chegar a tempo de salvar a democracia?

terça-feira, 15 de julho de 2025

                  UM LARGO E TURTUOSO CAMINHO
Um dia fui convidado a fazer uma viagem, curta! mas achei que seria o momento certo e aceitei sair da minha zona de conforto e aceitar o desafio. Foi uma aventura fantástica, conheci novas amizades, novas experiências e um cenário nunca antes vivido. Depois de algum tempo novas viagens se concretizaram, umas apanhem sol em demasia, outras um inverno rigoroso com caminhos sinuosos e alguma lama que me fizeram por vezes escorregar mas consegui me equilibrar e sem cair, sempre utilizando o mesmo tipo de transporte.
 Por causa de uma avaria no condutor, mudei de meio de transporte, alterei o itinerário e tentei um percurso a pé que desisti por já não sentir as forças suficientes para percursos pedonais e de longa distância. De volta ao agente de viagem onde iniciei a minha aventura, eis-me de novo no mesmo veículo, com um novo condutor e para o mesmo local onde me iniciei  nesta viagem. 
Por vezes temos de MUDAR  de meios sem nunca perder o objetivo e o propósito da viagem quando os princípios e os valores para os quais iniciamos a mesma se mantenham firmes e objetivos.

sábado, 12 de julho de 2025

                                       Quero comprar as desertas!

Quando temos uma ideia de invasão do território logo imaginamos: uma fileira de tanques de guerra, um batalhão de soldados a entrarem pela fronteira adentro e arrasar tudo o que se lhes atrapalhe pela frente. No caso de uma ilha, seriam uma ilha veria uma esquadra de navios de guerra a desembarcarem um batalhão de soldados de arma na mão. Ao contrário disso, existem invasões aparentemente pacíficas e que passam quase despercebidas e às quais por vezes estamos desprevenidos ou distraídos. Era ainda criança e lembro-me perfeitamente de uma invasão de gafanhotos na Ilha da Madeira, salvo erro nos finais dos anos 50 início dos 60, que destruíram cultivos tudo o que era verde era devorado pelos insectos invasores, foi terrível. Será que ao menos poderiam alugar as Ilhas Desertas para eventos de estudos científicos "Polo universitários" de biologia e ambiente, especialmente?

Estamos a assistir por circunstâncias várias um (invasão9 de imigração que por vezes preocupa a população residente dada a dimensão e a proporção atingida. A falta de mão de obra nos diversos setores primários, construção civil, hotelaria e similares, agricultura e pescas têm sentido a necessidade de recrutamento de mão de obra fora do país e da região para que a economia possa subsistir. O aumento da procura pelo turismo fez-se sentir e exigir que esse crescimento precisava urgentemente de pessoas para trabalharem nesses setores fundamentais para a evolução dessa economia. Mas será que por detrás dessa necessidade e desse crescimento escondem-se outras situações como, exploração e escravatura, trafico humano e mafias de exploração. Várias investigações quer a nível das autoridades judiciais que nos meios de comunicação já trouxeram à praça pública este assunto que os cidadãos comuns vêm com alguma apreensão.

O crescimento turístico na região poderá dever-se a diversos factores. As guerras em lugares do mundo outrora pontos de atração turística,  pois os regionais, quem os quiser visitar agora terá de pagar.  A imagem Cristiano Ronaldo/Made in Madeira, os vistos Gold e os investidores estrangeiros, alguns famosos no caso do Eric Clapton, as filmagens da série "Guerra das estrelas", poderão ter também em boa parte contribuído a ser essa uma das razões para que o mercado da habitação esteja de certa forma agravado. Mas também é do conhecimento público que existem locações para alojar muitos dos imigrantes que são contratados para trabalhar, razão para que os diferentes serviços ficam por vezes saturados. 

No penúltimo fim de semana do mês de Julho haverá uma nova invasão na Herdade do Chão da lagoa) propriedade da "Fundação Social Democrata" onde se voltará a reunir a máquina laranja e seus simpatizantes e dependentes. "Há muito muito tempo era eu uma criança" e já estas coisas se comemoravam , não numa "cabana junto à praia", a malta divertia-se e gostava disto "como macaco gosta de banana", mas que nos ultimo "20 anos" onde ainda se propunha vem "viver a vida amor" e onde muita "portuguesa bonita" se divertia, tudo isso vem sendo comemorado desde "o dia em que o rei faz anos" e nunca " a rosa que te dei" seria usada como símbolo de conquista. Mas esta "minha música" possa ferir sensibilidades, deixo para o "ontem, hoje e amanhã" com um "coração de papelão"  a "festa do zé" não venha "morrer de amores"  nos "verdes trigais" ou "junto à lareira", nem a "Anita bonita" venha um dia a descobrir o "vampiro bom" e deitar por terre "o melhor tempo " da infância dos madeirenses. 

PS): É mais rápido ir a Lisboa entregar uma carta e regressar, do que estar 2 horas e 40 minutos numa estação dos CTT à espera de atendimento para enviara uma carta. Os CTT parece que também foram invadidos!

quarta-feira, 9 de julho de 2025

Imigrantes!

