quarta-feira, 26 de outubro de 2022

                                        Caiu uma folha a mais neste Outono

Enquanto não conseguirmos substituir protagonismo por simplicidade, vaidade pela humildade, arrogância por disponibilidade, dificilmente atingiremos uma sociedade onde os valores e o humanismo se imponham. Quando o povo perceber que democracia não é apenas o ato de votar. Quando os cidadãos derem o verdadeiro valor à sua inteligência e às suas capacidades. Quando começarem a pensar por suas próprias cabeça. Quando os criminosos e os corruptos sentirem o verdadeiro peso da justiça e a equidade impere. No dia em que se dignificar o trabalho e valorize quem trabalha. No dia em que os problemas do nosso país deixarem de ser resolvidos à força do dinheiro, (pois falha sempre), ou sobram problemas ou falta o dinheiro principalmente quando ele acaba nas mãos de corruptos e os problemas! esses continuam porque nunca tivemos um governo com a coragem e a dignidade suficiente de pôr termo aos verdadeiras problemas e às causas que os provocaram e de quem conduziram o país à miséria. Enquanto a pobreza a que o sistema conduziu o nosso povo servir de bandeira para debate da democracia, nada feito. Em suma; quando deixarem de ser manipulados por um regime que aproveitando-se da ingenuidade dum povo sem uma verdadeira cultura democrática, num país onde o roubo foi legalizado e a corrupção institucionalizada. Nesse dia, estaremos no caminho certo para a restauração da verdadeira e autêntica democracia e da restituição da nossa liberdade, até lá! continuaremos a ser escravos da nossa ignorância, cúmplices da nossa própria miséria e mendigos dum estado corrupto que continuamos a sustentar. Meditem só neste mero exemplo: o orçamento de estado levado à discussão esta semana na Assembleia da República pelos Socialista ressalta-me uma situação: Imaginem só! A GALP apresentou nos 9 meses 2022 lucros estimativos no valor de (pasmem-se)!! 608 MILHÕES de euros de lucro, 86% superior face ao ano anterior. No Orçamento de estado para 2023, consta uma tranche de 500 milhões de euros a atribuir à GALP. Empresas como: EDP; 306 Milhões de lucro; Sonae (Continente); 118 Milhões de lucro, J.M. Pingo Doce 261 Milhões de lucro, Milénio BCP, 74,5 Milhões de lucro, BPI 210 Milhões de lucro; Santander/Totta, 241 Milhões de lucro. Isto é mesmo humilhante, gozar com a ignorância e a miséria dos portugueses. Depois culpem os extremismos e os que assumem defender e combater os verdadeiros criminosos e os reais problemas que assolam as populações, quando aqueles que provocaram a criação do (monstro) dada a sua sucessiva incompetência, agora atiram-lhe pedras. Enquanto a esquerda (PCP) acaba de comemorar 90 anos do lançamento do seu órgão de informação "O Avante", é lançado a 10 de Junho deste ano inicialmente em formato digital, a direita lançou no dia 5 deste mês em papel o seu órgão de informação "Folha Nacional"

Obs: Publicar como A.J. Ferreira; Obrigado.


quinta-feira, 20 de outubro de 2022

                                  Verdade ou consequência!

No dia em que o povo português acordou para a liberdade, longe estaria a grande maioria de pensar que após quase meio século estaríamos chegados a este patamar tão miserável. Vindo de um regime totalitário que por circunstâncias entre outras a (1ª guerra mundial), teve de deitar mão à catástrofe surgida de governos anteriores incompetentes e corruptos. Criando um plano de recuperação económica que para a época Março de 1935 o diário TIME afirmava: "é impossível negar que o desenvolvimento económico recorde registado em Portugal não só não tem paralelo em qualquer outra parte do mundo como também é um feito para o qual a história não tem muitos precedentes” e que anos mais tarde tornou o país numa economia estável e sem dívidas. Verdade seja dita que existia muita pobreza nos nosso país, mas aquilo que a liberdade nos deu nada mais foi um regime onde criou-se a ideia de que a classe política tinha todos os direitos, privilégios e poderes sobre os dinheiros do povo e foi um manancial de corrupção que nos conduziu à maior dívida externa de sempre. Ninguém irá pôr em causa esta verdade. Em 2021, a dívida externa bruta de Portugal atingiu 408 401 milhões de euros, representando 193,15% do PIB. Foram este tipo de descalabros que outrora conduziram o país ao tão detestado e condenado regime totalitário onde a constituição da república nesse mesmo governo foi levada à votação do povo e que talvez não queiram repetir. Será que aprenderemos com os erros do passado para não voltar a cair em desgraças por culpa dos democratas? Queremos defender a todo custo a democracia e com ela a liberdade que tanto preservamos, mas que não seja para continuar a ser um povo escravizados pelos defensores duma liberdade condicionada e duma democracia virtual, será que ainda vamos a tempo de salvar a democracia. De certeza que aqueles que conduziram o país para este abismo não têm a capacidade e muito menos autoridade moral para se mostrarem como solução dos graves problemas que criaram e se arrastam há décadas e levaram a que 4, 4 milhões de portugueses estejam em risco de sobreviverem no limiar da pobreza. Nunca a miséria foi tão evidente e não seremos nós em boa parte cúmplices da nossa própria miséria pelo facto de teimosamente ter mantido os mesmos de sempre a gerirem os interesses que deveriam ser do povo? Por circunstâncias identicas a história repete-se. Alguém terá dúvida que possa vir a ser esta a consequência?


