sábado, 7 de maio de 2016

                                            Está a tocar o alarme
Atendendo às circunstâncias e a dimensão que a situação está a tomar, não será da minha competência e muito menos válida a minha opinião pessoal, em relação a um assunto tão badalado e tão comentado e por muitas vozes e «canetas» comentado, o caso dos cidadãos designados de refugiados. Por si só um assunto melindroso que abrange várias opiniões, interpretações assim como vários tipos de análises em relação ao assunto, mas porque a minha opinião vale o que vale, não será por isso menos válida em relação a um outro assunto que deixa-me constrangido. É o caso dos nossos emigrantes e seus descendente directos que, por razões de todos conhecido levou a que muitos optassem por um regresso à sua terra ou à terra dos seus pais, devido à insegurança e à incerteza que se vive actualmente e mais concretamente na Venezuela. Aumentou o número de madeirenses que com seus filhos procuram refúgio na sua terra, que infelizmente por falta de meios e de incapacidade de vária ordem não consegue dar respostas na colocação de quadros médios e superiores formados no país, muito menos dar ocupação aos filhos daqueles que um dia se aventuraram no estrangeiro à procura de condições que os seu próprio país não lhes conseguiu proporcionar. Mas a situação agrava-se quando da aceitação das equivalências e das exigências que são feitas para o reconhecimento e legalização das especialidades, e os entraves são de tal ordem que até parece quase uma rejeição à categoria, à legalidade e à capacidade dos envolvidos, ao ponto que as próprias organizações,(ordens) criarem barreiras para a legalização dos formados. É verem engenheiros, advogados, médicos a sentirem uma enorme dificuldade em conseguir a equivalência e sua integração nas respectivas profissões como se de estranhos se tratassem, quando apregoa-se aos quatro ventos que o país está em condições de aceitar não sei quantos emigrantes refugiados, e rejeita tangencialmente os filhos daqueles que genuinamente são filhos da terra. Existem interesses em salvaguardar os refugiados do norte de África, ou interesses em dificultar os emigrantes da Venezuela? Até quando além de formar quadros com os dinheiros públicos para depois exportar sem tirar dividendos do investimento feito nas suas formações , rejeitamos e sobre tudo barramos sistematicamente o caminho aos nossos filhos o direitos de serem filhos da nação e que precisam do apoio do estado para minimizarem uma situação alarmante e que se transformou já em dramática, como é o caso dos nossos emigrantes da Venezuela. Será que de uma vez por todas deixarão de ser os venezuelanos da Madeira e ou os portugueses da Venezuela, quando o mundo já à muito passou a ser global, mas na hora da verdade a nação portuguesa cria dificuldades aos seus próprios filhos a se reintegrarem no seu próprio país?