quinta-feira, 20 de julho de 2023

                                                Chega ao fim e nada muda     

Terminada mais uma legislatura do governo regional da Madeira correspondente ao quadriénio 2019/23. Entre projetos concretizados, propostas adiadas e promessas incumpridas lá estaremos de novo em 24 de Setembro com a grande oportunidade fazer a avaliação de mais 4 anos de governação PSD, desta vez apoiado numa bengala chamada CDS-PP.  Entre todas as questões a que mais se destacam é a análise feita pelos tradicionais governantes, pois quem não conhece as realidades da região e ao ouvir as intervenções dos membros do governo e dos deputados que o apoiam, entre abotoar e desbotoar de casacos lá foram desfiando um rol de factos das muitas obras inventadas, de utilidade duvidosas ou simplesmente inúteis, fazendo o povinho voltar a acreditar que vive num paraíso. Das 5 prioridades duma sociedade como a nossa, destacam-se: a saúde, a segurança, o trabalho, a educação e o custo de vida que inclui a habitação. Na saúde, logicamente que a bandeira será o novo hospital à anos prometido e finalmente e em boa hora iniciada a sua construção. Mas com a enorme dificuldade em preencher profissionalmente o SRS, assim como cumprir a agenda de serviços; existem atualmente: (18 mil cirurgias, 31 mil consultas e 16 mil exames em espera, números aventados pelo Sr. Secretário da tutela à comunicação social. Será que vamos ter uma solução à vista? Segurança: a criminalidade aumentou em 14% e a violenta grave aproxima-se dos 15% superior ao ano transato, enquanto que o número dos sem abrigo só no Funchal ronda os 120. Na educação a taxa do abandono escolar precoce cifra-se à volta de 10%, sendo que os que atingem o ensino superior, só 30% conclui a sua formação, (dentro do tempo previsto). No trabalho continua a falta de mão de obra em vários sectores, construção civil, hotelaria, turismo e outros. devido à pouca valorização do mesmo e a falta de incentivos à formação, com o aumento substancial da procura turística da região existem muitos trabalhadores que têm de cumprir horários excessivos sem a devida compensação remuneratória, além da contratação de trabalhadores pouco qualificados e «explorados» por vezes pelas entidades empregadoras, sendo muitos deles imigrantes vivendo em condições por vezes precárias. No que a custo de vida diz respeito, a região tem neste momento um aumento nos bens alimentares a rondar os 20% a 30% , daí que a situação para muitas famílias ser desesperada. E finalmente um setor que se tornou no calcanhar de Aquiles: a habitação onde as famílias endividadas à banca ultrapassam já um bom número. Felizmente que caiu o muro de Berlim, isso em Novembro de 1989, mas em Julho de 2023 caiu o taipal da Marina do Lugar de Baixo que atirou quase 200 MILHÕES de €uros dos contribuintes ao mar, e esperemos que em Setembro quando os eleitores forem chamados a eleger um novo governo, que se irá querer de novo voltar a afirmar em mais um manancial de promessas a promover no Chão da Lagoa e que façam cair a máscara da corrupção. Hostilizar aqueles que se apresentam como alternativa, talvez quererão tentando «engoli-los» ou converte-los de bengala em um par de canadianas recorrendo ao desespero do voto útil não é suficiente para vencer eleições, revejam-se nos nossos vizinhos Espanhóis. Para pôr fim ao medo de mudar de ideias e por não ter vergonha de pensar livremente, teremos de motivar (o maior partido da democracia); os 125 mil eleitores madeirenses abstencionistas desiludidos, dececionados, defraudados e enganados e que já não se revêm neste modelo de democracia, pois para pôr fim à corrupção, nunca será com abstenção. Para restaurar a democracia, restituir a liberdade e resgatar os valores da sociedade, tendo como base a família, votar será sempre a solução. 

terça-feira, 11 de julho de 2023

                                                Os donos da autonomia

Apesar de tudo e passados que já quase meio século, ainda muito longe da realidade a liberdade na região autónoma da Madeira instituiu a democracia. Senão vejamos: sinónimo de democracia; Origem etimológica: do Grego demokrátia, governo do povo. Quando questionado esse mesmo povo sobre o que é para si democracia, a grande maioria associa a: votar, eleger os governantes, ou simplesmente ter liberdade para escolher. Quando um dos princípios da democracia é a alternância do poder, como nós os madeirenses podemos convictamente afirmar que vivemos numa democracia, com as sucessivas maiorias dos mesmos de sempre? Será que a intenção de criar uma lei na Assembleia da República para a limitação de mandatos, de nada serviu para impedir que o vício da promiscuidade, da arrogância, da prepotência e da corrupção se impregnasse na sociedade de modo a fazer o povo acreditar que isto é mesmo assim e não há nada a fazer? Parece que o nosso povo sofre de uma síndrome rara de mentalidade, achando que o velho ditado (mas vale o mal conhecido que o bom por conhecer prevaleça no gene de quem sente medo de mudar. Mas se os dias mudam, as horas mudam, os meses e os anos também, porque razão existe o medo de mudar o paradigma político duma região com o maior risco de pobreza que com (26%) é a mais pobre do país, onde cada novo madeirense que nasce já acarreta com ema dívida de 22 mil euros, onde 40 mil utentes aguardam uma consulta e 20 mil por uma cirurgia. tudo isto noticiadas neste matutino. Será que valeu mesmo a pena continuar a creditar que os obreiros desta calamidade serão os construtores duma solução para estes e outros problemas que teimam em manter para à conta desta incapacidade, poderem continuar no seu rol de promessas eleitorais a mentir e enganar os Madeirenses e Porto-santenses sob pende continuarem num mar de lamentações o eleitorado não poderá deixar de modo algum fugir a oportunidade de substituir o medo e corajosamente encontra uma alternativa que venha a curto prazo colmatar esta tragédia, correndo o risco de , principalmente aqueles 125 mil (abstencionistas) que  desistiram de acreditar ser possível uma nova forma de fazer política e uma nova maneira de estar em democracia. A nossa luta resume-sea que sem qualquer dúvida para que os nossos filhos e os nossos netos quando folhearem a história da Madeira, não digam que nada fizemos para que em vez de autonomia,  se questionem se realmente sabíamos o verdadeiro significado de democracia. Será que ainda chegamos a tempo de restaurar a democracia, restituir a liberdade e resgatar os valores da sociedade, não correndo o risco de os nossos descendentes se envergonharem de nós.