sábado, 29 de dezembro de 2012


                                               QUE ESPERANÇA PARA 2013
Num país onde tudo,ou quase tudo corre ou correu mal durante este e todos os anos anteriores,qual será a motivação dos madeirense e portugueses no geral para acreditarem que o próximo ano será melhor do que este e os anteriores?
Infelizmente não temos nada neste momento que nos leve a acreditar que 2013 será um ano de esperança,de perspectivar um bom ano,pois não temos a mínima esperança de que algo de bom possa vir a acontecer,a não ser que aconteça algum milagre que venha a substituir o tão falado fim do mundo,que afinal nem aconteceu,para bem da humanidade mesmo com os inúmeros problemas pelos quais se deparam as sociedades actuais no geral.Mas concretamente para o nosso país e muito em particular para a nossa região,a esperança de um ano mais prospero deixa-nos apreensivos,politicamente órfãos,economicamente de rastos,socialmente degradados e com o pior das situações é que,aqueles que deveriam encontrar soluções para os imensos problemas que nos afectam em nada encontram a solução para o desastre a que nos conduziram.E esperar que em próximos actos,onde o povo será chamado a determinar quem deverá tomar as rédeas do país não se vislumbra uma soluções à medida das nossas necessidades,pois para nosso mal a geração criada com a democracia não aprendeu a viver com pouco e não tem solução para um país que é pobre,mas que durante três décadas foi conduzido por pessoas que se achavam ricas e agora estão perdidas e não nos podem dar solução pois pura e simplesmente não foram preparadas para esta situação.Que havemos de fazer e com quem  iremos contar para o nosso futuro.Seria com a força do trabalho que infelizmente é cada vez menos,e com medidas governamentais que acabaram por tornar ainda pior a reactivação do mercado laboral.Em vez de dinamizarem a nossa economia sobrecarregaram-na de modo a tornar-la asfixiante para quem quer desenvolver uma actividade,e construindo mais dependente do estado com o desemprego galopante,as famílias sem saber a quem e onde recorrer,os que ainda lhes restam alguma esperança a sentirem a dificuldade de se manterem activos e rentáveis,pois o estado quer levar-lhes as parcas economias a que conseguem angariar.Infelizmente já nem se pode desejar um feliz ano novo mas sim esperar que a força espiritual deste povo não se desvaneça até cair e que consigam arranjar forças para poder suportar semelhante atrocidade. Haja vontade de superar a maior das dificuldade desta geração.Até pensar positivo está a ser difícil mas vamos continuar a tentar para poder ter um ano de 2013 com força anímica para ultrapassar este pesadelo.
Carta enviada para o diário de notícias.29/12/2012

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