sábado, 6 de outubro de 2012
O Marketing da democracia
À boa maneira das grandes empresas,também a democracia e por conseguinte os partidos políticos que a integram têm o seu método para vender as suas ideias e convicções políticas,de modo que os consumidores(eleitores) o povo,possam escolher o que achar melhor preparado para no caso,tomar conta da administração do país,Tem sido sempre assim ao longo destes já longos 38 anos de regime democrático,mas será que conseguimos,esse povo receber em troca o fruto dessa escolha,ou será que escolhemos aqueles que eventualmente nos puseram no papel o que de facto não foi a melhor escolha,dado os resultados que se evidenciam?É verdade que quando vamos a uma loja escolher uma peça de roupa estamos limitados ao stock existente,ou em alternativa ir a outra,mas e talvez antes disso,fomos «bombardeados»com a publicidade dos media que nos sugeriram um sem número de alternativas,no caso,se a escolha acabar por falhar haverão várias possibilidades,desde a troca,ao usar duas ou três vezes ou simplesmente porque as nossas possibilidades financeiras poderão dar-se ao luxo de usar uma vez e depois oferecer-lo a quem quer que seja ou necessite.
Parece que no caso da democracia e escolha que ela nos proporciona ,muda de figura;primeiro escolhemos aqueles que outrem nos propõem sem conhecimento prévio das suas capacidades,apenas uma leitura superficial do que poderão ser as suas ideias futuras,o que logo se alteram só pelo facto de já estarem no tão ambicionado posto.Depois se for o caso de falharem ou estarem muito aquém das nossas expectativas ou necessidades,teremos que aguardar o período de vencimento do produto em causa(o políticos)para podermos substituí-los,que por acaso será de marca diferente mas da mesma fábrica.
Até parece que no caso dos filiados ou dependentes dos partidos,são como os adeptos de clubes desportivos,mesmo que o clube perca ou ganhe somos sempre fieis,e os outros,ou seja o povo em geral tem estado alheio a tudo isto deixando a escolha a metade da população,mas agora sofre com as consequências dessa escolha errada ou interesseira,que fez ao longo deste 38 anos,tornar o nosso país no descalabro a que chegou,dando a oportunidade de fazer da democracia um modo de sobrevivência de meia dúzia de senhores que se acharam no direito de usá-la em benefício próprio em vez por-la ao serviço dos cidadãos e do país.
O que realmente falta é cultura democrática ao povo português,pois durante muitos anos alheou-se da politica e quando foi chamado para tal,as forças armadas fizeram o trabalho,em suma nada tiveram a ver directamente com a instituição da democracia e acharam-se no direito de deixar a uns quantos interessados se instalarem em tachos ou pura e simplesmente,em mentes manipuláveis de participar no acto da democracia,o voto,que só por si é a arma do povo e é preciso usá-la no momento certo.Só que o marketing também vende politica e democracia e o povo que é consumista por excelência,consome assoberbante tudo o que os interesses económicos e financeiros lhes vende,só que depois lamenta-se caladinho e na hora de protestar deixa-se comprar novamente.Que mais se pode esperar de um povo sem cultura democrática.
Faltou alguém pensar que seria necessária a obrigatoriedade de voto na hora de eleger os condutores dos destinos do país e a pré selecção dos futuros governantes em vez de serem as organizações políticas ser o povo na generalidade,só assim seria uma verdadeira democracia participativa onde cada cidadão sentiria que a sua participação na construção da democracia seria muito importante.
Será que ainda vamos a tempo de mudar de atitude e de método?
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