domingo, 29 de novembro de 2020

                           Não despertem o vulcão adormecido

Um povo que após 46 anos ainda não soube interpretar o verdadeiro significado da liberdade. Aquilo que o 25 de Abril iniciou e o 25 de Novembro corrigiu, ainda não conseguiu ser concretizado. Para quem defende a verdade no actual modelo de democracia à portuguesa, poder-se-á dizer que é fascista, radicais, extremista, xenófobo e uma série de designações para intimidar os mais de 6 (seis) milhões de portugueses abstencionistas que á muito deixaram de acreditar neste modelo de regime que usou a liberdade para que um grupo de gente sem escrúpulos, agrupados em partidos políticos, salteadores e corruptos sequestrassem a democracia, legalizassem o roubo  e institucionalizassem a corrupção com a «displicência» da (justiça) e o desinteresse dos que à margem da constituição da república deveriam ser o garante dos direitos liberdades e garantias dos cidadãos. Porque será que surgem os denominados radicais na esfera política dos países? Porque pura e simplesmente àqueles a quem lhes foi confiada a governação da nação, não cumpriram minimamente as suas tarefas, os seus deveres e muito menos as suas promessas na hora de apresentar os seus projectos aos eleitores. Ao longo deste 46 anos de suposta democracia em Portugal, foram demasiadas as situações que a diário fizeram com que os cidadãos independentes e alheios a qualquer situação da política do país, o único que fizeram foi contribuir para que mais e mais políticos desonestos usassem e abusassem do «poder» que lhes é assignado para paulatinamente roubar os cofres do estado, e a justiça adiar o mais possível uma eventual investigação, incriminação e julgamento, pois ao longo de todos estes anos seria muito difícil enumerar neste texto condicionado a um numero de caracteres, todos os casos de corrupção deste país. Os cidadãos indefesos sentem-se impotentes para protestar, revoltar e ou indignar. Se alguém aparece com um projecto que pretende o combate contra o flagelo da corrupção, o sistema cai-lhe em cima. Mas porque será que esses projectos aparecem, porque tanto medo? quem foram ou serão os verdadeiros culpados do surgimento desta situação, não serão aqueles acusadores, que se sentem agora verdadeiramente perseguidos pelo seu próprio erro?  Da mesma forma que o medo não cala os audazes, o radicalismo poderá não ser a solução, mas deverá ser o princípio para o fim de uma pandemia, calamidade, vírus, e doença crónica em que se converteu a corrupção e o roubo em Portugal. Depois não se admirem que a população se revolte e em futuros actos eleitorais vote massivamente, em «radicais», «extremistas» ou até sinta nostalgia de um novo Salazar.  No tempo do dito fascismo roubavam à calada e ninguém sabia nem podia comentar, hoje rouba-se à descarada, fala-se à boca cheia, mas de nada serve pois o país continua a saque, a justiça adia os casos que o mundo inteiro comenta, e o povo continua a pagar pela sua ingenuidade convertida em ignorância, muito por falta da verdadeira cultura democrática. Portugal quer justiça, anceia que os futuros candidatos a gestores da coisa pública comecem a ter a consciência verdadeira de serviço, em vez de se servirem da governação para enriquecerem. Queremos construir o futuro destruindo um passado de autêntica indignidade e promiscuidade,  restaurar a democracia, restituir a liberdade, recuperara os valores da sociedade, e reeditar a confiança na classe política que terá de renovar o seu papel de servidores da nação. Até lá a paciência e a liberdade também tem limites. A um povo calmo, sereno e tolerante, não é de bom censo testar a sua paciência, poderá converter-se num vulcão adormecido.


