quarta-feira, 22 de abril de 2015

                              Aulas de democracia
Depois de passar quarenta e um ano à espera de colher os frutos do 25 de Abril, eis que continuamos a viver numa incerteza constante dado o descalabro a que chegaram os (construtores) do regime democrático. A democracia exigia igualdade de oportunidades, e o que se fez? criaram-se meia dúzia de senhores que descambaram o país levando-o à banca rota. Sim, porque este país já não sobrevive sem o auxílio da madrinha, UE. Criaram um sociedade de corruptos da pior espécie e pouco ou nada a revolução contribuiu para a evolução da pessoa humana. A proposta e inicial seria a de converter os cidadãos mais pobres e desprotegidos, elevá-los ao patamar dos mais favorecidos, dando-lhes ferramentas para que crescessem como pessoas de modo a atingirem níveis de cidadania minimamente aceitáveis. É verdade que durante estes quarenta anos, formámos muitos mais estudantes e aumentá-mos os seus níveis de escolaridade, mas será que educamos melhor os cidadãos? A democracia exigia cumprimento escrupuloso dos deveres e exigência máxima dos direitos, mas isso em nada evoluiu, pois cada vez mais o poder esmaga sem dó nem compaixão todos os que de uma maneira ou de outra, tentam contribuir com o seu trabalho e esforço construir a dignidade que a liberdade da nossa democracia condiciona. Uma sociedade mais justa foi esse o objectivo da revolução. Será que isso foi conseguido ou precisamos verdadeiramente umas lições ou até um curso intensivo de democracia? Ainda teremos que esperar mais quarenta anos, ou que uma nova geração se proponha uma revolução mais radical?

sexta-feira, 10 de abril de 2015

                                               De cabeça fria
Depois de passar um período de alteração,(mudança),(alternativa),(renovação), e todos os termos usados, para continuar na mesma, eis que nos «preparamos» para receber um !novo! governo.
Mas afinal, existiam 256 700 eleitores inscritos, quase 50% não votaram, 56 500 votaram PSD, 17 500,  CDS-PP, 14 500, Col. Mudança, 13 100, JPP, 7 000, CDU, 4 800,  BE, 2 600, PND, 2 100 MRPP, 1 700 MAS,  1 000, PNR, 900, Plataforma C. 1 100 votos nulos, 4 300 votos brancos, qual a democracia que aceita um governo de uma minoria de votantes ser considerado legal representante de uma maioria de eleitores? Dirão, que os cadernos eleitorais estão desactualizados! actualizem-se; que o povo está farto dos políticos! obriguem-nos a que participem na democracia, pois esse também é um dever de cidadão; que estamos fartos dos políticos e da política! cultivem o povo de modo que seja mais activos e muito mais participativos em tudo o que diz respeito aos assunto políticos do país. Afinal será que existem interesses por parte dos políticos que os cidadãos se comportem desta forma?  Se assim é, então duvido muito da seriedade e da honestidade da nossa democracia. Para agravar a situação foi ver o desfecho nos resultados dos escrutínios, uma autentica vergonha, e tudo ficou como se nada tivesse acontecido. Como querem que o povo participe numa coisa que se designa por democracia, mas que afinal se comporta como uma verdadeira rebaldaria? Ainda não compreendi como tudo isto acontece e passados meia dúzia de dias é ver tudo como se fosse muito normal, aliás parece ser que 40 anos de pseudo-democracia deu para criar um mau hábito, para aceitar-mos impávidos e serenos, tudo o que acontece à nossa volta. Não acho que deveríamos sair por aí a baixo e rebentar com tudo, isso nunca pois demonstraria ainda mais a nossa falta de civismo, mas civismo não significa passividade extrema ou aceitar tudo o que nos dão só para mostrarmos ao mundo que somos civilizados, mas ao menos demonstrar a nossa insatisfação  utilizando todos os meios cívicos ao nosso alcance. Não vi nenhuma instituição, nenhum movimento cívico, nenhuma entidade, interessada em formar ou informar os cidadãos para os seus deveres e direitos que a democracia consagra na nossa constituição, essa tarefa deveria ser encetada por algum movimento que orienta-se a população de modo a ser mais participativa, mais reivindicativa, e sobretudo com maior sentido democrático. É urgente que alguém se preocupe em formar cidadãos para a democracia. Oxalá e os futuros governantes tenham a consciência de zelar pelo verdadeiro interesse dos cidadãos, e que isso reverta a favor duma renovação da imagem dos políticos, são esses os mais mais sincero votos.

Para quem gosta de ver tudo limpo mas não gosta de limpar, ao menos ajude a não sujar.



Ajudar a quem não se esforça por melhorar, é contribuir para a preguiça e incentivar o desleixo.



Uma boa maneira de ajudar os outros é: ensinar aquilo que  serviu-nos para a nossa evolução como ser humano.