sábado, 1 de outubro de 2022

                                  Carta a alguns inquietados

Porque será que o povo continua a achar que: política é só para os políticos e alheando-se de tudo quando a realidade é bem diferente. é dever de cidadão participar na construção e evolução da democracia . A razão que me levou a me integrar na política só tem um motivo: mostrar aos cidadãos comuns ( aqueles que acham que democracia é só o ato eleitoral) que não precisamos curso académico, muito menos ser especialista em alguma área específica, apenas e tão só ser-se um cidadão ativo e participativo, que pense, que conseguiu ao longo da vida muitas conquistas com o seu próprio esforço, sem ser subsidiodependente muito menos viver à custa do estado, seria talvez essa a razão que só agora decidisse aceitar participar na política ativa. Os democratas formatados pelos 25 de Abril acham que só existe um caminho, uma solução, por amor de Deus! andamos nisto há quase meio século e são esses mesmos  (diplomados e com currículos por vezes invejáveis) que ainda não encontraram as verdadeiras soluções para os graves problemas do nosso povo. Por sentir que a vida decide sempre o momento certo e dada a disponibilidade, achei por bem que chega a hora poder dar o meu contributo e demonstrar com ação que é possível ser-se um cidadão com valores de poder ajudar os outros cidadãos a atingirem um patamar de autonomia em liberdade, com dignidade, e muito trabalho. Vamos continuar a acreditar que os cúmplices do caos a que o nosso país atingiu, serão esses mesmos capazes de apresentar sequer soluções para a resolução dos nossos eternizados problemas? Acham que a miséria deste país será colmatada com subsidio dependência; ou com condições para aqueles que se empenham e trabalham sentindo-se motivados e com o benefício do seu próprio esforço a serem compensados? A redução progressiva de impostos seria uma medida para beneficiar quem trabalha e contribui. Não podemos continuar a ser o país onde os cidadãos sobrevivem de esmolas. Dar oportunidade a quem tiver interessado em produzir ou até investir as condições mínimas necessárias para criarem postos de trabalho.  Apoiar os setores básicos da nossa economia incentivando, valorizando o quem trabalha e dignificando o trabalho e a produtividade, na agricultura, na pecuária, nas pescas com isenção de impostos até terem criado condições mínimas de estabilidade e evolutivas. Um agricultor e ou um trabalhador agrícola deveria ser muito bem remunerado para se sentir incentivado. Dirão: mas não temos potencial para concorrer com os grandes produtores! Se lhes déssemos o verdadeiro apoio incentivando-os, seriamos até capazes em muitos setores sermos autossuficientes. Fazer política nunca será fazer oposição a tudo, mesmos que algumas medidas sejam benéficas para os cidadãos só pelo facto de não sermos nós a criar a ideia e a propor. O descontentamento generalizado é cada vez mais evidente, e o facto de cada vez mais a frustração e a desilusão dos portugueses em geral e os madeirenses em particular será sem dúvida mais um motivo para que surjam alternativa que aqueles que criaram o monstro da corrupção que fomenta a miséria, estejam agora com as mãos na cabeça e (inquietados) quando aparecem  grupos de cidadãos com coragem e determinados, querendo mudar o rumo à democracia para fazer aquilo que em 5 décadas de regime democrático ainda não foi feito. Seremos uma nova maneira de fazer política e uma nova forma de estar em democracia.  Enquanto que os corruptos «sequestraram» os partidos políticos «para benefício próprio» e em liberdade à conta da democracia legalizaram o roubo e institucionalizaram a corrução, estaremos nós os cidadãos comuns empenhados em devolver a democracia ao povo nem que para isso tenhamos que: «sequestrando» os partidos políticos para ter de restaurar a democracia, restituir a liberdade, resgatar os valores da sociedade e combater a corrupção. Será uma missão quase impossível corrigir vícios do passado, mas temos de começar por algum lado, não podemos continuar impávidos e serenos de braços cruzados, à espera que caiam frangos do céu.  


Será que existirá a suficiente coragem política e o abdicar de protagonismos de individualismo, de jogos de interesses e de vaidades para colocar os interesses das populações maioritariamente e em primeiro lugar? O facto da maioria dos portugueses serem muito pouco ou melhor dito, nada participativos no que a política diz respeito, (prova disso mais de 50% não votam) pelo descrédito a que o regime «propositadamente» foi conduzido, leva a que por vezes para preencher lugares sejam convidados os familiares e amigos. Com o correr do tempo vira hábito que depois se converte em vício, daí que será importante mudar o paradigma político do nosso país. Um governo alternativo teria de convidar inicialmente para a sua equipa, portugueses que inicialmente são os contestatários do atual modelo de governação mesmo que para isso abdique de algum dos seus quadros. Temos muita gente capaz no nosso pais e seria também uma oportunidade a esses portugueses de mostrarem até que ponto a sua contestação e discordância se converteriam em benefício para todos. Por ser tão difícil ao ponto de se tornar numa missão quase impossível, seria uma boa fórmula para mudar o conceito de partidocracia para uma autêntica democracia participativa. Isso diria eu seria quase que um governo de salvação Nacional.