domingo, 22 de novembro de 2020

                                                    Chega o Advento; Natal de alternativa ou de esperança

Para os católicos, cristãos iniciar-se-á uma vez mais o período onde todos e cada um de nós é convidado à reflexão, à partilha, à participação e à unidade para celebrar entre familiares e amigos aquela que é a «Festa» por excelência. Comemorar o nascimento de Cristo talvez por duo milésima vigésima vez, talvez até nem será essa a verdade, pois foi implementado no ano de 350 ou seja, à já aproximadamente 1760 anos pelo papa Júlio. Mas a verdade! não a podemos afirmar, fizeram-nos acreditar e a nossa fé aceitou plenamente essa celebração como verdadeira. Em nada nos prejudicou, apenas alterou algumas condutas que ao longo dos séculos se converteram em hábitos e costumes evoluindo ao longo dos tempos de região para região, adaptando-se aos hábitos, costumes e tradições dos povos e ao passar dos anos e devido a circunstância. Eis que novamente somos postos à prova e alterar os nossos hábitos para a comemoração de um novo período de festividades, convidar todos à participação, onde o motivo será o mesmo, o propósito idêntico e a finalidade a de unir pessoas, amigos e familiares, mesmo aqueles que não se identificam com o simbolismo e o seu protagonista, aceitam por interesse, por propósito ou conveniência e aderem com maior o menor  convicção a esta época. E pensar que esse protagonista foi aquele por proclamar, defender, e lutar pela verdade 33 anos depois do seu nascimento foi posto á prova diante dum povo influenciado e  manipulado, foi condenado num julgamento sui generis que pôs perante a multidão um salteador e ladrão e o defensor da verdade e da justiça e esse mesmo povo «condenou»  aquele defendia a verdade. Passados que são mais de dois mil anos da sua presença no meio dos homens, parece que ainda não aprendemos a lição e continuamos a condenar, perseguir e julgar, aqueles que defendem a verdade, a justiça e a paz. Vamos tentar neste período que se avizinha, renovar a nossa fé, restituir a nossa confiança na mensagem do Cristo condenado, restaurar a nossa verdadeira missão de servir, pois foi essa a grande mensagem trazida e que após todos estes séculos ainda não foi conseguido interiorizar no nosso orgulhoso espírito de ser (superior). Porque foi-nos entregue um plano para concretizar, contem humildade, fraternidade, disponibilidade, perdão, e Amor. Façamos da humildade o nosso modelo de vida, da disponibilidade a nossa missão e de AMOR o nosso projecto. Porque ontem como hoje a mensagem prevalece, e só haverá a verdadeira LIBERDADE quando estivermos com autenticamente disponíveis para estar ao serviço do nosso próximo.

domingo, 8 de novembro de 2020

                  Historias do meu avô que o meu pai contava

Após a 1ª guerra mundial 1914/18, houve fome, miséria, doenças, principalmente a partir  mês de Dezembro  de 1916 quando do ataque do submarino alemão à cidade do Funchal. Instalado o pânico na população, muitos dos habitantes abandonaram a cidade refugiando-se nas redondezas, coisa que até então nunca se tinham vivido. (Madeira 1914/18 momentos de história).  Estaremos atualmente perante algo de dimensão semelhante, só que, um inimigo invisível a olho nu, de onde vem, qual a sua verdadeira origens, com que propósito, intenção, dimensão e consequências do seu efeito. O primeiro está conseguido: instalar o medo às populações, que começam a entrar em pânico. O segundo destruir a economia, criar miséria, dependência e fome. As doenças essas já existiam com a agravante de que agora por culpa desse (inimigo invisível) está condicionando a sua atenção por parte das entidades e dos serviços a quem de direito teriam a obrigação, o dever e disponibilidade para o seu acompanhamento, tratamentos e cuidados. Porque vivemos durante um século uma certa segurança, não estava-mos preparados para semelhante acontecimento que nos causa trastorno e que deparamo-nos com a enorme dificuldade em enfrentar uma situação semelhante e muito menos encontra a maneira de ultrapassar este drama. Será necessária a atenção, disponibilidade e compreensão de todos e cada um de nós contornar as dificuldades que o momento atravessa no cumprindo regras que nos são impostas, mesmo que estas possam vir a ser  uma condicionante à liberdade a que já nos tinha-mos habituado, esperando que as mesmas não seja um isco para um aproveitamento político social de retirar definitivamente essa mesma liberdade que tanto nos presa. Vamos todos dar as mãos para que em boa hora e o mais rápido possível sair deste impasse que nos priva de viver a vida sem limites.  Porque o medo derrota mais pessoas que qualquer outra coisa no mundo, precisamos de muita força e coragem nos momentos mais difíceis, e paciência nos mais complicados, para que a esperança e a fé sejam sempre maiores que os nossos medos. Porque a fé dá coragem para superar o medo de enfrentar os desafios.