Nem é necessário confirmar, podemos utilizar nomes virtuais ou até inexistentes para fazer chegar a mensagem de que os filhos dos portugueses estão a ser preteridos pelos filhos dos imigrantes, isto são factos e quem quiser tentar branquear esta situação será "cúmplice" dum processo de invasão (pacífica) de tráfico humano e de escravatura do século XXI. Oxalá e não seja demasiado tarde para tomar a medida necessária para controlar isto, se é que ainda possa haver controle. Queremos portugueses corajosos para MUDAR Portugal. 
Como emigrante que fui e que tão bem acolhido pelo país e o povo que me aceitou, onde rapidamente me integrei cumprindo as suas leis, adaptando-me aos seus costumes, convivendo com a sua cultura, fez dele a minha segunda pátria que ainda a tenho num espaço do meu coração. Da mesma forma que por termos origens latinas e semelhantes foi fácil a integração. Só contrário de muitos dos que chegam ao nosso país, que não concebem liberdade como modo de vida, onde permitem a poligamia, onde as mulheres são escravas e onde predominantemente são famílias excessivamente numerosas irão criar o desequilíbrio e o caos numa sociedade como a nossa que se dizia civilizada, mas que afinal é apenas e tão só domesticada e doutrinada.

sexta-feira, 4 de julho de 2025

Excelentíssimo Sr. Dr. André Ventura:

 Escrevo esta carta para: pelo facto de ser o Presidente do Partido CHEGA  do qual sou o militante N: 29752 e por uma questão de ética quero comunicar-lhe que fui convidado pelo Tenente Coronel Pedro Tinoco Faria para ser o seu mandatário na Candidatura à Presidência da República na Região Autónoma da Madeira e expressar minha aceitação do convite que me foi endereçado, mais importante ainda, para declarar oficialmente o meu apoio à sua candidatura. O facto de até aqui não ter sido solicitada a minha participação dos meus préstimos a nível de quaisquer atividade partidária, ou até para as próximas eleições autárquicas que se avizinha por parte da Direção regional do partido, achei que estaria disponível para aceitar este desfio e visto ser uma  eleição apartidária.

É com grande entusiasmo que decidi apoiar esta candidatura, acreditando firmemente que o Tenente Coronel Pedro Tinoco Faria e achei que possui as qualidades e a visão necessárias para liderar nosso país numa direção positiva e próspera. Visto que em muito se enquadra com os princípio em que acreditei quando decidi sair da minha zona de conforto e abraçar o projeto CHEGA motivado fundamentalmente pela tenacidade e determinação da sua pessoa e que desde a primeira hora rapidamente me conquistou.

Acredito que a liderança do Tenente coronel Pedro Tinoco faria na Presidência da República poderá vir a trazer mudanças significativas e benéficas para a nossa nação, alinhando-se com os valores e princípios que defendo. A sua experiência militar ao serviço de Portugal, e a dedicação com que abraça este projeto, são qualidades inestimáveis que serão cruciais para enfrentar os desafios que o nosso país enfrenta nos dias de hoje.

Gostaria de expressar a minha gratidão pelo trabalho incansável que o partido tem feito sob o sua liderança, para promover a mudança e o progresso na nossa sociedade. Com este convite estou ansioso para poder contribuir, dentro da minha modéstia e das minhas capacidades, para o sucesso desta candidatura e para o futuro brilhante que todos queremos, desejamos e prevemos para o nosso Portugal.

Grato pela atenção dispensada.

Cordiais cumprimentos; atenciosamente: 

Contacto  Telf. 964 008 917 António José Ferreira

Funchal 07 Julho 2025

quarta-feira, 2 de julho de 2025

 A trapaça política com a chancela do PSD-Madeira em evidência.

A questão da trapaça política envolvendo o PSD-Madeira é um tema delicado e complexo, que pode abranger várias questões, incluindo acusações de corrupção, uso indevido de recursos públicos, favorecimento político, entre outros. O PSD-Madeira, como partido político com uma longa história na região autónoma da Madeira, tem enfrentado diversos desafios e controvérsias ao longo dos anos.
Liderança e História

Alberto João Jardim: Foi uma figura central na história do PSD-Madeira, liderando o partido e exercendo significativa influência política na região por várias décadas. Enfrentou na (justiça) o caso "Cuba livre". https://expresso.pt/politica/2016-03-08-Alberto-Joao-Jardim-arguido-no-caso-Cuba-Livre

Miguel Albuquerque: Sucedeu a Alberto João Jardim e tem sido uma figura proeminente na política madeirense, enfrentando tanto elogios quanto críticas por suas ações e decisões políticas. Recentemente envolvido no caso onde: https://www.rtp.pt/.../suspeitas-de-corrupcao-miguel...

Desafios e Controvérsias
Acusações de Corrupção: Ao longo dos anos, o PSD-Madeira e seus líderes têm enfrentado várias acusações de corrupção e má gestão de recursos públicos.

Domínio Político: O partido tem mantido uma forte presença na política regional, o que alguns críticos interpretam como um domínio excessivo e potencialmente problemático para a democracia local.

Investigação Independente: Em casos de suspeita de trapaça política, é crucial que investigações independentes sejam realizadas para esclarecer os fatos e garantir a responsabilização.

Prestação de Contas: A transparência e a prestação de contas são essenciais para manter a confiança pública nos partidos políticos e nos líderes.

Este é mais uma vez um projeto ambiciosos, uma decisão que corajosamente me motivou a poder dar continuidade àquilo que iniciei quando ao sair da minha zona de conforto e abraçar o projeto CHEGA. Esta candidatura vai ao encontro de mais de 5 milhões de portugueses, cidadãos eleitores que se recusam a votar por não se identificarem com o atual sistema político, gente desiludida, defraudada, indignada e revoltada. Acho que é hora de MUDAR Portugal.