domingo, 2 de setembro de 2018

                              Na jaula dos "tubarões" 
Por muito que se queira manter tradições, costumes, hábitos ou modelos de cultura, o facto é que o mundo não pára, e as alterações contínuas aos comportamentos de povos deve-se sem dúvida àquilo que designaram de globalização, que não é mais nem menos do que, o inteirar-se no momento da notícia no acto em que ela se concretiza, dada a facilidade com que os meios e principalmente as comunicações evoluíram. Desde que em 16/07/1969 sentado comodamente no sofá vi  aquilo que pareceria impossível, imagens de TV a reportarem no momento exacto a chegada do homem à lua! tudo passou a ser diferente. Para o bem ou para o mal, e como tudo nesta vida, a verdade é que tivemos de mudar hábitos, comportamentos, atitudes, visão futura e até imaginem-se de maneira de pensar, pois a realidade a partir desse momento passou a ser outra. A polémica à volta da instalação de jaulas para exploração de piscicultura foge e de que maneira à minha perspectiva de análise, visto não saber ver até que ponto será prejudicial ou benéfica esta situação. Se por questão de poluição, à partida poderá ser muito prejudicial, se vermos em questão de desenvolvimento industrial poderá ser benéfica. Agora existirão alternativas, os benefícios para as maiorias serão maiores que os prejuízos? Alguém diria que poderia ser utilizado o tão polémico e desastroso espaço da Marina do Lugar de Baixo para o efeito, também em tempo alguém investiu no Sítio das Contreiras no Seixal o que nunca chegou a funcionar. A polémica instalada à volta das jaulas de piscicultura nos mares adjacentes à Ponta do Sol tem gerado um frisson que poderá ser interpretado como protesto político, ou confronto de realidades diferente que só os especialistas na matéria poderão dizer se é ou não justificável este licenciamento e investimento. A verdade é que a descaracterização da região depois das construções de estradas de acesso rápido, deixou as antigas ao abandono aquilo que a cultura centenária desta terra poderia e deveria preservar, mais que não fosse como atração turística, dada a complexidade para a época na construção dessas vias de acesso aos lugares mais recontros da nossa ilha, e que com muito trabalho e esforço de muitos conterrâneos nossos, os custos de algumas vidas e com muito poucos meios, fizeram-se milagres para encurtar distancias que agora estão reduzidas a escombros e que poderiam ser uma mais valia turística, pois os que nos visitam, com certeza que gostariam de conviver com aquilo que nos fez atingir a simpática contagem de 600 anos de existência, da mesma forma que já se pensa em recuperara os chamados Caminhos Reais, porque não preservar aquilo que o passado recente fez-nos  atingir aquilo que o presente nos proporciona e que com o esforço de todos o futuro poderá manter e preservar muito da nossa história. P.S. E a propósito de futuro: Começa a nova época escolar, não se esqueçam de carregar as nossas crianças de mochila às costas com muitos livros, e deixem os tablets e os Ipad's em casa, por que nisso ainda a nossa sociedade (de interesses) pouco ou nada evoluiu.