A responsabilidade democrática
Ainda não cheguei a compreender qual a concepção de democracia, quando algo corre mal num pais, deveria ser o povo a decidir o caminho a seguir. Infelizmente os nossos eleitos «vendidos», como se de detergente se tratasse, fazem-nos a lavagem cerebral de uma maneira muito activa, de modo a que os beneficiados ou lesados consoante às circunstâncias, pensemos que tudo o que de bom acontece no nosso país é culpa dos políticos e tudo o que de mau nos acontece é por pura culpa e negligência nossa.
Mas afinal o conceito de democracia que foi incutido neste povo, tem alguma coisa a ver com a verdadeira linha de um pensamento democrático?
A democracia deverá ser a participação do povo nas decisões das linhas politicas do país, mas na nossa, o povo «compra» a imagem do politico que se propôs gerir os destinos da nação por um período determinado, enquanto esse mesmo vendeu a sua imagem cheia de promessas, que na realidade nunca a irá cumprir e que em nada beneficiarão aqueles a quem foram apresentadas essas (receitas).
Até quando a democracia em Portugal será exclusiva responsabilidade dos «profissionais» da politica?
O povo se não quer participar nos destinos do país com a sua opinião e decisão, ao menos que seja necessário obrigá-lo a ser responsável dos seus actos, perante o regime democrático que achou por bem aceitar, por razões várias, à 40 anos atrás.
É inconcebível que tenhamos de suportar governantes que dia após dia, contribuem para a degradação do país e das suas gentes e nada se possa fazer num país onde supostamente vigora um regime democrático!
Ainda não cheguei a compreender, como se pode permitir à frente da administração de um país que se diz viver em democracia, quando cada vez mais os nossos melhores quadros, formados com o dinheiro dos nossos impostos, é-lhes negada a sua evolução profissional no seu próprio país, onde pudessem contribuir com o seu trabalho, no desenvolvimento da sua nação, pois para isso, todos os cidadãos contribuíram, agora deitamos fora o fruto do nosso investimento. Um sistema de saúde a regredir, uma educação deficitária e subaproveitada, a insegurança que prolifera por este país fora, dadas as péssimas condições que ao longo destas décadas foram levadas inúmeras família, o aumento dos suicídios, dos sem abrigo, dos desempregados suportados por aqueles que têm de trabalhar muito mais para os subsidiar, os idosos que durante décadas trabalharam para ter no futuro uma vida digna, vêm-se a braços com situações de miséria, as empresas cada vez mais entram em colapso financeiro dado o garrote fiscal a que são submetidas, gastam-se balúrdios em investimentos duvidosos e sobretudo protegem-se aqueles que menos produzem.
Até quando teremos que permitir que a nossa suposta democracia, pactue deste tipo de atitudes?
Quando teremos a consciência plena de que, sermos nós os cidadãos que temos que tomar as rédeas das decisões e pôr o país em movimento, na linha certa em consonância com o verdadeiro conceito de democracia?
Continuamos a não querer aprender com aqueles que com problemas como o nosso, optaram por soluções que estão a resultar, mas para isso foi necessário o povo tomar consciência de que a democracia é da responsabilidade de todos. Acreditar nos políticos já é coisa muito difícil, ao menos acreditemos no povo se este se empenhar em resolver os seus problemas, participando activamente no debate e apresentando soluções para esta enorme lista de inúmeros problemas nos quais o nosso país se encontra mergulhado.
O voto obrigatório, e a participação nas decisões mais relevantes do país, através dos referendos, faria sem sombra de duvidas, os portugueses muito mais responsáveis pelo funcionamento da autentica democracia na sua terra, e retiraria muita da irresponsabilidades dos políticos, quanto à gestão administrativa do nosso país.
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