domingo, 11 de março de 2012

                                           Semeando o futuro
Num banco do jardim,sentado à espera que dessem seis horas.Era a hora combinada com meu amigo Francisco,pois nesse dia tivera a permissão de meus pais,para passar o que seria um serão agradável na companhia de colegas ,(amigos) e supostamente futuros parceiros de ideias a concretizar na área a que me tinha proposto,empenhando-de de corpo e alma,pois esse era também era o desejo do meu pai,cuja profissão dava-lhe muito prazer.
Quanto à minha mãe,visto partilhar actualmente com o seu segundo marido as suas funções,deixavam-lhe pouco tempo para as lides da casa que a senhora Luzia tratava com o máximo dos carinhos,pois era mãe de três rapazes todos em idade escolar e o seu marido,um militar de carreira,achava que ela deveria continuar a servir a nossa família,pois antes de se conhecerem,era na casa da minha avó,ainda moça,que com o seu trabalho ajudava os seus pais nas despesas da casa e na educação dos irmão mais novos.
     Entretanto olhei para o relógio já eram seis e dezassete quando o Francisco aproximava-se com um ar divertido,típico da sua personalidade.
     Então é hoje,disse o Francisco.Sim vamos ver como corre,espero que nos divirtamos!
Ficara combinado ir ao encontro da Inocência,pois a avó levaria-nos até à Ribeira brava ,à casa dos restantes (amigos) para a tão esperada festa que casualmente serviria para comemorar o aniversário de um do grupo.
Chegamos por volta das oito da noite,já o sol se tinha posto e entra gargalhadas,anedotas e os comentários da praxe,lá fomos tomando algumas bebidas que existiam e outras que teriam sido levadas pelas cerca de doze pessoas que ali se encontravam,conjuntamente com algumas coisas que íamos comendo.Ouviam-se algumas músicas de fundo que davam mais afirmação a todo aquele ambiente de alegria que vivia-mos,e rapidamente sem dar por isso olhei para o relógio e pareceu-me ver já meia noite.
    No meio da euforia do diálogo algo  ruidoso,quis-me parecer alguém deitado no chão,aproximei-me.era um rapaz aparentemente mais velho do que eu,estava com aspecto assustador,de olhos arregalados,boca aberta e aparentava muita dificuldade em respirar.Logo chamei o Francisco e perguntei-lhe se era normal este (amigo) dele dar-lhe estas crises, retorquiu-me de imediato nunca ter visto semelhante situação.
    Entretanto liguei para o meu pai a contar-lhe o que estava a acontecer e de imediato liguei para os bombeiros,pois essa tinha sido a sua ordem.Acompanhei-o juntamente com o Francisco até às urgências do Hospital,fiquei a aguardar pela informação médica que entretanto já se fazia acompanhar pelo meu pai.
Qual não foi o meu espanto quando o meu pai perguntou-me com um tom muito forte,quem tinha dado aquelas porcarias ao (amigo) do Francisco.
Fiquei a olhar para o Francisco e ele para mim sem saber eu que responder,o meu pai insistia ainda num tom mais severo,mas eu nada podia responder,entretanto o meu (amigo)Francisco disse:antes de irmos para a festa entramos naquela loja do Funchal que vendem aquelas doses;tu sabes,daquilo que já se falou várias vezes,sim,e a Inocência quis fazer uma brincadeira  e achou que deveria ser ele a cobaia para a diversão da noite.O meu pai,furioso como nunca o tinha visto virou-se para o Francisco agarrando-o pelos ombros diz-lhe:linda brincadeira que vocês fizeram oxalá e não tenha consequências piores.
Regressamos para casa sempre em contacto uns com os outros até ás quatro da manhã não preguei olho.
     Não sei que hora era quando senti bater à porta do quarto que eu dormia,era supostamente domingo de manhã e o meu pai falando num tom de voz algo trémulo disse-me:aquela brincadeira de ontem deu p'ro torto,o amigo do teu colega morreu.
    Não sabia come reagir naquela situação,liguei para o Francisco a contar-lhe o sucedido,do outro lado da linha só ouvi;não pode ser,não pronunciou nem mais uma palavra e desligou.
    O meu pai perguntava-me,quem foi que comprou essa porcaria?eu não sabia mas o Francisco já me tinha dito que a Inocência e o seu namorado é que tinham sido os autores da ideia.
Eu perturbado como estava,ainda tive a preocupação de perguntar ao meu pai como seria resolvido o caso.
Mas ele disse-me:é como o anterior do qual também assisti,o culpado será só aquele que consumiu,pois nenhum outro lhe será imputadas culpas visto que perante a legislação actual isso é considerada uma droga legal.
     Fiquei sem palavras.
PS:Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.Os nomes dos personagens são fictícios.